Young Legends —Os Herdeiros
2 Jade
Notas iniciais
“Jade”
Starling City

Meu nome é Lian Harper, e eu sou filha de Roy Harper e da famosa ladra de Starling City, Cheshire, mais conhecida pelo apelido de Lince e membro da Liga dos Assassinos. Ele a conheceu em uma viagem ao Vietnã. Ela ficou grávida dele e me teve. Eu e minha mãe viemos com ele para Starling City, pois ele tinha um sonho, começar uma nova vida ao lado da minha mãe. Eu treinei com meu pai e estudei por conta própria. Eu sou uma grande fã de Oliver Queen e do Arqueiro. Minha mãe abandonou eu e o meu pai para se manter na Liga dos assassinos e me criou em segredo, pois não queria que Malcolm Merlyn, o atual Ras Al Ghul descobrisse sobre a minha existência, por temer que ele me transformasse em sua protegida, caso descobrisse sobre isso. Eu conheci Connor Hawke, o filho ilegítimo de Oliver Queen, que atualmente continua o legado de seu pai, e Thea Queen, a nova Arsenal, substituindo o meu pai. Nós decidimos formar um novo grupo para combater os crimes em Starling City, o Young Legends, e eu estou tentando ficar longe do campo de visão do novo Ras Al Ghul. Eu ainda estou aprendendo a ser outra pessoa.
Museu De História Natural de Starling City, ontem à noite
No terceiro andar do museu de história natural uma figura vestindo uma roupa toda preta parecendo um Ninja e apoiada numa corda preta usando uma luva com garras de metal nas pontas dos dedos da luva. A figura usa o dedo indicador e começa a cortar o vidro da janela do prédio. Ela traça uma circunferência que dê para ela passar e dá um impulso para trás no intuito de quebrar o vidro cortado e o derruba no chão. Ela então cai com as mãos no chão e se levanta.
Ela olha a seu redor para ver se não havia ninguém e segue andando sem fazer barulho até um pedestal no meio da sala com uma redoma de vidro protegendo uma máscara branca chinesa de gato. Ao levantar a redoma de vidro, deixando a máscara exposta ela acaba acionando o alarme e os guardas do museu que faziam a patrulha naquela noite começam a chegar. A figura larga a tampa no chão que se fragmenta, e sem perder tempo pega a máscara branca do pedestal. Os dois seguranças do museu ficam parados no lugar com as pernas afastadas e seus revólveres apontados para a ladra.
—Parada ai! Largue a máscara no chão, agora! — vociferou um dos guardas.
A figura coloca a máscara na frente do rosto enquanto puxa a sua máscara preta e a joga no chão. Ela veste a sua nova máscara e a prende no rosto dando um nó na fita atrás da cabeça dela.
—Perfeito! Olá rapazes! —disse ela fitando os guardas.
—Quem é você? Revele-se! — vociferou um dos guardas.
— Vamos, Revele-se! — disse o outro guarda.
—Já que vocês insistem…— disse a mascarada com a mão direita segurando o traje preto que estava usando fazendo dobras no tecido, e então ela joga o traje preto para cima que cai sobre o rosto de um dos guardas e o traje que ela estava usando por baixo da roupa preta é revelado. Ela usava uma blusa verde-esmeralda de manga comprida com decote transpassado, uma calça de lycra preta sem bolsos, e um sapato de salto alto verde – esmeralda.
—O que está acontecendo? Eu não enxergo nada — disse o guarda com o rosto coberto pela roupa preta.
—Cheshire! É a Cheshire! Ela roubou a máscara do museu! — informou o outro guarda.
O primeiro guarda tirou a roupa preta do rosto jogando-a no chão e olhou para a ladra.
—O QUÊ?! — exclamou o primeiro guarda ainda apontando a arma para a ladra.
— Vamos lá, rapazes. Vocês não atirariam em uma dama, não é? —indagou a ladra fingindo ser inocente.
—Devolva a máscara ou nós vamos atirar! — disse o outro guarda.
O alarme ainda soava.
Uma flecha verde voa e se crava no chão. Em seguida ela explode liberando um gás que deixa os guardas do museu inconscientes. Cheshire olha ao redor tentando descobrir de onde a flecha tinha vindo e eis que um clarão surge junto com o som de um trovão, anunciando a presença de duas figuras ali presentes. A primeira era o Arqueiro usando seu modulador de voz, a segunda era Lian novamente com o traje de Arsenal emprestado de Thea e também usando o modulador de voz.
—Olá, mãe!
— Filha…
—Você e eu temos muito o que conversar.
— Concordo, mas essa não é a hora. Eu adoraria ficar para lutar com vocês, mas eu tenho que ir.
— Espera! — Disse o Arqueiro tentando impedi-la com uma flecha apontada para ela.
Cheshire corre em direção a janela e o Arqueiro dispara a flecha na direção da ladra, mas é impedida por Arsenal. Cheshire salta da janela e desaparece.
— Não! Ela é minha mãe!
Arsenal desliga o modulador de voz e o Arqueiro faz o mesmo.
— Connor… Eu só queria conversar com ela. Droga! Você estragou tudo! — disse Lian quase a ponto de chorar.
— Nossa missão é combater o crime, mas parece que você está deixando um problema pessoal afetar o seu julgamento.
— Me desculpa, é só que… eu sinto falta dela… — disse Lian arrependida.
— Vamos voltar para a base. Thea não vai ficar nada satisfeita com o nosso desempenho nessa missão.
O Arqueiro e Arsenal correm até a janela e desaparecem dali antes dos outros guardas chegarem. Quando os outros guardas chegam no lugar, eles encontram os dois guardas caídos no chão. Eles tentam despertar os guardas no chão e eles acordam de repente confusos e sem se lembrar de nada.
— Você está bem? — pergunta um guarda para o outro.
— Sim, estou.
—Eu também estou bem.
— O que houve?
—Eu não sei. Aconteceu tudo tão rápido… só sei que a máscara que estava no pedestal ali, foi roubada.
— Por quem?
—Acho que foi a lince.
∆
Na base dos Young Legends, Lian e Connor ainda estavam de uniformes e discutiam entre eles.
—O que foi isso, Lian?
—Desculpa. Acho que eu me empolguei ao ver a minha mãe no museu. —disse Lian enxugando as lágrimas.
—Ainda bem que eu estava do seu lado…
Thea surge de repente na base e encontra Connor e Lian.
— Connor, Lian…
— Eu estava resolvendo uns problemas na boate e eis que eu venho para cá e encontro vocês dois.
—Nós saímos em uma missão, já que você estava ocupada, Thea.
— Deus! Como as coisas seriam mais fáceis se a Felicity estivesse aqui. — praguejou Thea.
Então, Thea parou e começou a olhar para a roupa que Lian estava usando.
—O que você está fazendo com essa roupa? —questionou Thea bastante irada.
—Desculpa, eu precisei pegar emprestado o seu traje de novo. Você sabe, ainda estou sem o meu traje. E eu não posso sair numa missão usando as minhas roupas normais.
— O que eu te disse sobre esse traje?
—Eu sei, mas essa missão foi um pouco pessoal. Eu não imaginei que eu fosse encontrar minha mãe.
— É, Lian falhou na missão por causa disso. A sorte é que eu estava lá. E acho que ela precisa mesmo de um uniforme novo — insistiu Connor.
—Tá, eu vou falar com o cisco sobre isso.
∆
Connor e Lian estão na cafeteria sentados em uma mesa e Lian fica absorta por um momento. Ela pensa no encontro com sua mãe e logo lhe vem uma canção aleatória que parecia lembrar aquele momento e começa a cantar.
Ei… insensível
Você tem o estilo de sua mãe
Mas para mim você é uma criança imatura
Tão insensível
Acha que está onde deveria estar
Mas será que está onde deveria estar?
Você está me contagiando
Censurada
Minha, Minha
Garotinha triste
Estive pensando em você
Minha, minha
Garotinha triste
Você é tão insensível
E foi eu que te deixou assim
Ei… insensível
Num estado deplorável
Sempre será o que eu amei … e odiei
E talvez viaje para o outro lado
Onde pensávamos em
Escorregar em luvas de veludo
E sermos insensíveis
Minha, minha
Garotinha triste
É, eu sou tão insensível
E baby, eu estou com medo de você
Você está se achando tão complicada
Isso é o bastante para mim
Mas isso está tão superestimado
Ame e odeie isso
Não mudaria
Me ame… insensível.
Ei… insensível
Não existe “baby, por favor”
Quando eu estou pegando uma brisa com ela
Quando tudo que você vê é um borrão
E êxtase é o que você prefere
Minha, Minha
Garotinha triste
Estive pensando em você
Minha, minha
Garotinha triste
É eu estive pensando sobre você
Minha, minha
Garotinha triste
É, você é tão insensível
Baby
Insensível
Baby
Você é tão insensível
Porque foi eu que te deixou assim
—Lian! — Chamou Connor.
Lian ainda estava distante em seus pensamentos, então Connor a chamou mais uma vez.
— Lian!
Ela então se assustou e quebrou o silêncio.
—Que foi, Connor? —disse ela assustada.
—Você de repente ficou esquisita. E na missão de ontem você ficou parada sem fazer nada.
— Eu sei, não precisa me lembrar disso outra vez. Mas você também não fez nada.
—É sério? Eu pus os guardas para dormir, eu tentei impedir a Lince… até você me parar.
— Mas, ela é a minha mãe. Eu ainda não entendo como a Thea pode achar que só porque eu sou filha de uma criminosa, eu também sou uma.
—Você acha que a Thea acha isso de você? —questionou Connor.
—Bom, o jeito que ela reagiu quando falei que era filha da Lince deu a entender isso.
—Bom, eu também fiquei surpreso por você ser filha da Lince. Mas, eu acho que você deve ser diferente da sua mãe, sabe… mostre que você é diferente dela.
— Você acha?
— Claro. Bem, eu também fui abandonado pelo meu pai e estou tentando me inspirar nele, mas eu estou ciente de que eu não sou ele.
— Bem, eu achei que você lembrou ele lá na base.
— Acho que é o traje do Arqueiro. Eu acho que eu vou acabar ficando que nem ele.
Lian começou a rir.
— Do que você está rindo? —indagou Connor.
—Não é nada. Sério, não é nada — respondeu Lian.
—Está bem. Como eu disse, eu acho que precisamos ser diferentes de nossos pais, não sermos eles. Isso é bem difícil, mas eu acho que juntos a gente consegue superar isso.
—Falando nisso, quando eu estava usando o uniforme de Arsenal pela segunda vez, eu lembrei de quando o meu pai me contou de como ele se sentiu numa missão, depois que ele sonhou ter matado a Sara Lance, a antiga Canário Negro, devido aos efeitos do Mirakuru. E que no fim foi revelado que quem matou ela foi a Thea, a mando do Malcolm Merlyn na época.
— Sério? A Thea nunca me falou sobre isso.—disse Connor com espanto.
—Eu acho que ela disfarça muito bem. Mas, se eu fosse você, eu nem perguntaria a ela sobre isso.
—É. Eu também não quero saber sobre isso. Eu resolvi te trazer a esse café para você se soltar um pouco dessa pressão toda que tem sido vestir os uniformes dos nossos pais.
—Obrigada. Mas, continuando, na hora eu acho que pensei na minha mãe, então a lembrança do que o meu pai me contou não me abalou. O que me abalou foi ver a minha mãe, mesmo por trás daquela máscara, os olhos dela se encontraram com os meus, e isso me deixou fragilizada naquela hora.
—Então foi isso? Eu acho que você supera, Lian. E eu vou sempre estar ao seu lado.
Connor aproxima seu rosto do de Lian e eles se beijam.
∆
Nanda Parbat
Cordilheira Hindu Kush
Ras Al Ghul estava em seu aposento vestindo o seu manto e olhando para o sol que entrava pela janela. De alguma forma, a claridade lhe trazia lembranças de seu antigo amigo, Oliver Queen.
Cheshire entra no aposento interrompendo os pensamentos dele.
—Cheshire. O que você faz aqui em meu aposento? —indagou ele em um tom de desgosto.
—Senhor, eu só queria lhe reportar que eu estou cuidando de tudo. Eu sempre vou ser leal ao senhor. —disse Cheshire fazendo uma reverência a seu mestre.
—É mesmo? Você não está escondendo nada de mim, está? —questionou Ras.
—Não, senhor.
—Você está ciente de que mentir para a cabeça do demônio é um crime punível com a morte?
—Sim, senhor.
—Ótimo! Você encontrou o Arqueiro?
— Não, senhor. Eu não sei do paradeiro dele, nem de Oliver Queen.
…
— E minha filha, Thea Queen?
— Também não sei, senhor.
—Está bem, retire-se.
— Sim, senhor.
Cheshire sai da sala e logo em seguida entra Nyssa, esposa do novo Ras Al Ghul. Ela vestia um marrom com detalhes dourados de decote aberto no peito, usava brincos dourados, e a boca era pintada de vermelho. Ela esbarra na porta do aposento com Cheshire que já ia saindo.
—Com licença —disse Cheshire olhando para Nyssa.
Nyssa apenas assentiu com a cabeça. Ras se virou e encarou a esposa.
—Minha amada, Nyssa…
—Eu ainda estou com raiva de você ter pego o manto do meu pai. Eu é que deveria continuar o legado dele, pois eu sou a “herdeira do demônio”. —disse Nyssa rangendo os dentes.
—Silêncio! Você é minha esposa e fará todas as minhas vontades.
Nyssa soltou um rugido bestial de dentro de si. Mas, teve que concordar com o marido.
—E o que você deseja agora, meu marido?
—Tire a sua roupa. Vamos fazer amor. Eu estou precisando aliviar a tensão que venho sentindo.
—Sim, meu marido.
Nyssa se despe toda enquanto os súditos de Ras Al Ghul retiram o manto dele deixando-o apenas com o tronco nu. Ras se aproxima de Nyssa e faz um agrado no cabelo dela.
— Você é muito bonita, Nyssa.
—Eu não gosto do jeito como você me toca.
—Ainda chorando a morte da bezerra… Você não está contente com o marido que tem?
—Não, porque eu não amo você.—disse Nyssa com desgosto.
—Mas você aprenderá a me amar.
—Eu prefiro morrer do que estar ao seu lado.
—Isso pode ser arranjado. Mas eu não gostaria de vê-la morrer…seria uma pena perder alguém tão bonita como você.
—Conversa! Você só pensa em si mesmo. Você não ama ninguém!
— Sim, eu amo. Eu amo a minha filha Thea, por mais que ela me rejeite! — Vociferou Ras.
Então, Ras segurou com firmeza a mandíbula de Nyssa e tascou-lhe um beijo. Assim que se separou dela, Nyssa cuspiu na cara dele.
— Garota mau educada! Eu vou te ensinar uma lição na cama.— disse Ras pegando Nyssa pelo braço e levando-a até a cama dele.
Ras joga Nyssa na cama e em seguida sobe e fica de joelhos sobre ela. Ele se inclina e começa a beijar o pescoço dela. Nyssa começa a rejeitar os beijos de seu marido, pois ainda tinha sentimentos por Sara Lance.
—Saia de cima de mim! — disse Nyssa empurrando o seu marido para o lado.
Ras cai ao lado dela na cama.
—Porque Nyssa? Você é minha mulher deve satisfazer minhas vontades. Quer saber? Vamos trocar de lugar. Você fica sobre mim — disse Ras já começando a abaixar a calça.
Ras tira a calça e a joga no chão.
—Venha, Nyssa. Me agrade. —insistiu Ras.
—A verdade é que eu não quero dormir com você depois que você tomou o manto do meu pai —disse Nyssa ficando nervosa.
—Me agrade e você será muito bem recompensada.
— Não. O que você poderia me dar em troca? — questionou Nyssa.
—Tudo o que você desejar, joias, pedras raras… Se estiver a meu alcance, eu te darei.
—Está bem, mas eu não quero nenhuma dessas coisas.
—Essa é a nossa primeira vez juntos na cama. Desde que meu reinado como Ras Al Ghul começou, você tem negado fazer sexo comigo.
—Porque eu não te amo.
—Se não me ama, porque você veio até mim?
—Porque eu ainda sou tua esposa e os guardas me disseram que você precisava de mim.
—Os meus guardas disseram isso? Eu não me lembro de ter dito a eles que queria que você me procurasse.
—Na verdade, eu vim aqui para por um “basta” nessa nossa relação. Eu estou cansada de viver ao seu lado.
—Nyssa…Você sabe que eu te amo. Agora me agrade —pediu Ras.
Nyssa grunhiu, mas resolveu aceitar o pedido do marido, mesmo relutando muito. Ela subiu em cima dele, encaixou o membro dele dentro dela e o montou. Ela fechou os olhos e começou a senti-lo dentro dela com as costas arqueadas para trás e os seios empinados. Ras tocou nos seios dela e começou os movimentos de penetração. Nyssa começava a gemer e por mais que o odiasse, ela não conseguia negar aquele fogo dentro dela que a excitava tanto.
—Isso. Você está indo bem, continue.
Ela arqueou as costas para frente e se apoiou no abdômen dele enquanto ele continuava a penetrá-la. Ambos gemiam sincronizadamente.
Eles continuaram o sexo, e o sol ia se pondo lentamente como se acompanhasse os dois durante a transa. Os gemidos ecoavam pelas paredes do lugar e os guardas que vigiavam a fortaleza em todos os cantos, apenas ignoravam. Eles se mantinham estáticos em suas posições como estátuas.
∆
De volta ao café, Connor e Lian continuavam a conversar.
—Bem, aquele beijo foi…intenso. Eu não esperava que você fosse me beijar.
—Eu me apaixonei por você assim que te vi na boate.
—Bem, eu ainda acho isso um pouco apressado, mas estou começando a gostar de você, Connor.
—Sério? Eu fico lisonjeado. — Connor abriu um sorriso carismático.
—Eu estou um pouco curiosa. Você não é de Starling City, é? —indagou Lian.
—Não, eu nasci em Central City, e me mudei para cá para reclamar o manto de meu pai, depois que eu soube que ele se aposentou como Arqueiro. Eu trabalhei por um tempo no tabloide PictureNews, onde Iris West trabalha, não ganhava muito. Eu comecei a receber cartas do meu pai com algumas notas de dinheiro nos meus aniversários, e fui juntando, até que eu consegui comprar a boate dele. Nas cartas ele dizia que apesar de estar longe, e em outro relacionamento, ele não deixaria de me ajudar. Mas, essa história fica para uma outra oportunidade.
—Entendo.
— Depois eu conheci a Thea, que é a minha tia, e ela se tornou minha sócia. Thea já combatia o crime como Arsenal, mas eu não assumi o manto de meu pai logo de cara. Eu a ajudava nas missões fazendo o trabalho que Felicity fazia.
—Então foi por isso que você ficou tão animado para vestir o manto de seu pai.—deduziu Lian.
—Sim. John Diggle nos procurou na boate dizendo que queria um novo emprego depois de servir o meu pai, pois precisava de dinheiro para sustentar a filha dele, e queria um trabalho honesto e que não envolvesse mais mortes. Então Thea o contratou como leão de chácara.
—Interessante. Apesar de você tentar evitar falar muito sobre essa história, você a acabou contando no final…—Lian riu.
—Sim, mas eu não disse tudo. Eu apenas fiz um resumo para você entender. Agora, eu quero saber sobre você. Me conta. — disse Connor puxando assunto.
— Bem, meu pai conheceu minha mãe no Vietnã, ela engravidou dele, ele a convidou para vir para Starling City para começar uma nova vida, e ela relutou no início, mas depois aceitou. Então ela deixou eu e o meu pai para servir a Liga dos assassinos e me proteger de Ras Al Ghul, assim diz o meu pai, mas eu acredito que ela me abandonou mesmo, que me viu como um fardo pesado demais para carregar e resolveu soltá-lo.
—E onde está o seu pai agora?
—Ele deve estar por ai em alguma missão pessoal. Eu não soube do paradeiro dele depois que a minha mãe nos deixou. Acho que ele e ela seguiram caminhos diferentes. E depois de todo esse tempo sem vê-los, eu comecei a me sentir sozinha. Li nos jornais sobre a boate “Verdant” e resolvi visitá-la. Eu queria na verdade era afogar as mágoas naquele dia, mas…resolvi deixar esse pensamento de lado e aproveitar a boate.
—Agora eu entendo porque você foi lá.
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