Notas iniciais
Simbad Somma
Simbad acordou. Ele sentiu os braços pesados, e se deu conta que Kaya dormia em seu peito. Ela não estava dormindo... Estava acordada... Ela o olhava com curiosidade. Simbad tinha uma armadura sobre os ombros, e isso dificultou na hora de levantar. Kaya continuou á olhá-lo, com curiosidade.
- Foi você quem colocou isso em mim?
- Sim. – ela disse, depois de hesitar muito.
Ele ficou encarando-a por muito tempo. Sim, ela estava encarando ele na mesma intensidade. Os dois se encaravam, e isso não parava.
- O que foi? – ele perguntou, por fim.
- Quem é você... ? – ela perguntou.
Simbad colocou a mão na testa. Ele tinha esquecido daquela amnésia dela... Respirou fundo e sorriu, como se estivesse muito feliz com aquela pergunta.
- Sou eu, o Simbad. – ele tocou o nariz de Kaya. – Seu irmão mais velho!
- Meu irmão... Mas você é menor que eu. – ela ergueu uma sobrancelha, duvidosa.
- Sim. Papai é pequeno. Mamãe é alta. – Simbad mentiu. – Estamos em um lugar onde temos de matar monstros.
- Monstros... Qual meu nome?
- Seu nome é Kaya.
- Kaya... É bonito.
- Também acho. Papai tem bom gosto. Mas a questão, Kaya, é que você tem de ficar atrás de mim, não impor...
Simbad viu a mão de Kaya segurar seu ombro tão forte quanto seus meio-irmãos faziam, e o jogou no chão no mesmo instante que mísseis passavam zumbindo os ouvidos dele.
- Já entendi, tenho que ficar atrás de você não importa o que aconteça. – Kaya ironizou.
- Ei, eu estava desprevenido. – Simbad se defendeu e se levantou rapidamente. Ele olhou para a sala, havia uma espada sobre uma mesa. E uma máquina no meio do teto, que atirava mísseis para todos os lados. Ele percebeu o jeito gracioso e leve que Kaya se movimentava, desviando dos mísseis, como se ela estivesse em uma dança suave e melancólica. Simbad balançou a cabeça e saiu correndo para a espada, a pegou e então viu algo de diferente. Uma arma. Ele a pegou e logo soube para quem tinha de dar aquela arma. Para Kaya. Ela que era do Distrito 3, não ele. Mas espere, por que Kaya estava com ele, não Giovanna...? Simbad não teve tempo de se questionar, ele foi atingido no peito por uma chuva de mísseis, se não fosse a armadura, ele já havia sido trucidado. Viu Kaya saltando nas paredes e pegando impulso para se lançar contra a máquina, porém ela não conseguiu de primeira.
- Kaya! – Simbad gritou, e a menina se virou para sua direção. Simbad estava caído, a armadura sufocava-o, porém, ele conseguia mover a mão e pegar a arma na mesa. – Pegue! – ele jogou o revólver. Kaya correu e pegou a arma no chão, assim que mais mísseis eram jogados contra ela. Por sorte Kaya era rápida, e isso talvez tenha salvado-a. Simbad só lembrava de ter visto Kaya se segurando na máquina e a mesma preparando para lançar um mísseu no rosto da garota, e então tudo explodiu, e Simbad não soube se morria, ou se tentava se agarrar á vida.
º º º
Ele se levantou com dificuldade. Simbad sentia cada músculo de seu corpo doer. Algo como um extenso Mi cortava seus ouvidos, como se ele só conseguisse escutar o além. Ele tentou visualizar alguma coisa, porém a fumaça reinava. Notou que mal respirava. Tinha de sair dali. Ele mal conseguia se levantar, porém, perseverou. Procurou entre toda a fumaça e as coisas destruídas algum sinal de Kaya, mas foi em vão. Simbad sentiu sua garganta se fechar, levou as mãos aos olhos e limpou a fuligem que tentava adentrá-los. Foi quando uma mão segurou seu pé, antes que ele desistisse. Simbad olhou e tirou um destroço de cima de Kaya. Ela tinha um olho roxo e inchado, e inúmeras lesões pelo corpo, mas estava viva. Ele arrastou dois corpos até uma porta de onde vinha luz. Sim, dois corpos, o de Kaya e o próprio corpo, do qual estava sentindo que iria de desfarelar.
Quando conseguiu alcançar o lado de fora, o ar invadiu seus pulmões, e ele tossiu. Não conseguia ouvir a própria tosse. Se sentou com o corpo apoiado na parede, e então puxou Kaya pelos braços, trazendo-a para perto. A menina já estava desacordada. Ele colocou a cabeça dela sobre as coxas, e então fechou os olhos, indo para um mundo totalmente novo: O dele.
º º º
Simbad acordou quando alguém tocou seu nariz. Ele abriu os olhos e deu de cara com os olhos azuis púrpura de Kaya. Ele não se lembrava daqueles olhos serem assim... Ele tinha certeza absoluta que os olhos dela sempre tinham sido esverdeados...
- Hi... – Kaya segurou o riso, e então começou á chorar descontroladamente.
Simbad coçou os ouvidos, e quando viu a mão, estava coberta de sangue. Kaya se abraçava e tentava se autoconsolar, e Simbad começava á ver os estragos que a explosão fizera em seu corpo.
Um braço cortado, com o osso á mostra. Os ouvidos danificados. Seu pé doía, deveria ter torcido enquanto arrastava Kaya. E por fim concluiu que não tinha perdido nenhum membro. Por outro lado, Kaya estava totalmente acabada. Ele não conseguiu visualizá-la com clareza, pois ela chorava e esperneava. Mas tinha conseguido ver o sue olho roxo e inchado um pouco mais avermelhado, agora. Ela tinha quebrado o joelho, havia um pequeno corte em seu queixo, e ela abraçada seus próprios braços.
- Kaya... – ele sussurrou.
- Fique longe de mim! – ela gritou. – Seu monstro, selvagem!
- O que? Mas Kaya...
- Você não vai me matar! Nunca! – ela se espremeu contra a parede, tentando ficar o máximo possível longe de Simbad.
- Kaya...
- Vá embora! – ela gritou, agora quase voando no pescoço de Simbad.
Ele segurou seus punhos, enquanto a saliva dela lhe escapava os cantos dos lábios, e seu rosto ficava vermelho. Ela o odiava, era visível. Simbad sentiu um aperto em seu coração, e então se lembrou: Ela só teve a memória deletada. Deve ter associado a explosão com a minha presença, e agora pensa que eu sou um monstro. Simbad não sabia se conseguiria viver o tempo todo desse jeito. Ele não teria tanta paciência para dizer á ela todas as vezes que seu sono a atingisse.
- O odeio você. – ela disse.
- E eu gosto de você.
Isso a quebrou.
- Gosta? – Kaya continuou salivando, porém, não tinha mais aquele ódio nos olhos.
- Claro que gosto. Você é minha... É minha... Minha ficante. – Simbad sorriu.
Naquele momento, Simbad se elogiou. Ele era um gênio! Agora que Kaya tinha essa vulnerabilidade, ele poderia usar isto contra ela, e aproveitar. Ele poderiam ser quem quisesse, poderia dizer á Kaya beijar seus pés, e assim ela o faria. Porém, como se não estivesse esperando isso, ganhou um tapa.
- Eu sabia que você iria tentar se aproveitar. – ela disse, com a cabeça baixa.
Kaya
Notas finais
Não pude postar ontem, mil perdões! E hoje eu também fiquei enrolada, com as coisas, meu pai tá querendo fazer surpresa pra minha mãe e tal... Sabe como é, dia das mães... Por favor, me perdoem, eu odeio ficar sem postar, sério!
E os oito ganhadores foram:
MJuh
Midnight
caiokndlokozito
Girl On Fire
Rainy
Giuh
André Kun
Asukin
Vocês por favor enviem fichas (como a do primeiro capítulo) para mim, preenchidas com o nome verdadeiro. A idade não precisa ser entre 12 e 18, pode ser menos ou mais. Tipo a Mid, ela tem por volta dos 20, e ai ela pôs a idade verdadeira, mas quem nao quiser, não tem importância. Ah, e aqueles que já entraram na fanfic, tipo a Midnight e o Asukin, vão ganhar 200$ nas dádivas, pois vocês já tão na fanfic e tal...
Parabéns á todos, e obrigada! Beijos. É provável que eu não vá postar outros capítulos.
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