Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
71 Ela Precisava
Notas iniciais
Kaya Morgan
Kaya olhou para seu companheiro de distrito. Ele não era nada parecido com Simbad, isto a frustrava. Por que ele tinha de ser de um outro Distrito tão longe do dela...?
- Que foi? — perguntou o menino quando notou que o olhar de Kaya se demorava sobre ele.
- Você sabe one os tributos do 11 estão? – ela perguntou.
- Devem estar no andar deles, ora – o garoto deu de ombros. – Onde mais estariam?
- Certo. – Kaya se levantou da cama.
Ela nem mesmo tinha tirado o vestido e apertou o botão de número Onze. Ela sentiu o elevador ser puxado para cima. Assim que as portas se abriram, ela olhou para o lugar escuro. Já estavam dormindo? Ela achou estranho. Kaya cortou a sala, sem olhar para os lados, e parou diante da porta que tinha os nomes “Giovanna e Simbad” ali escrito. Ela sorriu e empurrou a porta, de um jeito que ela não rangeu, e assim Kaya se sentiu a maior ninja. Ela ficou nas pontas dos pés, e olhou para o quarto escuro. Haviam duas camas, e somente uma estava ocupada. A pessoa estava dormindo. Ela entrou no quarto e então andou até a cama da pessoa. Era uma menina.
Observou os traços, jamais seria Simbad. Kaya revirou os olhos e se amaldiçoou por ser tão apegada á pessoas, ela virou as costas, frustrada, e então partiu pelo quarto, indo em direção á porta. Simbad não deveria estar no apartamento.
- O que você quer? – Giovanna perguntou.
Kaya se virou e a encarou. Giovanna estava sonolenta, e parecia um tanto quanto sarcástica.
- Eu quero o Simbad. – Kaya respondeu, sem revelar nada mais. Ela sabia como esconder as coisas das pessoas, quando queria.
- Ele está dormindo no sofá da sala, desde que me atacou. – Giovanna coçou os olhos, e então observou o corpo inteiro de Kaya.
Bom, começando, Kaya não era tão siliconizada quanto Giovanna e Anne, mas tinha lá sua potênica. Porém, seu maior favorecimento eram as pernas grossas, e a cintura bem desenhada no estilo violão. Ela se orgulhava de ter herdado isso da avó. Em compensação, ela era tão baixinha quanto Simbad, que tinha quase quatorze anos, e ela dezesseis. Seus cabelos eram loiros e escorridos, como os do pai, e os olhos claros, que nem o da tia. Mamãe lhe deu algo muito valioso de herança genética: Os lábios. Os lábios de Kaya eram grossos, carnudos e tinham um risco no meio deles, separando-os praticamente. Era como um coração, sua boca. Kaya adorava beijar o próprio braço somente para sentir os lábios. Porém, naquela noite, ela vestia o vestido que o estilista lhe havia desenhado, que era muito constrangedor. Na frente eram totalmente coberto com muita renda, e nas pernas era muito curto e rodado, e da cor azul turquesa, e chamava muita atenção.
Kaya balançou os cabelos, as sobrancelhas loiras arquearam.
- Você é uma das prostitutas do Simbad, não? – Giovanna perguntou.
Kaya sentiu vontade de lhe dar um tapa no rosto, porém, se curvou e então disse um “Obrigada” seco para ela. Saiu do quarto e andou saltitando e fazendo um barulho oco no chão, até chegar novamente a sala. Quando olhou para os sofás, notou os movimentos que Simbad fazia enquanto dormia. Ela não tinha o percebido.
Kaya abriu um leve sorriso. Mas logo voltou a se questionar porque estaria ali. Somente para vê-lo? Para saber se estava bem? Por quê? Kaya quebrou a cabeça de tanto pensar. No Distrito 3 aprendeu á nunca ficar com dúvidas na cabeça. Ela tentava achar uma explicação para sua aparição no meio da noite, quando os olhos sonhadores de Simbad a notam, e ele se levanta.
- Sonho? – somente diz.
- Não. – respondeu Kaya, se aproximando e se sentado ao lado de sua barriga. – Sou eu, Kaya.
- Sim, Kaya. – ele concorda com a cabeça. – Por que você... Está aqui?
- Eu vim te ver, só isso. – ela sorri, meio frouxo.
- E...?
- Estou tentando saber o “e...” – Kaya disse.
- Certo. – Simbad deu de ombros e então se virou no sofá, dando um certo espaço para Kaya. – Pode dormir aqui se quiser.
Kaya sorriu e então se curvou, beijando a testa de Simbad e o pegando no colo. De princípio ele achou muito estranho, mas quando percebeu que Kaya o estava levando para o elevador, ficou em silêncio. Ela apertou o botão Três e as portas se fecharam. Ele se deixa o permitir ser carregado até o quarto dela, onde um menino está vendo a televisão. Kaya entra, e ele a observa, enquanto coloca Simbad cuidadosamente na cama dela. O menino nada diz, deve estar acostumado com essas esquisitisses de Kaya. Simbad observa como ela senta a sua frente e indaga:
- O que são as suas prostitutas?
- Ahn?
- A Giovanna me disse algo sobre prostitutas e eu ser uma delas. Simbad, o que você está escondendo de mim?
- Nada. N-Nada. – Simbad responde.
- Você está sim! – Kaya o pressiona, de uma forma tão pacífica e delicada que Simbad chega á estar com medo do que ela pode fazer.
- Tudo bem. Meu pai tinha muitas prostitutas, você já sabe disso. E... Eu pegava algumas...
- O que?
- É, isso mesmo, eu transava com elas!
Kaya fica calada por alguns minutos.
- Isto é motivo para mim me afastar de você? – ela perguntou, por fim.
- Não. Deixei isso de lado. – Simbad virou o rosto.
- Certo, então. – Kaya diz, se aproximando.
Ela se aninhou no peito de Simbad, fazendo seu cabelo louro chegar as narinas de Simbad. Ele cheirou seu cabelo. Muito cheiroso, por sinal, pois teve vontade de continuar cheirando. Ele a envolveu com os braços, e olhou para o lado, onde o menino os observava. Ele ergueu o queixo, como se indagasse “O que?” o menino somente respondeu com um aceno de cabeça em negatividade. Simbad assentiu e pousou o queixo na cabeça de Kaya. A menina voltou á se questionar porque tinha levado para lá, e porque tinha simplesmente aceitado a resposta dele.
Ela sabia as respostas: Precisava de Simbad para dormir.
Ela acreditava nele, ela só precisava disso.
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