Your Hunger Games II - Parte Dois
36 Yuri Eaghmaoui
Notas iniciais
Yuri Eaghmaoui
Apertei o nó da armadilha um pouco mais, novamente. Era hoje que eu matava a Lia. Nem sei como eu permiti que ela fosse confrontar a Lia, mas Donna já está bem melhor. Era só eu receber seu sinal, que logo iria soltar a maior descarga de pedras e mandar Lia para sua cova num buraco aberto por seu próprio lobo que me adotou como dono. Eu sou muito bom com armadilhas.
º º º
– Yuri, você é o ruivo mais lindo e fofo que eu já vi.
– E eu também gosto muito quando você não me chama de guri.
– Meu gurizinho...
– Ah...
– Posso falar uma coisa pra você? – ela perguntou colocando a cabeça mais acima em meu peito.
– Claro. Qualquer coisa.
– Acho que estou começando á gostar de você...
– Isso está meio evidente.
– Sério? Eu realmente não sei esconder quando estou gostando de um guri...
– Você me agarrou!
– Tú não é o único que eu faço isso, eu faço com qualquer um. Eu era conhecida como a ladra de beijos. Sabe, sou muito boa nisso. É só você seduzir o guri e...
– Droga.
– Exatamente.
– Você acabou de me beijar com a sua LINGUA!
– Sim. Queria que fosse com a minha...
– Nem precisa terminar a frase, e a resposta é não.
– Duvido.
– Que?
– Yuri Eaghmaiou vai morrer virgem!
– Vou.
– HAHA’, maior piada da minha vida!
– Você não vai conseguir tirar a minha pureza sua... Impura.
– Nossa, desculpai. – Donna fez um biquinho. – Sou mais pura que você.
– Haha, sei...
– Pode ter certeza.
– As únicas meninas que eu beijei na vida foi você e a Dasha. E olhe que o beijo da Dasha nem foi de “amor”.
– Ta, eu só beijei você na minha vida.
– Haha, você acha que eu vou acreditar nisso?
– Aceite, Yuri, eu menti pra você. Eu era a virgem da escola, e por isso decidi vir aqui e arrebentar a boca do balão.
– Tipo... Por que não escolheu os caras sarados como o Peter ou o Lucca, sei lá, até o Chuck...
– Porque eles já tem dona. A Selene, Lia e Camille foram mais rápidas que eu. E quem sobrou foi você.
– Nossa, obrigado.
– Que isso, eu te amo, amorzinho.
– Ahn...
– Eu to brincando, só gosto de você, guri. Mas vendo por esse lado, acho que tive sorte. Um ruivo novinho só pra mim... Tão inocente que eu poderia fazer o que eu quisesse com ele...
– Sua cara está me assustando...
– Hahahahaha, eu sou pervertida, pode ter certeza.
– Eu sei disso.
– Mas sou pura, também. O que eu não fazia fisicamente eu fazia mentalmente.
– Isso é estranho e um tanto desnecessário.
– Eu realmente tive sorte.
º º º
Já haviam se passado muito tempo. Resolvi dar uma olhada em Donna, nunca se sabe. Segui a trilha que fizemos e cheguei a ver a ponta da Cornucópia, e mais além dois jovens correndo. E pareciam... Chuck e Camille.
Comecei a correr também. Donna estava com uma faca ensangüentada nas mãos. Eu cai de joelhos ao seu lado, Donna cuspia sangue e seus dentes estavam sujos pelo vermelho.
– Foi a Lia, Yuri. Fique no oeste. Por... Favor...
– Não! Não me deixe...! – pedi, mas ela não se moveu.
Nenhuma palavra memorável, nenhuma frase de impacto, nem um beijo de despedida. Somente fixou os olhos no infinito, e seus lábios ficaram entreabertos em uma palavra que eu jamais saberei qual.
Ela morreu.
E eu também. Morri para mim. Demorei, mas aprendi isso.
º º º
Como Donna pedira, eu fiquei no oeste, sozinho, pronto para refletir e amadurecer. Dasha e Donna.
Peguei meu colar. Era a letra D, redonda e pontiaguda no final. Abri o D e ouvi o som gracioso da voz de Dasha. Aquele D era muito mais que a inicial do nome de duas garotas importantes, ele era a minha morte, eu sabia disso, mas não conseguia entender.
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