Your Hunger Games II - Fanfic Interativa
17 Dasha Eaghmaoui III
Notas iniciais
Dasha Eaghmaoui
- Mas o que é isso? – Effie exclamou – Você matou o seu irmão?
- E-ele ainda está vivo. – coloquei sua cabeça em minhas pernas e tirei a toalha que envolvia seu pescoço. Minha esperança era que, eu tivesse errado, o que era impossível, pois eu acertava sempre, ou que a toalha tivesse absorvido o impacto, mas eu estava errada. Assim que tirei a primeira camada da toalha, senti o sangue nas pontas dos meus dedos, e logo vi o borrão que estava se formando. Comecei a soluçar. Eu não podia ter matado meu irmão! Não podia! – E-ele vai ficar bem. – Falei a mim mesma, enquanto desenrolava mais e mais a toalha, até chegar a sua pele. O pescoço. Um corte lateral do lado esquerdo sangrava muito, e a faca estava naquele mesmo lado, só que deitada ao lado de Yuri. Não havia penetrado muito fundo, havia duas veias cortadas. Clamei a qualquer Deus que existisse para que não fossem veias muito importantes. Ainda não sabia se o caso dele era grave ou não. O que me deixava mais louca ainda.
- Olhe o tamanho deste corte! – exclamou Effie mais uma vez- Em toda a minha carreira, como conselheira , eu nunca vi nada disso!
Ignorei a maior parte do que ela falou. A última coisa de que eu precisava era ter mais uma pessoa falando que eu era uma maníaca a gordura. No armário do banheiro havia gaze, cortei um pedaço e coloquei no local onde estava o corte. Comecei a sentir as lágrimas saindo de meus olhos e disse a mim mesma que tinha de permanecer forte. Não sabia o que fazer para parar o sangue, mas de pouquinho em pouquinho, ele foi parando. Sua respiração também foi parando, o que me fez entrar em pânico e em uma convulsão que não deixavam segurar nada, pois minhas mãos tremiam a cada segundo mais. E eu chorava mais alto a cada minuto. E Effie falava mais e mais em minha cabeça a cada milésimo.
- Você precisa de um médico! – foi quando eu tive a melhor das idéias do mundo. – Seringas, equipamentos respiratórios...
- Eu já sei do que preciso! – exclamei limpando os olhos com as palmas das mãos. – Effie, poderia buscar um pouco de... Erva do Gado para mim?
- Mas é claro! – ela exclamou e saiu correndo com seu salto alto. Effie faria tudo, se fosse para ajudar.
Revirei os olhos e pousei as mãos no peito de Yuri. Meu irmão. Era possível eu ter matado ele. Mas seu peito ainda subia e abaixava, conforme sua respiração equilibrada.
- E-erva do Gado? – Yuri perguntou com seu fio de voz. – É porque eu tenho um coração de touro?
- E um cérebro de galinha. – nós rimos. Eu me enchi de alegria, só de ver ele sorrir torto. – Eu não quero te matar. – falei.
- Eu... Não quer? – Yuri ergueu uma sobrancelha.
- Mas é claro que não! – gritei – Você achou que eu queria te matar?
- S-sim.
- Yuri, você é meu irmão, estou nesses Jogos por sua causa. Eu te amo!
Ele me observou por alguns segundos, até dizer: — Ainda está doendo.
- É só não mexer muito o pescoço.
Deitei a cabeça em sue peito e resmunguei algumas coisas. Ele segurou meu rosto e empalideceu. – O que foi? – perguntei.
- O seu rosto... Está cheio de sangue.
Me olhei no espelho do banheiro. Estava com o rastro de sangue que meus dedos deixaram em meu rosto quando fui limpar as lágrimas. – Não é nada. – Yuri não me perguntou mais nada, e eu agradeci a meu irmão, por entender quando eu não estava a fim de falar. Me deitei novamente em sue peito e respirei fundo o seu cheiro. Ele segurou minha cintura roliça, e beijou minha testa. Beijei sua testa, sua têmpora, sua maçã do rosto, sua pálpebra direita...
Yuri negou com a cabeça e depois gemeu, de dor. Suspirei. – Eu já disse para não mexer o pescoço!
Yuri fez um positivo com a mão. Ele respirou fundo, e foi para um sono somente dele. Suspirei. Ele não disse que me amava. Talvez estivesse com ódio de mim. Talvez ainda pensasse que eu queria matá-lo. Seja lá o que for, estava me matando por dentro. Respirei fundo e me levantei de Yuri. O sangramento havia parado, e no exato momento em que eu me abaixava para... Beijar sua boca, Effie entrou arrombando a porta com mais seis homens de branco e toucas na cabeça. Todos com o cabelo raspado e com os olhos azuis elétricos, modificados na Capital.
- Ali! – ela exclamou apontando com o dedo – Querida, ele disse alguma coisa? Acordou?
- N-não. – falei, abaixando a cabeça e deixando que os homens retirasse Yuri do quarto. Assim que fui deixada sozinha, comecei a chorar.
Havia me apaixonado pela única pessoa no mundo que não me achava gorda, e que dizia que eu era linda. Mas essa pessoa era meu irmão, o que fazia de mim... Alguém horrível.
Fui até o banheiro e limpei o rosto, lavando-o com água fria. Passei a toalha em meu rosto e sai do banheiro, Lucca já estava dentro de meu quarto-vagão. Que ódio mortal que e senti dele. Eu sabia que o único jeito de salvar Yuri, e protegê-lo, era ficando ao lado dele, e Lucca com certeza estava lá para me separar de meu irmão. Mas, talvez não...
- Dasha, querida Dasha, como você...
- Eu quero entrar para os Carreiristas. – falei trincando os dentes.
Lucca me observou de cima a baixo e sorriu, idiotamente. Assentiu com a cabeça, e ia dizer mais alguma coisa, mas eu o calei, atirando uma faca na porta, bem ao seu lado. – Não diga nada se eu não permitir. Eu sou a dona desse vagão.
Ele assentiu. E ergueu as mãos, sinalizando rendição. Suspirei e revirei os olhos. – O que você quer? – perguntei com raiva.
- Bom, eu posso falar agora?
- Você já falou...!
- O.K., bom, eu queria saber se você gostaria de se juntar a nós, se não eu mato o seu irmão, mas acho que você já fez isso por mim.
Direcionei-lhe meu melhor olhar mortal.
- O que você quis dizer com isso? – perguntei já pronta para atirar outra faca.
- Nada. Mas acho que... Você vai gostar de saber que o seu pequeno assalto as facas do vagão-refeitório está fazendo uma grande briga lá fora.
Ergui uma sobrancelha. – O que?
- Dasha, minha querida Dasha...
- Não me chame de querida! – gritei com desgosto.
- O.K.! Sra. Eaghmaoui, você é tão previsível quando uma barata assustada. Só que você e a barata têem uma diferença: A barata vai para qualquer lugar sem se importar, você se encolhe em seu canto e fica chorando como uma menininha assustada.
- Aonde quer chegar? – falei entre os dentes.
- Você sabe, Dasha, minha querida. Você sabe onde eu quero chegar.
Pisquei duas vezes, antes de notar o quão perto ele já estava. Suas mãos atravessaram minha camiseta e seguraram minhas costas, ele ergueu uma sobrancelha. – Pensei que fosse... Mais cheinha, hein?
- Tire as mãos de mim! – o empurrei e lancei uma faca, que foi desviada com outra.
- Tire você as mãos dele. – Selene segurou o colarinho da camiseta de Lucca e o arrastou para fora. Okei, em briga de marido e mulher ninguém mete a... O.K., sem comentários.
Resmunguei alguma coisa para mim mesma, e me olhei no espelho. Talvez eu não fosse tão gorda quanto falavam. Tranque a porta do quarto-vagão me despi, ficando somente com a roupa íntima. Não tinham curvas femininas em minha cintura. E eu sabia porquê. Era de tanto e viver caindo enquanto corria atrás de um animal ou outro. Eu sempre machucava o Cóccix. Minhas pernas eram fartas demais, o que me dava um ar de gordura, o que não era verdade, já que eu não tinha estrias nem nada disso. Meus seios também não ajudavam. Achar um bom número de sutiã no meu Distrito era impossível para pessoas pobres como eu e minha família. Afinal, a maioria das mulheres eram tão pobres que não conseguiam nem comida suficiente para encher um sutiã por completo, o que era horrível, pois eu era sempre feita de piada, por ter... Essas melancias... Suspirei infeliz e olhei novamente para o meu reflexo. Meu rosto era redondo e rechonchudo, o que ajudava mais ainda para as pessoas acharem que eu era uma baleia. Meus pés eram lanchas, e eu calçava tamanho 40, o que não era nada feminino para uma menina da minha idade.
- Você é mesmo uma baleia... – falei para o reflexo.
- Não é não. – procurei por uma faca, mas lembrei que minhas roupas estavam na cama. Olhei para a porta, uma menina com cabelos coloridos bateu duas vezes na porta, mas ela já havia entrado. – Desculpe, eu não sabia que estava aqui...
- Mas a porta estava trancada... – falei indicando a fechadura.
Ela deu de ombros. – Quando eu era menor, tinha de roubar algumas mercearias, aprendi a abrir portas com os dedos.
- Tudo bem, então... – falei. – Mas o que você quer aqui?
- Ah, mais uma vez desculpa, eu só vim ver o Yuri...
- O YURI?? – Quase gritei. – Digo, o que você queria com o Yuri?
- Ontem a noite a gente conversou e...
- Ontem a noite? Mas ele disse que foi no vagão-refeitório...
- Ah, não, a gente foi no Vagão Um, espiar os Carreiristas.
- Vocês foram... Juntos? – perguntei.
- Na verdade, eu fui atrás dele, nem sabia que ele iria espiar os... Carreiristas.
- Então foi você...
- Eu queria só terminar a nossa conversa de ontem. Creio que ele ficaria contente em me ver...
- Não!
- Não?
- Não! Ele não vai ficar contente em te ver!
- Mas por que não?
- Por que eu não vou deixar você relar um dedo no meu irmão!
- Ah, você não me entendeu direito, eu tenho um...
- O Yuri é só meu! Só meu! Ele é a única pessoa que não em chama de gorda, mesmo eu sendo! Você não vau tirá-lo de mim!
- Eu não vou tirar ele...
- Eu amo ele, e eu duvido que ele vá preferir você do que eu! Então, pode ir tirando o cavalinho da chuva!
Ela me encarou, séria. – Você gosta do Yuri, não gosta?
- Ah, eu, quer dizer, não foi isso que eu quis dizer, eu não falei nesse sentido.
Mas a verdade é que eu tinha falado mesmo nesse sentido.
- Tudo bem. Eu sei que a maioria das pessoas acha nojento e desumano, mas... Eu acho tão fofo!
- Você...
- Se quiser, eu posso até arrumar o seu cabelo para um... Encontro romântico!
- O que?
- E sei fazer vários penteados, e no meu Distrito eu sou a melhor...
- Não vai dar. O Yuri me odeia. Ou pelo menos vai me odiar.
- Por que?
- Porque eu me juntei aos Carreiristas.
- Você fez o que? Mas o Yuri é seu irmão! Como pode deixá-lo assim? Você tem de proteger ele!
- Eu sei disso! Acha que eu não penso nisso? E é por esse motivo que eu vou me juntar a eles!
- Você quer proteger o Yuri?
- Não. Não é isso, eu quero...
- Que nem o Peeta fez... Aiai, ele é tão romântico... A Kat não, mas o Pee sim...
- Kat e Pee?
- Ahn, os conselheiros de vocês. Ou, pelo menos, eram.
- Bem, não é como o Peeta. Eu quero matar os Carreiristas.
- Matar? Mas como?
- Em todo grupo, sempre há um membro que mantém-no unido. Eu só preciso encontrar esse membro...
- Mas e enquanto você não estiver com o Yuri, ele vai estar sozinho.
- Ah, isso é verdade... Eu não sei, mas o Yuri vai ter de ficar sozinho.
- Bom, é só contar seu plano a ele, que ele irá de esperar e ficar afastado de você.
- A questão é isso! O Yuri é cabeça dura demais. Ele sempre quer me proteger, mesmo que eu é que tenha de proteger ele. Ele acha que, só porque é o mais velho, e porque nós praticamente não temos pais, ele pode ser meu pai. O Yuri vai acabar ficando perto demais dos Carreiristas, e pode acabar sendo pego! Eu não poderia falar para eles que não matem o meu irmão. Quando eu me juntei a eles, já abri mão dos direitos de cuidar e proteger de Yuri.
- Entendo... – A menina processou os meus relatos, e ela realmente demorou muito até voltar a nosso mundo com um sorriso radiante. – Já sei! Eu posso ficar cuidando do Yuri enquanto você está fora!
- O que? M-mas...
- Não se preocupe, eu já disse que acho fofo o amor de vocês dois, a última coisa que eu poderia querer é separar vocês...
- Então... – pensei um minuto e estendi a mão a ela. — Aliança?
- Aliança. – ela assentiu e sorriu para mim.
Sorri de volta. Agora sim eu poderia manter Yuri a salvo, e ao mesmo tempo matar os Carreiristas, movendo somente uma peça do tabuleiro. Isso sim é uma jogada de rei! Mas... Está fácil demais. Já aprendi a nunca esperar tudo vir de mão beijada... E se essa garota de quem nem sei o nome não cumprir a aliança? E se ela matar o Yuri enquanto ele dorme, ou... Beijar ele e fazer com que ele pense que eu o abandonei e que ela é sua...
- Meu nome é Singrid. – ela disse antes de fechar a porte atrás de si.
- E o meu é... – mas ela já havia ido. – Dasha...
Respirei fundo, e me vesti novamente. Como Effie disse: Este é um longo, longo dia.
Notas finais
Foto do Chase Para As Meninas de 12 á 14 Anos:http://m.s11.pollpigeon.com/media/answer_images/b6/b6917a1ff2c60eca7b961e62ba43a253_jpg_350x500_q85.jpg
Foto do Chase Para as Mais Velhas (Buahahaha, eu não sou uma policial, somente uma autora, enton... Veja a imagem que quiser!):http://ia.media-imdb.com/images/M/MV5BNzM3NTc2NzQyM15BMl5BanBnXkFtZTcwNDQxNTIzNg@@._V1._SY314_CR13,0,214,314_.jpg
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