Notas iniciais
O capítulo prometido. Ainda não sei quantos vou postar, mas isso só irá depender de vocês!

Samantha Christopper

Eu não tinha mais forças para me levantar. Minha cabeça girava, meus olhos rodopiavam dentro das órbitas. Qualquer um podia me matar assim que quisesse. As sombras pareciam crescer rápido demais, enquanto escurecia. E assim que eu fechei meus olhos, adormeci profundamente.

º º º

Eu estava lá. Viva. Ao lado da cama de minha mãe, ela arrumava a mala, com pressa e medo. Colocava todas as peças de suas roupas, que não eram muitas. Ela não me olhava. Mas sabia que eu estava lá. Meu pijama era o que eu mais gostava, o verde com bolinhas amarelas. Meus cabelos estavam presos na trança que ela havia feito antes de eu dormir. Acordei com a movimentação, ela estava indo embora, como havia inumeras vezes que iria. "Eu vou voltar, Samantha, eu vou!" ela segurou meu rosto. Comecei a chorar, "Não, mamãe, não..." Mas ela me ignorou e se virou, saindo daquela casa maldita. Eu estava só, para sempre.

º º º

Assim que ela tocou minha testa, abri os olhos, saindo daquele sonho tão duro e doloroso. Hooper sorriu, e virou as costas. Partindo. Eu não sabia que ela estava lá! Senti meu corpo mais forte, e vi algumas frutas já apodrecendo e dei uma mordida. AH! O lindo gosto da comida.

Me levantei, ainda fraca. Mesmo com meus pés cheios de bolhas, cortes e com a carne viva exposta, o machucado em minha perna por causa dela mesma e meu cansaso, segui, o mais longe do Sul possível.

Assim que cai de joelhos, senti a tontura me adentrar novamente. Não existia mais corda vocal em minha garganta, e meus olhos já haviam virado pratinho de microondas.

Assim que Ivanny chutou-me no rosto, e eu cai de costas, meus olhos ficaram vivos, e eu a vi com uma adaga na mão, e me empurrando com a outra. Ela me levantou, e me empurrou contra uma árvore, me fazendo lembrar de Artur. Ela colocou a adaga em minha garganta.

- Vamos! Grita! O seu namoradinho não vai te salvar? — ela perguntou. — Não somos mais amigas, Samantha, somos inimigas agora. Vamos ver do que é capaz! Vamos, da um soco em mim! Não consegue nem ficar em pé! Vai dormir daqui a pouco, mas não por causa no cansaço... — sua lâmina afundou mais em minha garganta. Eu estava certa de que iria morrer. Seria melhor assim, pelo menos seria mais fácil. — Não vai falar nada? O que houve? O seu namoradinho deixou você morrer de fome, não é? Ele sabia que você não conseguiria sobreviver nessa carnificina, e por isso deixou você morrer aos poucos, para sofrer o máximo que pudesse. E sabe o que é mais legal? Ele não fez nada. Você esta se matando aos poucos. Viu como é legal manipular as pessoas? Não sujamos nossas mãos e elas ainda sofrem! Mas... Eu vou ser legal com você. Vou acabar com seu sofrimento, minha amiga, agora mesmo...

E eu cai de cara no chão, engolindo terra e tudo que estivesse lá. Meus olhos estavam com borrões vermelhos e negros. Mas isso não me assustou. O qe me assustou, foi ver Artur ali. Com Ivanny aos seus pés. Ele segurava sua adaga agora, e nela havia o meu sangue, que havia saido de meu pescoço. Meu coração acelerou, minha cabeça explodiu, e eu apaguei.

Notas finais
E então? Artur salvou Samantha ou ela não consseguiu sobreviver? Ivanny morreu ou não? O que será que aconteceu? Vamos saber no próximo capítulo! Buahahahaaha!