Notas iniciais
Atendendo ao pedido de um leitor, o capítulo de Pray Collide! E como tudo aconteceu.

Pray Collide

Someday — Nickelback

Hooper dizia as ordens. Ela era uma espécie de líder ali. Cato partia pedaços de troncos com as mãos, para a fogueira, encantadoramente. Kathe juntava frutas e folhas comestíveis que achava po ai.

Assim que Cato terminou sua tarefa, me aproximei, sentando-me ao seu lado.

- Oi. — falei.

- Oi. — ele respondeu sem interesse, pegando uma faca e raspando em uma pedra, talvez para afiá-la.

- Bem... Eu vi você quebrando aquela lenha... Você é bem forte, não?

Ele me encarou. Ah, puxa, eu não sei dar cantadas!

- Você acha? — ele perguntou.

- Bem... Sim.

- Eu sei disso. Eu sou forte. — ele falou se gabando.

E céu se iluminou, na noite, e a insignia da Capital surgiu no alto, junto com o hino frenético e enjoativo. Era a primeira morte em semanas. O que me apavorou. O rosto de um rapaz alto e moreno apareceu, e embaixo dele o Distrito 9.

O céu se apagou novamente. Cato segurou minha mão, dando-me um choque, que eu tentei não demonstrar, mas meu corpo havia se arrepiado com isso. Subiu pelas minhas costas até minha nuca. Ah, sem chances! Pray, ele é um homem de dezessete anos! DEZESSETE! E você é uma pirralha de treze. TREZE! Abra o olho, ele nnca vai querer nada com você!

- Você me faz lembrar de Cloe. — ele comentou, com olhar triste. Eu não sabia quem era essa tal de Cloe, mas parecia ser alguém importante para ele. — a menina que veio para cá comigo, nos Jogos do ano passado. Ela não queria ser matadora, ele queria ser uma garota normal, mas tinha que agir como a tal por causa da Capital. Eu era sanguíneo, e obstinado. Cloe me ensinou que nem sempre a morte é o melhor jeito de afundar as mágoas do passado. Quando ela morreu, eu... Senti que deveria vingar sua morte, mas eu quase morri com isso. Tresh... Se não em engano... Ou seria Truck? Bom, ele era do Distrito 11, forte e um dos melhores Tributos, a nossa luta foi a melhor! AH, cada golpe era um brado de orgulho! Todas as moléculas de meu corpo estavam mais que vivas nos intantes finais da dispúta! Eu, de joelhos. Ele ia me matar, então eu vi a adaga bem perto de mim e... — ele fez um golpe no ar, demonstrando o que aconteceu. — Virei o cabo. O grandão caiu em cima de mim, mas eu ganhei.

Me mexi, desconfortável. Não gosto dessas coisas de mortes e lutas... AH! Isso é horrível! Não consigo nem mesmo assistir a um filme de terror, quanto mais matar uma pessoa! Acho que Cato percebeu, pois mudou de assunto.

- Mas você é bonita e graciosa, como ela. Cloe conseguia lançar sete facas de uma só vez em alvos em movimento. Ela se guiava pelos ouvidos, e se você tentasse pegar a mão dela... — ele deu uma pausa como se lembrasse o momento constrangedor que teve com Cloe — Bem... Eu tive sorte, ela não quebrou cada dedo de minha mão... Mas poderia ter feito isso.

- Cloe era bem importante para você, não? perguntei.

- Sim... Era como uma irmã, que eu nunca tive. Mas ela morreu, por causa daquele maldito Distrito!

- Que Distrito?

- O doze.

Um nó subiu minha garganta. Eu era do Distrito doze...pensei. Agora que Cato não iria querer namorar comigo!

- Mas você parece ser do Distrito 1, ou 3. — ele sorriu.

- AH, claro...! — respondi engasgada.

Ele soltou minha mão, me senti desprotegida, queria mais que tudo ele de novo segurando ela... Era tão delicado e ao mesmo tempo forte e grandalhão... Mil vezes melhor que o Leo...! Ai... Ai...

- Por que esta me olhando assim? — ele perguntou.

- O que? Eu? N-nada! Eu não estou fazendo nada!

Os arbustos se moveram. Cato segurou minha cintura, e me colocou atrás dele, como se fosse me proteger. Fiquei grata, por que se não houvesse feito isso eu sairia gritando por todos os lados! Hooper se colocou em posição de ataque, e Kathe apagou a fogueira.

Tudo em silêncio, até aquele cabelo louro aparecer. Aquele não, aqueles.

- Oi! — Leo gritou a todos — Viemos em paz!

- SIm! Isso mesmo! — confirmou a garota que estava atrás dele. Deveria ser aquela menina que ele ficou olhando no desfile das carruagens... Ela nem é tão bonita sem maquiagem!

E apartir daí uma disculsão tomou conta do ar. Leo e Ivanny, como ela disse se chamar, queriam me levar com eles, mas Cato e Hooper não queriam deixar.

- Vem, Pray, você escolhe, eu e a Ivy, ou os Carreiristas. — Leo direcionou seu olhar para mim.

- AHn... — eu queria ir com Leo! Queria sim! Mas não queria ficar sem Cato... — Eu vou...

Leo sorriu e segurou meu pulso, mas eu não tinha terminado minha frase.

Cato pulou como um tigre em cima de Leo e o fez comer terra, de tanto que o espancou. O fim do Leo é esse! Pensei, mas então um lobo de três metros de altura pulou no peito de Cato, mordendo sua cabeça e o tirando de cima de Leo. Ivanny me segurou, antes que eu pudesse ir ajudar Cato. Eu assisti a tudo. TUDO. Quando o canhão foi disparado, meu coração parou. Tudo ficou em câmera lenta. Quando o lobo saiu de cima do cadáver de Cato, o rosto dele era irreconhecível, sua mão não existia mais, e sua perna estava com uma mordida enorme. Hooper atigou a primeira lança que viu, e por um momento de distração, atingiu o focinho do lobo. E ele caiu, morto, ao meu lado. Meus rosto estava molhado com as lagrimas.

Quando acordei, não estava mais lá.

Pray Collide (se a imagem não aparecer, site: http://fashionistasbr.com/wp-content/uploads/2012/02/carly.png)

Notas finais
Reviws? O que acharam?