Notas iniciais
Mandem fichas!

Samantha Christopper

[N.A.: Não sei se o criador do Artur vai gostar, mas eu procurei algumas foto e achei algumas coisas]

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[Artur lindo!]

Ele me encarava, esperando-me abrir os olhos. Artur me esperava acordar. Todas os dias, para me dar um lindo sorriso e um:

- Bom dia, princesa.

Quando eu acordava com isso, me sentia muito melhor, afinal, ninguém nunca me chamou de princesa ou qualquer outra coisa. Só de puta, prostituta, vadia, e outros nomes feios. Eu me sentia feliz em saber que eu era uma princesa para Artur, e ele me tratava super bem, tentava não alterar a voz e sempre colhia os melhores frutos para mim. Fui voltando ao normal, e minha força também, ele até me levou para treinar atirar facas nas árvores, mesmo que eu estivesse péssima em mira!

- Vai melhor aos poucos — ele dizia para não me desanimar. Eu só sentia falta de uma coisa.

- Dá um beijinho...? — pedia. Mas nunca ganhei um.

Até hoje.

Estava acordando, e ele já me esperava. Lindo, como sempre. Aqueles olhos caramelos e o sorriso de dentes amarelados. Simplesmente lindo.

- Bom dia, Samantha. — ele falou.

- Bom dia, Art... — eu já havia até tomado coragem de dar um apelido a ele, lógico, ele não gostava.

- Dormiu bem?

- Melhor se você tivesse dado um beijinho de boa noite...

Ele corou.

- Ei, já disse que não adianta você tentar!

- AH, legal, você não gosta de mim...

- Mas é claro que eu gosto, só não consigo expressar isso.

- Então é porque está fazendo errado! Da um beijinho... Só um...

- Não, Samantha.

Suspirei, mas que coisa! Aquele pirralho não queria nada comigo, só podia! Ele estava rejeitando o meu pedido de beijo por dias.

- Sabia que era pra você pedir beijos? Você é garoto da relação! Eu que tinha de me preoculpar com as nossas idades!

- Eu sei.

- Então, um beijo...

- Você só vai conseguir se tentar... — ele lançou um olhar malicioso.

Aquele menino não sabia o que estava fazendo, eu conhecia todos os melhores métodos de sedução! E iria usar todos eles, se preciso. Comecei com o "Entrando no Clima", dando olhadas intensas e maliciosas.Ele, por sua vez, se fez de difícil, ótimo, plano B.

Passei as mãos em seu rosto, e me sentei em suas pernas, me aproximando lentamente, e com os olhos mantendo o contato com os dele. Mas ele nem deu outra, virou a rosto antes que eu pudesse lhe dar um beijo. Se ele queria briga, iria ter briga.

- Tudo bem, cansei — menti — você venceu. Eu só... Queria parar de sentir essa vazio dentro de mim, sempre que você diz que não podemos ficar juntos, eu sinto um soco atingir meu rosto. Dói. E... a dor só passa quando você me toca. O que é raro, agora. Fico nervosa na sua frente e... Não consigo dizer as coisas que realmente quero dizer. Sabe, eu nunca senti isso por um menino antes... — dei uma pausa para enfatizar esta parte, eles estava realmente caindo nessa, pois assentiu e segurou minhas mãos, fazendo-me arrepiar. — E... — dei outra pausa, olhando para nossas mãos unidas, sim eu corei involuntáriamente. — Você faz com que eu esqueça que ja fui uma puta um dia...

- Você não é ma puta... — ele afirmou.

- Quando você diz isso eu realmente chego a acreditar, mas assim que se nega para mim eu... Caiu de novo no buraco. Queria ser diferente, como.... C-omo a... — senti mes olhos lacremejarem e me forcei para não chorar — Como a Ivanny...

Artur levantou uma sobrancelha e segurou meu rosto, antes que ele caisse.

- Ei, princesa, você é muito melhor que a Ivanny! Confia em mim.

Sorri. Mas era difícil acreditar nisso, pois eu sabia que não era verdade.

- E-ela conseguiu tudo o que queria... Um homem, uma vida boa... U-um filho...

- O que?

- Ah, eu ouvi eles conversando que talvez tivessem um filho, mas esqueça. O fato é: EU queria ser como ela! Queria sim! Sabe, ser uma loira diferente, inteligente e que conseguisse se sustentar sem precisar se humilhar nas esquinas de bar... Ter você pra mim, comigo, para mim. Queria que tudo fosse fácil como foi para ela... — agora eu estava realmente desabafando, esqueci que tinha de seduzir Artur, e lhe contei o que sentia no fundo — Eu... Acho que se fosse como ela, v-você iria querer ficar comigo, e... Não teria vergonha de mim...

Artur enchugou a primeira lágrima. Ele me forçou a olhar dentro de seus olhos, mas eu queria abaixar a cabeça, e me humilhar. Afinal, era só isso que eu sabia fazer, ser humilhada e me humilhar.

- Eu não tenho vergonha de você, e você não precisa ser Ivanny para ser perfeita, se você fosse ela, estaria nos braços do Leo, agora, não nos meus. Eu te odiaria até a morte, e iria atrás de você, e outra menina, Samantha, estaria aqui neste tronco me esperando para me contar piadas e fazer eu me sentir bem... Nao me sentir um destruidor, como todos acham que eu sou.

Pensei bem no que ele havia falado.

- Eu gosto de você, Artur. — confessei.

- Eu sei disso, pequena.

Eu não podia deixar de achar isso irônico, pois mesmo eu sendo menor que ele, eu ainda era mais velha. Mas não ri disso, só suspirei, triste e envergonhada por ser quem eu era.

- E-eu... também gosto de você, Sam... — Artur não olhou nos meus olhos.

Era agora, eu tinha que fazer esse beijo acontecer, tinha... O momento estava perfeito mas... Eu não consegui. Se ele não queria me beijar, então eu não devia fazer o contrário, só tinha que aceitar. O que era difícil. EM vez de dizer: eu gosto de você, eu queria ter dito: Eu te amo, Artur, como nunca pensei amar um homem, mas... Não saia. Tive medo dele começar a rir de mim e dizer que amor não existe, como eu pensava não existir. Afinal, minha vida era tão complicada que nem nerds viciados conseguiriam passar os níveis dela.

- Obrigada Artur, você me faz... feliz. — falei, deitando-me em seu colo.

- Isso não acabou, Christopper.

Ergui uma sobrancelha.

- Afinal, não podemos ficar juntos, mas isso não quer dizer que devemos obedecer esta lei da sociedade.

Eu queria perguntar; Hein? Mas Artur foi mais rápido, e me roubou um beijo. O melhor deles. Me senti nas núvens, nao, me senti em uma abraço profundo e claro. Artur segurava meu rosto, e respirava em minha face, não tirando seus lábios dos meus. Queria mais! Queria estar a nossa química e... Experimentar algo mais picante, mas ele não fez nada, só me beijou normalmente.

- Só isso? — perguntei.

- O que? Ei, eu te beijei, não era isso que queria?

- Sim, mas eu queria um beijo mais malicioso!

- É... E-eu...

- Artur, o impiedoso, você está me dizendo que...

- Sim, é isso mesmo, eu nao sei beijar! E daí?

Notas finais
Mandem as fichas!