Your Hunger Games - Fanfic Interativa
51 Samantha Christopper IV
Notas iniciais
Samantha Christopper
Eu não podia voltar. Meu corpo todo latejava. A caminhada havia durado a noite toda, e meu estômago roncava e eu sentia meus olhos caindo de sono. Minhas pernas tremiam. Mas parecia que meu corpo estava em transe. Dando pequenos passos e indo cada vez mais longe, ao Sul. Eu não tinha domínio sobre o meu corpo. que me deixava mais deosrientada ainda.
- Força, Samantha, força... — falei para mim mesma, com o pouco que sobrara de minha voz.
Eu estava fraca e desnutrida. Boa parte da culpa era de Artur, ele havia me estragado, me protegendo de pernelongos e me dando comida a qualquer hora que eu quisesse. Minhas pernas e musculos doíam por que eu não estava acostumada com caminhadas, já que passara a metade do mês dentro de um tronco de árvore.
Quando levantei o olhar, me deparei com a cena mais bizarra que eu poderia ter visto nesta hora de fraqueza. Um deserto. Era visível a linha que separava o deserto da floresta. Olhei para ochão arenoso, e vi pegadas. Mas não pegadas comuns, pegadas de um ser de dez metros.
Quando levantei olhar novamente, uma besta de cinco toneladas estava bem na minha frente.
Minha primeira reação foi rolar para o lado, enquanto sua lâmina descia firme como o martelo de um juiz. Senti meu coração se desprender das teias de aranha que deveriam ter nascido em volta dele e bombear á 180km por hora.
- Uaaaaaargh! — gritou o monstro.
Ele tinha pelagem falhada, e pelos grisalhos.Olhos ferozes com uma lendária ameaça nos Jogos. Os pés cada um tinham doze metros de largura, o que derrumara muitas árvores. A cabeça no bicho estava envolta por uma bandeja cheia de frutas frescas e equipamentos para combate. Logo percebi que este era um teste. Se caso ganhasse, eu poderia pegar todas as recompensas para mim.
Nos meus pés, vindo da terra, surgiu uma lança, com o bilhete "Mostre do que é capaz". E entendi o que meu conselheiro queria de mim. Eu tinha de mostrar que não era só uma prostituta barata, mas sim uma guerreira com o sangue fervendo nas veias.
O bicho urrou, e veio atacar novamente, com sua espada de dois gumes e o martelo pesado e brilhante. Notei uma coisa: O martelo servia para esmagar, e a espada para cortar. Então se eu...
Corri até a árvore mais pesada de todas e mais larga. Mais alta e mais viva. Sentia que iria morrer, por isso tudo estava em câmera lenta. Mas assim que vi a lâmina da espada vindo cortar-me no pescoço, me joguei para o lado, deixando o monstro cortar a árvore em vez de mim. Ele riu com gosto, até notar que a árvore estava caindo para o lado dele, e o esmagou como um bichinho de pelúcia. Infelizmente a cesta cheia de frutas e armas ficara embaixo da árvore. Senti o suor escorrer entre meus seios, e percebi que minha camiseta estava rasgada bem ai. Ah, que raiva. Deveriam estar rindo de mim na Capital. "Uma vez prostituta, sempre prostituta" fora o que Debi, a mulher que representa meu Distrito nos Jogos me disse, na frente de meu colega de Distrito, Julius Sylvester, oque havia me deixado com muita vergonha e raiva. E me lembrar disso não ajudou em nada.
Senti que deveria ter provado que era capaz de matar monstros sem precisar de armamento. Até a lança que a Capital me dera não foi utilizada. Até eu sentir o braço musculoso e grande segurar-me pelo pescoço e me esguer do chão. Tudo embaçou, e eu me senti ser enforcada por Artur. Mas aquele cheiro... Não era de Artur, definitivamente. E os pelos... eram grisalhos e sujos. O urrar era grandioso e eu senti que ele não estava feliz por eu ter matado o seu amiguinho.
- Aaaaaaargh!! Uha, Uha! — ela brandiu a outra mão no peito, como um Tarzã e apertou seu braço sobre meu pescoço.
Imagine a pessoa mais fedida da mundo. Com aquele cheiro forte e irritante. Agora misture com o cheiro de velas católicas. Depois coloquei cebolas e um pouco de pelo de cachorro molhado. Vai ter uma vaga idéia de qual era o cheiro daquele monstro, multiplicado por duzentos.
Olhei para baixo, e vi minha lança. Ah, se eu a tivesse pego...
Senti meu pescoço escorregar debaixo do braço do monstro. Não, eu não estava. Cai, mas cai em cima de uma duna de areia, rastejei até a lança, a tempo de ver o incrível monstro cair por cima de mim. E então, eu morri.
Não. Eu não morri. Quando abri o monstro no meio da barriga, senti o cheiro de seu fígado. Ah! Eu estava toda lambuzada por isso. A lança havia infriltado no monstro e aberto um buraco. Sai do monstro por inteira. Minhas roupas estavam grudadas ao meu corpo, e meu cabelo cheirava á cocô de lobo. Me senti um lixo. Mas engatinhei, com a visão embaçada, até a beira de uma nascente, lavei meu rosto, e meus braços. Quando estava prestes a entrar no riacho, senti alguem puxar-me pelo cabelo, e eu, ai sim, estava morta.
Fale com o autor