Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
30 Eram Irmãs
Notas iniciais
May Stanford
May observou cada centímetro do garoto que iria para os Jogos com ela.
- Oi. – ele disse, enfim.
- Oi. – ela respondeu.
- Alguém veio te ver?
- Meu amigo.
- Hum. – ele resmungou, enquanto entravam no trem. Eles se sentaram na mesa do vagão bar, de frente para a janela.
May somente encostou a cabeça na janela e lá ficou. Não queria saber de nada, não queria saber de ninguém. Somente pensar no infinito. Como ela adorava fazer. Sua mentora não disse nada, respeitou o que ela queria. Já o mentor do garoto ficou tagarelando com ele o tempo todo sem parar. May apenas bufou e se levantou.
- O vagão próximo é o... – a mentora dela disse, mas sua voz falhou, e ela terminou a frase quase num sussurro – Oito.
- Tudo bem. – respondeu May, sem dar muita importância. May passou pelo corredor e então entrou no vagão 8, mas ninguém estava nele. Talvez os tributos do oito ainda não tivesse entrado. Ela segui em frente, e parou no nove, onde uma menina rolava uma caneta pela mesa, debruçada, muito entediada.
May andou até ela e se sentou na frente.
- Oi. – ela disse. – Sou a May.
- Oi, May. – a garota respondeu, sem levantar os olhos – Sou a Mandy.
- Hum. Mandy. Bonito nome.
- Ah, tanto faz. – ela respondeu, ainda mexendo na caneta com o dedo, e a rolando para cima e para baixo.
Isso irritava May. Ela pensou em sair fora, mas continuou.
- Então, você sabe jogar alguma coisa?
- Jogar? Tipo, jogo ou...
- Não, tipo arma.
- Ah... – a menina resmungou, se sentando ereta, e mostrando o sono em seus olhos. Ela deveria ter dormido muito mal... – Eu sei... Caçar á noite. – ela respondeu. E logo May juntou as peças e chegou á conclusão de que ela estaria com sono pois teria caçado a noite toda.
- Legal. Eu atiro dardos em alvos... – May riu. – Como se isso fosse muito criativo e... Legal.
Mas Mandy não sorriu de volta, ela era uma garota meio... Entediada.
May apenas se levantou e então pegou um dos bolinhos da mesa.
- E você já conhece seu parceiro e seus mentores.
- Sim. Mas eles resolveram me deixar aqui, sozinha. – Mandy respondeu, totalmente... Ahn... Entediada.
- É, eu sei como é ficar sozinha. Mas eu gosto.
- Sim, quando as pessoas ao seu redor ficam te mandando fazer as coisas, é bom ficar sozinho e fazer o que você quiser. A vida é sua, as pessoas não precisam ficar mandando e desmandando você fazer as coisas!
- É verdade, principalmente quando a própria vida manda em você! Meus pais e meus irmãos morreram, e a vida me obrigou á ficar sozinha, mas eu gostava disso, por isso a vida resolveu por um monte de garotos idiotas para correrem atrás de mim, com cartinhas de amor idiotas...!
- Sim, os garotos faziam a mesma coisa comigo! Não entendo! Eu sou a pessoa mais chata do mundo, porque eles resolvem gostar justo de mim?
- Eu também não consigo entender isso! – May concordou.
- Ninguém me entende! Esse é o problema! – Mandy ergueu os braços.
- Eu sei como é isso! Ninguém me entende, também.
- Sim, eu sei como é! – Mandy concordou e as duas ficaram em silêncio.
Até caírem na gargalhada instantânea. Se você não entendeu o paradoxo, seja mais atencioso em suas leitoras, caro leitor. Sou um narrado que exige de quem está lendo. Não quero corpo mole. Se você está deitado na cama com o note no seu colo, com o celular na mão ou então com o queixo apoiado na mão, em frente ao computador, sentado como um corcunda de histórias infantis, então trate de se arrumar. O que eu não quero é que você tenha uma bela coluna torta, como está acontecendo com a autora! Trate de se prevenir, que depois você não terá de se restringir como ela. Mas estou saindo do assunto, e se a autora descobrir... Ela arranja outro narrador! E esse cargo é muito precioso e raro hoje em dia no mercado de trabalho, ninguém mais nos quer...
- Acho que você seria minha única amiga. – Mandy comentou.
- Eu também acho. – May concordou.
- Mas então, estamos nos Jogos! – Mandy comentou novamente.
- Quer fazer aliança? – May perguntou sem nem pensar duas vezes na hipótese.
- Ahn... Eu prefiro fazer um juramento com você.
- Juramento?
- Sim.
- Me diga que juramento é esse. – May pediu.
- Você aceita ser minha única amiga, em quem eu poderei confiar e contar tudo. Você promete que não irá me trair e nem me trocar por outros Tributos? Jure que seremos uma dupla mais unida que o seu parceiro de Distrito.
May pensou. Uma amiga. Ela não tinha nenhuma. E nem Mandy. Uma protegendo a outra. Amigas de verdade...
- Eu juro. – May acenou com a cabeça.
- Então você e eu somos uma só, agora. – Mandy disse, enquanto pegava a faca da mesa e cortava seu dedo. May somente observou.
Mandy pegou a mão de May e levou a faca de encontro ao seu dedo.
- O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AMANDA ALEXANDRA STORN! – uma mulher entrou derrubando quase tudo por perto e arrancando a faca das mãos de Mandy.
- Eu só... – Mandy tentou se defender.
- GUARDE AS ARMAS PARA A ARENA! Volte para seu vagão agora mesmo, garota! – a mulher falou. – Não volte nunca mais aqui! Não irei salvar a sua vida de novo! E você Amanda Storn...
May foi empurrada para fora do vagão. Ela se sentiu mal por ter feito a mulher pensar que Mandy iria machucá-la. Na verdade Mandy estava unindo as duas. Mas fora impedida. Agora o que restava era esperar até estarem sozinhas novamente. May sorriu, enquanto passava pelos vagões e ia para o seu. Agora ela tinha uma amiga de verdade. Uma irmã.
Ela se deitou em sua cama e então ligou a TV. Assistindo assim, o final da reprise da Colheita.
Mandy Storn
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