Your Hunger Games II - Fanfic Interativa
30 Selene Desverouix
Notas iniciais
Selene Desverouix
- E é assim que se usa. – disse o instrutor das armas de fogo. Todos estavam fascinados com aquele novo instrumento que entraria nos Jogos este ano. Os Tributos do Distrito 3 pareciam conhecer ele muito melhor do que qualquer outro.
- EI! O que pensam que estão fazendo? – um garoto gritou e deu um soco no nariz do homem que ensinava a usar a arma.
Lucca o segurou antes que ele continuasse a bater. – Ei, cara, que foi? – ele perguntou e Peter o ajudou a segurar o garoto.
- Ele atirou na Singrid! – o garoto gritou com os pulmões. – Ele atirou nela! – seu dedo indicou um corpo caído e envolto de uma poça de sangue. Coloquei as mãos na boca, minha nova amiga, Donna prendeu a respiração. Lucca soltou o garoto e puxou Peter pela camisa, indo os dois para onde essa garota estava, e o menino tremeu. – Qual seu nome? – perguntei.
- Chase. – ele respondeu. – Aquela é a Singrid, ela é minha colega de Distrito.
- Tudo bem, sentimos muito. Agora, vai lá e toma um copo d’água. – indiquei a sala onde iríamos almoçar. – E vocês todos, vão circulando. – eles obedeceram sem perguntar, ninguém queria ficar ali. Até mesmo Donna foi.
- Eles te obedecem. – Lia me cutucou no ombro. – Isso é algo que vem desde que a gente nasce, um dom especial de líder.
- Não, é só porque ninguém quer ficar aqui na cena do crime. – falei.
- Chame do que quiser.
- Vá lançar algumas facas! – falei andando em direção a Lucca e Peter.
- Tudo bem. – olhei para trás e vi Lia realmente indo para a sessão de facas. Ou ela queria me enganar, ou eu realmente tinha esse “dom”.
Ignorei. Coloquei a mão no ombro de Lucca e ele tomou um susto. – E ai? Ela ta morta? – ele negou com a cabeça. Peter me explicou que a bala não era de verdade, mas que havia entrado no ouvido dela, e saia sangue de dentro dele. Também percebi que o peito dela subia e abaixava, um sinal de vida. Assim que os Avoxs chegaram, Peter foi ao encontro de Lia e Lucca segurou minha cintura, me beijando calmamente. – Que foi? Sentiu vontade de me beijar do nada?
- Não, é só que eu não vou deixar isso acontecer a você também. – ele me beijou de selinho. – Entendeu?
- Tá... – sorri enquanto o beijava novamente.
- Vem, vamos aprender a sobreviver no deserto...
- Como?
- Usando as nossas salivas...
º º º
- Nossa, vocês viram a Camille e o Chuck? – Lia perguntou ao sentar ao meu lado da mesa. – Esses dois vão perde o almoço.
- Esquenta não, eles devem estar... Tirando o atraso... – Peter sorriu e Lucca riu também.
Lia ergueu uma sobrancelha e eu só suspirei enquanto dizia a ela: — Homens...
Voltamos para o treino e eu aproveitei para me separar de Lucca um pouquinho e ir estudar um pouco as adagas novamente. A minha última lição antes de ir para a Colheita tinha sido as adagas. Eu usava tamanho sete e a Rubi tamanho 10. Peguei uma adaga tamanho oito e treinei com o mestre de armas, que disse que eu era tão boa quanto a última menina que ele havia treinado de meu Distrito, Rubi.
- Está melhorando. – a voz de Jouro me fez perder a concentração e o professor de armas conseguiu me derrubar. – Precisa aprender a se concentrar melhor.
- Você me desconcentrou. – revidei.
- Tudo bem, Senhor Enta, pode deixar que agora eu cuido desta jovem. – Jouro sorriu e eles trocaram um aperto de mão, como se fossem velhos amigos. – Ele foi meu instrutor de armas no meu ano. – Jouro disse enquanto segurava meu cangote e me direcionava para o elevador.
- Para onde vamos? – perguntei.
- Quero te levar a outro lugar. Eu e Rubi marcamos uma entrevista com alguns Patrocinadores que gostaram de você, e, como sei que você tem boa lábia, gostaria que fosse junto comigo. Como minha acompanhante.
- Mas e o Lucca...
- Ora, Selene, só podemos apostar nossas forças em um de vocês, mesmo que os dois possam voltar, e como nós treinamos você e sabemos do que é capaz, eu e Rubi decidimos escolher você. – ele sorriu como se fosse para eu me sentir orgulhosa disso.
- Não! – tirei sua mão de mim. – Se for pra mim voltar, vai ser com o Lucca!
- Selene, você tem de aceitar o fato de que tudo pode acontecer...
- Não! – gritei, chamando a atenção dos outros. – Vocês são dois! Por que não podem cada um escolher um e pronto?
Jouro me encarou e lentamente abriu a boca. – Isso é... Uma boa idéia. Eu protejo você e a Rubi protege o Lucca. Ok, chame seu namoradinho.
- Namoradinho? Ele é NAMORADÂO.
- Tudo bem, chame como quiser. – ele acenou.
- Isso é ciúmes? – perguntei sorrindo.
- Não, eu não tenho ciúmes.
- Aham...
Fui buscar Lucca e expliquei a ele onde iríamos, mas não contei sobre minha outra conversa com Jouro. Não queria que Lucca desconfiasse de mim. Não sei quando, não sei onde, não sei porque, nem sei o motivo. Mas em algum momento, eu me apaixonei por ele.
Selene Desverouix
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