Young Legends —Os Herdeiros
3 Quem é Connor Hawke
Notas iniciais

“Quem é Connor Hawke”
Flashback
Mansão da família Queen
Um jovem Oliver Queen estava sentado no sofá com o cabelo um pouco desarrumado, vestindo uma camisa branca, calça azul-marinho e sapatos pretos olhando o chão com um ar de preocupação. Moira Queen, de cabelo penteado vestindo um vestido bordô com 4 furos no decote, usando um pequeno relógio de pulso dourado, e sapatos da mesma cor do vestido encontra Oliver cabisbaixo e senta-se ao lado dele.
—Doçura, algo está te incomodando? Conte-me o que é… —pede Moira.
—Papai vai me matar… —diz Oliver sem olhar para a mãe.
—O seu pai te ama. Eu te amo… —diz Moira confusa.
—Eu estraguei tudo. Isso é ruim… —diz Oliver em um tom de tristeza.
—O que aconteceu? —Questiona Moira olhando para Oliver com um olhar de serenidade.
—Eu engravidei uma garota —Oliver responde olhando para Moira com preocupação.
—Laurel está grávida? —Questiona Moira olhando para Oliver com um sorriso terno nos lábios.
—Não. Não é a Laurel — responde Oliver cabisbaixo.
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Moira estava vestindo uma blusa vermelha de lã, com uma saia rodada branca e comprida até o joelho e sapatos vermelhos acompanhada por uma jovem garota de cabelos castanhos lisos, penteados, uma blusa jeans azul, com um vestido branco de estampa florida de decote quadrado, e botas de cano curto preto de couro com zíper, segurando uma pequena bolsa redonda andava pela sala. Moira a oferece algo para beber.
—Posso pedir à Raisa para te servir uma bebida? Ou algo para comer? Por favor. — diz Moira sendo solícita e mostrando um lugar para ela se sentar.
—Ahn…Onde está Oliver? —indaga a garota estranhando a ausência de Oliver.
—Está me fazendo um favor — responde Moira com uma ficha nas mãos.
Moira e a garota se encaram.
—Assim podemos conversar — diz Moira se sentando no sofá branco enquanto a garota olha ao redor.
A garota se senta na ponta do sofá e olha para Moira com um olhar de preocupação.
—Com todo o respeito, Sra.Queen…—diz ela em um tom delicado.
Ela então faz uma breve pausa e então continua.
—O que está acontecendo é entre mim e o seu filho—diz a garota com pesar.
— Sim — diz Moira ciente da situação.
.Moira abre a ficha e a garota fica pasma com aquilo.
—O que é isso? —indaga a garota assustada.
—Eu pedi a um dos nossos investigadores para escrever um dossiê sobre você. Desculpe, é uma precaução contra falsas alegações de paternidade. —diz Moira.
No dossiê havia uma foto tirada da garota e os dados sobre ela e a criança.
—O bebê é do Oliver — responde a garota levantando a sobrancelha.
—Disso eu não tenho dúvida—diz Moira olhando para o dossiê.
A garota esboça uma expressão de surpresa.
—Os investigadores foram minuciosos. Mas pode imaginar quantas pessoas pedindo esmolas a minha família atraí—diz Moira folheando o dossiê.
Moira olha desconfiada para a garota.
—Não quero dinheiro — afirma a garota fitando Moira.
—Claro que não —diz Moira com a mão na cabeça ajeitando o cabelo e pegando um papel na ficha.
Moira oferece o papel para a garota e ela se afasta.
—Já disse que eu não quero o dinheiro — diz a garota esboçando rejeição.
—E eu estou lhe dizendo que esse é o meu primeiro neto. E eu quero garantir que ele ou ela tenha um bom futuro, por favor..— diz Moira com as pernas cruzadas, apoiando as mãos nos joelhos.
Moira faz uma cara de convencida. A garota pega o papel, na verdade era um cheque e se espanta com o valor do cheque.
—1 milhão de dólares? —indaga a garota com espanto.
—Quero garantir que meu filho tenha um bom futuro também.— diz Moira.
A garota fica atônita.
—O dinheiro é seu, quando disser a Oliver que você perdeu o bebê.
—O quê?! —Exclama a garota.
—E outro milhão quando voltar a Central City e nunca mais falar com ele—continua Moira olhando para a garota.
A garota não conseguia acreditar naquele cheque.
—Posso lhe dar um conselho, de mãe para mãe? —a garota volta o olhar para Moira—Quando se trata de seus filhos, não há ação inconcebível, nem decisão que seja impossível.
—Você faz o que precisa para providenciar a vida que eles precisam. E acho que 2 milhões de dólares é bastante para suprir a necessidade de ambos.
Moira pega em uma das mãos da garota e a segura. A garota continua olhando assustada para ela.
—Concorda?
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Oliver fala com a garota pelo telefone.
—Bem, eu também sinto muito. Olha, se tiver alguma coisa que eu possa fazer…alô?
A ligação cai.
—Quem era? —indagou Moira.
—Era…Ela perdeu o bebê —diz Oliver.
—Oh! —diz Moira com espanto.
—Ela disse que está muito triste e que vai voltar para a escola em Central City. Aparentemente ela tem família lá. — diz Oliver.
—Bem, eu tenho certeza de que isso é muito traumático para ela. Mas é melhor assim. Mm?—diz Moira.
— Claro. — Responde Oliver.
—Você está bem? —Pergunta Moira.
—Estou. Eu continuo sendo o cara mais sortudo do mundo. O que eu teria feito se ela…Eu não estou preparado para ser pai.— responde Oliver.
—Não, mas algum dia. É o meu maior desejo para você. — diz Moira.
—Eu estou feliz que eu te contei sobre isso.— diz Oliver.
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Central City
Um garoto de 6 ou 7 anos, de cabelos castanhos, olhos azuis, vestindo uma camisa com listras horizontais verde e branca, uma bermuda marrom, e tênis vermelho estava em casa assistindo a programação em uma televisão Full HD de tela preta. Com o controle remoto na mão ele ia trocando de canal. Na TV passavam programas de auditório, futebol americano, filmes, desenhos animados. Até que ele deixa em um canal onde estava passando o desenho do papa-léguas e começa a assistir.
Ele resolve ir até a cozinha pegar algo para comer enquanto assiste ao desenho. Ele vai para a cozinha, pega uma cadeira da mesa de jantar e coloca perto da bancada. Então ele sobe na cadeira e abre as portas do armário e pega um pacote de pipoca para micro-ondas e desce da cadeira e a coloca no lugar enquanto segura o pacote nas mãos. Ele então vai até o micro-ondas, abre a porta e a deixa aberta. Ele abre o pacote removendo o plástico transparente que envolvia o saco de pipoca e o coloca na posição correta dentro do aparelho e fecha a porta. Ele então aperta o botão “Pipoca”. O prato do micro-ondas começa a girar e a estourar o milho do saco. O garoto observa atentamente a pipoca sendo estourada.
Telefone na parede perto da mesa de repente toca enquanto a pipoca continuava a ser estourada. O garoto larga o micro-ondas e vai atender o telefone. Ele o tira do gancho e o coloca no ouvido.
—Alô? Mãe?
Então ele escuta a voz da mãe no telefone.
—Oi, docinho. Logo eu estarei em casa. Ok?
—Mãe, você pode trazer sorvete quando voltar?
—Sim, eu comprarei sorvete no caminho. Eu te amo. Tchau!
—Ok, também te amo, mãe. Tchau.
O garoto coloca o telefone no gancho e volta para o micro-ondas que já havia terminado de estourar a pipoca. Ele abre a porta do aparelho e pega o saco cheio de pipoca e o abre com cuidado. O vapor sai e ele enfia a mão pegando algumas pipocas e come. Ele então deixa o saco na bancada, abre a porta do armário embaixo da pia, pega uma tigela grande, coloca em cima da bancada e despeja o conteúdo do saco na tigela, joga o saco no lixo da cozinha perto da pia e fecha as portas do armário embaixo da pia.
Ele come mais um pouco de pipoca e leva a tigela de pipoca consigo até a sala. Chegando lá, le se senta no chão com as pernas cruzadas e vê que o desenho já havia acabado. Ele pega o controle que estava em cima da mesinha, e troca de canal. Ele muda de canal, até que ele vê um que estava passando uma matéria interessante e resolve deixar naquele canal e põe o controle no chão perto de si.
A TV estava sintonizada no canal da apresentadora Oprah Winfrey. Era um programa gravado que reprisara. Oprah diz diretamente para a câmera que a filmava enquanto ela olhava para o seu cartão com as falas.
—Agora, nós temos um convidado muito especial em nosso programa. Ele passou 5 anos em uma ilha, mas ao contrário de Tom Hanks ele não teve uma bola chamada Wilson como companheiro como no filme “Naufrago”, mas teve um amigo chamado Wilson —disse a apresentadora sendo irônica— Então ele voltou para sua cidade para lutar contra o crime, ele é bilionário e muito bonito, mas um pequeno aviso para as mulheres dessa plateia, ele está comprometido com a senhorita Felicity Smoak…
A plateia fica decepcionada e diz um “Ahh!”
—recebam ele, Oliver Queen.
O público vibra e Oliver sai de trás dos bastidores. Ele vestia um terno azul-marinho com uma camisa branca sem gravata e sapatos pretos. Ele chega distribuindo beijos para a plateia todo sorridente e confiante. Oprah vai até ele e o cumprimenta dando um beijo e um abraço nele enquanto segurava o seu cartão com as falas do programa.
Oliver se senta numa cadeira próxima a mesa de Oprah e ela se senta na mesa. Ela coloca o cartão na mesa e começa a entrevistá-lo.
—Olá, Oliver! Bem – Vindo ao meu programa.
—Olá, Oprah! Obrigado — diz Oliver com um sorriso cativante.
—Como você está indo?
—Muito bem, obrigado, eu nunca estive melhor.
—Que ótimo. Como está o seu relacionamento com a senhorita Felicity Smoak?
—Nosso relacionamento está indo muito bem. Ela é uma ótima pessoa. Eu a amo muito.
—Que ótimo. Então, Oliver, você passou 5 anos numa ilha que nem o Tom Hanks em Naufrago, como foi isso?
—Eu estava numa viagem com o meu pai no iate dele, e… eu tinha levado a Sara, irmã da minha primeira namorada, Laurel, depois que eu me separei dela e comecei a namorar a Sara. Então o meu pai falou sobre a viagem, e eu secretamente levei a Sara escondida do meu pai, teve uma forte tempestade, o iate virou e eu vi Sara afundar no meio do mar. Ela tinha desaparecido. O meu pai me pôs em um bote salva-vidas, onde me entregou um caderno com páginas em branco. Ele disse para eu concertar os erros dele eliminando as pessoas cujos nomes estavam no caderno. Depois disso, ele se matou com uma arma na cabeça. Eu me desesperei, até que eu cheguei nessa ilha. Eu acordei na praia e depois disso eu apaguei. Quando eu acordei, eu estava numa caverna com um chinês vestindo um traje verde com capuz que me ofereceu uma galinha para comer. Ele falou em chinês comigo, eu disse que não falava chinês, então, depois de uma pausa, ele começou a falar comigo em meu idioma. “Sobreviva”, foi tudo o que ele me disse.
— E depois disso, o que houve?
— Eu matei a galinha e comi, e comecei a minha jornada para sobreviver à ilha. Depois de 5 anos na ilha, e muitos problemas, eu voltei para Starling, para cumprir a promessa que fiz a meu pai antes dele morrer e me transformei no vigilante de Starling City. Minha vida mudou depois disso.
— Durante o seu tempo na ilha, quem você conheceu?
— Eu conheci um ex-agente do serviço secreto britânico, Slade Wilson que estava em uma missão para capturar Edward Fyers. E a ilha o mudou, assim como me mudou, ele se tornou o meu maior inimigo. Ele se tornou um mercenário conhecido como Exterminador. O homem de traje verde que me ajudou a sobreviver, Yao Fei e a filha dele, Shado, com quem eu tive um breve romance.
—O que passou por sua cabeça todo esse tempo na ilha?
—Eu pensava na minha família, na minha namorada Laurel, mas foi Yao Fei que me ensinou que para sobreviver, eu deveria parar de pensar na minha família e pensar mim mesmo. Então eu comecei a me focar em sobreviver e fui aprendendo a me virar na ilha durante esses 5 anos.
—Uau! Você passou mesmo por maus bocados tentando sobreviver a ilha —analisou Oprah.
—Sim. Quando cheguei a Starling City, eu fui recebido pela minha família e amigos, e eu não conseguia voltar a ser quem eu era antes. A ilha me mudou, e as pessoas ficaram um pouco apreensivas com minhas atitudes, mas eu fui me transformando com o tempo.
— E onde é essa ilha?
— A ilha é chamada de Lian Yu, que traduzindo significa “Purgatório” em chinês. Ela fica ao norte do mar da China. Ela usada por uma organização secreta chamada A.R.G.U.S como uma prisão de segurança máxima.
—Uma ilha usada como prisão? — exclamou Oprah.
—Sim. E eu estive lá por 5 anos…dá para acreditar? — diz Oliver.
—Isso é incrível. Um homem como você, superando as adversidades em uma ilha por 5 anos… —disse Oprah chocada.
—Eu sei. Eu gostaria de dizer que é um prazer estar aqui no seu programa, contando sobre o que eu passei para o mundo.
—Obrigada, Oliver.
—Eu sou um grande fã do seu programa.
—Obrigada. Agora, vamos falar sobre os seus relacionamentos. Me fale dos seus relacionamentos passados, atuais. Há algum relacionamento que você sentiu pena por não conseguir levar a diante a relação?
— Bem, eu comecei namorando a Laurel Lance, e eu a amava muito. Mas um dia eu peguei ela me traindo com o meu melhor amigo, Tommy Merlyn, e me separei dela e comecei a namorar a Sara, a irmã dela, e eu me apaixonei muito por ela, e a Laurel ficou com ciúmes disso, então antes de ir para a ilha, eu visitei Central City, eu queria espairecer um pouco, dar…uma pausa nos relacionamentos, mudar de ar e pensar se eu continuaria o meu romance com Sara. Até que eu conheci essa garota, o nome dela era Sandra Moonday Hawke. Nós começamos a namorar e de repente eu a engravidei. Eu contei a minha mãe sobre aquilo e ela foi bem franca comigo.
— E o que houve depois?
—Eu liguei para ela, e…ela me disse que tinha perdido o bebê e que voltaria para a escola. Eu fiquei muito triste e disse a ela que se tivesse alguma coisa que eu pudesse fazer para ajudá-la…mas a ligação caiu. Eu fiquei pensando em mil coisas, e no fim eu concluí que eu não estava preparado para ser pai.
—A maioria dos pais nunca estão preparados para isso quando são jovens.
—Eu me sinto mau por isso. Eu a amava muito, e de repente as coisas não deram certo…Mas, agora eu estou em outro relacionamento, eu estou com a Felicity Smoak, e nós resolvemos passar umas férias nas Bahamas.
—Que ótimo! Eu desejo muitas felicidades a vocês dois.
Sandra Hawke chega em casa trazendo um pote de sorvete para comer com o filho e ao ver ele sentado na frente da TV e o entrevistado no programa de TV que ele assistia, ela entra em choque e derruba o pote de sorvete no chão.
—Desliga isso agora, Connor! —diz Sandra irritada.
—Mas porquê? Eu quero ver o meu pai.
Sandra foi até a mesinha da sala, pegou o controle da TV e apagou a televisão.
—Não, mãe! Eu quero ver o papai!
—O seu pai está morto. — disse Sandra sem explicações.
—Não, ele está vivo.
Sandra foi tomada por um sentimento de repulsa e ela começou a verter lágrimas só de pensar no que havia acontecido com ela. Ela sabia da verdade que levou ela e Oliver se separarem. Mas, ela nunca teve a oportunidade de contar a ele. Saber que não poderia ficar junto de Oliver fez com que ela se afastasse dele.
—O meu pai é Oliver Queen. — insistiu o jovem Connor Hawke.
—Sim, mas ele não quer saber de você. Ele nos abandonou. E agora ele está nos braços de outra mulher.
—Eu quero conhecer ele.
—Não, Connor. Ele não te ama, muito menos eu. Se ele nos amasse, ele teria ficado com a gente. Você acha que ele quer isso no momento?
—Mas eu amo ele. E eu quero ser como ele.
—Eu sei, docinho. Vem aqui —disse Sandra abrindo os braços.
Connor abraçou as pernas da mãe e encostou a cabeça nelas por um tempo. Sandra pegou o garoto , levantou-o até seu peito e o acolheu em seus braços. Ela passou a mão sobre as costas dele enquanto ele começava a chorar no peito dela. Sandra começou a chorar junto do filho.
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O tempo passou, e Connor Hawk havia crescido, ele foi para a escola, concluiu a faculdade e foi procurar emprego no tabloide PictureNews, o jornal onde trabalhava Iris West. Era o seu primeiro dia no jornal e ele passaria por uma entrevista de emprego. Ele vestia um paletó marrom aberto, uma camisa verde-esmeralda sem gravata, uma calça marrom, e sapatos marrons, para alguns ele parecia fazer o estilo “vovô aposentado”, mas aquela era a única roupa formal que ele tinha para a sua entrevista de emprego. Ele entra no prédio do jornal e fala com a secretária na recepção que usava o cabelo loiro preso em um coque frouxo, óculos de armação fina preta, um paletó preto, com uma blusa preta por baixo, e uma saia curta preta, e usava sapatos de salto pretos. Ela ficava num balcão com um telefone, um computador, alguns papéis espalhados na mesa, um porta-lápis, com várias canetas e lápis, algumas fichas cheias de papéis num canto da mesa. Na parede atrás dela pintada de fúcsia quase vermelho bordô em letras de metal, o nome do jornal.
—Olá! Boa tarde! Posso ajudá-lo? — diz a mulher.
—Olá! Boa tarde. Eu vim para a entrevista de emprego — disse Connor.
—Qual é o seu nome?
—Connor Hawke.
—Deixe-me ver aqui. Só um minuto —diz a mulher procurando no registro do computador pelo nome de Connor.
A secretária olha linha por linha na planilha do Excel, até que encontra o nome do rapaz.
—Achei. Só um minuto que eu vou avisar o senhor Erick Larkin sobre a sua chegada.
—Tudo bem. Eu espero.
A secretária abriu um leve sorriso para ele.
—Senhor Larkin, tem um rapaz chamado Connor Hawke aqui na entrada. Ele diz que está aqui para uma entrevista de emprego no jornal.
—Mande ele para a minha sala. Eu farei a entrevista dele.
—Sim, senhor.
A secretária encerra a ligação e reporta a resposta do chefe do jornal.
—O senhor Larkin vai recebê-lo na sala dele. Você quer que eu o acompanhe?
—Obrigado. Eu adoraria, já que é a primeira vez que eu venho aqui —disse Connor sorrindo.
—Está bem. Me siga, por favor.
—Ok.
Connor segue a secretária. Eles entram em uma sala onde vários empregados estavam trabalhando em seus cubículos. Logo, a presença de Connor no local chama a atenção de Linda Park, uma jornalista do jornal que estava redigindo uma matéria na mesa dela e se levanta para olhar o rapaz.
“Nossa! Que gato! É até mais bonito que o Barry” —pensa Linda mordendo os lábios.
Connor olha de relance para Linda, que já estava boquiaberta com a beleza dele e abre um pequeno sorriso para ela. Linda começa a pirar
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Algum tempo depois, Connor havia passado na entrevista de emprego com o senhor Larkin e retorna sozinho com as mãos no bolso e de repente para no meio do caminho. Ele resolve ir até a mesa de Linda falar com ela.
—Olá! Tudo bem?
—Ei! Tudo ótimo e você?
—Eu? Eu estou um pouco chateado. Não passei na entrevista de emprego do senhor Larkin — Mentiu Connor.
—Ah, que pena. Eu adoraria trabalhar com você. Você é um gato. E é até mais bonito que o Barry Allen — diz Linda lançando olhares para Connor.
—Puxa, obrigado. Eu fico lisonjeado.
Linda riu.
—Então, eu estava indo até a sala do senhor Larkin, e te vi olhando para mim. Você é muito bonita, sabia? —elogiou Connor.
—Obrigada — disse Linda com um sorriso.
—Posso saber o seu nome?
—Linda Park. E o seu?
—Prazer, Connor Hawke.
—O prazer é meu, Connor Hawke. Espera, eu acho que já vi esse nome em algum lugar. Você é o filho de Oliver Queen e sua mãe é Sandra Moonday Hawke. Estou certa?
—Nossa! Como você sabe disso?
—Meu faro jornalístico não me falha nunca. Digo, eu estava procurando uma matéria bombástica para escrever um artigo para o jornal. Ai li na internet sobre você, mas não o conhecia pessoalmente. —explicou Linda.
—Entendo.
Connor resolveu revelar a verdade a Linda, pois achou que ter mentido para ela foi muita mancada da parte dele.
—Desculpa, eu menti. Eu passei na entrevista de emprego.
—Meus parabéns. Então, acho que seremos parceiros de trabalho. Vamos trabalhar juntos. Eu te ajudo com as matérias — disse Linda sendo solícita.
—Obrigado. Desculpa por ter mentido para você.
—imagina, gato. Não precisa se desculpar. Você sabe, não é todo mundo que consegue passar na entrevista de emprego do jornal. O senhor Larkin é bastante exigente com os candidatos. Mas, acho que por algum motivo ele gostou de você. Você já trabalhou em um jornal antes?
—Bem, apenas no jornal da escola.
—Que coincidência, eu também. Bem, eu acho que podemos ser grandes amigos.
—Eu estou certo que sim.
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Starling City
Connor se muda para Starling City, e chega na boate Verdant. Ele carregava uma maleta cheia de dinheiro que conseguiu juntar em todo o tempo que trabalhou e entra no lugar. Ele vestia a mesma roupa da sua entrevista de emprego. Logo na entrada ele encontra Thea Queen que arrumava as cadeiras. Ele se aproxima dela e fala com ela.
—Com licença?
Thea interrompe o que estava fazendo e olha para ele.
—Posso falar com o dono?
—Bem, você não vai encontrá-lo aqui. Ele está viajando. Mas, se quiser, eu posso anotar o seu recado e passar para ele.
—Eu sei. Ele está nas Bahamas, não é?
— Se você sabe onde ele está, você perdeu o seu tempo vindo aqui….
—Puxa, sério? Eu acabo de me mudar para cá.
—De onde você veio?
—Central City.
—Posso saber o que você veio fazer aqui vindo de tão longe? —indagou Thea.
—Bem, eu queria comprar esse lugar. Eu tenho o dinheiro bem aqui comigo — diz Connor mostrando a pasta.
—Bem, na ausência do dono, eu represento ele. Você pode falar comigo.
—Ok, com quem eu estou falando?
—Thea Dearden Queen, mas me chame de Thea.
—Ok, Thea. Você é o que do dono?
— Irmã.
—Bem, eu sou… Filho dele. Meu nome é Connor Hawke.
—Ollie nunca me falou de um filho. E olhando para você, eu não consigo acreditar que seja filho do Ollie.
—É…ele abandonou eu e a minha mãe.
—Bom, prazer em conhecê-lo, “neto” — disse Thea estendendo a mão para Connor.
—O prazer é meu, “Tia”. —disse Connor sorrindo —Eu queria falar com o Oliver mesmo, porque eu gostaria de vê-lo. Sabe, apenas dizer um “oi” para ele.
—Eu entendo. Bem, vamos falar de negócios no meu escritório.
— Com prazer. Apenas por curiosidade… Está tudo bem você fazer essa negociação sem a permissão do Oliver?
—Bem, Oliver me deixou encarregada da boate. Então…
—Ok. Era só curiosidade mesmo.
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Mais tarde, Thea e Connor Hawke haviam fechado o acordo. Ela passou todos os documentos no nome dele, e Connor se despede de Thea.
—Bem, Thea. Foi um prazer fazer negócios com você.
—O prazer foi meu. Você pode começar amanhã e sem parentescos no trabalho, ok?
—Ok. Eu vou me lembrar disso.
Então, John Diggle entra na boate com as mãos nos bolsos de seu casaco de couro bege e logo esbarra em Connor que estava de saída.
—Perdão.
—Está tudo bem, amigo.
John para no meio do caminho e fica olhando para o rapaz.
—Quem é você? — diz Diggle estranhando.
—Connor Hawke, muito prazer — diz Connor estendendo a mão.
—John Diggle —diz Diggle apertando a mão de Connor.
—Ele é o novo dono da Verdant — diz Thea de longe e com os braços cruzados.
—O quê?!
—Eu comprei esse lugar.
—E quem autorizou?
— Eu — diz Thea.
— E você fez isso sem consultar o Oliver?
—Oliver me deixou encarregada da boate, então…
—Isso não quer dizer que você pode sair por ai assinando contratos que você não sabe se são legítimos.
—Que seja. Mas, você não está aqui para falar disso, certo? —indagou Thea.
— Não. Eu estou aqui para pedir um emprego.
—Bem, fale com o seu novo chefe.
—Esse garoto?
—Não me chame de garoto!
—Que seja. Quem realmente é você?
—Eu sou filho do Oliver.
—Eu não sabia que Oliver tinha tido um filho.
—Bem – vindo ao clube, Diggle.
—Isso é porque ele me abandonou.
—Primeiro Laurel, depois Sara, Felicity, e agora isso. Onde o Oliver estava com a cabeça?
—Vamos cortar esse lero todo. Do que você precisa?
Diggle relutava em ter que pedir ajuda a Connor, mas…não tinha outra escolha.
—Eu preciso de um novo emprego para poder sustentar a minha filha, e…dar um tempo nas missões da A.R.G.U.S e toda essa matança.
—Tá bom, o que você sabe fazer?
—Eu sei atirar. Pode ser qualquer emprego. Minha única exigência é que eu possa usar a minha Glock.40.
—Guarda – costas?
—Não, eu já fui guarda- costas do Oliver uma vez.
—Está bem. Leão de Chácara.
—Posso usar a minha Glock?
—Claro.
—Tudo bem. Eu aceito.
—Tudo bem. Você começa amanhã.
—Bem, obrigado, chefe. Eu mal posso esperar para contar a Layla sobre o novo emprego.
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