Your Hunger Games - Fanfic Interativa
22 Ivanny Justice I
Notas iniciais
Ivanny Justice
Eu estava quase conseguindo matar a garota do Distrito 2, uma ruivinha chatinha. Eu e meu colega de Distrito, Alex Minervo, estávamos quase com a boca na butija, como diria minha vó, mas então aquele desgraçado e filho da mãe dele me empurrou. Quando retomei ao meu consciente, vi o garoto loiro do Distrito 12 por cima de mim. Com os olhos arregalados e uma respiração acelerada. Percebi um vulto a cima de nós, um vulto alto e muito grande. O garoto do 4. O temido. Alex teve a péssima vontade de atirar sua lança nele. O que o enfureceu mais e o fez matar Alex em 3...2...1... e garoto burro voando pela arena grega e batendo numa parede até guspir sangue pela boca. Olhei novamente para o Tributo do Distrito 12, não era possível que ele realmente pensou que iria me matar pulando em cima de mim?! Ou ele não queria me matar...? Seus olhos estavam verdes, mas tão verdes e sua pele pálida, mas tão pálida que senti medo dele vomitar em cima de mim.
- Corre, — ele falou sussurrando enquanto tirava o peso de seu corpo de mim – corre, agora!
Não sei por que, mas o obedeci. Acho que estava chocada demais ao ver meu parceiro de Distrito morto daquele jeito. O chão já havia devorado-o. Não tive tempo de olhar para o garoto que me salvara. Mas eu não queria acreditar nele. Ele não havia me ajudado! Ele era do Distrito 12! Não podia! Melinda morreu por sua causa e eu vingarei sua morte, derrubando seu sangue em seu nome!
Logo que me livrei do perigo do garoto do Distrito 4, me dei de cara com um guri de uns quatorze anos que tentava disparar uma arma. Observei ela e tirei a conclusão:
- Está sem munição – avisei, antes de simplesmente jogar uma faca em seu pescoço e o ver sendo sugado pelo chão de mármore preto.
Olhei em volta. Tributos de todos os jeitos estavam deitados por todos os lados. Mortos ou sem pontos suficientes. Só restavam eu, o garoto do 12 e o garoto do 4. E tive certeza que o loiro estava com grandes problemas. Não queria fazer aquilo. Queria ver ele morto pelo Tributo do 4, do que ajudá-lo. Mas eu não sou dessas que não leva em conta o que os outros fazem por mim, mesmo que o odeie com todas as minhas forças, eu cedi a meu gênio bom e deixei meu lado mal para o Tributo do Distrito 4.
O garoto loiro estava tentando combater o garoto do 4 sem armas. Os dois se murravam e se espancavam. Peguei uma faca. Eu gostava de coisas leves e afiadas, que podiam ser atiradas, já que eu confiava afiadamente em minha mira. Mas o garoto do 4 tinha um ótimo reflexo. Largou Leo e desvirou a faca com obraço, fazendo-a fincar em seu cotovelo. Aii! Que dor! Ele não soltou nenhum barulho afirmando isso, mas seus olhos estavam vermelhos de fúria e vingança. Tentou me esmagar com seus punhos, mas eu era magra, rápida e corri dele. Leo, atento, pegou uma lança e a lançou. Voou um pouco torto, por isso corri para o lugar exato que a lança estava indo, e o garoto me seguindo. Em pouco minutos ele havia caído em cima de mim. Leo me ajudou a tirar o grandão de cima de mim. Foi um sufoco só!
- Qual seu nome? – ele perguntou.
- Ivanny Justice. – respondi indo até o meio do salão e pegando as coroas de louros.
- Leo Frangz. E ai... bela pontaria... – falou com um ar de sedutor, que me deixou com ainda mais ódio dele.
- Não posso dizer o mesmo da sua. – respondi simplesmente.
Ele se calou enquanto eu dava uma das coroas de louros a eles. E a colocou na cabeça. Fazendo questão de faze o mesmo comigo. O que me deixou um pouco surpresa, pois geralmente as pessoas se afastam de mim quando eu sou muito fria e ignorante. E o que me fez gostar um pouco mais dele.
- Obrigado por... – ele começou.
- Olha, não me agradeça. Eu preferiria te ver morto no chão desaparecendo agora mesmo. Então cala a sua boca e vai cuidar da sua vida. E me deixa, ta legal? Cansei de você! Alem de loiro é inútil? – falei as coisa que primeiro vieram na cabeça.
Ele me olhou indo embora, enquanto uma porta lateral ia se abrindo na sala. Fiquei com um sorriso no rosto ao ver ser olhar meio confuso sobre mim. As vezes brincar com os outros é legal.
Lá fora, meu conselheiro me deu parabéns e disse que se eu continuasse daquele jeito, teria muitos patrocinadores. Mas a verdade é que eu não queria continuar daquele jeito. As pessoas estavam sendo tão legais comigo, mesmo sabendo que eu morreria dali algumas horas. Até meus adversários estavam legais. E eu era uma coisa irritante! Não sei se conseguiria continuar sendo fria com eles. Pelo menos não mais com Leo.
º º º
Colocaram-me num banho de espumas, que fecharam minhas cicatrizes e deixaram minha pele mais bonita para a entrevista de hoje à noite. Depois, me deitei numa cama e me cobriram com uma camada fina de algo bem duro. Que disseram que iria fechar os machucados causados na carne de meu corpo. Todos os outros Tributos estavam ali, menos a garota do Distrito 12. Não tive tempo de ver como ela morreu ou por que não estava ali, pois estava ocupada demais sendo empurrada pelo garoto do Distrito 12, que até agora eu não sabia por que havia feito aquilo por mim.
Quando todos acordaram, fomos tirados dali e nos enrolaram em toalhas, para não vermos a nudez um do outro. Subi até o andar 13, a cobertura. Na cama me esperava um lindo vestido rosa claro, e do lado dele, sentado na cama, meu estilista, que projetara meu vestido para a apresentação nas carruagens. Ele me deu os parabéns e disse que eu usaria a coroa de louros (que até agora estava usando) para a entrevista. Depois me passou algumas dicas sobre etiqueta e como será feita a entrevista. Fiquei um tanto apreensiva em saber que teria falar especificamente de todos os Tributos, pois fiquei mais tempo pensando em como ignorá-los, do que vendo como eles agiam e como poderia matá-los.
Faltavam apenas dez minutos para as entrevistas, e meu cabelo ainda não estava pronto. Os cabeleireiros enrolavam os cachos e davam uma retocada na maquiagem. Nunca percebi isso, mas essa coisa de maquiagem me deixa mais bonita. Sabe, eu nunca fui muito ligada nisso de maquiagem como Vânia. Minha amiga sempre foi a top do colégio. E me lembrar de Vânia agora só me deixou ainda mais triste, por saber que ela me veria do nosso Distrito.
Tentei esquecê-la. O mestre de cerimônias deste ano, o Grego, deu olá as pessoas grãs finas da Capital e apresentou os primeiros Tributos, sempre começando pelos primeiros Distritos em ordem numérica.
- Do Distrito 1, Mya Kitten e Newton Lachouscki! – Mya e o outro garoto entraram no palco e deram olá as pessoas do auditório. – Do Distrito 2, Jack Hadley e Hooper Grace! – Hooper e o outro cara entraram – Do Distrito 3, Louie McCartry e Laís Garcia! – eles entraram – Do Distrito 4, Amira Gayatri e Artur Stravinsky! –então esse é o nome do cara do Distrito 4? Artur? Tão inofensivo, sem considerar o dono dele...- Do Distrito 5, Arya Black e Matt Phoenyx! – eles entraram – Do Distrito 6, Scípio Brocklengust e – anunciou os outros Tributos dos Distritos 7, 8, 9, 10 e 11. – Do Distrito 12, Distrito 12! Vocês querem ouvir? – todos da multidão gritaram – LEO FRANGZ e PRAY COLLIDE! – anunciou o Grego e todos vibraram – E agora o Distrito 13, vocês adoram quando ela entra em cena! Choram quando se machuca o que é raro, e a idolatram! IVANNY JUSTICE! – aquela era eu? Meu estilista me empurrou para o palco. Fui andando para o palco do jeito que ele me falou, e acreditam que meu salto escorregou e eu quase cai de cara no chão. Claro, ele me ajudou a tomar equilíbrio.
- Obrigado, — sussurrei a ele. – Leo.
- E seu companheiro, ALEX MINERVO! – quase ninguém aplaudiu, e coitado do Alex que entrou corado.
O grego deu mais uma saudação para nós e então começou seu showzinho.
- Ivanny, a garota das garras de gelo, me diga, é verdade os boatos de que você e Alex tenham um caso no Distrito de vocês?
Aquilo fez um frio na minha espinha subir por mim. Se já tivemos um caso? Bom... foi a muito tempo...
Ivanny Justice
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