Young Legends —Os Herdeiros
21 Ordem e Caos
Notas iniciais
"Ordem e Caos"

Torre do Relógio, Starling City.
Senhor Destino estava olhando a paisagem da janela, quando de repente, ele acaba tendo uma visão.
Visão
Ele vê um grupo de sacerdotes com robes vermelhos com capuz levantados. O líder do grupo era um homem idoso conhecido como Padre Creel.
O grupo marchava pelo centro de Starling City causando pavor com seus olhares penetrantes.
Então eles param . O Padre Creel diz algumas palavras:
— Starling City. Essa é uma cidade pecaminosa!
Os seguidores de Padre Creel levantam as mãos fechadas para o alto e gritam "Sim!". Creel olha para seus seguidores com o olhar fechado. Ele parecia estar muito satisfeito com o apoio de seus seguidores.
— Mas hoje! Hoje meus queridos irmãos. Nós tomaremos a cidade!
Os seguidores de Creel berram outro "Sim!".
— Depois que nós derramarmos o sangue de 7 pecadores...nossa missão estará completa. E nós, vamos comandar essa cidade como reis. Sem matança, sem sofrimento. Um novo limiar nascerá das cinzas, trazendo paz para os sofredores. E nós vamos ajudar na construção de um novo futuro para essa cidade.
Então, um outro grupo surge, era o grupo de Ras Al Ghoul e seus soldados. Ras vestia o seu manto com o sabre na cintura. Nyssa estava com ele e seus homens.
— Eu sinto em discordar com vocês — disse Ras estufando o peito diante de Creel e seus seguidores.
Creel e seus seguidores voltam os olhares para Ras.
— Quem é você? — inquiriu Creel indignado.
— Eu sou Ras Al Ghoul, A cabeça do demônio — replicou Ras — E você?
— Meu nome é Padre Creel, da igreja de sangue. Eu sou um despota devotado a eliminar os pecadores, para trazer a paz. E eu vou eliminar todos os pecadores dessa cidade para dar um futuro brilhante à ela — Creel se manifestou.
Ras soltou uma gargalha e levantou um olhar cínico sobre a situação.
— Você está ameaçando A Cabeça Do Demônio? — indagou retoricamente Ras — Eu sou o líder da Liga dos Assassinos e o Senhor de Starling City. Essa cidade é minha e eu não vou deixar que um mero...— Ras tentou imaginar o que Creel parecia— Padre, tem alguma chance contra mim?
—Nós não somos covardes — contestou Creel — e se preciso for, nós iremos enfrentá-lo.
Ras soltou outra gargalhada.
— Tolos. Vocês não tem chance contra os meus homens — insinuou Ras.
— Bem, isso nós veremos! — exclamou Creel esperando a resposta de seus seguidores.
Os seguidores de Creel vibraram e levantaram os punhos para o alto para apoiá-lo.
Padre Creel e seus seguidores desembainharam seus punhais e os empunharam. Eles encararam Ras Al Ghoul e seus homens.
Ras desembainhou o seu sabre sem pestanejar.
— Prepare-se para enfrentar o seu pior pesadelo — exclamou Ras empunhando sua espada.
— Venha, vamos lutar! — replicou Creel.
Os homens de Ras e Nyssa desembainharam suas lâminas e se prepararam para a luta.
»
De volta a realidade, Senhor Destino fica pensando naquela visão, até ser interrompido por Sin que chegara na torre do relógio trazendo uma sacola com hambúrgueres da lanchonete Big Belly Burguer.
Sin se aproxima de onde Senhor Destino estava com a sacola de plástico na mão.
— Eu achei que você estivesse com fome, então...eu peguei esses hambúrgueres do Big Belly Burguer...— retrucou Sin.
— Obrigado. Mas, eu não sinto fome — replicou Senhor Destino sem olhar para trás.
— Está bem. Acho que eu vou ter que comer tudo sozinha...a propósito, você está encarando essa janela desde...ontem, quando eu te encontrei — Sin reparou.
— Sim, esse lugar me favorece. Eu consigo canalizar minhas visões sobre o passado, presente e futuro — replicou Senhor Destino.
— Se você diz...— disse Sin começando a comer os hambúrguers. Ela se sentou no chão, cruzou as pernas, pegou o primeiro hambúrguer, desembrulhou -o e começou a comer, segurando-o com as duas mãos e dando a primeira mordida.
Sin voltou o olhar para Senhor Destino e perguntou se ele não queria um pouco.
— Tem certeza que você não quer um pouco? Os Hambúrgueres do Big Belly Burguer são incríveis — retrucou Sin.
— Não, obrigado — replicou Senhor Destino.
— Está bem — disse Sin com a boca cheia de comida.
Então, Senhor Destino ficou envolto em pensamentos e lembranças da garota que ele havia encontrado entre a vida e a morte, vieram à tona.
Um nome, que ele não sabia se era dela ou não surgiu na mente dele como um sussurro.
Lian Harper
— Lian Harper? Será esse o nome daquela alma que eu trouxe para o mundo dos vivos? — Ele questionou.
Sin ouviu o que Senhor Destino havia dito e ficou a questionar aquilo.
— Lian Harper? Quem diabos é Lian Harper? O único Harper que eu conheço é o Roy Harper, o namorado daquela garota riquinha filha dos Queen. Como é mesmo o nome dela — Sin teve um insight — Thea Queen? É, isso mesmo. Thea Queen!
←
Ontem, Base do time Arqueiro.
Lian chega com Connor, Roy, Rose e Diggle na base e se encontram com Laurel, Sarah, Katana, Himiko, Thea e Oliver.
— Nós voltamos! — anunciou Roy.
— E nós trouxemos a Lian — comentou Connor.
Laurel, Sarah, Oliver e Thea ficaram surpresos com a notícia.
— E como vocês a trouxeram de volta? Vocês usaram o poço de Lazáro? — questionou Laurel chocada.
— Não, nós não usamos. Na verdade, eu nem sei o que aconteceu. O mais importante é que ela está de volta — retrucou Connor.
— Sim — concordou Oliver — E eu estou feliz por vocês estarem bem.
— Obrigado, pai — agradeceu Connor.
— De nada — replicou Oliver com um sorriso no rosto.
Connor então puxou Lian pela mão.
— Venha, Lian. Tem uma pessoa que eu quero te apresentar — retrucou Connor.
— Ok. E quem é essa pessoa? — inquiriu Lian.
— Você verá — replicou Connor.
Connor guiou Lian até Katana, que estava ao lado da filha, em um canto da sala e então eles pararam e Connor a apresentou para sua mestra.
— Lian, essa é Tatsu Yamashiro, mais conhecida como Katana. Ela me treinou para derrotar o Slade, mas...— Connor interrompeu.
— Mas eu morri e você se culpa por ter falhado em me proteger? — devolveu Lian com uma pergunta.
— Sim. Eu acho que eu sou um mau aluno e foi isso que fez com que Slade te matasse — Connor avaliou.
— Enfim — Lian voltou o olhar para Katana— oi! Meu nome é Lian Harper.
— Eu sou Tatsu e essa daqui é minha filha Himiko Yamashiro — apresentou Tatsu.
Lian deu um breve abraço em Tatsu e depois se afastou.
— Muito prazer, Tatsu. — replicou Lian.
Tatsu deu uma leve curvada. Um gesto tradicional japonês.
— Ok...— Lian ficou um pouco confusa com aquilo.
—É um cumprimento tradicional japonês — explanou Himiko de braços cruzados.
Tatsu colocou a coluna no lugar.
— Entendi —replicou Lian— A propósito, seu nome é Himiko?
—...sim — respondeu Himiko monossilabicamente.
— Você não é muito de falar, não é? — questionou Lian.
— Ela é tímida — retrucou Katana.
— Entendi — replicou Lian.
[...]
— Você é a namoradinha do Connor, não é? — devolveu Himiko com uma pergunta.
— Sim...porquê? — inquiriu Lian.
— Ele me falou de você...— replicou Himiko.
— Bem, nós estamos namorando, se você não sabe...— Lian esfregou aquilo na cara de Himiko.
Himiko se emudeceu, virou o rosto para o lado e olhou para o vácuo evitando Lian.
— Eu entendi. Você está achando que o Connor será seu, não é? —indagou Lian.
Ela (Himiko) não respondeu.
— Pois, o Connor me ama! — insistiu Lian.
— Lian...—Connor ficou pensativo— Eu...
— Você me ama, não ama? — Questionou Lian olhando fixamente para ele.
— Sim. Eu te amo...— replicou Connor.
Lian se aproximou de Connor e encostou a cabeça no peito dele e se segurou na cintura dele como uma criança pidona faz quando está com o pai.
Connor então a envolveu com seus braços.
— Eu me senti muito sozinha, perdida. Era como andar sozinho no meio da escuridão sem uma luz para te guiar...— confessou Lian — Eu senti muito a sua falta...
—Eu também — confessou Connor— Mas...
Connor ficou incerto pois havia aprendido o que as palavras "O amor será a sua ruína" significavam.
— Connor, tem algo que você não está me contando? — quis saber Lian.
Havia, mas...como ele poderia confessar como ele realmente se sentia para Lian. Como ele poderia realmente confessar que ele não desejava mais amar para manter aquelas que ele amava seguras?
— Connor, por favor...me diz o que está sentindo! — suplicou Lian.
— Lian. Eu gostaria, mas...depois de vê-la morrer, eu...não sei o que fazer — retrucou Connor.
—Connor, por favor...se abra comigo — suplicou Lian mais uma vez.
—Lian...eu sinto como se o meu destino fosse não ficar com ninguém. Porque parece que daqui para frente quanto mais eu amo, mais eu saio perdendo. E eu não quero te perder de novo, nem ninguém.
Então, Oliver que estava assistindo aquela cena se lembrou do conselho que deu a Barry Allen, o "Flash".
"Caras que fazem o que nós fazemos, nunca ficam com a garota." — Aquelas foram as palavras que ele teria dado a Barry.
Então, Oliver se aproximou e conversou com Connor.
— Connor, posso falar com você um momento, filho? — chamou ele.
— Sim, claro — replicou Connor.
Oliver e Connor foram para um canto da sala conversar.
— Então, sobre o que você quer falar comigo, pai? — Connor ficou curioso.
— Eu me lembrei do que eu disse ao Flash, Barry Allen, quando vi você falando com a Lian...— retrucou Oliver com nostalgia.
—E...?
— E...eu acho que isso não se aplique a você. Mas, eu acho que vocês dois precisam de tempo. Lian acabou de voltar a vida e você já quer reatar a sua relação com ela? Dê tempo ao tempo — aconselhou Oliver.
— Obrigado. Mas, eu acho que é ela que quer reatar as coisas, pai. Eu estou tentando dizer isso para ela, mas eu não sei como dizer — retrucou Connor.
— Então eu acho que você deve dizer isso à ela. Tente — Oliver abriu um sorriso meio tímido.
— Hmm...eu acho que vou tentar — replicou Connor.
— Vá lá e me deixe orgulhoso, filho — retrucou Oliver dando um empurrãosinho de leve nas costas do filho.
Connor então se aproximou de Lian.
— Lian. Eu quero te confessar algumas coisas — Connor retrucou.
— Tipo porque você está tão fechado? O quê?— Lian o olhou confusa.
— Lian. O que eu estou tentando dizer, é que eu acho que nós precisamos dar um tempo na nossa relação. Eu te amo, mais que tudo, e lá no cemitério...eu acho que me empolguei tanto com a sua volta que eu senti que nós devíamos continuar com a nossa relação. E...eu acho que você também sentiu a mesma coisa, não é? — Connor confessou.
— Sim. Como eu sou idiota — Lian bateu a mão na testa— Eu entendo completamente o que você está dizendo.
— Lian, não se culpe. E você não é idiota. Você é bonita, inteligente, sabe tomar decisões melhor que eu, atira flechas melhor do que eu...— Connor começou a descrever todas as características de Lian— Você lembra daquele dia no Verdant, quando você disse que se arriscou para me proteger?
— Sim, eu me lembro. Você disse que era errado matar inocentes...— Lian lembrou.
— Sim. Eu estava enganado sobre aquilo. Porque, eu não sei se meu pai concorda com isso, mas...se for pra te proteger, eu sou capaz de tudo, Lian — Connor disse bravamente.
Lian começou a verter lágrimas após ouvir as palavras de Connor.
— Obrigada. Por abrir os meus olhos. Eu...eu acho que eu realmente preciso de um tempo para me recuperar da minha morte — disse Lian enxugando as lágrimas do rosto.
Sarah Lance se aproximou de Lian.
— Eu entendo perfeitamente o que você está passando Lian. Depois que Malcolm me deu a liberdade para sair da Liga dos assassinos, eu...fiquei um tempo combatendo o crime por conta própria. Eu realmente precisei limpar a minha mente fazendo o que eu sou boa, combater o crime. Depois, eu entrei para esse time formado pelo Roy — retrucou Sarah.
— Sim, e eu fiquei bastante chocada com a sua volta, irmã — interveio Laurel.
→
Os membros do time Arqueiro e os do grupo Young Legends estavam espalhados pela sala.
Connor, vestindo um terno branco com uma camisa vermelha e gravata preta, e sapatos da mesma cor do terno, estava de braços cruzados refletindo.
[...]
Feel it running off
So strong and clear
An age is over fast
And disappears
Help him if you can
His hour will come soon
Push away his fear
He'll see Elysium
It's Time
It's Time
Guard him a little while
And calm his shiver
Wash and dry his tears
And cool his fever
Take the bibles words
Speak it pure his soul
Lay love in his mind
His close to his final goal
It's Time
It's Time
[...]
Então aquele momento de reflexão é interrompido pelo símbolo da cruz egípcia em dourado que se manifesta no meio da base do time Arqueiro. De dentro dele, Senhor Destino sai do símbolo.
Todos cercam o intruso rapidamente, dispostos a atacá-lo se necessário fosse.
— Quem diabos é você? — questionou Laurel com os punhos cerrados e em posição de ataque.
Connor foi até a vitrine com o seu uniforme de Arqueiro e pegou o arco e uma flecha. Ele então voltou para a posição em que estava, preparou a flecha e a apontou para Destino.
— Quem é você e o que está fazendo aqui? — inquiriu Connor.
— Não temam. Eu venho em paz — retrucou Senhor Destino.
— Isso não é o que os alienígenas todos dizem em filmes de ficção — científica? — indagou Lian confusa.
— Eu não sou um alienígena — afirmou Senhor Destino— Meu nome é Senhor Destino.
— Senhor Destino? — ponderou Oliver?
— Eu sou um Lorde da Ordem. Meus poderes estão além da compreensão humana — retrucou Senhor Destino — Eu vim aqui pois o destino de Starling City está em jogo.
— O destino de Starling City está em jogo? — questionou Oliver.
— Duas forças se enfrentarão. Uma é o grupo de um homem chamado Padre Creel. A outra é o exército de Ras Al Ghoul — proferiu Senhor Destino.
— E quando vai ser isso? podemos realmente confiar nesse cara? — retrucou Thea.
—Eu sou apenas um mensageiro entregando uma mensagem — replicou Senhor Destino.
— Sim, vocês podem confiar nele —atestou Lian— Porque ele me trouxe de volta. Eu conheço o poder dele.
Connor olhou para Senhor Destino como um amigo e abaixou o arco. Ele assentiu com a cabeça e os outros respiraram aliviados.
— Obrigado por salvar a Lian — Connor agradeceu.
Lian se aproximou de Connor e o abraçou enquanto ele segurava o arco e a flecha na mão esquerda.
— E o que fazemos agora? — Diggle questionou.
— Nós esperaremos eles atacarem — Oliver replicou.
— Oliver, você não está acreditando na conversa desse...— Diggle disse descrente — está?
— Ras Al Ghoul é extremamente poderoso e perigoso e agora ele está enfrentando alguém de mesmas proporções. Não é de se duvidar que ele não irá deixar barato uma afronta como essa. Ele anseia por poder — Oliver replicou.
— Eu não confio nas palavras desse "Mahoutsukai" (Feiticeiro) — Katana bradou referindo-se a Senhor destino com um termo em japonês.
Senhor Destino reparou que todos pareciam intimidados com a presença dele, então levou as mãos a cabeça e retirou devagar o capacete. O rosto de Emily Swanson fora revelado. Ela abriu os olhos e ajeitou as mechas no rosto com a mão esquerda enquanto segurava o capacete debaixo do braço direito.
Emily olhou ao redor para todos aqueles que a observavam. Eles pareciam boquiabertos com a revelação.
— Quem é você? — Diggle questionou.
— Olá! Meu nome é Emily Swanson — Ela se apresentou.
— Emily Swanson? — Oliver questionou.
— Eu trabalho para o JSA , a Academia Júpiter de Ciências. É um centro de pesquisas acadêmicas. Nós estávamos interessados em adquirir o Elmo de Nabu, o sábio. Meu pai era fascinado pelo Egito Antigo, especialmente o grande Nabu. Mas, ele faleceu e desde então eu venho continuando o trabalho dele. Isso até o Elmo me escolher como a nova hospedeira de Nabu — Emily revelou.
— Interessante. E você é...? — Oliver disse tentando adivinhar a profissão de Emily.
— Eu sou professora de história na JSA — Emily replicou.
[...]
Algumas horas depois, a visão de Senhor Destino havia se manifestado.
O grupo marchava pelo centro de Starling City causando pavor com seus olhares penetrantes.
It's Time to go
Time for the freedom
Time to face what we all believe in
Pray strong
Pray to the higher
Turn your back on the devil's fire
Time to go
Time for the freedom
Time to face what we all believe in
Time is passing by
Então eles param . O Padre Creel diz algumas palavras:
— Starling City. Essa é uma cidade pecaminosa!
Os seguidores de Padre Creel levantam as mãos fechadas para o alto e gritam "Sim!". Creel olha para seus seguidores com o olhar fechado. Ele parecia estar muito satisfeito com o apoio de seus seguidores.
— Mas hoje! Hoje meus queridos irmãos. Nós tomaremos a cidade!
Os seguidores de Creel berram outro "Sim!".
— Depois que nós derramarmos o sangue de 7 pecadores...nossa missão estará completa. E nós, vamos comandar essa cidade como reis. Sem matança, sem sofrimento. Um novo limiar nascerá das cinzas, trazendo paz para os sofredores. E nós vamos ajudar na construção de um novo futuro para essa cidade.
Então, um outro grupo surge, era o grupo de Ras Al Ghoul e seus soldados. Ras vestia o seu manto com o sabre na cintura. Nyssa estava com ele e seus homens.
— Eu sinto em discordar com vocês — disse Ras estufando o peito diante de Creel e seus seguidores.
Creel e seus seguidores voltam os olhares para Ras.
— Quem é você? — inquiriu Creel indignado.
— Eu sou Ras Al Ghoul, A cabeça do demônio — replicou Ras — E você?
— Meu nome é Padre Creel, da igreja de sangue. Eu sou um despota devotado a eliminar os pecadores, para trazer a paz. E eu vou eliminar todos os pecadores dessa cidade para dar um futuro brilhante à ela — Creel se manifestou.
Ras soltou uma gargalha e levantou um olhar cínico sobre a situação.
— Você está ameaçando A Cabeça Do Demônio? — indagou retoricamente Ras — Eu sou o líder da Liga dos Assassinos e o Senhor de Starling City. Essa cidade é minha e eu não vou deixar que um mero...— Ras tentou imaginar o que Creel parecia— Padre, tem alguma chance contra mim?
—Nós não somos covardes — contestou Creel — e se preciso for, nós iremos enfrentá-lo.
Ras soltou outra gargalhada.
— Tolos. Vocês não tem chance contra os meus homens — insinuou Ras.
— Bem, isso nós veremos! — exclamou Creel esperando a resposta de seus seguidores.
Os seguidores de Creel vibraram e levantaram os punhos para o alto para apoiá-lo.
Padre Creel e seus seguidores desembainharam seus punhais e os empunharam. Eles encararam Ras Al Ghoul e seus homens.
Ras desembainhou o seu sabre sem pestanejar.
— Prepare-se para enfrentar o seu pior pesadelo — exclamou Ras empunhando sua espada.
— Venha, vamos lutar! — replicou Creel.
Os homens de Ras e Nyssa desembainharam suas lâminas e se prepararam para a luta.
[...]
As forças de Padre Creel e Ras Al Ghoul se digladiavam.
When his mind was clear
He called you brother
Now his brain is dazed
It's resigning rather
Mother take his hand
Say a last goodbye
We're not gifted to
Turn water in to wine
It's Time
It's Time
It's Time to go
Time for the freedom
Time to face what we all believe in
Pray strong
Pray to the higher
Turn your back on the devil's fire
Time to go
Time for the freedom
Time to face what we all believe in
Time is passing by
→
Base do time Arqueiro
Um alarme soa no computador da base alertando os membros do grupo da emergência.
— Nós temos um chamado de emergência — informou Felicity que estava no computador — Nós temos dois grupos, time verde, o exército de Ra's, time vermelho, o grupo de seguidores de um tal de Padre Creel. E eles estão ativos no momento.
— Então o que Senhor Destino disse era verdade — Oliver atestou.
— Não se preocupem, o time Arqueiro dará um jeito nisso, certo Oliver? — Diggle questionou.
— Não. Vamos tentar de outra forma. Eu quero...—Oliver ficou pensativo — Connor, Lian, Thea, Sara e Laurel.
— E eu? — Rose quis saber.
— Rose...eu sei que você é parte dos Young Legends. Mas, eu quero que você ficasse aqui, para o caso de precisarmos de ajuda. Eu espero que entenda — Oliver replicou.
— Tudo bem — Rose disse relutante.
— Então, o resto do grupo vai ficar aqui com o se...— Diggle interrompeu.
— Emily, John — Oliver corrigiu.
Diggle não estava gostando muito da idéia de apenas o grupo determinado por Oliver ir na missão, pois eles já haviam passado por várias missões juntos.
— Relaxa....qual é o seu nome? — Emily inquiriu.
— John — Diggle voltou o olhar para Emily—John Diggle.
— Relaxa, John. Eu não mordo — Emily disse com um sorriso carismático e todo o seu charme britânico.
Diggle jogou olhares para Emily e ficou estupefato pela beleza dela.
— Bem, pensando bem...— John interrompeu.
Oliver soltou uma gargalhada.
— Sério, John? Vocês dois — Oliver insinuou.
— Oliver, o que você está insinuando? Eu sou casado — Diggle retrucou.
— Sério? — Emily voltou o olhar para John — Eu estou solteira, ainda.
[...]
→
As forças de Padre Creel e Ras AL Ghoul continuavam se enfrentando, até que...uma figura misteriosa surge das sombras. Ela usava um traje preto especial semelhante a um traje da S.W.A.T, porém com um "X" vermelho marcado no peito, um cinto de utilidades, um par de manoplas especiais que disparavam projéteis em forma de "X" vermelho explosivos, botas de couro preto e uma máscara preta com uma caveira branca pintada. Pelos traços físicos, dava-se a entender que era um homem com aquele traje.
A figura assistia a luta de braços cruzados. Os seguidores de Padre Creel e Ras Al Ghoul iam caindo pelo chão após se enfrentarem, até que a figura resolveu dar uma "ajudinha". Ele descruzou os braços, tirou de um compartimento do cinto algumas pequenas shurikens de quatro pontas e atirou sobre os homens de Ras e Padre Creel.
As Shurikens voaram por todos os lados e acertaram os peitos dos seguidores de ambos os lados.
Os seguidores foram caindo aos poucos, diminuindo assim os números de ambos os grupos até restar apenas os líderes.
Ras, Nyssa e Padre Creel se juntaram e olharam para os homens caídos no chão e depois avistaram aquela figura misteriosa.
O trio empunhou suas armas e se preparou para enfrentar o estranho.
— Quem é você? — Ras questionou.
— O "X" marca o lugar. Red X — O ser disse com sua voz alterada.
Red X então atirou uma Shuriken vermelha na direção de Ras, mas Nyssa evitou o ataque entrando na frente.
Nyssa jogou a shuriken no chão com sua espada. Ras olhou para ela e ficou impressionado.
— Obrigado, Nyssa — Ras agradeceu.
— Eu não estou te protegendo — Nyssa disse mostrando os dentes— É só que ninguém mexe com você além de mim. E um dia sua cabeça será minha — Nyssa jurou.
— Compreendo — Ras retrucou.
— Vamos acabar logo ele — Padre Creel sugeriu.
— Eu não apoio você, Creel. Essa é a minha cidade — Ras afirmou — Portanto, minhas regras. Mas, vou dar essa colher de chá para você.
— Eu estou com você, marido — Nyssa disse com desgosto— Por hora...
Ras, Nyssa, e Padre Creel se posicionaram um do lado do outro e levantaram suas armas dispostos a atacar Red X.
Foi quando o novo grupo formado por Connor como Arqueiro, Lian como Black Boa, Thea como Speedy, Sara como Canário Branco e Laurel como Canário Negro surge na rua. Eles andavam juntos na direção de Red X, Padre Creel, Nyssa e Ras.
—Parados ai! — Connor bradou com sua voz alterada e apontando o arco armado com uma flecha.
Red X, Padre Creel, Nyssa e Ras voltaram seus olhares para o grupo do Arqueiro.
— Perfeito! Competidores — Red X avaliou.
Black Boa e Speedy se armaram com seus arcos e apontaram suas flechas para Red X. As Canários empunharam seus bastões e mostraram os dentes.
Nyssa saiu de sua posição e entrou na frente do grupo.
— Ele é nosso! Não interfiram! — Nyssa bradou.
— Nyssa! — Laurel voltou o olhar para Nyssa. Ela estava indignada com a interferência da rival.
— Olá, Laurel! — Nyssa cumprimentou tentando ser educada, apesar de aquilo parecia arriscado já que Red X poderia pegá-la desprevinida.
— Hmm...É melhor eu eliminar a competição primeiro — Red X pensou.
Então, Red X marcou o Padre Creel e Ras com um enorme "X" vermelho feito de plasma que foi projetado no peito de ambos com suas duas manoplas.
Creel e Ras olharam para seus peitos marcados e depois levantaram os olhares para Red X.
— Não seja estúpido! Você não é páreo para o poder de Ras Al Ghoul — Ras bradou.
— Adeus! — Red X se despediu.
Red X movimentou as mãos empurrando o ar e então disparou dois projéteis de plasma em forma de X da palma das manoplas e eles explodiram em Creel e Ras. Ambos foram nocauteados pela explosão que formou uma nuvem de fumaça negra e os jogou no chão.
Creel e Ras estavam inconscientes no chão. Nyssa olhou para os corpos dos dois.
— Dois já se foram. Faltam seis! — Red X retrucou.
Nyssa ia até o corpo de Ras pegar o anel dele, mas Red X interferiu.
— Eu não faria isso se fosse você! — Red X advertiu.
— Vá pro inferno! — Nyssa praguejou.
Ela então ignorou a advertência de Red X e foi até o corpo de Ras. Então ela se abaixou e tirou o anel da mão dele e colocou no próprio dedo sem que Ras percebesse.
Quando Nyssa se levantou do chão, Red X acertou uma Shuriken no meio das costas dela que a fez cair no chão ao lado de Ras.
— Eu te avisei — Red X disse abaixando os braços.
Nyssa era bastante forte. Ela se levantou, mesmo com dificuldade e ficou de pé. Então levou uma das mãos atrás das costas e retirou a Shuriken das costas soltando um grunhido e jogou o objeto cortante no chão.
Ela então arfou mostrando os dentes e com a costa dolorida.
— Você é mesmo insistente — Red X avaliou — Eu gosto disso numa mulher . Me deixa bastante excitado.
— Cala essa sua boca nojenta! — Nyssa berrou com ódio.
Então Red X deu-se por satisfeito. Ele já tinha conseguido o que queria.
— Eu receio que eu terei que ir. Mas, nós nos encontraremos de novo — Red X prometeu.
Red X levantou a fivela do seu cinto de utilidades e apertou um botão vermelho no cento em forma de um X vermelho. Em seguida, sua figura foi se desfazendo com uma vibração até desaparecer completamente dali. Ele havia se teletransportado.
Ras se levantou ainda com o manto de Ras Al Ghoul todo fatigado e respirou.
— O que aconteceu? — Malcolm quis saber. Ele estava a ver navios.
— Eu sou a "Cabeça do Demônio" agora. Passe-me o manto — Nyssa mandou.
— Passar o manto? Para você? — Malcolm questionou relutante.
— Faça o que eu peço ou eu corto a sua cabeça agora! — Nyssa esbravejou.
— Eu adoraria ver você fazer isso — Malcolm contestou.
— Faça!
— Está bem — Malcolm replicou — Vamos voltar para Nanda Parbat.
— Está bem — Nyssa disse satisfeita — Adeus, Laurel!
Então, Malcolm e Nyssa desapareceram ao vento. A sirene da polícia ecoou. Connor e seu grupo baixaram as armas.
— Nós temos que correr — Thea aconselhou — Os policiais estão vindo.
— Está bem — Laurel replicou.
Connor e os outros foram andando e então desapareceram dali.
[...]
Quando a polícia chegou no local, encontrou apenas Padre Creel que estava inconsciente. Não havia mais nenhum sinal dos vigilantes.
Os policiais levantaram Padre Creel do chão que logo despertara. Eles puxaram as mãos de Creel para trás e as algemaram.
— Você está preso — Kurt, o novato disse — Você tem direito a um advogado, se não puder pagar nos providenciaremos um. Tudo o que disser pode e será usado contra você no tribunal — Kurt citou os direitos de Creel.
— O que aconteceu? Eu estou confuso! — Creel exclamou.
Capitão Lance olhou para Kurt e sentiu que não precisava dizer mais nenhuma palavra, pois viu que o novato tinha feito um ótimo trabalho.
Kurt olhou de volta para o Capitão.
— Como eu fui, Capitão? — Kurt questionou retoricamente.
Então Lance de repente se convenceu de que devia dar um agradecimento a Kurt.
— Kurt Blake, parabéns, você foi promovido — Lance retrucou.
— Obrigado, senhor — Kurt agradeceu e abriu um sorriso. Os olhos dele brilhavam tamanha era a alegria que ele sentia por ser promovido.
O Capitão se aproximou de Kurt e deu um leve tapa no braço dele.
— Vamos sair para beber esta noite. A bebida é por minha conta — Lance sugeriu.
— Tudo bem — Kurt replicou.
→
Nanda Parbat
Nyssa estava na sala do poço de Lázaro com Malcolm. Ela vestia o manto de Ras e ele uma jaqueta preta, com uma camiseta branca, calça preta e sapatos da mesma. Ele estava de joelhos diante dela.
— Como Ras Al Ghoul, eu te expulso da liga dos assassinos. A liga dos assassinos está finada. Eu já despejei todos os súditos desse palácio — Nyssa retrucou.
— Está bem. Eu peço que me perdoe por meus atos— Malcolm suplicou.
— Agora, levante-se! — Nyssa bradou.
— Está bem — Malcolm disse se levantando do chão.
— Saia daqui e não volte nunca mais. Se você pisar nesse solo na próxima vez, eu não serei piedosa com você — Nyssa praguejou.
— Sim, e-eu entendo perfeitamente — Malcolm replicou.
Então, Malcolm se retirou do palácio deixando Nyssa à sós.
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