Young Blood

20 Feliz aniversário pra mim


Notas iniciais
tenho q postar rápido ate as notas finais. ps; Orange is the new black é vida e... amem o tipo Fred

Annie.

—Essa pode ser nossa música agora!— afaguei sua crescente barba.

A cama de Percy era a coisa mais confortável de todas, assim como seu abraço. Passava lentamente a mão por todo meu corpo, conversando sobre coisas totalmente estranhas.

— Qual?— revirei os olhos. Porra, é um lento!

Olhei pra ele, ainda todo molhado, nossas pernas entrelaçadas debaixo do lençol. Estava um frio danado, lembrei do teatro... Não acreditava que já havia esquecido. Encarava meus olhos, profundamente. Como se gravasse cada pequeno relevo dele, parecia concentrado nisso.

— All of me!

— Cara, cê devia estar na Nasa, sabia?— ele empurrou minha cabeça pra baixo, abrindo um braço e esfregou minha cara no seu sovaco.

Fedido! Nojento! Ahhhhh! Quem era capaz de fazer com a outra pessoa uma coisa daquelas?

Gritei tentado escapar dessa bomba tóxica, me remexi para todos os lados.

— Isso, minha Queen! Cheire a morte— ria escandalosamente. Subi no seu colo e desgrudei minha cara de lá.

Eu nunca superaria esse trauma, foi como... Precisava ir em um psicólogo. Comecei a fingir um falso choro tosco. E o olhei ameaçadora.

— Babaca, você tem cheiro de cebola— riu.

— Adoro cebolas— deu uma cafungada debaixo do braço, e soltou o ar pela boca, como se sentisse prazer com aquilo.

—Eu vou te matar— dei socos fortes no seu peito. Sentia tudo grudando. Conseguiu segurar meus pulsos e colocá-los do lado do seu rosto me puxando pra perto.

Pensei que vomitaria meu coração, e não desviava o olhar dos seus lábios, tão meus. Ele queria provocar, e ele conseguia, sorri de lado e empinei minha bunda, rebolando fraquinho. Não ficaria de fora do jogo.

Vadia— sua expressão era sexy e devoradora. Rebolei mais forte, sorrindo de lado, senti seu amiguinho levantando e todo meu corpo pulsava, espalhando calor por todo ele.

"PARABÉNS PRA VOCÊ, NESSA DATA QUERIDA..."

Sai de cima do Percy rapidamente, na hora em que a porta foi escancarada. Saindo três pessoas, Sally, Popo e Ty. Agradeci muito por isso.

Sally carregava um enorme bolo e Ty segurava uma caixa junto com o pai.

Não pude deixar de sorrir, na verdade, eu não conseguia deixar de sorrir! Nem se eu quisesse! Eu senti o estômago esfriar, e uma arrepio correr meu corpo. Esse era o melhor tipo de sorriso.

"COM QUEM SERÁ, COM QUEM SERÁ QUE A ANNIE VAI CASAR..."

Ty insistiu, e os outros o acompanharam, escondi meu rostos nas mão, sentindo lágrimas. A quanto tempo não me sentia tão bem? A ponto de chorar?

"SE O PERCY VAI QUERER"

Estavam na frente da cama, recebi um beijo estralado e molhado, e suas pernas se encaixavam na minha cintura, abraçando-a. "Eu te amo", sussurrou no meu ouvido. Meu mundo parou.

Que tipo de amor seria aquele? Poderia ser como uma velha amiga, rezei por isso. E se me amasse como mulher? Realmente me amava? Parei um pouco e raciocinei o quê havia dito. Amor. E o que seria amor?

Já tinha ouvido várias outras vezes essas pequenas e tão significativas palavras, mas nunca me caíram tão bem saindo de Percy. Nunca essas palavras foram ditas com tanta convicção e sinceridade. Era de verdade, ele me amava. Acreditei nelas.

Uma corrente elétrica passou pelo meu corpo, acho que pela primeira vez na minha vida não me senti tão feliz e envergonhada, ouvi clicks da câmera. Deu um beijo delicado no meu pescoço e senti seu sorriso e respiração.

Ele me amava. Minhas bochechas doíam. Passei o polegar pelo meu 'P'.

— Ah, deuses! Vocês são tão fofos— Sally colocou as mãos na bochecha, como se fosse uma adolescente e suspirou alto.— Meus bebês!

— Fofos tipo Anna e Kristof?

— Ou Fiona e Shrek?— Percy me completou.

Rimos juntos, ele acariciava minha barriga por baixo da blusa, apertando. Me senti mais constrangida e um pouco excitada.

— Dá pra largar ela?— Ty perguntou vermelho. Soltei um "Onw". Estava com ciúmes!

— Meu betinha!— o peguei num abraço apertado, ele nem hesitou a retribuir com toda sua força.— Uhg,—rolei com ele na cama.— Cara forte!

Distribuir beijos no seu rosto.

— Muito amor! Pode largar ele, Annie—Percy me afastou do Tyson, eu ouvia as risadas da Sally e do Popo.

— Ah não, Percy, chega né?— Ty disse emburrado.

Olhei para um Percy raivoso, um Tyson bolado e dois adultos risonhos.

— Eu não quero nenhum dos dois— fitei o bolo com glacê vermelho e o embrulho.— Quero bolo e o meu presente!

Me levantei da cama e fui falar com meus 'tios'.

— Tá tão grande— Poseidon me girou no ar. Deu um beijo na minha bochecha e sussurrou.— Sua mãe estaria orgulhosa.

Estaria?, perguntei mentalmente e esqueci isso. Acabei me concentrando no bolo.

— Menina, ainda bem que voltou— Sally me abraçou apertado e balançamos de um lado para o outro.

— Abre o presente!— Percy falou e o encarei desconfiada.

— Eu falei que não era pra lembrar ninguém do meu aniversário!— espiei o bolo em cima da cama rapidamente salivando, meu estômago roncou alto.

— Sua barriga não está dizendo isso!— sorriu de lado, ainda na cama do lado do irmão.

— É, ela tá dizendo pra te dar um soco— Sally riu ao meu lado.

— Como se fossemos esquecer!

— Você tinha cara de joelho!— Percy riu e Poseidon bagunçou meus cabelos.— Me lembro como se fosse hoje, o dia em que nasceu! Sua mãe estava tão nervosa! Ela queria tanto uma menina.

— Tá explicado o feminismo do Mal. Sai um pouco errada, uh?— coloquei os braços na cintura, fingindo uma indignação.

Sally riu.

— Eu que tive que ficar na sala de parto enquanto você nascia— contou e eu fiz uma careta.

— Estudei ano passado sobre partos, é bizarro!— Tyson indagou.

— Como que...— Percy gesticulou abrindo um pouco os braços, simulando o processo.

— Sem esse papo!— o olhei com nojo.

— Ih, nem te conto... quero muitos filhos!

— E eu netos!— Poseidon falou.

Senti um pouco de sinceridade nas suas falas? Deixei fluir a conversa, por mais que fosse um pouco desconfortável.

— Não tenho idade pra ser tio!

— Minha cara de quem vai ter filhos!— os olhei com uma cara tipo: No, bitch.— Se quiser adote os seus!

— Temos muito tempo, loira— tentei controlar a respiração.

— Filhos, partos e realeza a parte...—ela pegou a caixa retangular prata e me entregou.— Abre!

Minha primeira reação: arregalar os olhos para os dois pedaços de papel. A segunda, bem...

— AHHHHHHHHHHHHHHHHHH, não! Tá de fuleragem? Só pode ser! Vou desmaiar— coloquei a caixa no suporte envolta da cama e vai pulando com os pedaços de papel...

— Como descobriram?— poucas pessoas sabiam que eu gostava dela. Eu tava piração mode on.

— Hazel— Percy deu de ombros como se aquilo fosse insignificante. Nada era mais perfeito do que isso, meu sonho, minha inspiração.

Gritei mais um pouco.



"Mama said, you're a pretty girl
What's in your head it doesn't matter
Brush your hair, fix your teeth
What you wear is all that matters"

Um ser me interrompeu.

— Isso é música pra baixa auto-estima— parei toda minha dancinha, meus gritinhos e minha linda e maravilhosa música e virei lentamente com a pior careta assassina que poderia fazer.

— Vou falar só uma vez, fale mal da Queen B e vai parar sete palmos abaixo da terra!— falei calmamente, recebendo olhares assustados. E dei outro grito, jogando a cabeça pra trás e um pulo.— VOU NO SHOW DA QUEEN B! MUITO BEIJINHO NO OMBRO PRA ESPANTAR O RECALQUE.

— Annie, você já fez um teste de múltipla personalidade?— Ty perguntou preocupado.

— Não só tenho um leve TDAH, mas tomo remédios pra isso!— pulei pra abraçar meus tios.— Não acredito nisso!— abracei os dois.— Vocês são incríveis, os melhores!

Corri e deitei na cama, atrás dos meninos, levantando os pés pro alto. E fiquei paquerando o meu lindo ingresso na área premium, e o show seria no Hollywood Bowl. Dia 6 de setembro.

Só podia ser sonho! Não tinham nem começado a vender!

— Tem mais um na caixa— Poseidon falou, me sentei rapidamente e coloquei os ingressos na cabeceira. Nos esprememos na cama pra todos caberem, e peguei um livro bem grande azul e cinza da caixa, era um álbum.

O desvirei e logo na capa tinha uma foto minha e do Percy se beijando.

Arregalei os olhos, e escutei risadas. Embaixo tinha Annie em letras grandes amarelas. Mas me concentrei na foto, o cenário do Castelo da Cinderela no Magic Kindoom e o céu estrelado.

Meu primeiro beijo, sorri, lembrando do episódio. Eu queria tanto um Dumbo de pelúcia, mas já tinha comprado inúmeros outros bichinhos e dessa vez minha mãe não tinha deixado, e Percy acabou comprando com seus pais. Quando ele me deu, acabei dando um beijinho rápido e... Voilà.

Tínhamos 6 anos, e eu ainda estava vestida de Cinderela.

Botei a mão na boca, pra evitar um soluço.

— Tem muito mais— Percy sussurrou no meu ouvido.

Ver aquele álbum seria uma tortura. Por que existe o passado? Eu poderia viver naquela foto, naquele momento, naquele simples beijo. Eu poderia viver feliz como eu era, acreditar em um mundo simpático. Por que crescemos?

Comecei a chorar e folhear as páginas da minha história com os Jackson's.
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Senti um troço no meu ombro. Baba do Percy.

Suspirei, pelo menos era bonito. Quase ri, o acordando. O meu estômago revirou de fome, e me remexi de leve, tentando me soltar. Ele me prendeu com mais força.

— Onde pensa que vai?— sua voz saiu roca, me arrepiando.

— Limpar meu ombro— me virei pra ele. Vendo seu sorriso cansado.

— Desculpe— me deu um selinho.

Me segurei muito para não me jogar nele.

— Escovar os dentes, né? Tá foda, esse bafo!— baforei na sua cara e ele se sentou tossindo.

— Que nojo? Comeu sopa de urubu?— tremia e parecia que ia vomitar. Drama!

Fui até o banheiro, e fiquei o observando através da parede de vidro que dava pro quarto. Ele se levantou e se espreguiçou, mostrando sua costa nua definida. Tratei de controlar minha pulsação lá em baixo. Cedo da manhã, ninguém merece! Não que... Ah!

Enfiei a escova de dentes na boca, desviando meus pensamentos pervertidos. Senti um beijo no pescoço e me afastei, assustada.

— Calma!— sorriu de lado sedutor. Mais que porra? Se aproximou de novo, me encurralando na parede, meu olhar era meio medroso. Ele se virou e pegou sua escova. Consegui respirar de novo.

— Babaca!— a voz saiu abafada, e um pouco de pasta de dente voou da minha boca.

Terminamos de escovar os dentes e ele me olhou.

— Esperava alguma coisa?— continuava com o tom sexy.

Fiquei muito nervosa, imaginado várias... Coisas. Olhei pros lados desviando do seu olhar faminto. Choraminguei baixinho e pedindo aos deuses que ele parasse de provocar, já tinha dado, né?

Né?

Chegou perto e me colocou sentada na bancada da pia. Nenhum segundo se quer desviou os olhos dos meus. Abriu minhas pernas e começou a apertá-las forte, olhou pra minha boca e suspirei.

— Você não sabe a minha vontade de te tocar— falou baixinho contra minha boca.— Te deixar molhada...— subiu as mãos, apertando minha virilha— te fazer gritar meu nome...

— Precisamos te levar num puteiro pra apagar esse teu fogo aí— riu e cheirou meu pescoço, e deu uma mordida pra marcar. Gemi alto, eu queria me afastar, mas era impossível, a minha vontade dele era maior, bem maior do que meus princípios e limites. Joguei a cabeça no espelho, o deixando beijar-lo e chupar-lo.

— O que pensa que está fazendo?— disse rouca e contra todas as minhas vontades.

— Continuando o de ontem...—puxou minhas pernas forte, chocando nossas intimidades.— Te ter por inteira.

O puxei para um beijo, quente e desejoso. Chupei sua língua e desci uma das minhas mãos até meu clitóris duro, forçando dois dedos na minha entrada.

Percy imediatamente parou o beijo e observou eu me masturbar, cético, como se nunca tivesse presenciado isso na vida. Fazia bem lento e preciso, e gemia seu nome, puxei seu cabelo impaciente.

— Vai,— tirei meus dedos de dentro de mim e os chupei, voltando os mesmos movimentos, o encarando intensamente—continuaa-ar, ah... A me...— engoli o seco, aumentando a velocidade— olhaaaar!

Arqueei as costas, sentindo ondas de prazer percorrerem meu corpo. Sem eu mesmo ver, ele arrancou minha calcinha e enfiou a cabeça entre minhas pernas, lambendo toda minha fenda e me penetrou com a língua gelada e ardente, fazendo ficar inclinada na bancada. O olhei com a boca aberta. Deuses, ele era muito bom!

Por debaixo da blusa apertou meus peitos e pressionou sua mão contra meu ventre, me dando mais prazer. Gritei, sem poder controlar meu próprio corpo. Empurrei mais seu rosto contra mim, sugou meu clitóris e o beliscou com os lábios. Com as pernas envolta dos seus ombros, o puxei mais pra perto.

— É só isso que pode fazer?— perguntei enquanto ele lambia o meu gozo.

Sorriu na minha pele e enfiou três dedos em mim.
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— É DISSO QUE EU TO FALANDO NESSA PORRA!— os headphones e o Ipad me isolavam do mundo.

Nah, era só do "almoço" no tio Zeus.

Mas quando se fala de séries, meu amor... é comigo mesmo. Inclusive quando a série é Orange Is The New Black. Pela piriquita de Afrodite, eu amava essa série, já revi umas 6 vezes esperando a nova 3ª temporada.

Tinha um pessoal na casa do meu tio, amigos do meu pai. Que apareceria a qualquer momento. Inclusive a ex Vacalipso do Percy, ugh! Menina asquerosa e cínica, me disse até feliz aniversário! Não parava de encarar meu 'P' e o 'A' de Percy. Bem, eu estava puta com isso, e as séries faziam minha putice sumir ou diminuir. Hazel ainda não tinha descido pra eu descontar minha raiva.

Algum corajoso retirou meus fones.

— Aposto 10 euros que a frase pra que você gritou era "Lésbicas podem ser perigosas. É a testosterona".

PAPA!— virei de costas e lá estava a cabeleira loira que eu amo tanto. A barba grande e a bermuda bege. Me joguei em nele, pulando o sofá e pisando sem querer no Percy, a saudade matando por dentro. Não havia abraço ou carinho comparado aos dele. Ele seria pra sempre meu rei. O verdadeiro homem da minha vida.

Me separei e segurei seu rosto com minhas mãos, sorrindo igual a Crazy Eyes.

— Tá muito gostoso, papa!— meu pai realmente era um homem extremamente lindo. Afinal, eu parecia com ele.

Riu, e se soltou dando uma voltinha com os braços abertos.

— Pegava?

— Eu casava com um cara desses!— me abraçou de novo me girando no ar e rimos juntos.

— Vendo de novo a mesma série? Você é louca, garota!

— Puxei pra quem mesmo?

Meu pai era o amigo pra todas as séries. Seu sorriso fazia mover montanhas e seu cheirinho comum de cigarro, que mais sentia falta, não estava lá.

— Por que não está cheirando a cigarro, e sim a perfume?— perguntei muito desconfiava, colocando as mãos na cintura. Como se eu fosse a mãe dele, a raiva me consumia.— Tem vadia no meio, não tem?

Bati, meu pé, repetidamente impaciente.

— Ferrou, Fred— Hades riu.

— Explica agora!— Zeus complementou.

— Odeio não saber nada!— Ty choramingou.

— Annabeth...— advertiu.

— Demorou demais pra responder!

— Foram dois segundos— falou nervoso.

— Lembre-se, coroa, você não mente— falei acusadora.— Não pra mim—complementei convencida.

Soltou um muxoxo.

— Não é só porque eu gosto do grilo que vou deixar de ter alma de mulher, infelizmente.

Percy tossiu alto. Que idiota! Atraiu olhares e deu de ombros, sugerindo segunda intenções nisso. Não dava pra ser discreto?

— Não use a palavra grilo...— apontou pra própria genitália e olhou meu braço.— Tatuou uma folha de maconha no braço?— puxou meu pulso.— Tá de sacanagem, Annabeth! As pessoas podem achar que eu não te eduquei!

— Mas você não educou!— falei em um tom brincalhão.

— Elas não precisam saber disso—sussurrou de modo que todos ouvissem. As risadas ecoaram pela sala.

— Você já tentou a reabilitação, Annabeth? Não é legal essa coisa de maconha, sabe?— uma vozinha anasalada interrompeu minha alegria. A olhei fulminante, eu poderia distribuir tantos tapas no seu rostinho plastificado. Eu já estava puta. Ela não tinha medo de morrer castrada?

Sorri o mais falsa possível.

— Maconha não é tão ruim quanto você pensa! É como erva-doce, nasce da terra, não do cú do Satã, como você pensa— a sala inteira explodiu em gargalhadas, a deixando vermelha de vergonha.

— VOU TATUAR ESSA NA MINHA TESTA!— Thalia gritou, exaltada de tanto rir. Corria e pulava tentando parar. Sem sucesso algum.

— Não duvido nada— Katie, filha da Tia D, falou. Ela era bem natural e simples, cabelos e olhos castanhos claros, sua beleza era extraordinária.

Os Stolls rolavam no chão de tanto rir, até a sombra ruiva da Vaca riu.

— Merece até um beijo depois dessa!— Percy disse ainda vermelho de tanto rir.

Senti, pelas ondas aéreas o carão que Cali (ui!) fez.

— Como se ficasse mendigando beijo seu! Me poupe— gesticulei, revirando os olhos.

— Dispensado! Tá perdendo o jeito, hein Jackson?— Octavian o filho loiro do tio Apolo falou. Era um cara legal, obvio, ele zoava com o Percy.

— A gente se vê mais tarde, loira— lançou um olhar "te prepara que hoje tem".

Meu pai me olhou desconfiado, enquanto um alto "HM" safado ecoava.

Amigos!— Piper riu e revirou os olhos, descrentes na nossa "relação só amigos".

— Já mudaram de assunto— Tia Maria cantarolou.

Olhei pro papa, voltando a pose Sherlook.

— Fala logo!— Tristan falou.

— É!— Apolo concordou.

Meu pai baixou o olhar. Culpado!

— Tem mulher— sussurrou.— Mas olha...

Fiz um sinal pra ele parar.

— Você é meu e de mais ninguém, tá ouvindo Frederick?

— Essa é minha afilhada! METE MORAL— Tia Meg falou.

— Meu também, né querida?— Hazel nem olhou na minha cara.— Tio Fred!

— Chocolate!

— Saudades Mal aparecer...

Estava no jardim, onde o almoço era servido, mesas espalhadas por aí. É muita gente, meu povo!

E é só chamar que a assombração aparece.

— Ingrata, fui pegar as coisas da sua caixa postal! Tem dois homens nesse exato momento carregando milhares de embrulhos para o seu quarto! Porra, iam mandar de volta sabia? Não sei como tem fans e eles ainda te mandam presente. Aí, seu irmão aqui tem que ficar esvaziando sua caixa — Uh, afetado! O mesmo segurava uma.

— Ainda por cima é interesseira! Tira os olhos do embrulho!

— Oi pra você também!— não desgrudei meu olhar da caixa.
Se aproximou de todos nós e eu o abracei, sussurrando coisas no seu ouvido. Meu eterno protetor. Às vezes me sinto tão honrada de ter a família que eu tenho. Louca, torta, mas indispensável.

— Abre logo, pintada. É original, ok? Eu guardei por muito tempo. E acho que agora é a hora certa de conceder essa relíquia. Foi muito difícil de conseguir todas as assinaturas, são de 2004.

Abri a caixa.

Nela tinha todas as temporadas de Friends.

Com 6 lindas assinaturas.

Pirei.

— Hoje tem festa!— gritou um dos Stolls antes de irem embora.

Me julguem! Não sei nem diferenciar nem direita e esquerda, imagine gêmeos! Falam que dá pra perceber pela altura... Calúnia.

— Capricha!— Nico respondeu, jogado no sofá assim com Thalia, Percy e eu.

Todos já tinha ido, já era 5h. Hora dormir pra ir pra festa! Hazel e Frank arrumavam as malas lá em cima. Mas a preguiça era maior do que meu espírito solidário de ajuda. Eu estava quase dormindo, usando Percy como travesseiro, abracei mais meus DVD's de Friends.

— Onde que o casal perfeição se meteu?— ouvi Thalia dizer antes de me entregar para o sono.

Notas finais
HJ QUERO FAVORITAÇÕES! ESTÃO OUVINDO? estamos capitão.... OHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH vive num abacaxi e mora no mar parei, mas é sério, quero mts favoritações e comentários pro próximo se não n tem sou muito do mal bjbj