Notas iniciais
Mais um capítulo!

Samantha Christopper

Abri os olhos. E lá estava ele. Eu havia prometido ensinar ele a beijar hoje. E tinha certeza de que estava muito ancioso, pois havia ficado mais de meia hora perguntando o que eu faria pra ensinar ele. Bem... Era surpresa!

- Bom dia, princesa! – me deu um beijo na bochecha, e por um mero erro, não foi nos meus lábios.

- Bom dia, meu príncipe. – respondi, tinha certeza que meu hálito deveria estar horrível, mas Artur parecia não se importar com isso.

- Já mandou nosso recado para nossa racista? – perguntei me sentando.

- Sim, e ela caiu direitinho, acha que foi o Leonardo e a Ivanny.

Sorri. Manipular as pessoas era ótimo. Só restavam 7 pessoas na arena.

Hooper

Ivanny

Leo

Eu

Artur

O garoto do Distrito 8

O garoto do Distrito 10

E o garoto do Distrito 13

Ninguém sabia onde esses três estavam. Mas todos sabiam que eles não eram de nada. Os três deviam estar escondidos, esperando os Jogos simplesmente acabarem, e eles terem de lutar entre si. Mas eu e Artur não iríamos deixar isso acontecer. Nós tínhamos mera idéia de onde eles estariam, e sabíamos chegar lá.

- Pensando nos três mosqueteiros? – ele perguntou, era assim que havíamos apelidado os meninos.

- Sim. – respondi.

- Desse jeito você me deixa com ciúmes... – ele olhou para baixo.

- O que? Artur, o impiedoso, com ciúmes porque eu estou pensando em três meninos que devem ser uma delícia?

- Exatamente, e pare de me chamar de “O Impiedoso”, eu não gosto disso! – ele bufou.

- Ok. – concordei – Então, meu príncipe, vamos para sua primeira aula?

Ele corou.

- E-eu acho que não vai dar...

- O que? Está com medo? Eu não mordo... – me aproximei, mas ele colocou a mão na minha cara.

- E se eu fizer errado?

- Mas eu disse que vou te ensinar! – revirei os olhos – Agora... Deita por cima de mim.

- O QUE?

- Pra criar clima!

- Eu acho que vamos criar clima demais desse jeito.

- Relaxa, se você perder o controle, eu dou um chute naquele lugar. – ele empalideceu – Mas só se for bem arriscado mesmo.

Ele não melhorou muito. Mas me obedeceu. Senti meu corpo estremecer e formigar, arrepiar e tudo mais. Quer dizer, eu queria aquilo a tanto tempo, que pensei que já havia superado esses arrepios, mas não. Ele parecia estar tranqüilo, e não apreensivo. Mas por que eu estava? Eu é que estava ensinando ele a beijar! Seus olhos me fitavam, estava fazendo de propósito, tenho certeza.

- Que foi? – perguntou – Ficou vermelha de repente...

- Ah, é porque não tem um mulato de olhos caramelizados bem em cima de você!

- Mas foi você que disse para eu fazer isso!

Mordi o lábio inferior, ele se levantou, e me colocou deitada em seu colo. Ali estava melhor, bem melhor!

- Melhorou? – ele perguntou, senti a ponta de preocupação em sua voz.

- Sim... – respondi envergonhada.

- Não parece, está mais vermelha ainda...

- Ah, cale a boca. – segurei seu rosto e lhe dei um beijo.

Nem dei explicações sobre o que ele disse que estava mais confuso: Virar a cabeça de um lado para o outro e o que fazer quando a língua estivesse lá dentro da minha boca. Por sorte, ele me imitava. Não agüentei, beijei-o como sempre quis beijar meu príncipe encantado, não vou dar detalhes, quer dizer, você não precisa saber disso!

Puxei Artur pela camisa, e ele veio, junto. Caindo por cima de mim, mas dessa vez eu não liguei, continuei a beijá-lo. Sim, ele não saia evitar que sua saliva escorresse pela minha boca, mas eu não ligava, só queria aquela boca carnuda na minha. Suas mãos, grossas e fortes, de leve pegaram em minha cintura, levantando levemente minha camiseta. “Estamos estrapolando” meu cérebro dizia, mas todas as moléculas de meu corpo ferviam em minha pele, e gritava “SIM! SIM! ISSO! ISSO! VOCÊ CONSEGUIU GAROTA!” eu mesma não acreditava nisso, quer dizer, Artur, sempre me machucando e sendo frio comigo, agora ele era um príncipe, mudado, e queria me ver feliz, até havia concordado aprender a beijar comigo para me deixar feliz! Subi minhas mãos pelo seu abdômen e ele segurou com uma força tremenda os meus braços.

- Você disse que iria me controlar, hein... – ele riu soltando-me.

- AH... E-eu... – sim, era eu que havia perdido o controle.

Meu rosto ferveu em vermelho sangue, e eu senti a febre subir minha testa.

- Eu te amo, Artur. – dessa vez saiu. Isso, saiu involuntáriamente.

- Eu sei disso. – ele somente respondeu, dando um soco no meu rosto com suas palavras. Os homens não sabiam quanto doía quando eles não diziam “Eu também”.

Notas finais
As fichas, não esqueçam!