Notas iniciais
OUtro capítulo que fiz com meu queridíssimo Asukin *:3 Beijo pra ele!

Denis L. Mizashi

Denis saiu do quarto e foi chamado para uma reunião sobre seu tributo. Ele ajeitou a gravata e abotoou os últimos botões da camisa, saiu e foi para o elevador, cortou a recepção e entrou na sala onde os mentores tinham suas reuniões. E logo a tortura começou.

Denis foi pego de surpresa, dois Pacificadores pularam nele e o amarraram com cordas e algemas. Mais homens começaram á bater em sua cabeça e em sua barriga, ele foi arrastado até a cadeira, e lá o sentaram.

Colocaram uma espécie de colar de espinhos, onde se ele mexesse uma veia do pescoço, seria seu fim. Os homens prenderam suas mãos nos braços da cadeira, e as pernas nas pernas da própria. Dois Pacificadores apareceram das sombras e o encararam.

- Isso é o que acontece quando metemos a mão em um tributo.

Denis recebeu inúmeras pancadas nas têmporas e no rosto. Seu pescoço parecia que ia escorregar dos ombros, ele gemia a cada vez que socavam sua face. Eles jogaram água sobre seu suor, e prenderam fios aos seus pés, e ligaram a energia. Logo a sala inteira estava clara, e isso fez com que a visão de Denis falhasse por alguns segundos. Ele logo sentiu aquela pontada de puxação e então o choque percorreu seu corpo. As paredes, brancas, tinham inúmeras armas de tortura, e o piso estava tomado por sangue, pétalas branca e seu próprio grito de dor.

Ao fim de tais atos, Denis mal conseguia respirar direito, sentia que todos os membros de seu corpo estavam a derreter, soltaram-lhe da cadeira, tentou manter-se em pé, ser forte, porém quatro homens o levantaram e jogaram-no de qualquer jeito num tipo de quadrado de ladrilhos, onde vidros surgiram de todos os lados, deixando-o preso naquele cubículo, logo o espaço começou a se encher com uma coisa que ele reconhecia. E reconhecia muito bem. Vinho.
O álcool começou a arder em todas as suas feridas, causava uma dor alucinante, porém tentava manter-se firme. Estava em seu pescoço quando começou a baixar, desabou sobre seus joelhos, enquanto os mesmos homens que o jogaram ali levantaram-no e colocaram-no novamente na cadeira, onde um homem esquentava a ponta de uma adaga numa espécie de maçarico, assim, começando a forçar em todas as feridas, fechando-as, porém, deixando marcas feias em seu corpo, logo o anestesiaram, fazendo com que sua dor passasse. Passaram-se o que pareceram horas, logo acordando na cadeira da sala de reuniões, olhou seus braços, onde antes tinham inúmeros cortes e hematomas, queimaduras e feridas, agora não havia absolutamente nada. Ainda estava fraco, pois sim, pôs-se de pé e tentou caminhar até o elevador. Ele apertou com o dedo mole o botão com número 1. O elevador começou á subir e sua cabeça á girar. O que diria á Meell? Que tinha bebido mais? Ele colocou as mãos na cabeça e tentou fazer com que ela parasse de girar.

Pim. As portas do elevador se abriram, e ele entrou na sala. Estava tudo em silêncio, mas foi só dar dois passos e ouviu Callie dizer:

- Olá, não te vi a manhã inteira. — ela sorriu, calorosamente.

- Eu estava...

- No bar? Ah, tudo bem, eu não conto para ela.

Callie piscou os cílios e foi para o sofá, onde o mentor dela e Felippe estavam conversando sobre Patrocinadores e habilidades, algo que Denis deveria estar fazendo... Ele coçou os olhos novamente, tinha que parar de se embriagar... Mas ele não estava assim por causa do álcool e sim porque aqueles homens o pegaram e o torturaram. Denis ainda conseguia sentir seu corpo inteiro tremendo e se banhando em suor. Ele deletou aquilo da mente e empurrou a porta do seu quarto. Meell estava lendo á um livro qualquer.

- Se divertindo muito? — perguntou, com o sarcasmo no hálito.

- O que...?

- Você. Se divertindo muito com as pessoas?

- Não entendo...

- Está feliz com o vinho?

- Mas eu não...

Ela revirou os olhos e o ignorou por completo. Não era disso que Denis precisava. Ignorou-a de volta e entrou no banheiro. Se viu no espelho do banheiro: Um homem de cinquenta e dois anos, por ai, com cabelos e barba mal feita, e olheiras profundas. Os olhos dilatados e a boca rachada.

- Eu tenho vinte e nove... — ele sussurrou.

Abriu a torneira e jogou água em seu rosto, molhando sua camisa. Logo sentiu se refrescar, e aquele sono passar.

Fechou a torneira e usou a toalha para secar o rosto e o pescoço. Pegou o barbeador de bateria e o ligou, se barbeou e escovou os dentes, penteou os cabelos e com uma tesourinha cortou a costeleta. Se viu, novamente com a aparência de um jovem adulto. Suspirou, aliviado, e passou um perfume qualquer. Olhou para o cesto de roupar sujar e pegou uma camisa que não estivesse molhada. Ele saiu do banheiro e assobiou, para chamar a atenção dela. — O que foi? — Meell perguntou, sem dar muito valor ao que viu.

- Estou ponderando em chamar uma bela moça para sair.

- Ótimo, faça isso. A sua mulher vai ficar aqui, lendo um livro.

- Certo. Fico tranquilizado em saber que minha mulher vai ficar somente por aqui.

- Hum. — ela resmungou, ignorando-o, mas Denis ouviu a ponta de ciúmes em sua voz.

- E eu iria cozinhar.


Ela nem se deu ao trabalho de olhar para ele. Denis sorriu e andou até a cama, e sentou ao lado dela, tirando o livro de suar mãos.

- Mas eu ainda não sei como convidá-la.

- Ora, use seu charme. – ela revirou os olhos, tentando pegar o livro de volta. – Diga que isso o faria feliz.

- É uma boa idéia...

- Devolva o meu...

- Quer sair comigo, senhorita, eu ficaria muito feliz. – Denis sorriu.

Meell encarou seu rosto.

- Não.

- Não quer sair comigo?

- Não.

- Mas o que...

- Certo, esse livro estava entediante mesmo...

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O Livro Que Eu Tava Lendo. *-*

Notas finais
Mandem beijos pro Martin!