Notas iniciais
Mais um capítulo! Lindjos! Poxa, eu to ficandoviciada em Fanfics Interativas! Se alguém conhece uma de vagas abertas, me mande! Paopaospaops', e tudo bem, Asuki, já aconteceu comigo, só conseguir comentar nos capítulosque o Autor nme marca. Beijos, meus lindjos Jujubitas!

Samantha Christopper

Acordei assim que escutei o som do canhão. Era manhã, e eu não ouvi aquela voz dizendo “Bom dia” para mim. Desesperei-me. Olhei por todos os lados do tronco, Artur não estava em nenhum canto. Sai dele, daquela altura dava para ver quase toda a arena, exceto pelo Norte, que ficava distante, mergulhado em um deserto com mais de um Sol, mas eu não o via. Minha testa suou, onde estava ele! Será que se aventurou sem mim nessa mata? Se eu o pegar vivo, vou matá-lo em seguida!

Subi em cima de nosso tronco e gritei:

– Artur! – mas assim que soltei a voz, uma mão grossa e suja tampou minha boca.

Desesperei-me! Ainda mais! Tentei dar chutes e socos no homem, mas era difícil quando ele é triplamente maior que você...

– Cale a boca, Samantha, quer dizer nossa localização pra todo mundo?

– O que? Eu acordo ouvindo um canhão e não te vejo e você ainda pede pra eu calar a boca? Eu vou te matar, garoto! – o empurrei, fazendo-o gargalhar de mim.

– Você está preocupada comigo? – ele fez biquinho (o mais lindo) – Logo eu, “O Garoto do Distrito 4”?

– HAHAHA – ri sem a menor vontade – Sim, o impiedoso pode morrer, sabia? A não ser que ele seja um deus...

– E se eu for... – ele me abraçou.

– AI... Seria diferente...

Ele riu e fez cócegas em mim. Gargalhei, era bom me divertir em um Jogo de carnificina. Ele parecia me atacar com cócegas, enquanto eu gritava e ria para ele parar.

– Vamos para meu lugar secreto? – falou após seu ataque.

– Lugar secreto?

– Isso, — ele desceu da árvore e eu o segui. Ele andou por uma trilha que eu nunca havia seguido. Arvores maiores que as normais, e folhas do meu tamanho, flores que se movimentavam, e bocas que se abriam e fechavam. O néctar saia e espumava da boca delas, o que atraia vários animais como abelhas e borboletas de mel. – Ninguém veio aqui desde o começo dos Jogos, somente eu.

Ele soltou meu braço assim que chegou a um lugar plano que era rodeado de flores silvestres e altas, que batiam em minha cintura. Artur pulou em cima delas, fazendo umas centenas se amassarem no chão, e me chamou, como se houvesse acabado de fazer uma cama confortável.

– Ninguém pode ver nada, nem a Capital.

– Você acha?

– Sim. As câmeras não chegam até aqui, somente os microfones...

– Ah, claro, que legal, posso rolar e beijar o impiedoso mas a Capital inteira vai ouvir...

– O que? Beijos são altos?

– Dependendo do beijo...

– Nunca vi nas novelas do orfanato...

– Orfanato?!

– AHn... Esquece, ok?

– Como? Artur, o que você não me contou.

– Bem... Quando minha mãe morreu, eu fui levado a um orfanato, mas ninguém queria me adotar, então eu vivi lá até a Colheita.

– Hum...

– O que? E daí se eu sou órfão? E daí se já morei num orfanato? Eu ainda sou eu!

– Claro, eu não disse nada...

– Quer saber, quero que a Capital inteira nos ouçam.

E simplesmente me agarrou pela cintura, me fazendo cair sentada e me devorou, o que eu permiti, é claro.

Senti ele erguendo minha camiseta, enquanto dava beijos em meu pescoço.

–Epa! – falei – calma, rapaz...

– Calma?

– Sim. – ri dele – Não quero nada com o senhor não.

– Nada?

– Haha, talvez só uns beijos, mas não quero ser mãe solteira!

Artur começou a rir, entendendo o que eu queria dizer.

Nos sentamos, e deitei minha cabeça em seu ombro, que era bem mais alto que eu mesma, ele olhou o horizonte, o crepúsculo acontecia com calma, sem pressa de acabar, como se estivesse lá somente para nós dois.

– Você quer ter filhos?

– Um dia. – concordei.

– Um dia?

– Sim, sabe... – bem, pensei, ele contou um segredo, eu contarei um meu, também – Quando eu morava somente com meu pai, tive de abortar cinco bebês... Eu não os amava, nem queria vê-los com vida, mas ver aquelas criaturinhas, menores que meus dedos, com cabecinhas retiradas dos membros, e as pernas esmagadas... Era terrível. Meu pai não tinha condições de pagar abortos, por isso me forçava a fazer um aborto caseiro. Ele socava minha barriga, e... Me dava drogas e várias bebidas alcoólicas. Só que nunca funcionava, então eu tinha de fazer força por uma noite inteira, para retirar aqueles bebes que nem estavam prontos para nascer. Você não sabe quanto sangue sai fazendo um aborto caseiro! E dói como se estivesse dando a luz, como se todos ossos de minhas costas se quebrassem ao mesmo tempo, agora imagina fazer isso cinco vezes... – falei – Eu quero ter muitos filhos...

– Quantos? Dez?

– Mais...

– Trinta?

– Bem mais...

– Setenta?

– Cento e vinte.

– CENTO E VINTE FILHOS? – Artur ficou pasmo.

– Sim... Ou se não quiser, não precisa ser pai de todos eles...

– Não! Claro que não! Quero ser pai de todos! Mas, e o nome?

– AHn... Não quero nomes comuns, quero... Nomes bem diferentes...

– Um exemplo?

– Chaminé. Amo esse nome.

– Chaminé? Tipo... As das casas ricas?

– Sim. – falei, e ele me encarou. – Que foi? Tem a Banheira e a Persiana, também, a Janela, o Ventilador...

– Você está brincando comigo!

– Não estou não! Persiana e Janela são nomes de gêmeas... Uma completa a outra... E o Fogão, o Anzol...

– Anzol?

– Sim, vou ensinar ele a pescar...

Artur sorriu.

– Não esqueça da Televisão! – ele lembrou.

– Claro, são cento e vinte filhos, vamos ter uma casa completa...

Ele riu mais uma vez. Passou os braços pelos meus ombros e beijou minha testa.

– O Micro-ondas... – sussurrei.

– A Geladeira...

– Sim, Geladeira... Mas o Chaminé vai ser o primeiro de todos...

– Vai sim, Chaminé Christopper, o impiedoso...

– HAHA, sim, Artur... Ei! – olhei para ele, saindo de seu abraço – Agora eu sou a Senhora Impiedosa! Ou Samantha, a impiedosa!

– Bem... Sim. Dona Impiedosa, como quer voltar para nosso tronco?

– Nas suas costas, Senhor Impiedoso.

– Ok. – ele segurou minhas mãos, puxando-me para suas costas – Nossa, você precisa comer mais, está leve demais! Daqui a pouco bate um vento e te leva embora...

– Ei!

Ele riu e começou a caminhar pelo mesmo caminho por onde vimos.

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Samantha

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Artur, o Impiedoso


[N/A: Será que sai um filho bonito?]

Notas finais
Reviws! Quero os meus! E as fichas! E não se esqueçam de ler a Fanfic do Asukin, New Era, New Game...! Novo capítulo lá!