Notas iniciais
Mais um capítulo!Comentem, estão faltando muitos reviws! Vou fazer uma lsita no próximo capítulo dos leitores que me abandoaram nos reviws.

Chuck Amudsen

Acordei com o som de Camille fazendo um poço. Poço ? Me levantei em dois tempos, e vi Camille suja de lama, mas com as pontas dos dedos molhados.

- Cami... ? – perguntei.

- Charlie! – ela sorriu. – Olhe, água.

- Sim, mas como...

- Eu acordei e tinha uma pá com um bilhete vindo do Distrito 9, eles disseram que torcem por nós dois, e o Devon disse que me perdoa... – ela tinha um brilho feliz e encantado nos olhos. E eu odiava isso. Não que fosse ruim ela estar feliz, mas o motivo por sua alegria... – E então eu pensei que a pá servia para cavar, e como essas árvores não vivem só de vento, eu pensei e cheguei a conclusão de que deveria cavar, e estou encontrar água! – ela disse com um sorriso de orelha a orelha.

- Você ainda está querendo esse garoto? – perguntei.

- Que garoto?

- Seu primo.

- Charlie... Olhe, isso é complicado. – ela disse. – Por favor, é melhor a gente não criar um relacionamento. Somos parceiros de Distrito, só isso, não lembra?

- A gente evoluiu, Cami. – coloquei uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. – Sei que os beijos que você me dá é porque você sente algo bem no fundo por mim.

- Pode ser. – ela deu de ombros. – Mas se a escolha é entre você e o Devon... – ela me olhou.

- Sim, eu compreendo que você prefere ele. Mas eu estou aqui, não ele. – falei.

- Mesmo assim. Sou fiel, Charlie.

- E a minha Ypê? Você acha que eu não fico pensando nela o tempo todo e querendo saber o que ela pensa de você ou de nós?

- Não existe nós.

- Camille, você pode até não querer, mas existe sim. – falei.

Camille continuou a cavar fundo.

- Desculpe, não queria ser grosso. – falei com a voz mais calma.

- Você não foi. – Camille respondeu sem me olhar nos olhos.

Suspirei, e comecei a ajudar ela a cavar o poço, e realmente a água foi surgindo e de repente já havia uma pequena poça e água, e isso ia aumentando e aumentando.

- Vamos pegar pedras e colocar em volta para não vazar mais água. – falei, e Cami concordou.

Colocamos pedras e ela suspirou. – Nunca trabalhei tanto! – exclamou.

- Eu sim. – respondi com indiferença. – Eu tinha de trabalhar para manter minha família.

- Meu tio era rico, mas ele não dava luxo para mim e nem para o Devon.

- Vamos evitar este nome. – falei, e ela assentiu.

- Que tal a gente ir colher algumas maçãs... ? – ainda havia uma pilha grande das frutas ao nosso lado, por isso conclui que Camille só queria mudar de assunto. Assenti e lá fomos nós dois colher frutas maduras, como não havia mais nenhum passatempo a fazer.

Camile jogou uma maçã podre em minha camiseta, e começou a rir sem parar. Peguei umas folhas e as molhei em nosso pequeno poço, e grudei as folhas em sua testa. Ela riu mais ainda e começou a jogar terra em mim, a mesma terra que tínhamos cavado. Sorri e fiz o mesmo, passando a terá em seu cabelo. Ela riu e começou a fazer cócegas em mim. – Anda, ria um pouco, Charlie! – ela disse enquanto fazia. Comecei um pouco envergonhado, mas quando me dei conta eu já estava com a cara cheia de terra, e Camille estava suja por completo, nós corríamos pela floresta de árvores frutíferas, e jogávamos qualquer coisa que víssemos um no outro, rindo histericamente e empurrando-nos. Camille desistiu de correr e eu a abracei pela cintura, e a rodei no ar umas cinco vezes. Ela ainda ria, quanto a coloquei no chão, e ela estava tonta. Rindo. Linda. Me inclinei para beijá-la, mas Camille fugiu de meu gesto, e começou a correr e gritar: — Vai ter que me pegar primeiro! – e eu consegui. Bom, para isso eu tinha energia de sobra. A abracei pela cintura novamente, mas desta vez não a rodei, e sim a beijei.

- HAHAHAHAHAHA. – Camille riu alto. – Sua boca tem gosto de lama!

- É PORQUE EU ESTOU SUJO DE LAMA! – gritei enquanto ria.

- Seu nojento! – ela bateu em meu peito e tentou escapar, mas eu não deixei. Eu não corri á toa atrás dela.

- Vem cá. – falei. – Seja minha só agora.

E ela não reclamou, e mesmo sujos, nós nos beijamos muito. E admito, nenhum beijo com Ypê se comparou com esse, com cheiro de cachorro molhado, gosto de terra e com o corpo repleto de sujeira.

3 meses depois, nós fazíamos as mesmas coisas, mas dessa vez Cami se soltava mais, e nós descobrimos que dava para tomar banho somente com aquele pequeno poço que havíamos aberto. Claro, Camille me mandava ir catar coquinhos quando ela ia tomar banho, mas eu não reclamava.

Ouvimos aquele grito novamente. Já tinham 2 semanas que ouvíamos os mesmos gritos, vindos de um lugar perto de nós.

- Estão na floresta. – Camille disse, se levantando exaltada.

- Shii. – falei e me levantei com ela.

Nos escondemos em alguns arbustos, e vimos dois jovens andando pelo Cemitério logo o lado da Floresta. O menino parecia estar fazendo da garota gato e sapato, pois ela estava suja e andava com a cabeça baixa, sem vida. – Fique aqui, Miley, eu vou explorar a área. – A menina não discutiu, o garoto adentrou na nossa floresta e ele tirou algo no bolso. Um mapa. O MAPA. Que quase roubara a vida da Camille! Ele olhou por muitos lugares. – Por ai não, por ai não... – falei com os dentes trincados. – Charlie, ele está indo para o nosso... – tampei a boca de Camille, e ela revirou os olhos.

O menino andou até nossas coisas e vasculhou, tomou um pouco da água do nosso poço, e quando achou meu mapa...

- Espera, isso aqui... – seus olhos se arregalaram. – Miley! Miley! – ele saiu correndo de volta para onde tinha deixado a menina – Fique comigo! – exigiu.

- Certo. – a garota respondeu, e sua voz era fina.

- Eu vou lá. – falei a Camille, mas ela segurou meu braço.

- Não, Charlie, não vá... – me pediu, com o rosto pálido.

A beijei como se fosse nosso último beijo. Ela se entregou, como se realmente soubesse que era nossa última vez juntos.

- Oi, amigo... falei enquanto caminhava em direção ao garoto.

Mas quando ele se virou, e eu vi seus olhos no arbusto onde estava Camille, percebi que era uma má idéia...

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Cami & Charlie

Notas finais
Vou fazer a lista!