Notas iniciais
Aqui, meus queridos leitores, mais um capítulo! Beijos, quero reviws!

Samantha Christopper

Minha cabeça estava rodando. A pessoa me arrastava pelos cabelos. Meu corpo se ia, pela neve ainda congelada, e eu só conseguia ver e raciocinar aquilo. Meu coração estava lento, eu sentia ele batendo devagar.

- Hooper, olhe o que eu encontrei! – a pessoa que me carregava exclamou.

Pessoas começaram a me rodear. Quando vi aquela menina ruiva, meu raciocínio voltou ao normal. Meu corpo voltou ao meu comando e eu dei um pani! EU fiquei descontrolada! Comecei a socar todo e atirar pra tudo que é lado. Até eu ver, com meus olhos vivos e atentos ao que acontecia, a ruiva, deveria chamar Hooper, fincar aquela faca na minha batata-da-perna. Aquilo ardia em dor. Parecia que pegava fogo, meu coração batia no pescoço, eu sentia isso. E eu cai no precipício perto do pequeno acampamento onde aquela ruiva estava.

Abri os olhos. Água, água e água. Água doce. Tentei respirar, eu conseguia, claro, estava nas margens de uma cachoeira. Minha boca relava nas plantinha que ali estavam plantadas, e isso fazia cócegas. Sorri. Bobamente. Relei as palmas das mãos na grama. Meus pés ainda estavam submersos, até minha cintura. Mas eu não sentia o frio da água.

Me arrastei até estar completamente fora d’água. Olhei minhas pernas. A faca ainda estava lá. Segurei seu cabo, e tentei retirar, mas doía muito, e eu não queria mais sentir nada. Eu sabia que se não retirasse, e não enfaixasse aquilo iria virar algo pior. Infeccionaria. Minha mão, mesmo tremendo, retirou a faca com tudo. Dor. Uma dor incontrolável. Mas logo depois nada. Só frio. Enfaixei a perna, rasgado a barra da calça até o joelho e tentei andar. Mancando, e com uma perna latejando a cada passo, eu prossegui, indo o mais longe do Norte possível.

Parei quando uma árvore entrou no meu caminho. Maldita!

- Vamos, Samantha... Vamos... – falei para mim mesma indo mais adiante.

Eu não tinha um objetivo. Eu só queria ficar longe de Artur o máximo possível. Eu queria dançar em cima da cova dele! Queria esmagar todos os ossos de suas grandes mãos! Queria... estar com ele. Me aninhar nele. E sentir ele...

Ah, droga, Samantha! Ele te deixou como uma presa fácil para qualquer bicho selvagem te devorar! Mas... Mas nada! Agora, cale a boca, Samantha Christopper! Meu cérebro dizia.

Mas meu coração não. Meu cérebro podia gritar o quanto quisesse, mas meu coração gritava dizendo sim! E todas as moléculas de meu corpo ajudavam.

Eu estaria ficando louca? Espero que sim, por que se for aquela coisa sobre amor...

Quando parei de andar, e me encostei numa árvore, ouvi a voz de Artur em minha cabeça:

“- Você é muito despreocupada. – ele comentou.

- Não tenho nada a perder.

- Se eu fosse você, não seria tão confiante assim. – abri meus olhos para olhá-lo.

- Como assim? – perguntei.

- Você é só mais uma peça no tabuleiro, não está vendo? Se der mais um passo errado, a Rainha de come, ou o Bispo.

- Não entendo.

- Isso é como jogar xadrez. Ou você faz a melhor estratégia e vence, ou você é manipulado por outra pessoa que tem a melhor estratégia. E eu te aconselho a não ser manipulada.

– Então esse é o seu plano? Manipular a todos?

- Você já fez isso. Não viu como é ótimo quando as pessoas se voltam contra si mesmas?

- Mas, se você quer mostrar a Capital que quem manda aqui somos nós, como você pode matar a todos? Isso só vai fazer com que você seja mais uma peça no tabuleiro deles.

- Cale-se, ou você vai se arrepender – ele ameaçou.

- Só lhe estou mostrando minhas cartas nas mangas... – sorri irônica.”

Que saudade. Será isso que eles chamam de ter e não perceber?

Notas finais
Reviws? QUem lembrava dessa conversa deles? Foi a primeira...