Notas iniciais
Desculpe a demora, pessoas.

Chuck Amudsen

- Eu te quero, Cami. – sussurrei em seu ouvido. Ela fungou.

- E eu quero... Os dois. – ela respondeu.

- Mas eu estou aqui.

- Mas...

- Deixe-me... – peguei suas mãos.

Camille não reclamou, ela se sentou e nós ficamos sentados um na frente do outro. Coloquei suas mãos em meu peito, por baixo da camiseta. Não sabia que eu era bem fisicamente, já que havia muito tempo que eu não treinava basquete no Distrito 9. Ela tentou dizer algo, mas se auto-repreendeu. Respirei fundo, e passeei suas mãos pelo meu peitoral. E então a coloquei em meu rosto. E a fiz tocar meus lábios. E minhas pálpebras. E...

Cami me beijou. Sua língua adentrou minha boca, e eu senti novamente a sensação de estar beijando com prazer. Havia tempos que eu não beijava assim. E me arrependo de a minha última vez ter sido com Ypê. Era disso que eu estava falando. E queria que Cami tivesse esta atitude. Ela colocou os joelhos em minhas pernas fechadas em “pernas-de-índio”. A abracei pela cintura. E seus seios ficaram em minha garganta, enquanto eu levantava o rosto para beijá-la.

Minhas mãos passavam pelo corpo de Camille. Eu sentia suas curvas, elas pareciam maiores. Sua cintura era bem feita. Eu definitivamente amava tudo nela. Até mesmo a curva de suas costas era perfeita. Camille me levou á grama, e se deitou sobre mim, com os joelhos prendendo minha cintura. Suas mãos seguravam minha camiseta, e dava para ver o ódio em seus olhos. Ódio? Sim, ódio. Um ódio mortal, que ela estava usando para me devorar.

- Camille, eu te amo. – falei.

- Arranca a minha blusa. – ela pediu.

º º º

Sim, Camille disse que queria morrer virgem, foi uma pena eu ter impedido que isto acontecesse, mas não me arrependo não. Foram os melhores minutos que eu já tive. E eu garanto: Foi melhor que a minha primeira vez. Cami foi quem dominou tudo, ela ficou por cima, ela é quem estava possuída por algum demônio. O que passou depois que eu segurei sua cintura fortemente. E a parei.

- Vamos aproveitar o final da tarde, a água está mais quentinha agora. – falei.

- S-sim, banho... – ela respondeu.

º º º

Me deitei na grama, e coloquei Cami sobre mim.

- Acho que eu mudei de idéia em relação a morrer virgem. – ela falou.

Ri. — Que bom, pensei que tivesse estragado o seu “sonho”.

- Morrer virgem não era meu sonho. – ela me encarou.

- Tudo bem, foi mal.

Camille me beijou e então se levantou, e começou a recolher nossas coisas.

- Aonde você vai, Camille?

- Vou matar todo mundo, e nós dois vamos voltar.

º º º

Assim que saímos da Floresta de Neblina, logo vimos a plantação de hortaliças que havia substituído o Ferro Velho, e a Cornucópia, mas não se via água em lugar nenhum. Decidimos ir atrás da maior ameaça: Lia Behcker. E a encontramos deitada imóvel ao lado da Cornucópia.

- Lia, acorde, guria! – ouvimos ao nosso lado.

- Quem? – Camille perguntou.

- Donna Felix, e vocês são Camille McGath e Charles Amudsen.

- Correto. – confirmei a garota.

- Eu também quero matar a Lia. Então, estamos empatados. O Yuri fez uma armadilha, caso ela tente correr.

- Por que está nos contando isso? – perguntou Camille.

- Porque vocês estão junto conosco agora. Estamos aqui para matar a Lia, e ela nem...

Donna caiu no chão, enquanto um lobo enorme a mordia, ela pegou o arco que estava em suas costas e tentou colocar uma flecha na corda, mas o lobo já havia arrancado a arma de suas mãos.

- Charlie, faz alguma coisa! – Cami gritou.

- Por que?

- Porque sim!

Peguei uma das pedras e joguei na cabeça do lobo, somente chamando sua atenção. Ele levantou o focinho e veio avançando, deixando Donna de lado. Lia já não estava mais lá no lugar onde tínhamos encontrado-a, e parecia não estar em lugar nenhum. O lobo pulou em cima de mim, e fincou os dentes em meu braço, e tentei chutá-lo, mas ele acabou me derrubando no chão. Cami segurou as costas do lobo, e eu quase que tive um ataque do coração quando ela levou uma patada no rosto. Donna conseguiu recuperar o arco e atingiu o pescoço do animal. Ele caiu para o lado. E eu me levantei atônito. Camille ignorou o ferimento em seu olho direito, e segurou meu braço, inspecionando o ferimento. Haviam seis pontos perfurados em meu braço, a baba do cão infernal ainda estava rolando por ele, e Cami o limpou com sua camiseta.

- Está doendo muito, Charlie? – ela perguntou com as bochechas queimadas e com o sinal das unhas do lobo.

- Isso eu pergunto á você, Cami não se pode pegar um animal de surpresa!

- Desculpa, é que ele veio pra cima de você e...

- Tudo bem, amor, eu já entendi.

- AHHHHHHHHH...! – olhamos aterrorizados para o lugar de onde o grito tinha vindo, havia uma faca fincada nas costas de Donna, e um bilhete junto. Escrito “Pouparei somente agora”.

- Donna! – Camille foi acudir a pré-amiga.

- Corram, voltem, não vão para o oeste, fiquem longe de lá.

- E o Yuri, Donna...

O rosto de Donna ficou sem expressão.

- O Yuri está no oeste, Cami, é isso que ela quer dizer, a Donna na quer que a gente vá para lá, deixe-a ai. Vamos.

- Mas a Donna...

- Vamos Camille. – peguei seu pulso e a puxei, ela resmungou, mas aceitou. Quando já estávamos voltando para dentro da floresta de neblina, olhei para trás, e vi Yuri saindo correndo dentre as hortaliças, e ajoelhando ao lado do corpo de Donna.

E o canhão.

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Cami e Charlie

Notas finais
Gente, estamos no 190º reviw, quem mandar o 191, 192, 193 irão ... Vamos ver... Poder escolher de quem será o próximo capítulo (de acordo com a ordem dos reviws). Sejam rápidos!