Notas iniciais
Mais um, Tributos, o primeiro de hoje! Beijos.

Samantha Christopper


Black or White — Michael Jackson

O céu começou a brilhar. Olhei para ele. A insígnia da Capital começou a brilhar. E a foto do Tributo do Distrito 11 apareceu. Ele era do meu Distrito. Eu o reconheci. O rosto, os olhos azuis... Com certeza ele não deveria ter tido um bom aliado, ou será que nem teve? Não sei não quero saber. Artur se remexeu desconfortável quando voltei para dentro de nosso tronco.

— Quem morreu?

— O garoto do meu Distrito. Só.

Ele pareceu pensativo.

Me aconcheguei mais perto. Ficando deitada do mesmo lado que ele. Frente a frente. Ele não podia ser diferente dos outros homens, e eu ia provar isso. Sorri sedutoramente e pisquei, fazendo meu rosto corar de propósito. Ele não pode impedir de um sorrisinho envergonhado sair, mas era só um garoto de quatorze anos, logo, logo vai ceder.

Coloquei de leve minha mão por dentro de sua camisa. Ele era que nem outros homens, se arrepiou. Se encolheu e quase deu um tapa no meu rosto. Subi devagar. Meus olhos o mantinham acordado. Meu sorriso era sedutor, tentei ao máximo seduzi-lo. Pobre, era um mísero garoto de 14 anos...

Estava quase tirando minhas conclusões sobre Artur, quando alguém me jogou tão forte contra a parede que senti minha coluna vertebral vibrar dentro de mim. A pessoa era muito forte! Era ridículo comparar nossas forças. A principio pensei que Artur fosse realmente se aproveitar de mim, mas então...

— O QUE VOCE PENSA QUE ESTA FAZENDO? – sua voz era muito alta e forte. – VOCE é BURRA? IDIOTA? EU DEVERIA TE MATAR! E NÂO PENSE QUE NÃO VOU FAZE-LO!

Me soltei de suas mãos que apertavam meus braços fortemente. Me virei de costas para ele e comecei a chorar em silêncio. Até meu pai era mais delicado comigo! E olhe que meu pai era a pessoa mais cruel do mundo. Ouvi Artur bufar e gritar de raiva. Estava quase fazendo o mesmo, quando notei uma coisa. Ele passou. Sim, ele passou no teste. Ele não cedeu. AH, se eu ia fazer aquilo, tinha que já saber que se ele não houvesse cedido deveria me jogar contra árvore. Artur não era como os outros homens.

Mas espera, ele estava machucado. Se ele teve tamanha força pra me jogar contra o chão do tronco, com certeza está curado! Mas por que estava falando que não poderia ficar sozinho, e que eu tinha que ficar lá para proteger os nossos “cadáveres”?

Artur era mesmo alguém de quem eu nunca saberia o que estava pensando. As vezes ele entendia bem o que você falava, e as vezes ele achava que você estava brincando com a cara dele. Nunca vou entender essa dupla personalidade, mas que ele passou no teste passou. E nada pode mudar isso. Enxuguei as lágrimas e comecei a sorrir para mim mesma. Artur não podia me ver, então acho que estava achando que eu ainda estava muito mal pelo que ele fez.

— Ahn... – engasgou – Sam, desculpa... Eu não sabia que você...

— T-tudo bem, Artur, você passou no teste.

— Teste? Que teste?

— Você não cedeu. Você é um homem de verdade.

— Mas você sabe que eu ia ceder! Qualquer homem cederia.

— Mas o importante é que não cedeu. Isso é raro.

— Então estou desculpado?

— HAHA, está sim... – me virei sorrindo e ele notou que eu falava sério.

º º º

Artur me disse que sim, ele estava mentindo enquanto dizia que o machucado na perna não estava melhor, e que só mentiu por que queria que eu ficasse mais tempo lá. Jogando baralho. Ta, isso pode ter soado estranho, mas não duvide mais de Artur, ele provou ser um rapaz bem legal.


Notas finais
Reviws? Foi curto, sim, mas o melhor ainda está por vir.