Your Grace

12 We are the same


Graham saiu cedo do seu quarto. Mal podia esperar para voltar a ver Corinne. Tinham passado anos desde a última vez que eles se tinham visto e ela tinha ficado mais bonita que nunca com os seus cabelos negros e olhos claros. Muito parecida com Margaret até pensou ele ironicamente. Ele caminhou discretamente por entre os empregados que se encontravam a fazer as suas tarefas matinais e foi até ao quarto que havia sido designado a Corinne. Quando chegou à porta, respirou fundo três vezes e fez o típico toque rítmico de quando eram crianças. Ele pode ouvir o que parecia alguém a levantar-se da cama e pouco depois a porta abriu-se para uma sonolenta Corinne.

— Deus, eu senti a tua falta.- sussurrou Graham comovido.

Nisto, Corinne puxou-o para dentro do quarto beijando-o e conduzindo-o até à sua cama.

Margaret passava as mãos pelo corpo do seu amante enquanto este dormia profundamente ao seu lado. Ela sabia que o que vinha fazendo todas as noites com ele podia arruinar a sua vida. Se alguém descobrisse, a sua honra iria ficar manchada e não havia maneira de ela encontrar um marido suficientemente rico para o ser estatuto. Não que ela quisesse casar com alguém que não o rapaz que estava deitado ao seu lado mas ela vinha percebendo que glória e riqueza não aparecem do dia para a noite. Ou se nasce com elas ou se tem muita sorte na vida. E já era tarde demais para a primeira parte. Margaret beijou docilmente o seu amante e levantou-se da cama vestindo-se. Era melhor despachar-se ou corria o risco de ter a rainha à sua procura. Ela prendeu os seus cabelos numa trança arrumada e olhou-se no pequeno espelho do quarto do seu amante, que tinha metade do tamanho do seu. Mais uma das muitas divergências entre eles. Sem mais demoras, Margaret abriu a porta do quarto e deparou-se com a última pessoa que queria ver.

— Lady Margaret Beaufort.- pronunciou a rainha espantada.

— Sua majestade.- respondeu Margaret fazendo uma vénia enquanto tremia.

— Posso saber o que faz deste lado do castelo?- perguntou a rainha apesar de já saber a resposta.

Margaret não respondeu e limitou-se a olhar para o chão. Naquele momento ela soube que a sua vida como a conhecia havia terminado.

— É sempre uma pena quando mulheres de tão alto estatuto destroem a sua vida desta forma.- disse a rainha num tom de voz venenoso.- Os seus serviços não vão ser mais necessários.

E com isto a rainha seguiu o seu caminho até ao salão. Margaret afastou-se do quarto do seu amante e foi até ao seu próprio e desabou na cama chorando e pensando em como iria contar à sua mãe sobre o sucedido.

Seth observava atentamente o duque. Durante a manhã vinha tentado perceber a melhor maneira de fazer com que o duque o desafia-se para um duelo. Ao seu lado, Jane bebericava o seu pequeno-almoço. Ele podia sentir a tensão entre eles mas ele tinha de fazer aquilo. Mesmo que Jane não quisesse que ele o fizesse.

— Qual achas que é a melhor maneira de irritar o duque?- perguntou Seth dando uma pequena cotovelada em Jane.

— Não sei.- respondeu ela, seca e afastando-se do alcance de Seth.

— Jane…- sussurrou ele quando ela se levantou da mesa.

Poucos segundos depois, ele estava a ir atrás dela pelos jardins pouco cuidados do castelo. Ele agarrou-a carinhosamente pelo braço fazendo com que ela se virasse para encará-lo.

— Tu sabes que eu tenho de fazer isto.- disse ele com um olhar suplicante.

— Os problemas dos outros não são os teus.- respondeu Jane ríspida.

— Foste tu quem quis vir até aqui em primeiro lugar.- apontou Seth acusadoramente.- O que mudou?

— Eu queria ajudá-los mas sem pôr o teu pescoço em risco.- respondeu ela levantando o tom de voz.

— Eu vou ficar bem.- disse ele aproximando-se.- Confias em mim?

Jane foi apanhada desprevenida com aquela pergunta. Mas sabia exatamente qual era a sua resposta.

— Claro que confio.- respondeu ela dando um sorriso fraco.

Seth abraçou-a e ela colocou o seu nariz no pescoço de Seth absorvendo o seu cheiro.

— Então ajuda-me.- pediu Seth.

— Há uma mulher lá dentro do qual ele parece gostar imenso.- contou Jane.

Seth sorriu percebendo onde é que Jane queria chegar.

A última mala de Elena havia sido finalmente carregada. James beijou a sua tia na bochecha e foi até à carruagem deixando Elena passar primeiro. Ele sentou-se frente a frente com ela e quando ambos ficaram confortáveis, James bateu na carruagem como indicação para avançarem. Pelas janelas, Elena acenou para Lady Magdalena que tinha ficado a vê-los partir rumo a Espanha. Após saírem do castelo, um silêncio constrangedor instalou-se. Ela não conseguia parar de pensar na história dos pais de James e ela nem queria imaginar o que iria acontecer se o tio dele fosse condenado à morte. Elena pensava nisto tudo quando ouviu James tossir como se quisesse chamar à sua atenção.

— Os teus pais sabem que nós estamos a ir para Espanha?- interrogou James olhando pela janela.

— Eles sabem mas nós não nos iremos encontrar com eles.- contou Elena evitando olhar para ele.

— Porquê?- perguntou James parecendo interessado.

— Porque nós vamos ficar no castelo de verão porque se encontra mais perto do local onde precisamos de ir.- explicou Elena secamente.

— Faz sentido.- comentou ele ainda olhando pela janela.

Mais uma vez, um silêncio constrangedor instalou-se na carruagem. Após o que pareceu horas, James quebrou o gelo perguntando:

— Como é que tu conheces o delfim de Espanha?

— Ele é meio-irmão da Jane.- respondeu ela olhando finalmente para James que olhava para ela intrigado.

— Quando tu disseste que o conhecias pareceu-me que te referiste a um nível íntimo.- continuou James.

— Nós costumávamos brincar juntos quando éramos mais novos, só isso.- mentiu Elena.

Ela sentiu-se mal por ter mentido a James sobre a sua relação com Louis mas isso era uma informação demasiado valiosa para partilhar. Ela confiava em James mas não tanto para lhe contar algo que poderia metê-la em risco.

— Ele irá ajudar-nos se necessário.- prometeu Elena.

— Esperemos que não chegue a esse ponto.- comentou James finalizando ali a conversa.

Não demorou muito até que Seth percebesse quem era a mulher de quem Jane falava. Não muito longe do duque, uma mulher de cabelo vermelho e pouco mais velha que ele estava sentada conversando com outros homens. O duque parecia não conseguir tirar os olhos dela, ou melhor, dos seios dela que apareciam sempre que ela se mexia da sua poltrona. Seth bebeu um pouco da sua bebida e tentou fazer contacto visual com a mulher. Não demorou muito até que a mulher o notasse e lhe sorrisse. Atrás de si, Seth sabia que Jane observava tudo do seu assento juntamente com Isabel enquanto fingia ler um livro. Seth terminou a sua bebida e foi para mais próximo da mulher. Poucos segundos depois, a mulher levantou-se do seu lugar e foi até ele.

— Nunca o vi por aqui.- disse ela sorrindo.

— Faço parte da corte da princesa Jane.- explicou Seth sorrindo radiosamente para a mulher.

Pelo canto do olho, Seth reparou que o duque os observava. Perfeito.

— Da inglesa?- perguntou a mulher.

Seth não gostou do modo como a mulher se referiu a Jane mas não podia deixar isso estragar tudo.

— Essa mesmo.- respondeu ele evitando deixar transparecer os seus sentimentos.

— Já vi que ela se rodeia de bons homens.- comentou a mulher aproximando-se dele.

Foi aí que o duque se levantou da cadeira para observar o que se estava a passar. Seth pode sentir os olhos de todos nele e nas ações dele incluindo os de Jane. Ele não se conseguiu impedir de olhar para ela como se pedindo desculpa antes de colocar a mão na cintura da mulher e de lhe sussurrar ao ouvido:

— Porque não continuamos esta conversa num sítio mais privado?

Seth desceu a sua mão até ao traseiro da mulher que estava revestido pelo vestido e foi aí que ouviu um estrondo e antes que percebesse o duque estava em cima dele. Seth conseguiu facilmente desviar-se dos golpes que o duque tentava distribuir até que os soldados foram até eles e separaram a briga.

— Se quer lutar, devia lutar como um verdadeiro homem.- provocou Seth para o duque que se tinha livrado dos braços dos seus soldados.

— Não sabes no que te estás a meter rapaz.- retrucou o duque com escárnio.

— Porque é que não descobrimos isso?- provocou Seth um pouco mais.

— Ao anoitecer, nos jardins do castelo.- combinou o duque.- Diz as tuas despedidas.

E com isto o duque deixou o salão deixando todos boquiabertos. Seth tentou conter a sua felicidade por ter conseguido o que queria mas ao olhar para Jane sentiu-se instantaneamente mal. Ela olhava para ele com um olhar desagradado e preparava-se para sair do salão juntamente com Isabel. Ele pensou em segui-la mas talvez não fosse a melhor altura. Teria de falar com ela mais tarde.

Por todo o castelo de ouvia falar sobre o embate entre o duque e Seth e Elizabeth estava completamente perdida no que se tinha passado. Ela tinha passado a noite toda a ler um livro que tinha pegado emprestado de Michael e tinha dormido quase todo a manhã. Michael tinha sido um total cavalheiro com ela e ela estava realmente interessada em conhecê-lo melhor. Porém havia algo que ela não conseguia tirar da cabeça: o facto que as senhoras nobres da corte achavam que ela era um ótimo partido para Isaac, um dos mais ricos duques de França. Isso sim seria um acordo que faria os pais de Elizabeth muitos felizes. Depois do fiasco que foi o casamento da irmã dela, ela realmente não queria desiludir os seus pais com a sua escolha para marido. E Isaac também era um rapaz muito charmoso que realmente despertava o interesse de Elizabeth. Ela teria de arranjar uma maneira de o conhecer melhor uma vez que tivessem de volta à França.

Foi nestes devaneios que Elizabeth chocou contra um Michael que parecia apressado.

— Estás bem?- perguntou Michael após colidir com Elizabeth.

— Sim.- respondeu Elizabeth recompondo-se.- Está tudo bem?

— O meu pai desafiou Seth Bourbon para um torneio hoje à noite.- contou Michael surpreso por Elizabeth não se ter apercebido.

— Como?- perguntou Elizabeth confusa.

— A princesa Jane não falou contigo?- interrogou Michael.

— Não a vi a manhã toda.- contou Elizabeth chocada com o que havia perdido.

— Devias ir procura-la.- comentou ele.

— Sim, devia mesmo.- concordou ela, tocando levemente no braço de Michael e indo procurar Jane.

Edward tentava não olhar para as donzelas que continuamente lhe faziam olhinhos. Uma ou outra menos tímida inclusive lhe mostravam um pouco das suas pernas que outrora estavam cobertas pelos vestidos. Ele, porém, continuava a comer a sua refeição sem reagir aquelas tentativas de sedução. Naquele dia, Vincent encontrava-se ausente no salão tal como Gideon e Edward estava apenas com Isaac. Isaac dava uma olhada de vez em quando nas raparigas mas Edward não o culpava. Ele não tinha ninguém à sua espera quando retornasse. Enquanto Edward tinha Isabel esperando pelo seu retorno, Isaac iria retornar para a mesma corte em que tinha vivido durante toda a sua vida, sem nada ter mudado. Edward não achava justo que o amigo ainda não tivesse encontrado uma noiva suficientemente boa para o seu estatuto e para as expetativas da sua mãe. Como herdeiro único, Isaac carregava o peso inteiro de um ducado nas suas costas e com isso vinha a escolha de uma noiva apropriada. Porém, Isaac não parecia muito interessado em assentar.

— Eu sei que tu tens a Isabel em casa mas devias tentar uma noite com uma destas donzelas.- comentou Isaac sorrindo para uma à sua esquerda.

— Não há ninguém na corte que desperte o teu interesse?- perguntou Edward bebendo um pouco do seu vinho.

Isaac estranhou a pergunta do amigo mas respondeu:

— Talvez algumas.

— Então porquê é que não fizeste uma proposta de casamento?- questionou Edward continuamente ignorando as outras raparigas.

— Eu não encontrei amor como tu nem encontrei poder como o Vincent.- respondeu Isaac e aquela tinha sido a resposta mais sincera da sua vida.

— Qual deles é a tua prioridade?- retrucou Edward surpreso com a resposta do amigo.

— Com grande poder, vem grande responsabilidade e eu já tenho o suficiente.- explicou o outro.- Eu só preciso de alguém bom o suficiente para partilhá-lo.

Edward assentiu e levantando o copo de vinho brindou:

— Um brinde à tua futura esposa.

E com isto ambos os cavalheiros brindaram ao que seria o futuro amor de Isaac.

Jane olhava pela janela dos aposentos de Isabel para o que parecia ser a preparação para o duelo entre Seth e o duque. Estava quase na altura e ela ainda não havia arranjado a coragem para falar com Seth. Ela podia ouvir as suas amigas sussurrando entre si atrás dela e ela sabia que se tratava do duelo.

— Estás bem?- perguntou Isabel parando finalmente de sussurrar com Elizabeth.

— E se ele morre?- retrucou Jane expressando os seus medos.

— Seth é um dos maiores guerreiros de França…- começou Elizabeth.

— Mas ele não é invencível.- cortou Jane levantando o tom de voz.

Isabel e Elizabeth ficaram sem saber o que dizer perante os olhos cheios de água de Jane. Jane apoiou-se na secretária do quarto e tentou recompor-se. Uns segundos depois, alguém bateu à porta. Jane respirou fundo algumas vezes e fez sinal para que fossem ver quem era. Elizabeth abriu a porta para encontrar Seth já preparado para o duelo.

— Posso entrar?- perguntou ele alto o suficiente para que Jane o pudesse ouvir.

Elizabeth olhou incerta para a princesa mas ela disse:

— Podem ir. Encontramo-nos lá em baixo.

Elizabeth e Isabel saíram do quarto e Seth entrou fechando a porta. Durante uns minutos ninguém disse nada e Jane continuo de costas para Seth.

— Jane…- começou Seth.

— Cala-te.- cortou-o ela.- Agora sou eu que vou falar.

Jane finalmente encontrou a força que parecia que estava adormecida desde que chegara àquele castelo e agora iria dizer a Seth o que realmente lhe passava pela mente.

— Desde pequena que fui ensinada que a maioria das coisas devem ser dispensáveis. Que não devo temer a perda das pessoas. Que não devo temer a perda, de todo.- começou ela.

Seth ficou em total silêncio enquanto ela falava.

— Eu raramente tenho medo de algo. Eu não tive medo de sair do meu país para me casar com um rapaz que eu não via há anos. Eu não tive medo de enfrentar a rainha para vir até aqui lutar pelos que, um dia, serão o meu povo. Eu não tive medo de enfrentar esta farsa de duque tal como não tenho medo de enfrentar qualquer pessoa que prejudique o meu povo. Mas, neste momento, eu tenho medo. Neste momento eu estou completamente aterrorizada.- continuou Jane.

Seth começava a ficar com os olhos molhados exatamente como os de Jane. Ela aproximou-se calmamente dele e disse:

— Eu estou com medo de te perder.

— Tu não vais perder-me.- prometeu Seth.- Prometo.

Seth acariciou a bochecha de Jane aproximando-se dela. As suas cabeças ficaram encostadas uma a outra e por momentos, todos os medos de Jane foram-se.

— Não te atrevas a morrer naquela arena, Seth Bourbon.- ameaçou a princesa.

Seth simplesmente beijou o topo da cabeça desta e abraçou-a fortemente pois aquela podia ser a última vez que o estaria a fazer.

Jane sentou-se juntamente com Michael, Isabel e Elizabeth nas cadeiras designadas para eles. A arena era simplesmente um monte de grades dispostas em forma de círculo onde montes de pessoas se juntavam para presenciarem o duelo. A maioria eram pessoas do povo que esperavam ver a cabeça do duque espetada na espada de Seth tal como Jane e Michael queriam. Uma corneta soou e entrou o duque de um lado da arena. Alguns aplausos foram ouvidos mas a maioria das pessoas permaneceu em silêncio.

— Preparam-se para quando eu ganhar, seus porcos imundos.- ameaçou o duque.

Do outro lado, Seth caminhou em direção à arena e, desta vez, aplausos e gritos foram ouvidos com força. Seth pediu a Deus que o ajudasse nesta batalha e olhou de para Jane que lhe sorriu. Ele ficou de frente para o duque no meio do círculo e preparou-se para atacar ao som da corneta. Alguns segundos depois ouviu-se o som da corneta e o duque não tardou a golpear Seth que se desviou do ataque. Seth notou que o duque era mais forte do que aparentava ao início. Ele sabia que teria de começar a atacar e deixar de jogar à defesa. Com isto, Seth começou a golpear o duque que se defendia de todos os golpes de Seth. Um passo mal calculado de Seth fez com que o duque lhe conseguisse dar um murro que o colocou a sangrar do lábio. Jane levantou-se do seu assento para que pudesse observar melhor o que se estava a passar. Seth voltou a golpear o duque desta vez conseguindo cortá-lo no joelho. O duque caiu de joelhos e Seth ergueu a sua espada.

— É irónico o facto de tu e eu não sermos assim tão diferentes.- comentou o duque para Seth que estava com a espada erguida.

— Eu não sou nada como tu.- rosnou ele de volta.

— Nós ambos amamos alguém que não podemos ter.- continuou o duque olhando de relance para Jane que olhava intensamente para o que se estava a passar na arena.- A única diferença é que o teu amor por aquela princesa irá fazer com que tu sejas enforcado em praça pública.

Seth olhou fixamente para o duque tentando não tomar atenção ao que ele dizia.

— Tal e qual o teu pai…- cuspiu o duque antes de espetar uma faca na perna de Seth.

Seth urrou em dor, deixando cair a espada. O duque apressou-se a atirar a espada de Seth para longe e seguidamente golpeou-o no estômago. Seth colocou a sua mão no abdómen sentindo o sangue escorrer mas não demorou muito para que o duque o voltasse a golpear mas desta vez com o pé mandando-o para o limite da arena. Seth ficou deitado imóvel no chão respirando com dificuldade. Todos os aplausos e gritos cessaram enquanto o duque simplesmente observava Seth no chão. Ele sabia que o tinha derrotado e não tinha qualquer pressa em matá-lo.

Jane saltou do local onde estava juntamente com Michael e as suas damas e empurrou as pessoas no seu caminho até chegar ao limite da arena onde Seth estava deitado imóvel. Ela agachou-se ao pé dele e disse:

— Seth, levanta-te.

Ele continuou imóvel no chão. Ela decidiu então falar perto do ouvido dele e repetiu:

— Levanta-te já.

Seth respondeu com um grunhido e ela pode perceber que ele estava com dificuldade em respirar.

— Seth, eu sou a tua futura rainha e estou a mandar-te levantar.- ordenou Jane autoritária e evitando chorar.

Ele, porém continuou sem reagir às ordens de Jane.

— Tu prometeste-me que não ias morrer portanto levanta-te.- gritou Jane tendo cada vez mais dificuldade em não chorar.

Desta vez, Seth reagiu. Ele começou a levantar-se e, pelo canto do olho, conseguiu ver a faca que o duque usara para o esfaquear na perna. Ele agarrou-a e quando percebeu que o duque vinha na sua direção, escondeu-a. O duque agarrou Seth pelo pescoço e fê-lo encará-lo.

— Vais servir de lição a muito gente que pensa que me pode enfrentar.- sussurrou o duque.

Seth espetou a faca no coração do duque que não estava nada à espera. O duque caiu morto no chão e Seth caiu de joelhos ao seu lado devido aos ferimentos. Aplausos e gritos puderam ouvir-se mas essa foi a última coisa que Seth ouviu antes de apagar no chão frio da arena.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.