Your Hunger Games II - Fanfic Interativa
32 Selene Desverouix
Notas iniciais
Selene Desverouix
– E qual nome você quer pra seu primeiro filho? – perguntei a Lucca.
– Sei lá... Angelo... – ele deu de ombros. – Sou muito novo para pensar nisso.
– Bom, eu quero que seja Fiuk. – falei.
– Fiuk?
– Sim. Acho lindo. E pra menina eu gosto de Hélena.
– Não seria Helena?
– Não, Hélena.
– E Maria?
– Mariáh. – corrigi.
– E Rafaella?
– Rafaelláh.
– Bom, você tem um gosto muito diferente.
– Você não gosta?
– De Rafelláh? Não.
– Hélena.
– Também não.
– Que pena.
– Por quê?
– Pois iremos brigar por causa dos nomes...
– Ahn... – ele olhou para outro lado do quarto.
Revirei os olhos e me aconcheguei em sua camiseta. – Sério, você não quer?
– Claro. Mas não agora. Tipo... Estamos nos Jogos!
– Eu sei, eu sei. Mas...
– Mas o que?
– Não sei.
– O que você não sabe?
– Entender as mulheres...
– O que tem elas?
– Elas as mulheres? HAHA’, são os bichos mais estranhos e bipolares do mundo...
– Concordo.
– Você é uma dela, ta ligada?
– Tô. E você também é um bicho estranho.
– Por que?
– Porque as vezes você parece ser meu amigo e não meu marido...
– AHn... Eu sou seu marido?
– É.
– Se você diz.
– Digo mesmo.
– Que bom, mostra que você tem voz.
– Sim.
Ficamos quietos por algum tempo indeterminado em minha mente. Eu havia acordado pouco tempo atrás e tomado um banho, depois foi a vez de Lucca, e ele demorou muito. Me preocupei até se ele havia morrido no chuveiro. E quando saiu de lá o vapor que saiu com ele foi de entrar nos pulmões e tirar o oxigênio.
– Pensando bem, Hélena é bonito e exótico.
– Sim.
– Mas eu gosto de Lunna.
– Lunna? Tipo, a Lua?
– Lunna, simplesmente.
– Parece com o seu nome.
– Deve ser por isso que eu gosto tanto...
– Idiota.
Ele deu de ombros, e me abraçou mais apertado. – Você me ama mesmo, Serena?
– Sim, e... Por que Serena?
– Porque sim, oras...
– Hum, sei...
– Que foi, apelidos fofos não rolam com você?
– Isso é um apelido fofo?
– Sim!
– Ora, me desculpa...
– Tudo bem.
Ficamos calados novamente. Alguém bateu a porta e entrou, era Rubi. Ela estava com um sorriso de orelha a orelha no rosto e as bochechas vermelhas, segurando uma bandeja de café-da-manhã com direito a flor-de-platina. Lembrei de Kouro instantaneamente. Eu derrubei a bandeja dele, nem me lembro porque. Eu não derrubaria se fosse hoje, agora. Eu iria levantar num pulo e o abraçar forte.
– Olá, casal... – ela fechou a porta com as costas.
– Ah, oi. – Lucca acenou.
– Olá, Rubi. Bela manhã, não?
– Sim. Dormiu bem ontem, Selene? – ela, incrivelmente, deixou o sorriso ainda maior.
– Ah, dormi bem sim, Rubi, se eu te contar não vai acreditar. – cutuquei Lucca com o cotovelo, mas ele somente suspirou.
– EU SEI DE TUDO! – ela soltou com um gritinho agudo.
– Sabe? De quê?
– Que vocês dormiram juntos! E já sei até o que vamos fazer para atrair mais Patrocinadores! O Casal do Distrito 1! O garoto, pobre e sem consolo, e a menina frágil e grávida!
º º º
Se me recordo bem, eu e Lucca gritamos O QUE para Rubi, que começou a balbuciar milhões de palavras uma atrás das outras. Jouro já estava sabendo, ela e ele estavam se dando bem, o nome do bebê seria Diamante...
– Espera! – gritei. – Eu não vou ficar grávida!
– Mas é claro que não! – Rubi soltou outro gritinho agudo. – A gente vai fingir estar grávidas, eu e você! Eu do Jouro, é claro... Aiai, mas voltando ao assunto, vocês irão fingir de novo estarem apaixonados e eu irei formar toda uma trama atrás disso. A gente pode usar até barriga falsa...
– Rubi, você bebeu ou o que? – Lucca perguntou. – Eu não vou fingir engravidar a Selene!
– Então você vai engravidar ela de verdade?!
– Mas o que... – ele soltou.
– Rubi, não iremos entrar neste joguinho seu.
– Mas é claro que vão. Alô, são Patrocinadores, nós fazemos tudo por eles.
– Eu não preciso de Patrocinadores. – Lucca deu de ombros. – A Selene vai ficar comigo o tempo todo na Arena, e ela tem uma beleza exótica, com certeza os Patrocinadores vão amar ela, e eu vou me beneficiar disso, sem precisar mover um dedo.
Me virei para ele e coloquei as mãos na cintura. – A é? Então por que o senhor deu a idéia de fingir estar loucamente apaixonado por mim?
– Na verdade é ao contrário. – ele retrucou.
– Então, se é ao contrário, por que você realmente me ama? – alterei a voz para mais alto.
– Porque você é muito gata! – ele gritou, ficando vermelho. – E me diz por que você se apaixonou por mim também?
– Porque... Porque eu quis!
– Então, arque com as conseqüências!
– E você com as suas também!
Rubi deu um passo atrás, mas eu nem dei bola para a presença dela ali. Agora eu só queria era jogar a mão no rosto de Lucca. Queria bater nele até fazer aqueles olhos castanhos ficarem azuis! Queria bater nele até minha raiva passar. Queria ser a rebeldinha que eu era.
– Você é explosiva demais. – ele disse com a voz suave. – Sua personalidade é quase que... Bom, eu nunca sei o que você pensa. Acho que é por isso que eu me apaixonei por você. Não só porque você é gata...
– E você é bem calmo. – acrescentei. – Acho que gosto da sua tranqüilidade. Você faz com que as coisas sejam sempre fáceis, mesmo que elas sejam as coisas entre a vida e a morte.
– Eu só consigo ficar calmo quando estou com você. Na verdade eu posso dizer que sou bem liberal, como você. Um pouco menos, talvez, mas liberal.
Sorri e lhe dei um beijo nos lábios. — Eu gosto muito de você, sabia?
– Sim, e eu também gosto muito de você. – ele envolveu minha cintura e eu o abracei pelo pescoço. – Ahn... Os seus seios estão na minha cara. – ele informou.
– Então aproveite. – respondi.
º º º
– Mantenha a lâmina para frente. Não! Não vire o cabo! Quantas vezes eu já te disse, Selene! – Jouro falou pela milésima vez.
Suspirei e voltei a posição inicial. Lucca estava somente observando enquanto Rubi movia sua adaga para cima e para baixo, tentando me intimidar. Ele estava olhando para ela? Ele tinha que olhar para mim! Para mim!
– Vamos, vamos trabalhar com movimentos de um á três. – ele disse. – Rubi, pegue a faca. – Rubi obedeceu e deixou a adaga de tamanho sete, que era sua preferida, e pegou uma faca de tamanho dezoito. – Agora, Selene quem está na “desvantagem” é a Rubi. Mas lembre-se, o tamanho da lâmina nunca importa quando...
– O espadachin é menor que ela. – completei. – é eu sei, você já disse um zilhão de vezes.
– Então, comecem. Um! – e começamos o treino de um-três. – Dois! E... Três!
Rubi tirou a adaga da minha mão. Bufei e fui buscar minha arma. Rubi sorriu para Jouro. Eu já havia percebido que ela estava de olho nele, mas parecia que agora ele também estava meio de olho nela...
– Bela pontaria. – Lucca sorriu enquanto eu passava por ele.
– Engraçadinho. – Respondi com um sorriso irônico.
– Vem cá, vamos treinar um pouco, este Jouro não sabe de nada. – ele me puxou pelo pulso e eu aproveitei que Rubi e Jouro estavam conversando e fui com ele.
– Para onde você está me levando? – perguntei baixinho enquanto observava os outros Tributos treinarem. Lia era impecável em facas, mas Dasha era ainda melhor para arremessá-las. Peter lançava uma lança com graciosidade e firmeza, como se ela fizesse parte de seu corpo. Camille estava fazendo uma armadilha usando uma corda de dez centímetros, uma pedaço de madeira e pólvora. Sementes e um fruto de alguma árvore. Chuck estava manuseando a arma que fora apresentada para nós um dia atrás. E nem sinal de Singrid até agora. E Chase continuava calado, mas eu o ignorei. Observei os garotos do Distrito 5, eles iriam fazer parte de nós, Carreiristas, na Arena. Os dois estavam fazendo uma fogueira. Os dedos da menina se moviam com uma precisão incrível, e o garoto raspava sua faca conta uma pedra. Em poucos segundos a fogueira estava acesa e eles se entreolharam, sorridentes, orgulhosos de si mesmos. Donna, minha nova amiga, estava escalando uma parede que parecia uma montanha, e atrás dela estava Yuri, fazendo milhões de nós inundo-os em uma corda somente e a lançando para cima, prendeu a ponta da corda em algo no alto da “montanha” e puxou a corda que envolvia sua cintura, e como se fosse mágica, as cordas se moveram e começaram a levá-lo para cima mais rápido do que Donna conseguiria subir. Eu ainda não havia conversado com ele sobre o que havia acontecido, mas ele estava bem, e voltado a tona, o que me deixava nervosa. Ele parecia ser muito inteligente. A garota do Distrito 3, Miley, havia ganhado o meu respeito, ela entrava em uma sala de espelhos somente com uma arma em mãos, e a munição nos bolsos. Mas o jeito como ela disparava, era evidente que em seu Distrito ela já conhecia aquele instrumento muito bem. Chase estava atirando com um arco e acertava os alvos com naturalidade. Escutei um estrondo. A armadilha de Camille havia entrado em ação. Era como uma bola de claridade, que fez com que ela mesma tivesse escondido os olhos para não ficar cega.
– Venha, vamos treinar juntos. – Lucca disse tirando minha atenção daquilo.
Selene Desverouix
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