Your Hunger Games II - Parte Dois
40 Selene Densverouix (Final)
Notas iniciais
Selene Densverouix
- Olá, Lia. Que bom te ver novamente. – sorri.
- Digo o mesmo, querida Selene. Onde está a sua barriga, hein? Ela era falsa?
- Minha filha está bem guardada, obrigada,
- Será?
Um arrepio subiu minha coluna vertebral.
- Não ouse tocar na Lunna!
- Eu? Nunca!
- Sua...
- AH, olhe, Cami e Chuck. – Lucca disse, tentando quebrar a conversa.
Os dois caminharam de mãos dadas até o nosso lado.
- E ai, galera? – Chuck falou. – prontos para morrerem?
- Ainda falta o Yuri pra festinha começar. – Lia sorriu.
- Vamos começar sem ele! – falei, tirando das mãos de Lucca a minhas adagas preferidas.
- Opa, vá com calma, recém-mamãe. – Camille sorriu.
- Isso mesmo, Selenita, ou você pode morrer por uma bala perdida. –Lia tirou dos bolsos traseiros um revolver.
- Ah, eu também tenho um, queridinha. – Camille tirou uma arma.
Ahn... Ta, eu era a única com uma arma de curto alcance ali. As duas poderiam me matar se quisesse e eu nem teria como piscar direito. Mas antes disso acontecer, alguém chegou com um lobo ao seu lado.
- Olá. – Yuri sorriu.
- OI. – disse o lobo. – Quem eu mato primeiro, mestre?
- Espere, tenho que fazer par ou impar primeiro.
Revirei os olhos, Lucca segurou minha cintura com força.
- Sel... – ele sussurrou em meu ouvido.
- O que foi? – sussurrei de volta.
- Olha as costas no Yuri...
- O que é que tem?
- Olha direito.
Olhei para lá fixamente, até que notei as mãozinhas elétricas saindo de seu macacão. E as perninhas gorduchinhas e...
- Lunna! – exclamei.
Yuri se virou para nós, mas já era tarde demais, Lucca começou a correr atrás dele, e eu escutei um disparo, por sorte notei que não havia sido em mim, mas aproveitei a distração de Lia e Camille para avançar e conseguir atacar Lia por trás. Ela se desvencilhou de mim, e eu chutei a arma de sua mão, jogando-a longe. Lia tirou duas facas pequenas de seu cinto. E eu sorri. Facas contra adagas? Isso era bom... “O que importa não é a arma que o lutador está usando, mas sim o tamanho da coragem dele”, lembrei do que Jouro sempre me dizia. “Uma boa lutadora sempre mantem a frente aquilo que mais importa.” Rubi dizia. “Um homem inteligente se protege sozinho, um homem forte protege os outros á sua volta”. Respirei fundo, sincronizei minha inspiração com as batidas de meu coração, e senti cada músculo á meu favor, esperando meus comandos. Suguei o ar e abri os olhos, sedenta por sangue. Ninguém tocava na minha filha. Ninguém tocava no meu marido. Ninguém tocava em mim. Eu era a predadora. Eu era a filha no prefeito. Eu era a borboleta.
Não senti mais que meus músculos estivessem á meu comando, somente que eu estava disposta altar, e eu estava lutando. Lia atirava suas facas e eu as desviava calmamente de mim. Quando ela ficou sem escolhas, eu joguei minhas adagas de lado e abri um pequeno sorriso no canto dos lábios. Eu era melhor em luta corporal, era o que Jouro e Rubi diziam. Avancei e tentei um soco por cima, mas Lia rápidamente se esquivou. Ela me chutou no joelho, mas ele estava tão cravado que nem se quer senti a dor, enganei-a fingindo ir socar sua barriga, e acertei sua região baixa. Ela aproveitou que eu havia me curvado e com os cotovelos atingiu minhas costas, soquei sua barriga, enquanto ela socava meu pulmão. E então de repente, eu não era mais Selene Densverouix. Eu era um ser totalmente diferente.
Meu corpo não me acompanhava e eu estava ligada á uma tomada na Capital. Meu espírito lutava por mim, e eu conseguia ouvir o sangue fazendo pressão em meus ouvidos. As batidas de meu coração, os movimentos de minha saliva descendo minha garganta. Até finalmente parar e respirar. Lia estava com um olho fechado e sangrando, e de sua boca escorria um fio de sangue. Eu era uma borboleta.
Ela estava no chão. E eu procurei por minhas adagas para decepar todos os membros dela. Respirava com dificuldade, mas nem me importava. Eu só queria era matar de uma vez por todas ela, e Yuri também. Queria pegar minha filha no colo e acabar com Camille e Chuck,e então, vencer os Jogos com Lucca. Lucca? Lucca! Ouvi um canhão e me virei rapidamente, Lucca estava agachado, tentando tirar Lunna do macacão de Yuri, que estava morto.
O pingente que ele carregava no pescoço havia perfurado sua pele e o matado quando Lucca segurou a corrente. Não tive tempo de suspirar de alívio, senti uma pancada na cabeça e minha visão ficou turva. Minhas forças se foram, mas eu ainda era uma borboleta.
Me virei, Lia estava com um revolver em mãos, e mancava.
- Morra, loira maldita! E vá apodrecer junto com sua raça! – ela bradou.
Um canhão. E logo em seguida outro. Lia caiu, a minha frente, enquanto tentava me rastejas para longe dela.
Olhei em volta, e não encontrei Lucca, somente corpos espalhados. E Camille. O choro de Lunna me fez voltar á meus problemas e então eu me levantei sobressaltada.
- Tenha certeza que eu cuidarei da sua filha como se fosse minha, Selene,afinal, quem deu vida á ela foi na verdade eu.
E então ela atirou. Senti a bala atravessar-me, e então cai de joelhos. Camille caminhou lentamente até mim, enquanto eu guspia sangue. Ela encostou sua arma em minha nuca, e falou:
- Desculpe, Selene.
Cerrei os dentes e ergui minha adaga, e gritei com minhas forças. Cortando o joelho de Camille, ela caiu e eu me joguei em cima dela, e então cortei seu pescoço rapidamente. Senti uma dor tremenda subir meu coração até minha garganta, e então vomitei novamente. Me levantei, não sei com que forçar, e gritei para Panem:
- LUCCA!
Ela tinha que responder, ele tinha de ter corrido para longe com Lunna...
Mas a única coisa que recebi de volta foi o choro de Lunna, ela berrava com todo o seu pulmão. Cai de joelhos, acabada. E me arrastei até ela, que ainda estava presa ao macacão de Yuri. Havia uma bala na nuca de Lucca. Minhas lágrimas escorreram meu rosto enquanto eu tirava seu corpo de cima de Lunna, e minhas mãos tremiam enquanto eu a pegava no colo. A apertei contra mim. Se forças, suspirei.
Será eu, morta?
Em Memória de Lucca Sant'Dio
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