Notas iniciais
Estou sem inspiração...

Melissa Bottonly

Melissa se deitou perto do braço de Luke. Aquela conversa estava entediante. Luke prestava atenção, mas ela não via o motivo para isso. Era um Patrocinador que queria apoiar Luke. Ela bufou, tentando chamar a atenção dele. Mas nada. Melissa revirou os olhos e então suspirou e bufou seguidamente. Luke olhou com o canto do olho para a menina.

- Ah, Luke! – Melissa se zangou. – Me dá atenção, coisa!

Luke sorriu e pegou o rosto de Mel, beijando seu rosto e então a trazendo para mais perto.

- Me dê três por ele. – o mentor disse.

- Dois e meio. – o homem ergueu uma sobrancelha, esperançoso.- Esse garoto nem tem dezesseis.

- Tudo bem, dois e meio. – o mentor concordou.

O homem Patrocinador tirou do bolso do paletó cinco cartões, e entregou dois ao mentor. Melissa viu o valor: 2.000 e o outro era de 500.

- Ótimo, agora deixe-me ir ver os garotos do quatro...

O mentor de Luke se virou e então apenas negou com a cabeça, e resmungou.

- Como se a idade dele fosse dizer alguma coisa. – suspirou. – Ah, parem de se pegar, ai! – ele desaprovou aquilo com a mão e então saiu de perto.

Luke suspirou e então voltou a olhar para Melissa, sorrindo. Ele estava sentado num dos sofás que tinham na Recepção do Hotel dos Tributos. Melissa estava com os olhos de sono, e iria dormir em suas pernas a qualquer momento. Ele a levantou, e então a carregou até o elevador. Melissa escondeu o rosto e bocejou.

- Muito bonitinha a sua amiguinha. – Luke puxou um assunto.

- Quem? A Lucy?

- Sim. A Lucy é a menininha de bailarina, ne?

- Sim. – respondeu Melissa, sonolenta.

- Então, ela é simpática. Já pensou em fazer uma aliança?

- Acho melhor não...

- Por que não, Mel?

- Eles são Carreiristas, Luke.

E Luke não disse mais nada. Ela tinha razão, eles eram Carreiristas. E nós somos apenas tributos do distrito 12. Certo. Sem chance alguma. Luke pensou sobre coisas aleatórias, e então sentiu que Melissa já estava dormindo. O elevador se abriu, e então ele saiu. Nem ficou olhando muito para tudo aquilo, só foi em direção á uma menina de sete anos, com os cabelos e a pele avermelhada.

- Onde ficam os quartos? – perguntou.

Ela indicou com o dedo o corredor, e então Luke seguiu por aquele caminho. Luke acordou Melissa, e então tirou um pijama confortável e quente do armário, entregou a roupa para ela, e então tirou sua fantasia do Drácula.

- Eu o amo, você sabe. – Melissa sussurrou.

- Sim, eu sei. – Luke concordou, colocando seu pijama.

- Quero que você seja o papai dos meus filhinhos.

Luke sorriu.

- Será uma grande responsabilidade.

- Sim. Por isso escolhi você.

- Certo. – Luke se deitou-jogou na cama de Melissa, fazendo-a se atrapalhar na hora de colocar o pijama.

Ela o discriminou com o olhar, e então voltou á terminar de colocar a roupa. Assim que o fez, Luke a abraçou e então lhe beijou. Ele sentia que nunca mais a soltaria. Que nunca mais iria querer ver ela beijando outro garoto.

- Vamos morrer. – Melissa sorriu. – E nunca mais iremos abrir nossos olhos. Irão enterrar nossos corpos e então iremos apodrecer.

- Sim. Isso não é romântico? Eu e você... – Luke tocou o nariz de Melissa.

- Se eu morrer, você morre junto?

- Claro. – Luke respondeu, descendo o dedo para os lábios dela. – Sabe, eu acho que a Ariana não era uma garota para mim.

- Eu sei disso. – Melissa concordou. – E eu sempre do seu lado, você nunca quis nem pensar...

- Eu te conheço desde sempre, Mel, você é minha melhor amiga.

- Sim. Exatamente. Combinamos em tudo.

- Mas agora eu já vi isso, quer parar de fazer esse discurso todo?

Melissa sorriu, e então se aninhou em Luke. Ela o amava, mas não sabia porque. Primeiro ela só gostava dele, e então ele deu uma brecha, e ela começou á amá-lo completamente, e agora... Ela sabia que iria morrer, sabia que eles não durariam tanto tempo assim, mas pouco se importava. Amava aquele momento, amava saber que Luke era dela, e amava saber que morreria ao lado dele. Pronto. Nada mais iria tirar a felicidade dela. Luke e Melissa dormiram abraçados, e quando acordaram, logo viram as roupas que teriam de usar nos treinos. Melissa iria vestir um macacão verde, e Luke um verde mais escuro. Ela gostou da cor, e logo foi vesti-lo, saiu do banheiro e então encontrou Luke lá, com seu macacão. Melissa tentou não olhá-lo tanto, e então chamou-o para irem tomar o café da manhã. Seus mentores e Rachel e Ruan estavam lá também.

- Bom dia, pequenos. – a mentora de Rachel sorriu.

- E ai? – Melissa coçou os olhos. – Primeiro dia de treino!

- E vou logo avisando que não será nada fácil. – a mentora de Melissa advertiu. – vocês serão levados até um lugar que nem mesmo eu sei, e lá terão de duelar uns contra os outros, assim como no Massacre passado. Luke e Melissa, vocês são uma dupla, então fiquem juntos não importa o que acontecer.

- Não será problema. – garantiu o mentor de Luke. – Eles vivem grudados.

Luke sorriu para Melissa, e ela revidou o sorriso, seu pé chutou o dela, e ela riu baixinho. Assim que terminaram, foram se sentar no sofá. E Melissa se deitou em seu colo.

- O que foi? – a mentora perguntou. – Essa é a estratégia? Serem um casal apaixonado?

- Não é uma “ESTRATÉGIA” – ralhou Melissa. – Ele é meu namorado.

- Sou? – Luke ergueu uma sobrancelha.

- É, ou não?

- Sou. Claro que sou. – ele concordou de imediato.

Melissa riu.

- Você não tem namorados! Você tem a vitória! – a mentora de Melissa pegou seu pequeno braço e então a tirou a força do colo de Luke, levando-a de lá. – Meninas não namoram tributos dos Jogos, Melissa Bottonly. Eu não estou aqui a toa, você vai vencer.

- ME SOLTA! – Melissa gritou. – Eu não quero vencer! Você está perdendo seu tempo!

Sua mentora a soltou, jogando-a no chão.

- Você não abre mais sua boca... – a mentora começou á dizer.

- E você é uma doente. – rugiu Mel. – Eu prefiro morrer, do que vencer sem o Luke.

Notas finais
Estou percebendo a ausência dos donos da Melissa e do Luke, então, eles morreram primeiro. (não TÃO primeiro assim) e nem adianta reclamar. Quem mandou abandonar os tributos nessa altura do campeonato.