Your Biggest Fan

4 Foi como um sonho


Notas iniciais
agora é tensinho.

O Resto do Show foi maravilhoso. Não sei se eu estava ficando louca ou se eram só alucinações minhas, mas eu acho que o Nick ficava me olhando. Deve ser paranória minha mesmo. Eles fecharam o show com "Burnin' Up". Amo essa música e parecia uma maluca gritando (não cantando) ela. Foi hilário.
Aquele sem dúvidas foi o melhor dia da minha vida, até agora.

Foi meio dificil sair daquela muvuca toda no final do show mas consegui sair de lá Viva. Peguei um táxi e voltei para casa. Eu estava cansada. Tinha sido uma dia exaustivo, tanto emocionalmente quant o fisicamente. Aquilo foi demais para minha cabeça e pro meu coraçãozinho fraco.
-

- Hey Filha. — mamãe disse assim que abri a porta de casa.

- Mãe? — falei surpresa. — O que você esta fazendo aqui á essa hora? Chegou cedo hoje..

- Ah, eu passei mal no trabalho. — disse ela com indiferença.

- O que você tem? Está melhor? — falei preocupada. — E por que a Senhora não me avisou?

- Ah, foi só uma tontura e uma febresinha. Já, já eu melhoro. — me tranquilizou. — E eu não te avisei por que não queria que você perdesse o show. Falando em show.. Como foi?
Abri um sorriso enorme no rosto e disse:

- Hm, vou te mostrar. Espere.

Fui correndo para o meu quarto, peguei meu notebook e o levei até a sala. Á Aquela altura já teriam videos na internet. Sentei ao lado de mamãe e liguei o note. E, acertei meu palpite. Já haviam videos deles cantando Hello Beautiful. Cliquei no que tinha a melhor qualidade e dei meu Note para minha mãe. Ela observou tudo e a cada segundo ela ficava cada vez mais chocada.

- Filha, é você mesmo? — ela disse com os olhos esbugalhados.

- SIIIM MÃE!! — falei pulando emcima dela.

- Uau, parece que a sorte bateu na sua porta hoje hein. Parabéns linda. — ela disse também empolgada.

- Mãe, o que você vai fazer agora? — perguntei. — Ainda são 6 horas e eu não sabia que você iria chegar tão cedo.

- Não sei filha.

- Hm, o que acha de alugarmos um filme?

- Parece uma boa ideia. — sorriu.

- OK! Vou lá na locadora e daqui á meia hora to de volta. Beijos Mãe. — Falei indo pegar minha bolsa. — Qualquer coisa é só ligar.

- Ta bom filha. Vou esperar hein.

Fui para a locadora me arrastando. Eu estava extremamente cansada... Bom, mas agora eu tinha que achar um filme decente pra assisitr coma mamãe. Nós quase nunca passávamos um tempo juntas. Nós sempre nos viamos na revista mas ela esta sempre ocupada e eu também e quando chegamos em casa nós duas estamos sempre cansadas e nunca ficamos juntas. Mas é bom ter um tempo só para nós duas.

Na locadora só tinham filmes chatos mas consegui achar um que parecia ser legal: UP! Altas Aventuras. Ta, eu sei que é de criança mas parecia ser tão fofinho. Me senti uma neném alugando aquele filme haha. O cara da locadora ficou espantado quando viu o filme que peguei. Saí da locadora rindo. Aquilo era realmente engraçado; não é todo dia que se vê uma menina de 18 anos alugando um filme para criancinhas de 6 anos.

O caminho de volta pra casa foi tranquilo, fiquei repassando e repassando na cabeça como e o que tinha acontecido hoje. Uau, hoja realmente foi incrivel.

Saí dos meus devaneios e abri a porta de casa. Entrei e encontrei mamãe no chão.

- MÃE! MÃE! — sai correndo desesperada. — Mãe, você ta bem?
Ela não respondia.
Desesperada peguei meu celular e quando ia ligar pro Médico eu a vi se mexer.

- Mãe, o que aconteceu? Mãe, responde. — Eu disse já no chão, ao lado dela.

- F-filha, não é n-nada. — ela dizia tremendo.

- Como não é nada mãe? Você tava desmaida no chão. Vamos ao médico agora. — Falei, a levantando com certo esforço.
Peguei as chaves do carro da mamãe (pois o meu estava no conserto) e a carreguei até o carro. Pulei pro banco do motorista e sai dirigindo feito louca até o Hospital Saint Bart.

Cheguei lá segurando mamãe que se apoiava inteiramente em mim. Um enfermeiro veio ao meu encontro já me ajudando a segurar mamãe. Antes dele perguntar alguma coisa eu já tinha desandado a falar:

- O Doutor Greg está ai? É o médico dela. Ela desmaiou e agora ela esta assim. me ajuda por favor. — As palavras jorraram da minha boca como uma cachoira.
Eu estava desesperada.
Levaram mamãe para a sala do Doutor Greg e me deixaram na sala de espera. Uma enfermeira me trouxe água para ver se eu me acalmava e até fez efeito. Depois de uns 30 minutos fui chamada á sala do Doutor Greg.

Aturtida, com tudo que aconteceu hoje, fui caminhando até a sala do Doutor Greg. Entrei e encontrei minha mãe com uma expressão de choque no rosto e os olhos inchados.

- Mãe, o que ta acontecendo? — falei, preocupada denovo.

- Filha, é complicado... — ela disse inquieta.

- Deixa que eu explico Senhora Juliana. — ele olhou pra mim e continuou.

- Louise, sua mãe acabou de descobrir que tem uma doença muito séria.

- Que doença? — eu disse, trêmula.

- Olha.. ela tem Leucemia. — ele disse por fim.
Aquilo foi como um soco na minha cara.

- Como assim Leucemia? Ela já fez vários exames médicos e nunca deu nada. Teria dado algum resultado se ela realmente tivesse Leucemia. — eu disse exautada, as lágrimas já saindo dos meus olhos.

- Então.. é um tipo de Leucemia diferente. É bem raro e as vezes quase nunca é detequitado á tempo..

- Á tempo de quê? — perguntei hesitante, o interrompendo.

- Á tempo de poder fazer um tratamento e evitar que , bem.. — Greg suava, temeroso. — que a pessoa faleça.
Meu mundo desabou. Caí no choro e mamãe me abraçava tentando me acalmar.

Depois daquela notícia bombástica eu fiquei arrasada. Nem sabia o que eu iria fazer.

- Hm, tem mais uma coisa. — o Doutor Disse.

- O que é doutor? — perguntei.

- Bom, esse tipo de Leucemia faz com que o sangue fiquei diferente e isso faz mal á seu corpo e bom, parte do sangue já esta mudado. Se não arranjarem um doador compativel para poder regular a troca desse sangue, a senhora Juliana vai ficar muito mal. E esse é um dos sintomas dessa doença.- ele fez uma pausa e depois continuou. — E o problema é que o seu tipo de sangue é raro dona Juliana e bom, o da sua filha não é compativel.

- Meu deus. Tem mais alguma coisa pra nos falar? — eu perguntei.

- Não aguento mais nada.

- Filha, se acalme. — mamãe falou. — Vai dar tudo certo.

- Mas como vamos achar um doador? — mamãe perguntou.

- Bom, como você tem uma doença mais séria e rara, você é prioridade. — disse o Doutor. — Vamos tentar encontrar um doador o mais rápido possivel.

- E isso pode demorar quanto tempo mais ou menos? — perguntei, tentando me acalmar.

- Eu não sei ao certo. — Ele fez um pausa.- Como eu já disse: Faremos de tudo. Vamos procurar e até o fim do mês eu acho que conseguiremos achar alguém.

- OK, Doutor. — mamãe disse. — Bom, podemos ir pra casa agora?

- Claro, mas deixe-me dar uns remédios a senhora. — ele disse.

Se retirou e depois voltou com uma caixazinha de tamanho médio e entregou á mamãe.

- Olha, você vai dar que tomar essas remédios enquanto não acharmos um doador. Isso ajuda o sangue a ficar melhor, mas tem que tomar cuidado. Se você tomar mais do quê deve isso pode te fazer muito mal. — ele disse indicando com a mão os remédios dela.

- Muito obrigada doutor. — Mamãe disse. — Você já tem nosso número, caso tenha alguma noticia ligue para nós.

- Digo o mesmo. Qualquer sinal de que esteja doendo alguma coisa, ou tontura, febre e algo do gênero, ligue pra mim imediatamente.

- OK. Tchau doutor. — ela disse, calma.
Saímos da sala do Doutor Greg e fomos para nosso carro. Eu não entendia.. Por que ela estava tão calma assim? Ela não ouviu que tem leucemia? Que corre risco de morte? Acho que eu sou muito fácil de ler pois quando ela olhou para mim adivinhou exatamente o que eu estava pensando.

- Filha, eu não estou calma. — Ela respondeu séria. — Você acha que eu não sei que tenho essa doença?

- Então por que esta agindo como se não tivesse? — perguntei, ao prantos. — Mãe, você ta correndo risco de vida! Por que esta assim? Uma pessoa normal estaria aos berros, chorando e não assim; "calma" e quieta como se nada tivesse acontecido.

- Bom, acho que não sou uma pessoa normal. — ela disse. — Filha, acho que assim é a maneira mais fácil de lidar. De que adianta ficar gritando, chorando? Isso não vai fazer a doença desaparecer. Filha, você tem que ser forte também.

- Mas mãe.. — não consegui terminar.
Comecei a chorar e a abracei. Ficamos ali por uns minutos e depois nos arrastamos até o carro.

Voltamos pra casa, ambas arrazadas. Depois desse dia longo e cheio, de acontecimentos, uns maravilhosos e outros horriveis, fui direto pra cama. Meus olhos estavam inchados de tanto chorar. Aquilo realmente foi a gota d'água. Esse dia foi intenso demais. Eu estava realmente acabada. Cai na cama e dormi que nem uma pedra, nem tirei minhas roupas.

Notas finais
Eae, oq acharam? ñ em esganem kkkkkkkkk
mandem reviews se gostarem