Your Hunger Games - Fanfic Interativa
76 The Impiedosos
Notas iniciais
Artur e Samantha
Pra Você Guardei o Amor — Nando Reis & Ana Cañas
Artur sentiu a grama pelos vãos de seus dedos. O braço subia e descia, enquanto a macia grama passava por eles, em sua ondulação tão doce e suáve, simpática e graciosa, como a mais pura música de amor, a sinfonia de Artur era o mesmo que um mar de negro enquanto uma tempestade caía na noite de Dezembro, e ele dançava no mar, imóvel, com as sereias em seus ouvidos, cantando com a voz na mais doce e bondosa criatura que ele jpa havia conhecido. Sua mãe. Seus olhos se abriram para o céu de fim-de-tarde. O Por-do-Sol estava estampado como em uma pintura pintada pelos dedos do criador dos céus e da terra. Artur podia sentir o céu sorrindo para ele, com seus tons de tinta rabiscados no céu, em rosa, laranja e amarelo. A Lua crescia graciosa e saia do fundo da terra no horizonte, enquanto o Sol voltava para o fundo de sua cama subterrânea. Artur notou que a grama era negra como a noite, e os pássaros voavam em direção a Lua, como se eles quisessem a maior fonte de luz possível. O Crepúsculo florecia, mas ele só podia pensar em algo. Ele estava enganado. Quem estava enganado? Para Artur, o mundo. As pessoas. Os animais. Todos estavam enganados. O mundo perfeito existia sim, e ele agora fazia parte dele. Um sorriso passageiro pegou entrada com destino aos lábios de Artur, mas logo sumiram, quando ele viu, ou melhor, ouviu o som da voz de...
- Samantha.
A voz parecia estar em todas as direções, o consciente de Artur ainda estava deixando seu corpo da arena e vindo para seu Paraíso, mas ele podia se lembrar vagamente do nome Samantha, e de como ele soava tão... Grandioso para ele. Um sussurro de vento soprou suas roupas, para o Sul, e Artur se virou conforme o vento do Norte. Lá estava a dona da voz. Seu sorriso era tão grande quanto qualquer outro ser humano feliz na face da terra. Um mundo somente dele. Para partilhar com seu amor. Samantha não tinha mais os cabelos pintados de sangue, e cantarolava uma música triste qualquer, enquanto retirava as pétalas de uma flor amarela. Sua pele estava radiante, sem machucados, branca e brilhante. Os fios de seus cabelos lhe caiam os ombros. Um vestido lhe cobria os ombros e o corpo, branco e azul claro como o céu de inverno. Ela estava fria e tristonha, como se o Paraíso ainda não fosse o suficiente para deixá-la feliz.
Artur não tinha o mesmo raocínio que antes, mas correu em direção de Samantha, da colina em que estava sentada, com a cabeça encostada em uma árvore que lhe dava sombra em abundância. Artur correu. Correu como se não tivesse tempo a perder. Correu como se não quisesse perder mais tempo de sua eternidade. Correu como nunca havia corrido antes. Com força e... Algo estranho, que fazia seu peito pesar e doer, enquanto corria com o suor escorrendo-lhe a testa. Quando chegou a frente da bela jovem, seu cansaço era grande, mas a felicidade era maior ainda. Ele sabia que ninguém poderia tirá-lo dali, e que ele jamais ficaria triste ou sozinho novamente.
- Guardei para você o amor que jamais soube lhe contar... — Samantha cantava com os olhos fechados. Sua voz era fina e hamoniosa com a letra da música. Artur não queria pará-la. Pelo contrário, ele queria ouví-la mais e mais.
- Sam... — sua voz soou como a de um garoto de 14 anos assustado, não como o de Artur, o Impiedoso.
- Que meus pais me ensinaram a falar... — ela ainda cantava, afundada em seus próprios pensamentos e sonhos. A única coisa que Samantha queria naquele momento era ter a certeza de que Artur havia ganho os Jogos. Ela queria saber se ele havia retornado ao seu lar, ao seu Distrito, conhecido uma garota legal e... Não! Definitivamente não! Ele não podia ter encontrado outra garota! Mas ela nem sabia quanto tempo se passara desde que chegara ali, pareciam minutos, somente cantando a música que ela relacionava tanto a si mesma e a Artur.
- Sam... — seu tom se tornou mais urgente, ele queria ver seus olhos, tinha que ver seus olhos.
- La... La... La... — ela ainda cantarolava.
- Samantha! — seus olhos se abriram. Azuis. Intensos. Vivos. E... Mortos.
- Art... — sua voz falhou.
Era sua mente. Ah! Estava tendo alucionações com Artur! Tinha que parar de pensar neste garoto! Ele era somente um menino de 14 anos, nada mais. Mas... Para ela era algo bem maior. Algo que quase não cabia dentro dela. Algo clichê, mas bom. Muito bom. Seu coração acelerou. Mas nenhum dos dois disse nada mais. Somente se encarara, esperando que o mundo nunca acabasse para que eles pudessem continuar ali, só eles. Se olhando. Admirando cada traço, cada desenho do corpo.
Samantha baixou os olhos. Ela já começava a derramar lágrimas. Algo faltava dentro dela. Ela precisava de Artur, mas a única forma de tê-lo, era que ele morresse, e isso Samantha realmente não queria. Enxugou as lágrimas e se permitiu deitar a cabeça nos joelhos. Nando Reis cantava em sua cabeça. "Guardei, sem ter porque. Nem por razão, ou coisa outra qualquer. Além de não saber como fazer, pra ter um jeito meu de me mostrar. Achei vendo em você, explicação, nenhuma isto reque. Se o coração bater forte e arder, no fogo o gelo vai queimar." Ela tinha certeza que aquela música havia sido feita para eles.
Artur se ajoelhou e segurou os cabelos louros de Samantha com tanta emoção que quase não conseguia sentí-los em seus dedos. Segurou seu rosto, com as mãos trêmulas, e olhou para seus olhos tristonhos e com as lágrimas lhe caindo da face. Era agora, tinha de dizer. Respirou fundo e... Não conseguia. Aquilo estava preso em sua garganta com tanta força que ele se engasgava facilmente.
- Samantha, eu te amo. — disse, de ma só vez.
Samantha queria acreditar, mas não sabia se era sua imaginação ou se Artur era real. Tocou sua face, sim, ela conseguia sentí-lo. Relou em seus lábios, tão macios e carnudos... Ia beijá-lo. Ela ia... Beijou. Com calma e doçura. Era um beijo sem pressa, afinal eles tinham o resto da eternidade um ao lado do outro, por que se apressar? Mordeu os lábios de Artur com vontade e calma. Segurava seu rosto com delicadeza, se aquilo fosse uma miragem, ela tinha de aproveitar e não desfazer aquele... fruto de sua imaginação. Ela estava feliz, por ter ouvido o que sempre quis ouvir: Eu te amo. E estava triste, pois Artur estava morto. Mas ela também estava morta. Os dois mortos. E morreriam felizes para sempre. Esse final era o que Samantha precisava para perceber que ela e Artur eram feitos um para o outro. Ninguém poderia separá-los. Samantha nunca quis ter um final de contos de fadas, pois sabia que o "Felizes para sempre" não existia. Mas... Morrer feliz para sempre... Isso sim era algo que sua história de vida precisava para ser completa. Principalmente se partilhasse isso com alguém como Artur.
Para Artur, os lábios de Samantha era do que ele precisava. Ela era sua fonte de energia para todos os dias. O Por-do-Sol não terminava, e isto só o deixava mais relaxado de que eles iriam viver para sempre ali, juntos. Ou melhor, morrer para sempre. Podia sentir pelos seus dedos os cabelos de Samantha, e as mãos delicadas dela, segurando seu rosto só o mostrava que ele estava perdoado.
Artur segurou sua cintura, e a puxou para si, para seu mundo. Agora chega de enrolação! Agora, era pra valer. Enroscou sua língua na de Samantha, e a deitou como uma princesa em meio a grama tão felpuda e macia, do mundo perfeito dos dois. O céu cooperava, congelado no quadro de borrões de tintas rosa, laranja e amarelo, agora despontando para o vermelho.
Samantha estava sem pensamentos. Deixou a cabeça livre de preocupações, ela não queria pensar em anda, somente aproveitar. Sentia as mãos de Artur enolverem sua cintura e sua respiração em sua face, quente e pesada. Sentiu o corpo quente e vivo como nunca pensou que sentiria enquanto estivesse morta. Um frescor de vento passou pela campina, e o frescor ficou tenso, quente e vibroso, enquanto envolvia os dois e lhes davam seu momento de prazer. Samantha sabia que ela poderia beijá-lo quando quisesse no eterno, mas não queria deixar para depois, queria ali, agora. Para o todo sempre.
Eu Gosto de Você — Tribalistas
Artur, como um adolescente entrando em estado de puberdade quase não aguentava, mas se manteve firme, segurando firmemente a cintura de Samantha e lhe beijando os lábios, enquanto suas línguas se conheciam melhor. Adentravam em um mundo novo, e lá dançavam num céu estrelado e quente, com o mundo ao seu redor como um lugar vago, sem fundo, onde apenas o que era físico fosse somente elas.
- Eu também te amo. — Samantha respondeu após seu desgaste emocional.
- Eu sei di...
- Shhhiii...
Não precisava ouvir novamente aquilo. Colocou o dedo em seus lábios e pediu por silêncio, silenciosamente. Quem poderia calar esta voz tão profunda e intensa que era o enigma que corria envolta dos dois seres mortos desfrutando de um paraíso inesistente ao olhar mortal. O que seria deles sem... Um ao outro? O mundo não teria cor, não teria som nem sabor. O gosto da vida seria amargo e as trevas apagariam o caminho que trilhavam, mas por sorte existia um na vida do outro, para afastar a noite, e trazer de volta a cor. O céu era idêntico ao de quando Artur e Samantha haviam sentado naquela colina, na arena, e combinado de terem 120 filhos. "Agora podemos começar..." pensou Samantha, mas ficou quieta no abraço apertado de Arthur, que a envolvia por completo, não deixando nem um raio de Sol chegar a sua pele, e acobrindo para um novo mundo conhecer. O beijo parecia como um forno. Ligava em cima e esquentava embaixo. Despertava desejos, e isto já deixava Samantha louca, não podia cair, não antes de Artur também querer.
Samantha não sabia realmente o que fazer. Era como se seu pior passado tivesse ficado para trás, como se seu maior sonho tivesse sido realizado: Ela havia esquecido de vez o que havia ocorrido com ela. Mas também era como se metade de sua vida tivesse sido jogada fora, o que a completava, o que a fazia ser quem era, havia sido jogado para o ar. Ela se sentia mal por isso.
- Cento e vinte, lembra? — Artur sussurrou em seu ouvido.
Sam sorriu, mas estava triste. Sabia que esse sonho nunca se realizaria. Ela nunca teria um filho com Artur. Isto era algo que a morte infelizmente não pode restaurar. Olhe, quando Ivanny atirou aquela flecha no útero de Samantha, o destruiu e a deixou estéril, a morte restaurou tudo o que Samantha precisava para ser feliz no Paraíso, mas... Os sonhos estão ligados à vida, pois é algo que queremos realizar em vida, não em morte, e o sonho de Samantha fora destruído, a morte não pode restaurar seu últero. Infelizmente, Samatha sabia disso. Ela não tinha raiva de Ivanny, na verdade, nem sabia que era Ivanny, as únicas coisas que sabia era que um dia sua mãe a abandonou, e quem a acolheu fora Artur. Por isso o amava tanto, e o queria para si eternamente, e por sorte, teria.
Ela não podia contar a Artur. Ela não podia mesmo! Mas contou. Uma noite fria caiu sobre eles. Ela não pode interromper o choro, aquele era seu maior sonho. Na verdade, era o maior sonho de qualquer mulher. Lá, eles eram somente dois, não podiam ter filhos, só os dois. Para todo o sempre. Até podia ser muita solidão, mas viveram toda a vida solitários, então, se tinham um ao outro, já estava muito bom.
Ela só queria saber se Ivanny estava em um mundo pior que o dela, seria muito bom se isso fosse verdade. Pois,mesmo sem saber quem era Ivanny, ela sabia que não podia querer o seu bem.
Porque Eu Sei Que é Amor — Titãs
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