Your Face

12 Voltou pra nós!


O lugar era totalmente escuro. Mal sabíamos onde estávamos pisando e se não fosse pela guia que Ian nós dava, já estaríamos perdidos.

Depois de entrar, Bucky, Sam e eu assumimos a frente da equipe. Hill estava atrás de nós com o resto da equipe. Nossos passos eram lentos e cuidados, a falta de visão fazia com que a gente ficasse mil vezes mais alerta.

Hill tinha em suas mãos, um aparelho sensorial que nós permitiria saber, quando chegássemos perto de outro alguém, um alguém perigoso. O silêncio que havia naquele lugar era ensurdecedor.

Paramos em frente à três elevadores.

– Ian, qual deles? — perguntei.

– O número 1) vai levar vocês direto para o salão onde com certeza está a maioria das pessoas; o 3) não leva a lugar nenhum e o 2) vai levar vocês à parte de trás do mesmo salão mas isso vai dar mais um pouquinho de tempo para vocês antes de serem vistos — ele respondeu.

– Qual você aconselha? — pedi.

– Melhor vocês pegarem o segundo, vocês terão uns 30 segundos para se prepararem antes do tiroteio começar..

– Quanto tempo para alguém nós ver se pegarmos o primeiro? — Bucky perguntou

– 10, 15 segundos no máximo .. — respondeu.

– Vamos nós dividir.. — falei — Bucky, Jade e Michael vem comigo no elevador um. O resto, será a equipe Beta e irão no elevador dois. Contaremos 10 segundos e depois iremos descer — fiz um pausa — Armas silenciadas, tiros certeiros e formação rápida. Não precisamos chamar a atenção e nem queremos.

Todos concordaram e depois que acertamos tudo, Hill e a equipe Beta entraram no elevador 2. Depois foi minha equipe.

Quando chegamos, nós escondemos atrás de uma parede onde tivemos a visão perfeita do salão que estava cheio com doze pessoas. 8 armados e os outros pareciam algum tipo de médico ou cientista.

Vi Sam e o resto da equipe posicionado e então, quando todos estavam na mira, começamos a atirar. Só sobrou um homem. Me aproximei dele e mirei em sua cabeça. O homem ficou totalmente paralisado:

– Onde está Steve Rogers? — perguntei e ele assentiu — Se eu tiver que perguntar de novo, vou atirar em um lugar que vai doer muito mais que sua cabeça..

Ele me olhou assustado e eu sorri.

– Pegue o corredor a direita e siga em frente. Vai encontrar ele descansando lá.

– Dr. Henry?

– Também..

– Obrigado .. — e então apertei o pescoço dele que desmaiou.

Seguimos rápidos pelo corredor que ele falou e demos de cara com uma porta gigantesca na nossa frente. Era de vidro mas não se podia ver nada que está além dela.

– Hill? — a encarei.

– O aparelho não mostra nenhum sinal de calor vindo de lá de dentro.. — ela respondeu.

– Fiquem atentos.

Thompson começou a abrir a porta devagar e em formação, a equipe entrou no lugar. Que estava mais escuro do que o lugar pelo qual nós entramos. Dei alguns passos para frente e dei de cara com algo duro. De repente, ouvimos alguns cliques e paralisamos. Do nada, fortes luzes acenderam e nós vimos na grande armadilha que caímos.

Atiradores estavam à nossa frente e tinham nossas cabeças em suas miras. Quando olhei, Steve estava ao lado de Henry que sorria.

Dei alguns passos para trás. Olhei em volta e vi a equipe recuando e se preparando para o pior. Aquilo que eu bati, era uma pequena pilastra. Por sorte, naquele lugar tinha onde se proteger.

– Estou impressionado com você Natasha.. — Henry disse — Venho tão longe por seu monstro! — vi Steve assentir. Eu estava atrás da pilastra e não mostrei meu rosto — Venho tão longe, para morrer.

– Em primeiro lugar.. — gritei — Steve não é um monstro e em segundo.. — sai de trás da pilastra e vi a surpresa nos olhos deles — eu já estou morta — foi ai que percebi o sentido de "chamar a atenção" — Eu vim até aqui e não vou abandonar você — falei encarando Steve que não tirava os olhos de mim.

– Belo truque.. mas não vai adiantar. Vou me certificar que o sr. Steve mate alguém em memória de você — então ele estalou os dedos e os homens começaram a atirar em nossa direção. Só deu tempo de eu me abaixar.

Olhei em volta e vi a equipe, estavam protegidos e revidando. Quando voltei os olhos para frente, Steve e Henry estavam saindo dali.

– Preciso ir atrás deles! — gritei para Sam que no primeiro momento assentiu.

– Vou te dá cobertura, tome cuidado! — falou. Balancei a cabeça e comecei a me movimentar.

Segui com cuidado pelo canto e Sam me cobriu perfeitamente. Mas também tive que colocar minha arma para esquentar. Cheguei com muito sufoco na porta por onde Henry e Steve tinha entrado.

Corri, precisava chegar rápido até eles.

Steve:

Eles caminhavam rápido. Henry estava visivelmente nervoso e Steve confuso, até que decidiu parar.

– Quem é, realmente, aquela mulher? — Steve questionou e Henry tentou permanecer calmo.

– Vou te explicar tudo depois — Steve concordou e voltou a caminhar. Nesse momento, Nat apareceu atrás deles.

– STEVE! — ela gritou. Estava com a 9mm na mão e mirava na direção dele. Henry se colocou por trás de Steve que permaneceu imóvel — Meu nome.. — ela tirou a peruca e desativou o reprodutor de imagem do rosto. Então, já não era mais Peggy Carter e sim — é Natasha Romanoff e nesses últimos dias, eu venho feito de tudo para salvar o homem que eu amo de um destino que não foi selado por ele. Sei que se esqueceu de mim, que não sabe pelo o que nós passamos mas eu prometi que não iria desistir de você e é por isso que eu não posso deixar que você sai daqui com.. com.. — a voz dela falhou e uma lágrima rolou — não posso deixar você ir. — Steve a olhou diferente.

– Então mate-o — Henry falou e ela segurou a arma firme — Não quer que ele mate? ENTÃO MATE-O AGORA! — ele gritou. Steve permaneceu imóvel. Nat segurou o gatilho mas no último momento, decidiu largar a arma. Henry sorriu para ela que se entregou a exaustão — Sabia que não iria conseguir.. Por fora você se mostra ser uma mulher forte mas por dentro, é só mais uma pessoa tentando pagar pelos seus pecados. Não tenho tempo para você — e então olho para Steve que ainda não tinha tirado os olhos de Natasha — Acabe com ela! — agora sim ele o encarou — Isso é uma ordem, mate-a agora!

Então, o Soldado Infernal caminhou em direção à ela.

Natasha:

Eu não tinha mais forças para nada. Estava tudo girando e tudo que eu queria fazer ( e estava fazendo ) era deixar as lágrimas rolarem. Quando olhei para cima, Steve estava de frente à mim. Seus olhos estavam vidrados nos meus. Dei um sorriso e com a voz baixa, falei:

– Está tudo bem.. vai em frente.

Ele me encarou mais um pouco mas então, depositou um soco que me fez cair no chão. Permaneci imóvel e aceitei todos os chutes que ele me deu.

O sangue estava escorrendo pela minha boca e se misturavam com as minhas lágrimas. Henry se divertia com a cena.

Então senti que meus últimos momentos estavam chegando quando Steve se pôs em cima de mim. Mal conseguia respirar. Ele me deu mais uns socos e então parou para me encarar. Quando viu que minha respiração estava fraca ele fez uma pausa para falar comigo.

– Por quê não está se defendendo? — ele perguntou.

– Se morrer.. vai te ajudar, então.. "terá que me matar" — repeti a frase

A história mudou a partir dai. Ele ficou paralisado como se o mundo tivesse parado. Como se estivesse voltando a se lembrar, como se lutasse com si mesmo.

Ele piscou e balançou a cabeça várias vezes e quando parou, seus olhos pararam nos meus que estavam sedentos para se fechar. Agora havia outra coisa em seu olhar. Havia arrependimento, havia certeza. Havia libertação.

Quando se virou, viu Henry o olhar desconfiado. Então se levantou e me puxou junto. Pegou meu pescoço e o apertou, não tão forte mas para quem estava quase morrendo, doeu para caramba.

Então, se aproximou de mim:

– Me perdoa. Espere meu sinal — e me jogou longe. Então eu apaguei.

*

Quando acordei, Sam estava ao lado da minha cama. Senti uma dor de cabeça horrível mas reuni as forças para me sentar na cama. Por um momento tudo girou mas depois parou. Sam se apressou em segurar meus ombros.

– Calminha ai — ele disse.

– Por quanto tempo estou aqui? — perguntei

– Chegamos a uns 15 minutos mas você já estava desmaiada quando te achamos..

– Sam, ele acordou! — falei com o maior sorriso da minha vida.

– Tem certeza?

– Me ajude a levantar e eu te mostro.

Me segurei nele e caminhamos devagar até o laboratório, onde todos estavam. Bucky arregalou os olhos quando me viu de pé e correu para me ajudar. Todos os olhares estavam sobre mim.

Segui e parei ao lado de Ian.

– Aonde ele está? — perguntei.

– Como assim? Steve?

– Claro que sim..

– Bem eu não abri o rastreador pois tenho certeza que ele tir.. — ele parou quando viu que o rastreador ainda estava ativo. — Por quê ele não tirou?

– Porquê ele voltou..