Notas iniciais
Hey! Está ai mais um capítulo e sinto em dizer que vai ser sofrido. Então preparem o coração que o negócio vai ficar tenso...

Steve estava sentando em uma cadeira de ferro no meio de uma sala. Seus olhos acompanhavam o movimento das pessoas no local. Pareciam formigas, andando pra lá e pra cá.

Era impossível descrever o que ele sentia, sua mente, seu corpo já não eram mais seus, pertenciam aos que o comandavam.

De repente a sala ficou em total silêncio, segundos depois, tudo que se ouvia eram os passos do Dr. Henry que se aproximava de Steve que somente acompanhou com os olhos.

– Soube que sua missão foi um sucesso — ele disse — Você passou no seu primeiro teste e com louvor. — ele tinha um papel em sua mão. Levantou, leu e depois olhou para Steve — Fiz essa lista com muito carinho. São as pessoas que eu preciso fora do caminho da H.I.DR.A. Traduzindo, as pessoas que você tem que matar .. — ele sorriu como um psicopata — todos agentes S.H.I.E.L.D, primeiro eles e depois a gente parte pro lado político. O nome dos agentes são: Brad James, Michael Johnson, Brenda Owens, Ian Owens e Marie Thomas — ele fez uma pausa — Agora os importantes: Nick Fury, Maria Hill e ... — ele fez um ar dramático — Natasha Romanoff.

Natasha:

– Temos um ... — Hill estava entrando na sala e parou quando viu Bucky ali parado — problema?

– Não sei, me diz você — Bucky sorriu e eu bufei.

– O que foi agora? — perguntei.

– Um dos nossos satélites captou um movimento do Steve.

– Onde? Quando? — Bucky se apressou, Hill pediu para que nós a acompanhasse até o laboratório. Quando chegamos lá, Ian e Nick estavam de frente para tela onde pareciam analisar as rotas possíveis. Bucky correu para perto deles e eu permaneci ao lado da Hill que começou a me explicar a situação.

– Ele estava na rota 52 por um minuto e depois sumiu totalmente. Agora estamos tentando acha-lo.

– Isso pode ser coincidência, não mesmo — murmurei — É como se eles tivessem nos dando algum tipo de pista ou sinal ..

– Isso faz sentido — Bucky entrou na conversa — Disse que ele matou um agente não foi ? — balancei a cabeça — Henry costumava fazer listas ou me dá alguns nomes de alvos. Geralmente eram políticos ou pessoas que podiam prejudicar a H.I.D.R.A

– Qual é a base mais próxima deste local ? — perguntei.

– Não sei, dessa rota ele poderia ter ido pra qualquer uma de nossas bases.. — ela fez uma pausa — A mais próxima seria a da Av. principal, uns 4 km do lugar onde o sinal foi captado.

– Então temos para onde ir. Ian .. — chamei — por favor, preciso de um rastreador, um que eu posso colocar no Steve sem que ele sinta depois — ele fez o que eu pedi. Bucky e eu nos apressamos para sair dali. Deu a ele um comunicador.

– Não vai levar nenhuma arma ? — Bucky perguntou e eu o encarei.

– Não vou machuca-lo, ele não sabe o que está fazendo.. — respondi

– Eu sei, mas ele pode te ferir ou ferir alguém, precisamos estar preparados para proteger pessoas inocentes ..

– Steve é inocente e sim eu sei do que ele é capaz de fazer mas não vai chegar a esse ponto — falei firme mas por dentro sabia que ele tinha razão — Hill ? Por favor, dê uma olhada nas câmeras e vê se consegue acha-lo, estamos saindo daqui.

– Entendido — ela respondeu pelo comunicador. Bucky e eu saímos pelos fundos onde o carro dele estava estacionado. Por não saber onde era o lugar, ele me deixou dirigir. Acelerei o máximo que pude mas para o meu azar, tinha um trânsito infernal na cidade.

Quando estávamos chegando perto, Hill nos informou que um câmera tinha uma imagem do Steve entrando em um hotel de frente para loja que era a fachada de uma das nossas bases.

– Como alguém vestido com uma roupa daquelas pode entrar normalmente em um hotel? — Bucky questionou

– Ele não está com "aquela roupa". Está vestido como um homem qualquer — Hill respondeu — Ele está carregando uma mochila pelo o que eu vi.

– Um arma talvez.. — eu disse e acelerei mais ainda — Liga pra base e diga que está proibido a saída de qualquer agente pelas próximas horas.. — pedi. Bucky virou-se para o banco de trás e abriu uma mala que havia ali. Tirou de lá uma pistola. Eu arregalei os olhos e ele sorriu.

– São só tranquilizantes.. — ele disse — Quer uma ? — eu pensei em recusar mas depois aceitei. Ele tinha razão eu tinha que pensar além de Steve, outras vidas poderiam se machucar muito.

Estacionei o carro em frente ao hotel. Entramos no local com toda calma possível, afinal ele poderia estar nos vendo. Nos separamos, cada um foi para um lado no grande salão do hotel. Pedi para o Ian ficar de olho nas câmeras do lugar mas ele não tinha ideia de onde Steve poderia ter ido. Deduzi que ele estaria na cobertura ou em algum dos quartos que a janela é de frente para a base. Fui até a recepcionista que estava preenchendo alguns papéis no balcão.

– Com licença .. — pedi — vim visitar um amigo mas eu não sei o número do quarto, somente que ele tem uma vista pra avenida. Poderia me ajudar? — sorri.

– Claro. Qual o nome do seu amigo?

– Steve... — parei e pensei — Steve...

– Black? — ela perguntou.

– Oh sim.. isso mesmo — falei — Steve Black.

– Apartamento 4, quinto andar — ela disse — Quer que eu anuncie ?

– Não precisa — sorri

Quando estava me afastando Bucky se aproximou do balcão.

– Por favor senhorita — ele se referia a recepcionista — Há algum quarto com vista para a avenida em disponibilidade?

– Quantos dias quer ficar senhor? — a moça perguntou.

– Uma semana.. — ele respondeu.

– Há um no sexto andar e um no penúltimo, o oitavo andar — ela disse — Qual o senhor gostaria?

– Do oitavo — ele sorriu e entregou o cartão de crédito a mulher que rapidamente o entregou a chave do quarto.

– Seja bem-vindo senhor... Jones — Bucky agradeceu e se aproximou de mim, esperamos o elevador em silêncio mas eu sentia os seus olhos em mim. Quando o elevador chegou ele cedeu para que eu entrasse primeiro. Cliquei no primeiro primeiro andar e ele no segundo.

– Vamos de andar em andar mas temos que ser rápidos .. — eu disse.

– Tudo bem, se o encontrar me chame.. — ele disse — Ele pode não ser mais o Steve que a gente conheceu — ele abaixou a cabeça e eu assenti. O elevador parou e eu sai.

O corredor do lugar estava vazio, o que me deu total liberdade de andar por ali. Bati em algumas portas fingindo ser engano cada vez que eu via que era impossível Steve estar ali. Assim, nada no primeiro andar. Bucky também não tinha achado nada no segundo. Fui para o terceiro e ele para o quarto, nada novamente. Desse jeito com o quinto e o sexto.

Ele insistiu, que agora que só faltavam dois andares, para nós vasculharmos juntos. Chegamos no sétimo andar e fomos em direção opostas no corredor. Fui para direita e ele para esquerda. Acabei encontrando uma camareira.

– Senhora, poderia me informar se há algum quarto vazio neste andar ou algum que foi ocupado hoje? — pedi.

– Há um quarto vazio mas é para lá — ela apontou para onde Bucky tinha ido — e neste andar não entrou ninguém novo — agradeci e ela se apressou em entrar no elevador.

– Bucky, há um quarto vazio na sua direção.. tome cuidado — falei enquanto voltava.

– Eu estou nele, sem sinal do Steve. Me espera no elevador.

– Ok.

Não demorou muito para ele chegar ali e então fomos para o próximo andar. Um nervosismo tomou conta de mim e meu corpo começou a ficar completamente tenso. Senti um arrepio na espinha e minha barriga parecia borbulhar. Quando a porta do elevador abriu, saímos e fizemos o mesmo de antes. Nós separamos.

– Você tem algum rastreador? — perguntei pra Bucky.

– Ian me deu um mas não acha melhor tranquilizarmos ele e depois leva-lo? — ele perguntou e eu balancei a cabeça.

– Quero achar Henry primeiro — ele concordou e então nos separamos.

Havia novamente um silêncio absoluto no corredor. Olhei para trás e não podia mais ver Bucky que já tinha se afastado.

Quando cheguei na penúltima porta do corredor percebi que ela estava aberta. Dei uma espiada, saquei a arma e então entrei ali. Andei com cautela, passando pela cozinha e depois vinha a sala. Olhei pela janela e era o lugar perfeito para um atirador. Observei a movimentação da rua e não tinha nada suspeito. Mas pra onde ele foi, se não está aqui por quê entrou aqui afinal.

– Bucky, não encontrei nada.. — comuniquei.

– Também não mas fique onde está, estou indo ai .. — ele falou

– Ok.. — ainda olhando para fora, coloquei a arma na cintura mas então eu me virei e o vi.

Seus olhos estavam em mim como um leão que olha sua presa.

Notas finais
É gente... não tem sido fácil pra Nat. Como podem perceber cada vez mais ela deixa o sentimento transparecer. Por mais que pareça, eu não estou tentando criar um triângulo amoroso entre, Nat, Bucky e Steve mas o texto tá tomando as suas próprias "decisões" e eu tô dançando conforme a música rs Espero que tenham gostado.