Notas iniciais
QUero agradecer a todos, e principalmente a Midnight! Obrigado pela recomendação, flor!

Chuck Amundsen

- Você vai ficar bem, mãe? – pergunto mais uma vez. Mas ela continua com o olhar fixo no infinito – Mãe, a senhora vai se alimentar direito, não? Por favor... Me responde...

As mãos dela estão apoiadas nos joelhos, e a cadeira de rodas está travada. Por que ela não pode me responder? Por que tinha de acontecer justo agora?

Quando meu pai morreu, após me contar porque a Capital era tão má, minha mãe entrou em depressão. Não saia da cama, não comia e nem queria viver. Se não fosse por mim, ela já teria morrido faz tempo. Respirei fundo. Ela não ia morrer. Não ia. Ela sabia que tinha de continuar a viver. Mas agora, que seu filho, eu, fui tirado dela, e mandado para os Jogos, ela só deve ter perdido ainda mais a vontade de viver. Senti meus olhos já rasos em lágrimas, mas pisquei firme, para não derrubá-las.

- Não morra, por mim, não morra. – pedi aos sussurros.

Um Pacificador abriu a porta e ergueu a sobrancelha para mim. Suspirei e conduzi a cadeira de minha mãe para as mãos dele. Queria poder levá-la para casa, mas eu estava sobre domínio da Capital, agora, então não estava liberado para ir.

- Uma mulher quer vê-lo. – o Pacificador anunciou para mim.

Não sabia que mulher era. Talvez fosse alguém que quisesse me dar boa sorte ou simplesmente Candesse Glou, a mulher que faz os horários para os lenhadores, como eu. Acho que posso dizer que fiz uma certa amizade longe com ela. Mas quem entrou não foi ela. Foi minha ex-namorada.

- Ypê! – sorri.

- Oh, Charlie! – ela é a única pessoa que pode me chamar pelo meu nome. – Meu amor...

Abraçamos-nos. Mas ela não conseguiu segurar, e começou a soluçar. Ypê é a filha do Prefeito, e, seu pai, nos proibiu de ver ela, pois ele sabe quem é meu pai. Mas posso dizer que Ypê sente minha falta, sim. Segurei sua mão e a puxei para se sentar no banco que tinha na sala. Ela se sentou e encostou a cabeça em meu ombro. O que me deixou feliz.

- Estou com tanto medo, Charlie...

- Não tenha. – falei.

Ela assentiu e olhou fixamente para mim. – Não me esqueça, Charlie, sei que terão muitas mais bonitas do que eu. Mas não me esqueça.

- Você acha mesmo que eu vou esquecer a garota mais bonita do mundo?

Ela suspirou – Talvez. Não quero que se prenda a mim. Não poderemos mais nos ver. Você irá morrer, então, aproveite. Ache um rostinho bonito e fique com ele. Trate-a como você me tratou.

- Ypê...

- Shii... – ela colocou o dedo na frente da minha boca – Se alguém perguntar, diga que você tem de voltar porque tem uma mulher e um filho te esperando aqui.

- Mulher e filho?

- Sim, diga que eu estou grávida e que você tem de voltar.

- Mas por que...?

- Porque isto atrai Patrocinadores.

- E por que eu vou querer Patrocinadores?

- Você vai saber. Vão te explicar tudo, Charlie.

Ela se levantou e me beijou na testa. – Adeus. Eu não ficarei brava se você não voltar. – E saiu da sala, me deixando sozinho com os meus pensamentos.

Se passaram muitos minutos até que Pacificadores fossem me buscar para ir até o trem. Eles me empurravam e me espetavam como se eu não fosse um Tributo da Capital. Apenas ignorei, e continuei a anda em direção para que eles me empurrassem. Quando cheguei até a porta do trem, percebi que não havia nem olhado para a menina que iria comigo para a Capital, e, digamos, ela é bem bonita para não ser notada.

- Oi. – digo.

Ela me olha de cima embaixo e sorri – Olá.

- Ansiosa pelos Jogos?

- Ahn, só me importa morrer.

- Ah, ok, então... – respondi e tentei parecer discreto. Esta menina era louca.

Entramos e eu me deparei com 4 Tributos. Dois do 12, dois do 11. Procurei com os olhos, e encontrei os do 10 num cantinho, encolhidos e tentando desaparecer. Me sentei na mesa perto dos caras do Distrito 11, e comecei a comer tudo que é tipo de comida que havia nas mesas.

- Como estão indo? – pergunta Jonitt, nosso representante na Capital.

- Esta comida está muito boa. – digo, fazendo a menina rir.

- Esta mesmo. – ela concorda, embora só tenha dado algumas mordidas no pão da Capital.

Jonitt sorri e logo se senta conosco. Ele nos conta que iremos passar por todos os Distritos até irmos para a Capital, e que iremos direto para o desfile das carruagens. Ele também nos disse que somos Tributos muito fortes para o nosso Distrito e que nós somos preferidos para a Vitória, o que eu duvido muito.

- Quem é ela? – Camille, como ela disse se chamar, perguntou apontando para uma menina na mesa junto com um garoto grandalhão.

- Aquela? Aquela é do Distrito 10. Só não me engano, ela se chama Singrid. Ou Ingrid, não me lembro muito bem.

- Hum...

- Por que? – pergunto para Camille.

- Achei que ela fosse do Distrito 12. Parece bem como uma daquele Distrito.

Jonitt apontou para dois jovens ruivos que brigavam por causa de uma torrada na última mesa do vagão. – Aqueles são os do Distrito 12. São irmãos ou primos, não me recordo...

- Você tem uma bela memória, não? – Camille diz, me fazendo rir.

Jonitt nos explica muitas coisas como: Que pena vocês não estarem aqui para sempre, ou, O estilista de vocês é um dos melhores.

Eu tento ignorar a maioria. Não sei ainda onde estão nossos mentores, mas são neles que eu tenho de prestar atenção, eles é que vão me ajudar a sobreviver, então eu somente me sento espreguiçado no assento do trem e fecho os olhos, querendo relaxar.

- Chegamos, Distrito 1.

- Puxa! – exclama Camille, me fazendo abri os olhos.

- O que foi? – pergunto.

- Olha só esses jardins! E os diamantes dentro dos rios! – Camille gruda o nariz na janela do trem.

- Não é atoa que este é o Distrito do luxo. – digo e volto a me encostar no banco.

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Chuck

Notas finais
Reviw para o Chuck! Team Chuck Aki o//