Young Legends —Os Herdeiros
4 Às De Copas
Notas iniciais

“Às de Copas”
Starling City
Local: Galpão abandonado
Hora: 18:22
Thomas estava em um galpão abandonado negociando armas com alguns criminosos. Sobre uma mesa de metal velha com alguns traços de ferrugem estavam algumas caixas com armas. Thomas tinha cabelos castanho escuro bem curto, olhos azuis, vestia um terno preto com uma gravata roxa, e sapatos pretos.
—Senhores, permitam que eu apresente esses lindos bebês à vocês. Vamos começar?
...
—A primeira caixa contém uma linda mistura de lança-chamas e rifle de assalto. Quem quer testar?
— Vamos ver o que essa belezinha faz — disse um dos criminosos pegando a arma da caixa.
O criminoso pega a arma na mão, uma híbrida de rifle de assalto e lança – chamas.
se aproxima de um manequim sem os braços que havia no galpão, puxa o gatilho e a arma ateia fogo no boneco, incendiando-o.
—Hahahahaha! — Ele riu— Eu gostei! Eu poderia queimar alguns traseiros com isso.
—Preparado para o segundo round?
—Sim. Eu quero me divertir mais um pouco com essa belezinha aqui —diz o criminoso beijando a arma.
O Criminoso volta para a mesa onde estava Thomas e os outros criminosos e coloca a arma na mesa. Thomas remove a lata de lança-chamas e coloca o clipe de rifle de assalto.
—Certo. Rifle de assalto. O clipe dessa arma é totalmente removível, basta retirar a lata de lança – chamas carregada de gás propano e colocar o clipe de rifle de assalto —diz encaixando o clipe na arma.
— Beleza! — diz o criminoso.
Ao encaixar, um “Click” é ouvido.
—Agora teste.
O criminoso pega a arma, puxa o gatilho e sai disparando contra o manequim já queimado e destruído. O manequim fica todo cheio de furos, e ele para de atirar.
— Que maravilha! — diz o criminoso.
—Ok. Sem mais delongas, vamos para o próximo iten do catálogo. — diz Thomas prosseguindo com a apresentação.
— Eu gostei dessa belezinha. Posso ficar com ela? —diz o criminoso empolgado com a arma.
—Claro. Serão 2.500 dólares pela arma.
—Dinheiro não é problema — diz o criminoso pegando uma maleta de dinheiro com um de seus capangas e entregando a Thomas.
Thomas pega a maleta de dinheiro, abre as presilhas e olha para as várias notas contadas.
—Ai está — diz o criminoso.
— Aqui tem mais do que o suficiente. Obrigado. Foi um prazer fazer negócio com você —Diz fechando a maleta de dinheiro.
— De nada, amigo.
Então, uma flecha verde voa e acerta o peito do criminoso com a arma e ele estremece e antes de cair no chão, ele leva outras flechadas no peito e então desmaia. A arma que ele carregava é largada no chão. Os capagangas do criminoso caído o socorrem.
—Chefe! Você está bem?
Os criminosos atiram e logo todos levam flechadas de Arsenal.
O arqueiro e Arsenal surgem e cercam Thomas com seus arcos apontados para ele.
—Thomas Blackwell, você falhou com essa cidade! — diz o arqueiro com sua voz alterada.
—Desculpa, quem é você? —indagou Thomas com um sorriso malicioso no semblante.
—O Arqueiro — responde o Arqueiro com sua voz alterada.
—E eu sou Arsenal! — diz Arsenal com sua voz alterada.
—Interessante. Eu tenho uma pergunta para vocês, vocês tem medo do escuro?
O lugar foi preenchido por um breve silêncio.
—Bem, vocês deveriam — disse Thomas retirando uma máscara branca do bolso interno de seu terno e a colocando.
Thomas estala os dedos e as sombras do lugar o envolvem criando uma espécie de quimono preto. O alter-ego de Thomas assume.
—Vamos jogar um jogo — diz Black com uma voz grossa e sombria.
—Eu adoro jogos! — diz o Arqueiro.
Black estala os dedos e as sombras dos arqueiros se transformam em uma revoada de corvos vivos. Os corvos saem do chão e deixam o Arqueiro e Arsenal. Em seguida eles voam em direção ao horizonte e retornam formando um “V” no ar e atacam os arqueiros combicadas nas cabeças deles.
—Isso é só o começo — diz Black já começando a rir.
Usando os dedos indicador e médio enquanto mantém os dois últimos dedos da mão direita com o dedo polegar, Thomas faz os corvos perfurarem os corpos dos arqueiros com suas bicadas.
Arsenal solta um berro e caí para trás. Os corvos voam na direção do Arqueiro e ele mesmo com seus movimentos limitados pega com um pouco de dificuldade uma flecha de sua aljava, coloca-a no arco e puxa lentamente o cordão e o solta. A flecha voa em direção a um dos corvos e cai no chão. Os corvos se desfazem.
—Patéticos! — diz Black tirando sarro da cara dos arqueiros.
Em seguida, Black pega algumas facas em seu traje e as joga na direção do Arqueiro que não tinha como se mover. O Arqueiro berra.
—Vamos quebrar o gelo — Black vai até o corpo do capanga morto e pega a arma híbrida.
Black remove o clipe de rifle da arma e o joga no chão. Ele então cria um clipe de lança-chamas e equipa na arma. Ele aciona o lança-chamas e anda até o Arqueiro empunhando-o.
—Bye-Bye, Arqueiro! — diz Black.
»
Na base de operações dos Young Legends, Lian assistia Black se aproximar com o lança-chamas apontado para o Arqueiro.
—Connor! Não! Droga! Isso não aconteceria se eu tivesse um traje — Lian pragueja.
Lian não podia fazer nada além de assistir o seu amigo e affair prestes a morrer.
»
Então, ondas supersônicas derrubam Black e o lança-chamas. A Canário Negro surge das sombras no lugar e se aproxima de Black. Black se levanta do chão e encara a Canário.
—Quem é você?
—Isso importa? — diz a Canário.
A Canário desfere um chute no rosto de Black que faz a máscara branca cair e revela aquele que estava por trás da máscara, Thomas Blackwell.
—Por favor, pare! Eu me rendo, está bem? — diz Thomas assustado.
—Você está com medo, franguinho? — diz a Canário.
Ela então usa mais uma vez o seu grito supersônico e as ondas supersônicas fazem com que as sombras que criavam o traje de Black se dissipassem, deixando Thomas indefeso.
—Espere! Eu posso lhe dar tudo o que você quiser. Apenas me diga o que você quer?
— Eu quero fazer você pagar pelo que fez ao Arqueiro e Arsenal — diz Canário Negro.
—Por favor, não me mande para a prisão! — implora Thomas.
A Canário negro desfere uma sequência de socos e chutes em Thomas que o joga para trás e ele tenta se manter no lugar.
Ela desfere mais um chute e Thomas segura a perna dela e então a gira no ar e ela cai no chão. A Canário geme de dor.
—O que achou disso? —indagou Thomas.
Thomas olha ao seu redor e fala como se estivesse falando com o público no palco de uma peça de teatro.
— Tem mais algum herói por aqui? Apareça! —diz ele enquanto ajusta a gravata de seu terno.
A Canário se esforça e se levanta do chão, mesmo com a perna dolorida. Em seguida, ela dá uma estalada nela para colocá-la no lugar e se aproxima de Thomas pelas costas dele.
—Heróis, salvando o mundo, dando seus discursos sobre o que é certo e o que é errado. Mas para mim, vocês não passam de almofadinhas que se vangloreiam de estarem fazendo o bem, mas no fundo, vocês...
Thomas foi interrompido pela Canário antes que pudesse terminar o seu discurso.
—Eu estou atrás de você — disse ela cutucando o ombro dele.
Thomas virou para trás e a Canário acerta um chute no rosto dele que o derruba no chão de barriga para baixo. Ele se arrasta até onde sua máscara estava e tenta pegá-la.
—Na-na-ni-na-Não! Você é um garoto muito mau. — diz a Canário.
Ele se vira para a Canário e começa a implorar para ela.
—Por favor, deixe-me viver!
—Eu não tenho a intenção de matá-lo. Você vai para a cadeia. É isso ou ir para a cadeia. De qualquer modo você vai para a cadeia. — diz a Canário em uma pose de imponência.
...
—Por favor! Pelo menos deixe-me ficar com minha máscara —Thomas implora.
—Muito bem. Pode ficar com ela, mas você vai para Iron Heights.
A polícia chega no local e apenas a Canário permanece. Arqueiro e Arsenal desaparecem ao vento. O Capitão Quentin Lance se encontra com a vigilante.
—Ele é todo seu, oficial — diz a Canário.
—Eu não sei quem eu prendo, você ou ele. Ambos usam máscaras.—resmungou o Capitão Lance com uma cara de quem comeu e não gostou.
—A diferença entre eu e ele é que eu estou do lado da lei —disse a Canário.
A Canário então desapareceu ao vento. O Capitão Lance se aproximou de onde Thomas Blackwell estava. Thomas se agarrou na sua máscara que ele tinha recuperado e o Capitão o levantou do chão.
—Thomas Blackwell, você está preso por porte e venda de armas. Você tem o direito de ficar calado e a um advogado. Se não puder pagar por um, nós forneceremos um. —disse o Capitão lendo os direitos de Thomas enquanto o algemava.
A máscara que Thomas segurava havia caído no chão. Ele olhou para a máscara caída no chão e berrou. Ele não podia mais pegá-la.
—Não! Minha máscara!
O Capitão o levou para a viatura e o fez entrar nela.
—Entre ai!
—Espere! E a minha máscara? —exclamou Thomas.
O Capitão fez um sinal com a cabeça para um dos policiais que ia junto na viatura ir buscar a máscara de Thomas.
—Sim, chefe!
O policial vai até o local onde a máscara estava e a pegou do chão. Ele olhou para ela e ficou admirado. A máscara era toda branca com dois buracos para os olhos a boca e o nariz eram trabalhados e havia um cordão preto na parte de trás para mantê-la no rosto de seu portador.
—Ela é muito bonita! —disse o policial.
O Capitão Lance olhou para o policial entretido com a máscara e o chamou.
—Vamos logo com isso!
O policial tremeu de susto e voltou o olhar para o Capitão.
—Sim, senhor.
O policial andou até a viatura com a máscara na mão. Capitão Lance olhou para ele e o mandou entregar o objeto para Thomas.
—Dê isso a ele e vamos embora daqui.
—Sim, senhor. Aqui está —disse o policial entregando a máscara para Thomas.
Mesmo com as mãos algemadas, Thomas pegou a máscara e a segurou enquanto entrava na viatura. O policial fechou a porta traseira onde estava Thomas e foi entrar na viatura, mas o Capitão interviu.
—Fique de olho nele. Eu não quero que ele cometa nenhuma gracinha.
—Sim, senhor.
O policial entrou na viatura e fechou a porta do motorista.
Antes de ir para seu carro, Capitão Lance chamou uma ambulância para limpar a cena do crime.
—Eu preciso de uma ambulância agora para limpar essa bagunça. Aqui quem fala é o Capitão Quentin Lance.
—Entendido, oficial. Nós estamos mandando uma ambulância para ai agora mesmo —disse uma voz no rádio do Capitão.
Capitão Lance foi para seu carro e entrou dentro dele, fechando a porta dele logo em seguida.
»
Na base dos Young Legends, os corpos de Connor e Thea com os trajes todos estraçalhados e cheios de feridas estavam em duas mesas. A luz do local faz as facas no corpo de Connor desaparecerem. Lian olha para os amigos nas mesas e é tomada por tristeza.
—Pessoal...eu não sei o que fazer...—diz Lian aos prantos.
A Canário Negro surge na base de operações. Ela ainda estava uniformizada, porém sem sua voz alterada.
—Ah, isso me lembra dos velhos tempos. Eu me lembro quando Oliver me trouxe aqui...—disse a Canário com nostalgia.
Lian ouviu a voz da Canário e olhou ao redor.
—Quem é você? E o que está fazendo aqui na nossa base? —indagou Lian surpresa.
—Desculpa, “nossa base”?—Questionou Laurel.
—Sim, essa é a base dos Young Legends e você não foi convidada.—disse Lian olhando sério para a Canário.
—Entendo. Bem, eu não sou sua inimiga. Eu sou uma conhecida de Oliver Queen. Meu nome é Laurel Lance, eu sou a Canário Negro—disse Ela se apresentando.
—A Canário Negro? Laurel Lance? Espera! Foi você que eu vi no monitor durante a missão —Lian se lembrou.
—Quem é você, queridinha? —indagou Laurel com um olhar de amiga.
—Eu sou Lian Harper, mas eu ainda não tenho um codinome —disse Lian se apresentando para Laurel.
—Lian Harper, como em Roy Harper? —indagou Laurel espantada.
—Sim, Roy Harper é o meu pai. Minha mãe é Jade Nguyen, a Cheshire.—disse Lian.
—Espera, você é filha do Roy com a Lince? Eu não sabia que ele havia tido uma filha. Eu achava que ele ainda estava com a Thea Queen —disse Laurel.
—Eles se separaram. E adivinha quem está aqui também —disse Lian se afastando das mesas com os corpos de Thea e Connor.
Laurel foi até as mesas, se aproximou da primeira e logo reconheceu Thea no uniforme de Arsenal.
—Thea, é você?
—O novo vilão mandou ela e o meu amigo para o cemitério— disse Lian.
—Blackwell fez isso?—indagou Laurel.
—Sim. E eu não pude fazer nada porque eu ainda não tenho um uniforme, não tenho uma identidade...—disse Lian se lamentando.
—Manter uma identidade secreta é importante, mas eu já enfrentei criminosos sem máscara antes...na verdade eu ainda faço, quando não estou agindo como a Canário. Eu sou advogada—disse Laurel.
—Entendo. Eu ainda sou estudante. Estou estudando medicina.—disse Lian.
—Entendo.
De repente, Thea e Connor acordam e se levantam como dois mortos-vivos para o espanto de Laurel e Lian.
—Minha cabeça está doendo muito —reclamou Thea.
—Agora eu sei que o trabalho do Arqueiro não é fácil...—disse Connor.
—Mas que diabos? Thea, você está bem? —disse Laurel olhando para Thea com os olhos arregalados.
Thea olhou para Laurel e demorou algum tempo para reconhecê-la.
—Laurel? O que você está fazendo aqui? Você não estava na outra base? —indagou Thea.
—Eu estava. Ray Palmer, Roy e minha irmã Sara estão lá também —revelou Laurel.
—Espera, meu pai ainda está por ai? —Questionou Lian.
—Sim, ele está nos ajudando com as missões, mas...ele não tinha me falado que tinha uma filha. Ele viu o novo Arqueiro e Arsenal em perigo e me mandou dar uma ajudinha —disse Laurel confusa.
—Entendi —disse Lian.
—Bem, que bom que você está aqui, Laurel. Obrigada por vir —disse Thea aliviada.
—De nada. Eu falei com o Diggle e ele me mandou aqui.
Então, Laurel olhou para o rapaz parado perto dela e falou com ele.
—Quem é você?—disse ela olhando ao redor dele.
—Meu nome é Connor Hawke. Eu sou filho do Oliver Queen —disse Connor se sentindo um pouco incomodado com Laurel revistando ele com seus olhares.
—O QUÊ?! Oliver tem um filho?! Como isso é possível?! —disse Laurel com espanto.
—Sim. Você não sabia? Ele falou abertamente no programa da Oprah que namorou uma garota chamada Sandra Moonday Hawke para fazer ciúmes em você, e ele acabou engravidando ela. —lembrou Connor.
—Eu vou matar o Oliver quando ele voltar para Starling City! —disse Laurel furiosa —Na época que nós ainda namorávamos juntos eu perguntei se estava tudo bem, e ele me disse que estava...
—Bem, sinto desapontá-la. E eu sou o novo dono da Verdant.—disse Connor.
—E você comprou a boate? Quem é que a vendeu para você? —questionou Laurel ainda inconformada com a situação.
—Eu! —respondeu Thea.
—Você, Thea? Sem a permissão do Oliver?—Questionou Laurel espantada.
—Sim, e eu assumo toda a responsabilidade por isso —disse Thea arrependida.
—E porque você não me chamou para averiguar o contrato?
—Porque na ocasião eu estava limpando a boate, quando o Connor veio aqui e me ofereceu uma maleta de dinheiro.
Laurel tentou processar tudo e se acalmar. Ela respirou fundo e soltou o ar dos pulmões.
—Ok. Vamos lá, então Oliver teve um filho com uma mulher chamada Sandra Moonday Hawke, e eu não estava sabendo? Primeiro, ele namora comigo, depois com a minha irmã, e secretamente ele se envolve com outra mulher?
—Eu nem sou daqui. Eu nasci em Central City e me mudei para cá para assumir o legado e me tornar o novo Arqueiro. —disse Connor.
—Eu já conheço o novo Arqueiro, mas não sabia que ele era você e nem que você é filho do Oliver. O meu pai não vai gostar nada disso, se souber que você é filho do Oliver.
—Então não conte a ele, por favor —implorou Connor.
—Eu não vou contar. Palavra de Canário Negro —disse Laurel.
—Obrigado —Agradeceu Connor.
—Mas eu ainda vou matar o Oliver —disse Laurel.
—Eu já não estou nem ai. Já perdi a conta de quantas mulheres o meu irmão teve um caso — disse Thea nada surpresa.
—Ele me abandonou. Minha mãe me criou sozinha. — disse Connor.
—Oliver Queen...sempre fugindo das suas responsabilidades...
Prisão Iron Heights
Carrie Cutter estava em sua sela com o unforme da prisão. Ela estava tentando dormir, mas tinha pesadelos com Floyd Lawton, o Pistoleiro que morreu na última missão do esquadrão suicida. A porta de sua cela se abre e o barulho a faz se levantar da cama. O guarda introduz Thomas para ela.
—Senhorita Cutter, você tem um novo companheiro de cela.
O guarda empurra Thomas para dentro da cela. Thomas olha para o guarda e ele se despede.
—Tenham uma boa noite. Fechar cela! —diz ele gritando—
A porta da cela se fecha e Thomas fica à sós com Carrie. Ela se aproxima dele e fala com ele.
—Oi bonitão! Qual é o seu nome? — diz ela com um sorriso meigo.
—Olá! M-Meu nome é Thomas Blackwell —diz Thomas um pouco tímido.
—Você é muito bonito —diz ela fitando-o.
—Obrigado. Você também é —diz ele olhando para ela.
Carrie começa a rir.
—Porque você está rindo?
—Eu estava tão tristinha, tão solitária aqui nessa cela e de repente o meu principe encantado aparece na minha cela.
—Bem, eu acho que ouvi algo a seu respeito nos jornais uma vez. Eu sou um grande fã seu.
—É mesmo? Eu nunca ouvi falar de você.
—Meus pais são bastante ricos. Meu pai é filantropista e minha mãe uma socialite. Desde cedo o meu pai queria que eu assumisse os negócios da família, mas eu não queria. Eu queria apenas desfrutar a vida, abrir uma boate de striptease...Eu comecei traficando drogas, e depois passei a traficar armas. Meus pais disseram que eu envergonhava o nome da família e eu resolvi abandonar tudo e morar no Glades. Eu fui encontrado por um traficante de armas que me contratou para vender as armas que ele conseguia e eu nunca tinha sido pego pela polícia, até o outro dia, quando o Arqueiro e a parceira dele descobriram a minha negociação.
—Oliver Queen está de volta na cidade? —indagou Carrie entusiasmada.
—Não, esse arqueiro é novo. Eu não sei quem ele é. Mas, eu vou descobrir quando eu sair daqui.
—E você pretende me levar junto, meu principe?
—Com certeza.
Carrie pula de alegria e bate palma. Ela estava tão feliz que resolve abraçar o seu companheiro de cela.
Eles então vão para a cama. Thomas fica no topo e Carrie na parte de baixo. Carrie dá “Boa noite” à ele antes de dormir.
—Boa noite, meu principe encantado!
—Boa noite, princesa—diz ele se acomodando na cama.
»
Base dos Young Legends
Um borrão vermelho surge na base e para de vibrar. Connor, Thea, Lian e Laurel voltam suas atenções para um rapaz que trazia consigo um cientista. O rapaz era Wally West, filho de Iris West e Barry Allen que atualmente substítui o pai, já aposentado e ajuda nos laboratórios Star, vestindo um uniforme como o do pai, só que era amarelo e vermelho, ao contrário das cores no uniforme do pai, e havia sido feito por Cisco com base no uniforme do Flash Reverso. Aquele uniforme não foi muito aceito no começo, pois as pessoas em Central City ainda se lembravam dos danos causados pelo FlashReverso, mas Wally havia provado que era diferente do antigo vilão, e não demorou muito para fazer sucesso na cidade. O cientista era Cisco Ramon, que atualmente trabalhava sozinho nos laboratórios Star, já que Caitlyn Snow havia se unido ao famigerado Capitão Frio e atuava no lado dos vilões como a vilã Nevasca. Cisco também assumiu um nome para si, ele era conhecido também como Vibro, e ajudava Wally sempre que possível nas missões. Ele havia criado para si, luvas especiais, capazes de manipular a gravidade, e um óculos especial que permitia a ele ver os campos de energia eletro-magnéticas para depois e proteger os olhos dele do impacto causado pelo poder das luvas. Cisco vestia uma camisa preta com o logo da banda AC/DC, uma bermuda cargo khaki e tenis preto. Cisco carregava debaixo do braço uma caixa marrom.
—Oi Laurel! Como vai você? — disse Cisco um jeito malandro.
—Cisco! Eu vou bem, obrigada. E quem é o garoto de uniforme amarelo?
Cisco olhou para Wally e o introduziu para todos.
—Esse, é Wally West, filho do Barry Allen.
—E ai, pessoal!
—Outro filho de alguém? Acho que meu coração não vai aguentar — disse Laurel.
—Não se preocupe, Laurel. Se você desmaiar, eu te pego — disse Cisco com malícia.
—Cisco!
—Desculpa, eu peços desculpas. Então, vocês querem cumprimentá-lo, façam fila...—disse Cisco bajulando Wally.
—Que isso, Cisco. Eu sou famoso, mas nem tanto — disse Wally
—Você é uma celebridade. Eu sou seu segurança, amigo —disse Cisco tirando sarro.
— Eu primeiro! — disse Lian levantando a mão.
—Desculpa, qual é o seu nome? — disse Cisco com estranheza.
— Lian Harper, eu sou filha do Roy Harper.
—Ah tá! Agora eu me lembro. Eu tenho um presente para você. —disse Cisco tirando a caixa de baixo do braço — venha aqui.
Lian foi até cisco e ele entregou a caixa para ela.
— Isso é o que consegui fazer. Eu espero que você goste.
Lian abre a caixa e puxa uma peça de roupa que estava dobrada e a estende no ar. O traje era composto por um Body preto de uma manga só com manchas verdes e uma máscara preta que estava na caixa.
—Nossa! Essa roupa é linda!—disse Lian adimirada.
— Você vai querer prová-la? —Indagou Cisco.
—Sim! Posso?
—Claro, Lian.
—Tá bom, mas sem olhar.
—Absolutamente. Eu não vou olhar. Eu prometo.
Cisco resolve chamar Connor no canto enquanto Lian se despia ali na base. As garotas, Thea e Laurel se punham de biomo enquanto ela tirava a camiseta verde que estava usando, e a calça jeans, ficando só de lingerie preta.
—Então, quem é você mesmo? —indagou Cisco.
—Meu nome é Connor Hawke. Eu sou filho do Oliver Queen. Mas, ele me abandonou. —disse Connor.
—Então, você é o novo Arqueiro? Filho do Arqueiro Verde, Oliver Queen?
—Sim.
—Cara, isso é incrível! — exclamou Cisco.
—Eu também sou de Central City. Eu trabalhei no PictureNews. —revelou Connor.
—Não brinca! Sério? E como você não ouviu falar de mim? —indagou Cisco surpreso.
—Bem, eu estava na faculdade estudando e ai consegui emprego no jornal onde a Iris trabalha, e..nunca tive a oportunidade de conhecer os laboratórios Star.
—Pode deixar, um dia eu te mostro o laboratório. Você vai adorar.
—Obrigado.
»
Lian já estava vestida com o novo uniforme, porém, faltava os calçados. Lian ainda usava o seu tênis.
—E ai, como ficou? —indagou Lian chamando Cisco e Connor.
Cisco e Connor se viraram e olharam para Lian em seu novo traje.
—Perfeito! Se me permite, eu tenho um novo nome para você —disse Cisco olhando para Lian.
—E qual é? —indagou Lian curiosa.
—Black Boa. Você sabe, como a cobra? O que você acha? —indagou Cisco.
—Eu gosto, apesar de que eu gostaria de algo parecido com as alcunhas do meu pai ou do Oliver. — disse Lian.
—Por favor, seu pai é o antigo Arsenal, e sua mãe...—disse Cisco fazendo uma breve pausa.
—A mãe dela é Jade Nguyen, mais conhecida como Cheshire, ou Lince —disse Connor.
—Ok. Mas eu ainda acho que você deve ser mais independente dos seus pais e brilhar por si própria no céu estrelado —disse Cisco em um tom poético.
—Nisso eu concordo com você —concordou Connor.
—Obrigado, amigo.
—Tudo bem. Eu vou usar esse nome então —disse Lian —Mas ainda faltam os calçados.
—Foi mau! Eu esqueci de trazer as botas. —lembrou Cisco—Wally, você pode ir lá pegar o par de botas que eu esqueci em cima da mesa no laboratório?
—Claro, eu volto rapidinho.
—Obrigado.
Wally saiu voando da base dos Young Legends, atravessou as ruas de Starling City e depois alguns segundos, ele voltou para a base de operações.
—Aqui está — disse Wally entregando um par de botas pretas de couro com fivelas para Cisco.
Cisco pega nas mãos as botas e a mostra para Lian.
—Obrigado. Aqui está Lian. Wally, você poderia fazer as honras? —disse Cisco.
—Claro. Deixa comigo!
Cisco devolveu as botas para Wally e ele as calçou no pé de Lian com sua super-velocidade e voltou para o lugar.
—Prontinho! —diz Wally sorrindo.
—Agora sim! Perfeito! Como você está se sentindo, Lian? — indagou Cisco.
—Bem, eu estou ótima! Quem sabe agora eu possa combater o crime como o Connor e a Thea — disse Lian maravilhada —Eu só preciso de um arco agora.
—Nós veremos um para você na internet — disse Connor.
—Meu conselho? Um arco de fibra de carbono, é mais leve, mais resistente, e fácil de manejar — disse Cisco.
—Obrigado, Cisco. Wally, nós estamos montando um novo grupo, você quer entrar? Nós o chamamos de Young Legends. É um grupo independente. —disse Connor.
—Eu não sei, eu estou ajudando o Cisco em Central City...— disse Wally incerto.
—Vai, cara! Eu cuido das coisas lá no laboratório — disse Cisco.
—Você tem certeza? — indagou Wally.
—Claro. Eu também tenho uma identidade secreta, então eu acho que eu consigo lidar com os vilões e o laboratório. Caitlyn faz falta nos laboratórios, é verdade, mas eu dou um jeito — disse Cisco.
— Se precisar, chame o Ronny — aconselhou Wally.
—Obrigado —agradeceu Cisco.
—Ok. Eu estou dentro — disse Wally.
—Bem – Vindo ao grupo, Wally. E nós temos um lugar especial para você guardar o seu traje que pertenceu ao seu pai.— disse Connor.
—Bem, o papo tá bom, mas eu vou indo. Os rapazes devem estar precisando de mim na base — disse Laurel se retirando.
Todos se despediram de Laurel acenando para ela. Ela parou um tempo e se despediu dos amigos.
—Se precisarem, nos contate —disse Laurel.
Laurel se retira da base.
— Bem, pessoal. Eu vou voltar para Central City para ver o meu pai —disse Wally se despedindo.
—Ok. Obrigado por virem aqui — disse Connor.
—Eu não gosto de despedidas. Eu queria ficar aqui com a Laurel, mas...acho que está na hora de irmos.—disse Cisco um pouco triste.
—Não se preocupe, Cisco. Eu te pago um jantar quando você voltar aqui de novo — disse Laurel dando uma piscada de olho para ele.
—Obrigado. Eu acho que eu vou chorar...—disse Cisco um pouco emotivo.
Fale com o autor