Notas iniciais
Primeira fic.. espero que vocês gostem!
Este primeiro capítulo é mais para desenvolver o que está por vim. Pode parecer pequeno mas se desenvolve muito bem!
Aproveitem!

E lá estava eu, os corredores escuros faziam com que a minha audição ficasse mais aguçada. Mesmo assim, meus olhos estavam atentos na escuridão. A única coisa que conseguia realmente ver, era a fraca luz que pairava acima da porta de ferro no final do corredor. Na verdade, só via isso. Meu coração estava acelerado, podia ouvi-lo, mas, infelizmente não foi só isso que ouvi quando coloquei a mão na maçaneta da porta: Foi baixo, mas pude ouvir os passos. Era tarde demais para me colocar em posição de defesa, já podia sentir a respiração controlada atrás de mim. Ou atacava ou seria atacada.
Girei rapidamente depositando um soco que foi bloqueado. Tive sorte conseguindo abaixar de um chute veloz mas não consegui desviar do encontrão que venho logo em seguida, me jogando contra a porta me fazendo cair dentro da sala. O corpo que caiu por cima do meu era pesado demais para eu conseguir me mexer, com certeza era um homem. Eu só não esperava ser o homem que vi ao encara-lo.
— Rogers? — perguntei não crendo no que estava vendo. Os olhos dele estavam fixados nos meus.
— Natasha? — ele sorriu e finalmente saiu de cima de mim. Estendeu a mão me ajudando a levantar — O que está fazendo aqui?
— Trabalhando ... e você ?
— Também — ele parou e me encarou, depois levou seus dedos até minha bochecha, quando tirou, pude ver o sangue fresco pingando de seus dedos. Isso também me fez levar a mão até o local, quando encostei, senti uma fisgada que me fez soltar um gemido reprimido de dor — Me desculpe por isso — ele disse — não imaginei que era você.
— Quem te contratou? — não queria ter dito aquilo no tom de voz severo, mas não pude evitar.
— Não fui contratado, eu vim pelos reféns. — tinha me esquecido de como a voz dele era firme, mas não era do modo ruim, era bom ouvi-la — Mas você com certeza está em missão, pelo visto, já achou um disfarce.
— Já faz três anos Rogers, é claro que eu acharia u... — parei de falar quando fui envolvida pelos braços dele. Senti seu coração bater, meus músculos se retraíram, mas logo relaxaram.
— Senti sua falta — ele sussurrou, eu não estava entendendo direito, mas não queria que aquilo parasse. Na verdade fomos interrompidos por uma risada rigída atrás de nós. Subitamente nos viramos. O homem que ria era velho, bem velho mesmo. Era careca, mas tinha uma barba branca mal feita, seus olhos eram castanhos e a boca sem cor. Ele nos olhava com repudio mas sorria como se estivesse vendo palhaços em um circo. — Quem é você? — Rogers gritou, eu acompanhava com o olhar os movimentos do homem.
— Desculpe por interromper esse momento lindo de reencontro, mas acho que vocês estão um pouco velhos para isso — a voz dele era rouca, baixa e intimidadora.
— Isso foi a coisa mais irônica que eu já ouvi na vida.- eu disse e o homem soltou mais uma risada.
— Agente Romanoff ... é um prazer conhece-la pessoalmente! — ele estava a dez metros de nós, e quando parou, três homens armados entraram na sala e se posicionaram atrás dele, um deles segurava o escudo do Steve.
— Eu já não posso dizer o mesmo, mas já que tocou no assunto, quem é você mesmo? — Steve olhou para o homem que segurava seu escudo severamente, mas isso não causou nenhuma reação.
— Meu nome não importa agora, mas o que eu vou fazer sim. Deixando de lado a sua presença senhorita Romanoff, vou me voltar a presença do grande Capitão América! — o velho o olhou de cima a baixo.
— Não respondeu minha pergunta. — Steve falou severamente, o homem se manteve imóvel e sério.
— Mas você vai responder as minhas.. — o homem estalou os dedos e pude ver um dos caras apontar a arma diretamente para mim. Uma mira a laser bem no meu peito. Isso era uma ótima forma de fazer alguém responder perguntas. Steve fechou o punho. — Não se preocupe, eles são como cães, só atacam se mandar.
— O que você quer de mim? — Rogers perguntou.
— Sua mente.

~

Abri os olhos com dificuldade. Deus! Como doíam. A luz forte do quarto onde eu estava não ajudavam em absolutamente nada.

Olhei para os lados, muitos aparelhos estavam à minha volta. Era óbvio que eu estava em um hospital e o símbolo na porta a minha frente não deixava dúvidas: S.H.I.E.L.D — comecei a tirar tudo que estava ligado ao meu corpo. As agulhas principalmente. O aparelho que monitorava meus batimentos cardíacos, apitou sem cessar quando o desconectei do meu corpo. Isso fez com que uma enfermeira entrasse à toda no quarto. Quando me viu, simplesmente parou e me encarou de uma forma confusa. Ergui uma sobrancelha e então ela saiu. Ignorei o fato estranho e me levantei. Assim que meus pés tocaram ao chão, tive a estranha sensação de não saber mais andar, me equilibrei e segui para à porta. Estava prestes à abri-la mas alguém foi mais rápido. Esse alguém era Nick Fury.

— Deveria voltar para cama — ele disse

— Deveria me diz como cheguei até aqui — rebati — Onde está o Steve? — ele não disse nada, somente encarou a cama, aquilo era a forma dele de dizer que só abriria o "bico" quando em sentasse. Fiz assim então — Fala.

— Natasha, não sabemos onde ele está ou com quem está. Somente recebi um mensagem dele com um endereço, fui até lá e encontrei você no chão e só isso — ele parou e suspirou — Estamos investigando desde de então.

— Há quanto tempo estou aqui? — eu quis saber

— Cerca de um mês ..

— Preciso sair daqui, precisamos acha-lo — disse levantando de novo, Nick se apressou em me impedir.

— Descanse hoje, amanhã você pode voltar ao trabalho — ele falou calmamente. O encarei por alguns segundos. E então concordei.

— Não quero passar mais uma noite aqui. Não há outro lugar onde eu possa ficar? — ele pegou o celular e discou, do outro lado da linha, a voz que atendeu era conhecida.

— Hill?

Notas finais
Espero que tenham gostado. Comentem com suas opiniões! Prometo não deixar vocês esperando demais rs ! Até o próximo capítulo.