Young Blood

46 Chamando Baixinho


Notas iniciais
kill me sorry but is the cruel life

Even though I've been a bad

Bad bad bad bad bad bad bad bad bad bad girl

Tell me what you're gonna do about that

Punish me

Please

Annie

Me deitei na cama, relaxada. Meu cabelo ainda estava molhado do recente banho. Entrei nas cobertas, um quentinho maravilhoso passou meu corpo, e eu me aconcheguei no colchão rindo, sozinha. Devia ser a loucura.

Fechei os olhos, pronta para cair num sono profundo.

Algo me impediu.

Minha mente se perdeu e...

Enxergava, claramente, seus olhos selvagens.

Uma vertigem de tesão me ocorreu. Encolhi os dedos dos pés.

Seu sorriso de lado. As mãos grandes descendo e subindo a minha cintura. Massageando meus seios...

Me remexi, negando a ficar excitada, logo na hora de dormir. Abri os olhos, fitando o teto, mas essas imagens não saíam da minha mente.

Ainda podia sentir o sabor do seu beijo. Salgado como água do mar. Sua pele cheirava a maresia. Suas mãos...

Droga, assim eu não dormiria nunca! E eu começava a ficar ofegante. Começava a sentir um calor e um forte formigamento no meio das pernas.

A bundinha durinha e branquinha contraída enquanto me fodia.

Minha intimidade estourou em uma poderosa pulsação cada vez mais potente, um líquido viscoso me lubrificava, me deixando mais quente. Não era possível aquilo estar acontecendo comigo! E tão rápido! Mordi os lábios e balancei a cabeça, querendo levar longe esses pensamentos eróticos. Mas matutavam na minha cabeça, insistentes, apareciam onde quer que eu olhava. Comecei a formigar e, sem controle próprio, rebolei os quadris, como um reflexo excitado. Deuses, que sensação doida! Hmmm, e boa!

Os músculos definidos das suas costas... Seus grunhidos brutos.. Seu corpo suado, pronto pra mais... O pênis dele roçando da minha barriga, inchado e enorme...

Foi o estopim, eu não sossegaria sem aliviar os milhões de quilos pesando no meu vente.

Fechei os olhos, decidida a acabar com o tesão repentino todo. Consequência das provocações de mais cedo, e eu teria que acabar com isso. Sozinha.

Deslizei minha mão pela barriga, sutilmente, me fazendo arrepiar ainda mais. Abri as pernas, flexionado os joelhos e tocando meu monte púbico. Me enterrei na cama, levando o indicador ao clitóris e rodando bem devagar, ele estava enorme e sensível, um espasmo tremeu minhas pernas e mordi os lábios. Esfreguei minha fenda com o dedo, e ele deslizava tão fácil, de tão molhada que estava.

O maxilar travado e a barba rala roçando no meu pescoço... Sua língua quente descendo e subindo minha...

Tirei a shortinho de moletom e o edredom de cima de mim, mas deixei as meias longas de lã vermelha. Me sentia acordada como nunca. Sentei na cama, retirando minha blusa e tocando meus seios duros, os massageei como ele fazia. Descansei a cabeça na parede, soltando um suspiro, aumentando, gradativamente, a velocidade e a força que meus dedos brincavam com meu botãozinho.

— Uhhhhh— fiz biquinho, revirando os olhos. Uma pressão deliciosamente incômoda se acumulava minha virilha. Me contraí e aumentei a velocidade das carícias.

Nossos corpos suando juntos, e o barulho melado quando ele socava fundo, esperando pelo meu ápice.

— Ahhhh— respirei forte, jogando a cabeça pra trás, de olhos fechados.— Hmmmmmm— choraminguei, quando o primeiro espasmo lancinante veio. E outros alucinantes em seguida.

Ele me beijava com força, arrancando pedaços dos meus lábios e começou a descer os beijos molhados e cálidos pelo meu corpo...

Penetrei um dedo na minha entrada, me contraindo, pela súbita e prazerosa ação. Eu podia colocar meu próprio fogo nos lençóis. Eu podia colocar fogo no país inteiro.

Percy saía de uma piscina, e gotículas corriam, nervosas, pelo seu corpo nu e forte, o redemoinho piche pingava. O seu pau duro apontava pra mim, igualmente nua, de joelhos na sua frente. Ele segurou meus cabelos, presos num rabo e me fez olhar seu rosto...

Penetrei outro dedo, e os estoquei, curvados, com a força que encontrei. Mas eles começava a vacilar conforme os espasmos ficavam mais intensos, eu tentava contribuir com os quadris, rebolando nos dedos dentro de mim. Meus peitos quicavam de acordo com os movimentos sobre meus dedos, e agarrei um deeles, beliscando o mamilo eriçado.

— Percy— gemia, chamando baixinho.— P-p-per...

Percy me fodia encima de uma mesa de cozinha. A mesa da casa dos seus pais. Nossos gemidos pareciam ecoar em toda vizinhança. Nós nos encaixávamos de uma forma inexplicável. Meus seios balançavam, enquanto eu deitada na mesa lambia os lábios, rebolando, rapidamente, para um Percy em pé e violento...

Abri a boca em um O perfeito. Querendo ultrapassar os limites das minhas paredes. Enfiei, mais fundo, os remexendo lá dentro e soltei um gritinho.

— Percy...— arqueei as costas, rebolando mais forte nos meus dedos, apertando mais meus seios.

Ele mamava com força meus peitos, chupava lentamente, querendo levar pedaços deles, eu não conseguia olhar seus olhos penetrantes sem querer me encolher.

Tentei aumentar a velocidade que os meus dedos me fodiam, mas era fisicamente, impossível. Tive que me contentar pela chegada de um orgasmo adiado, mas igualmente delicioso.

Percy estava com a cabeça enterrada no meio das minhas pernas, sugando, avidamente, o meu líquido.

— Ahhhhhh, Percy— levei as duas mãos a minha vagina latejante, a sentia piscar sem controle, e os meus lábios tremiam. Ri, baixinho, extasiada, meus cabelos caíam, molhados e suados no rosto. Rebolei fraquinho ainda nos meus dedos. Os olhos pesavam nas pálpebras, e eu perdia os sentidos gradativamente, com o coração acelerado e os ouvidos zunindo.

— Iai? Tava bom?— Dei um pulo e bati a cabeça na parede. Assustada. Abri os olhos, os esperando focar as coisas.

Droga. A voz rouca e grossa ecoou no quarto. E eu nem consegui a confundir.

Meu coração disparou ao encontrá-lo encostado na minha porta. Desleixado e sentado na sua panturrilha. Lambendo os lábios, faminto ao me olhar. Ele tinha aumentado as luzes, então eu podia ver sua expressão divertida e excitada. Os cabelos bagunçados e o peito coberto por uma blusa colada. Minha visão não estava muito boa, mas eu podia ver num meio embaçado, olhos verde escuro.

Tentei regular minha respiração. E cobri meus seios com o braço. Senti desde os fios de cabelo até as unhas do pé esquentar de vergonha. De tudo que já tinha enfrentado, aquela, com certeza era a mais vergonhosa. Me encolhi na cama, paralisada. Incapaz de pegar o lençol e me cobrir, ou de mandá-lo embora. Me senti indefesa, sem argumentos nenhum para mandá-lo embora.

Eu realmente queria isso?

— Eu te fiz uma pergunta— sua voz estava rouquinha e marrenta.— Gozou pensando em mim, Annabeth?— se deliciou do meu nome, o pronunciando de uma forma máscula, que me fez voltar a ficar excitada na mesma hora.— Você se masturba pensando em mim?

Eu não sabia o que fazer. Nem o que responder. Meus olhos continuavam meio esbugalhados e a testa franzida. Ele me aproximava da minha cama, vagarosamente. Tirou sua camisa, e deixou cair no chão. Pareceu cena de filme, perfeita. Tive que fechar a boca pra não babar. Estava muito mais excitada que no camarim, mais do que a minutos atrás, eu sentia que não aguentaria tanta pressão, eu nunca pensara que fosse doer ficar assim.

— Vai me deixar falando sozinho? Eu posso ir embora, se quiser...

— Fica!— falei, um pouco desesperada demais.— Por favor— falei, baixinho e desviei o olhar.

— No que você estava pensando?— um sorriso lhe rasgava, maldoso, no rosto. Nem queria saber o que ele faria comigo. De novo, senti aquela submissão fiel, de hoje cedo.— Vem cá, Annabeth— me chamou com o dedo para beirada da cama.

Esfreguei as pernas umas na outra, querendo um atrito rápido e violento. E mordi os lábios, sentindo sangrar.

Engatinhei até ele, empinado minha bunda o máximo que pude. Me obrigando a ser sexy. Não podia bancar a virgem aqui. Peguei sua mão, o exato dedo em que me chamou e o chupei com vontade, olhando em seus olhos.

— De quatro— ordenou, possesso. Ele estava sério, com o maxilar trincado. Deuses, eu precisava das minhas pernas para andar amanhã.

Arqueei as sobrancelhas, surpreendida.

— O que?— perguntei, incrédula.

— Rápido, Annabeth!— indicou com o queixo, extremamente grosseiro.

Bufei. Ninguém me mandava ficar de quatro se eu não quisesse transar de quatro... Quer dizer, eu tinha feito poucas vezes assim.

Obedeci, como uma cadelinha. Mas não pude contrariar. Apoiei os braços esticados na cama, o deixando meu bumbum a sua disposição, e o balancei, levemente. Virei minha cabeça pra vê-lo.

— Gostou?— soltei uma risadinha vendo seu rosto de desnorteado. Ele olhou pra mim, e sorriu, fraquinho.

Levou as duas mãos a minha bunda e começou a massageá-la, me puxou mais pra beirada da cama, descendo os lábios roçando sutil e sua língua quente pela lateral das minhas coxas, e suas mãos apertavam o interior delas. Ele lambia, e chupava, dava mordidas que ficariam a marca enquanto eu gemia seus nome e fazia caretas torcidas pelo prazer. Ouvia sua respiração forte e o sentia tão quente quanto eu.

Deu-me um beijinho, e, em seguida, um tapa estralado na minha bunda que fez me arquear toda. Eu senti todo o sangue se dissipar do lugar por segundos e quando voltou trouxe uma ardência descomunal.

— Ai!— reclamei baixinho, choramingando quando o lugar explodiu em ardência.

Deu outro mais forte, e minha visão distorceu. Minha coxa direita estava supersensível, mas Percy me castigava, esmagando o lugar que acertara. Pra distribuir selinhos carinhosos.

— Se você recebesse o castigo que merece...— murmurou contra minha pele fervente, e lambeu, aliviando a dor.

— Hmm— gemi, manhosa, completamente arrepiada. Remexi os quadris, involuntariamente, enquanto passava a mão pela minha virilha, com força, provocando.

Começou a subir os beijos para minha lombar, descendo pela fenda da minha bunda. Separou mais minhas pernas, e puxou as bandas pro lado e me beijou lá. Quis me impulsionar para frente, mas Percy não deixou.

— Aposto que você não é mais virgem aqui— riu consigo mesmo, e chupou seu dedo, deslizando pra dentro, curvado.

— O-h— engasguei e o prensei, contraída. Cerrei os olhos, minha intimidade pipocava, frente e trás, loucamente. Me ajustei para ele, até onde o sensual me permitia.

Estapeou o outro lado do meu bumbum. E apertou, puxando pra cima. Senti o sangue esquentar, imediatamente. E eu já estava pingando suor.

— AH!— choraminguei. Aquilo era uma tortura das piores.

Ele socou o dedo no meu buraquinho, sem dó e escrúpulos nenhum. Agarrei os lençóis, com força, descontando a agonia. Ele enfiava tão fundo...

— Quero que me responda— sua voz saiu mandona demais. Tremi com o timbre.

Assenti, freneticamente, pra abrir a boca, querendo soltar um gemido, mas Percy começou a remexer os dedos em mim, me preenchendo cada vez mais forte. Rebolava de acordo com sua velocidade, média, que aumentava. Os primeiros sinais de um gozo, começou a descer pela minha coxa.

Deu outro tapão na minha bunda, me fazendo soltar um gritinho agudo.

Cuspiu, onde seus dedos estavam, parado, e penetrou outro, devagarinho, indo mais fundo. Iniciou movimentos deliciosos e incessantes, eu mal abria os olhos, apenas o sentindo, bruto.

— Ohhhhhhn meu Deus, isso!— gritei, choramingando exageradamente, fazendo um beiço, e cavalgando na sua mão. Meu ápice estava por uma linha tênue. Percy me martirizava com sua tamanha precisão, batendo no meu bumbum dormente. A pressão na minha intimidade aumentava drasticamente.

— Hmmm, v- — ele parou.— Percy— engasguei, com a garganta doendo. Caí no meu braço, exausta e aflita. Levei a outra mão ao meu sexo, com muito esforço e não aguentando mais, mas ele impediu, a prendendo nas minhas costas, tirando os dedos de mim. Isso era muita maldade.

Respirava com força, tentando manter o controle. Quer dizer, segurar a barra com o controle já perdido.

Ele massageou minha bunda esfolada, literalmente.

— Pede direitinho!— acariciou o interior das minhas coxas.

— Por favor. Por favor, eu te imploro— disse, carente, não acreditando nas minhas palavras. Devia ser a angústia fazendo isso comigo.

Sua língua passou toda minha extensão, tensa e intumescida. Enterrei o rosto na cama, abafando o que quer que fosse sair pela minha boca.

Repetiu o caminho uma, duas, três... Deuses, várias vezes, bem devagarinho. Me deixando bem lubrificada. Eu sentia contrações involuntárias. Levei minha mão ao seu cabelo, querendo mais atrito.

Mordiscou o meu clitóris e o sugou com tudo. Mordi as cobertas, evitando um grito, e aumentei o aperto nos panos. Os fios dos meus cabelos estavam para todos os lados, bloqueando minha visão. E eu ficava cada vez mais encharcada de suor.

Um orgasmo já estava encomendado, só com aqueles lambias inebriantes.

Mais uma vez parou, saindo dali. Grunhi, nervosa.

— Droga, Perseu— ele riu alto, se divertindo com isso.

Me deitou na cama. E atacou meus lábios.

Fui parar em Saturno.

Revirei os olhos pelas pálpebras, enroscando minha língua na sua.

Aí que comecei voltar da terra do nunca. A sanidade me preencheu, relembrando-me o que estava acontecendo e a mente funcionou sem dar grandes panes. Consegui formular um pensamento lógico.

Agarrei os cabelos de Percy, o fazendo me beijar com mais gosto. E assim o fez. Me deixando tontinha. Seu beijo era irreal demais. A sensação não era comparável a nenhuma outra, tinha um sabor peculiar e marcado. E meu corpo reagia da forma de sempre, me deixando desnorteada. Com mil adjetivos, mil pensamentos, mil sentimentos, mil borboletas no estômago.

Ele não tinha vergonha de explorar minha boca do jeito que quisesse.

E eu... Bem... Eu sabia que todas as intrigas, angústias, verdades não ditas, dúvidas e inseguranças eram-nas posta um ponto final. Um beijo que nos limpava a alma como nenhuma água benta faria. Eu dei tudo de mim naquele beijo. Eu pedia desculpas nele. Por ter sido tão inconsequente. Eu também o dizia que amava. Muito mais do que o normal. Muito mais do que eu pensava alguém ser capaz um dia.

Nós morríamos de amor naquele beijo.

Nossas bocas se encaixavam, inexplicavelmente. Até os sabores, as texturas tinha coerência. Era como se as divindades nos planejassem nos mínimos detalhes.

Durou anos, mas pareciam milésimos de segundos.

Ele me deu um selinho. Encarando meus olhos, louco. Éramos loucos apaixonados. Passou as mãos na minha bochecha, ajeitando minhas sobrancelhas com o polegar e me dando um beijo na testa. Seguindo pelo nariz, boca, mais uma vez, queixo, pescoço, me arrancando uma risadinha, sorrindo junto comigo. Os selinhos se transformavam em chupões fortes e selvagens, pelo meu pescoço e clavícula. Percy continuou, em direção dos meus seios, e os juntou, lambendo meus mamilos rosadinhos, deu uma chupadinha em cada um e voltou ao seu caminho, para minha barriga. Previa os roxos descendo pelo meu corpo, e eu só fazia suspirar baixinho, com uma dor descomunal na intimidade.

Finalmente, chegou o meu monte púbico, e abocanhando de uma vez só minha entrada, enterrando sua língua, gradativamente, em mim.

Arqueei as costas e os ombros, e gritei pro mundo todo ouvir, aliviada. Fechei um pouco mais as pernas, fazendo-o praticamente entrar com sua cabeça em mim.

Sua língua dentro se movimentava, indo mais. Sugava, e acariciava, rodando. Ele chupou, com força, pegando meu clitóris com os dentes, empurrando minhas pernas com as mãos e puxou minhas coxas para o seu rosto.

Me esfregava contra ele o quanto meu quadril aguentava, e um pouquinho mais. Os espasmos voltaram a vir, muito mais fortes e pesados, tremendo a espinha. Bati o calcanhar nas suas costas, gemendo mais alto, estava vindo com tudo.

De repente e de novo, Percy se afastou, mas eu não conseguia ver o que ele ia fazer.

— Arghhh!— dei um soco na cama.— Mer- ahhh— ele me penetrou. Com tudo. Senti seu pênis chegando ao meu fim. Percy passou uma das minhas pernas no seu ombro, e a segurou, metendo incessantemente. Fiquei meio suspensa na cama.

Me apoiei nos cotovelos, olhando o atrito entre nós dois. Eu o esmagava, via pelo jeito em que estocava. Soltei um gemido longo, com meus peitos saltando, eriçados. Engoli o seco, pressionando os lábios. Eu estava banhada de suor, e sentia um pequena dorzinha chata das costas, pela posição. Tirei, meu cabelo do rosto, e os agarrei, subindo o olhar para Percy.

Tinhas os olhos escuros cravados em mim, jogando meus corpo contra o dele em busca de mais. Mordi o lábio, franzindo as sobrancelhas, não quebrando o contato visual.

A pressão aumentara mil vezes mais, e eu não suportei.

Rompera em explosões intensas demais pra mim. O prazer me fizera tremer, loucamente. E meu líquido jorrava do meu sexo, como se estivesse ejaculando, parecia estar tendo uma convulsão, mas, deuses, aquilo era maravilhoso e eu não conseguia abrir meus olhos. Molhava os lençóis em volta, junto com o de Percy. Ele agarrou minha cintura, e nos deitou na cama, me apertando por baixo dele, que tentava conter minha inquietude.

Eu ardia e queimava, aberta. Não sentia minhas pernas e sentia o batimento do coração, nas pontas dos dedos. Afoita, ainda sofrendo um orgasmo múltiplo poderoso. Escorreu uma gotinha de sangue na minha bochecha, de tanto que mordia os lábios pra não fazer escândalo. Encarei seus olhos em agonia, uma agonia deliciosa.

— Shhhh, tá tudo bem, Annie— Percy me deu um último selinho. Ainda me segurando e me olhando, esperando eu me acalmar, que durou alguns minutos.

Relaxei meu corpo, extasiada. Aquilo fora melhor do que qualquer outra coisa que já tinha experimentado. Eu estava pesada, sem forças, praticamente inerte a qualquer coisa a não ser os olhos verdes e abrangente sensação de conforto e relapso. Estava confortável e exausta. Nós já estávamos encaixadinhos.

Percy se levantou.

— Boa noite, Annabeth— falou, frio. Dando batidinhas na minha coxa como se dissesse foi bom, valeu ae.

Arregalei meus olhos, dando muito de mim para processar e reagir. Mas continuava inutilmente avoada, com os olhos quase pregando.

— Fica— pedi, como uma criancinha sendo abandonada.

Ele já vestido, e na beira da porta entreaberta respondeu, o que doeu tanto, doía na alma, que me pus a chorar.

— Melhor não.

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Alguém acariciava meu cabelo e meu braço. Na verdade, parecia ser dois alguéns, fazendo peso ao meu lado. Ronronei, tão aconchegada que parecia flutuar no colchão.

Um dos alguéns me deu um beijo na testa. E um cheiro delicioso de perfume me atingiu. Trésol in love.

— Vamos, Bela Adormecida! Acorde— a voz de Hay aqueceu meu coração. Afundei mais na cama, me sentindo alheia ao meu próprio corpo e mente.

— Annie! Já são três da tarde!— Thalia sussurrou no meu ouvido, me arrepiando.

— Vamos no cinema agora! Vai! Levanta-te! É Maze Runner! Estreia! Você sabe o quanto esperamos por isso— Hazel passou as mãos pelas minhas costas, cobertas pelo edredom pesado.

Os sentidos foram se recobrando devagar. Meu corpo começou a doer e a esquentar, gradativamente. Meus olhos ardiam, mesmo fechados. Minha bunda latejava, me martirizando. As juntas pereciam estar travadas. Mas o que mais doía era meu coração. Deuses... Doía tanto que parecia que nunca ia passar. A última expressão de Percy continuava tatuada na minha mente. O rosto de desprezo. Eu nem sei o quê que era. Eu só sabia que não tinha gostado, e tinha me magoado mais que os beijos que ela já dera em Calipso ma minha presença.

Um incômodo muito chatinho fazia revirar meu corpo todo. Eu me sentia sensível. Eu me senti chorar.

— Annie? O que aconteceu?— ouvi as duas em uníssono, meigas e atenciosas. Piorou tudo. Eu só queria ficar sozinha.

Solucei alto, com a careta mais horrível de choro. Enfiei minha cabeça no travesseiro. Meu corpo tremia, e as lágrimas molhavam a fronha, descontroladamente. Eu estava ainda mais fraca.

— Annabeth!— Hay chamou, dura.

— Que diabos tá acontecendo, Beth?— um frio devastador me atingiu, e o edredom foi parar em algum lugar bem longe de mim.

— Bom dia! Trouxe um lanchinho pra Bela Adormecida— ecoou um timbre doce e aconchegante e portas batendo. Piper.

Mas eu não conseguia deixar meu estado deprimente e patético.

As lágrimas vinha aos montes. A dor me destruía por dentro. Psicológico nada. Aquilo corroía minhas entranhas, como um câncer amoroso.

— Meu Deus! O que fizeram com você?— Pips sussurrou. E senti outro peso na cama.

— Alguém te fez mal?— Hazel perguntou séria, alisando meu bumbum ardido.

— Annabeth Chase! Pare de tremer e nos responda— Lia disse autoritária.— Por favor— pediu, chorosa.

— Deuses! Deve estar doendo muito— duas palmas pressionaram meu bumbum, me fazendo relaxar.— Vamos, Annie! Tomar um banho!

— Eu não quero fazer nada— levantei a cabeça pra depois jogá-la de novo no travesseiro.

— Quem que fez isso com você?— Hazel insistia, pirando de preocupação.

— Eu mesma!— choraminguei ruidosa. Fechei os olhos, querendo apenas sumir. Seria pedir muito?

Um momento de silêncio se estendeu. Deviam estar trocando olhares.

— Percy— falaram juntas.

— Qual é a novidade na história?— murmurei, irritada.

Funguei, sentando da cama, sem encará-las, e me escorei na parede. Enfiando a cabeça no meio das pernas. Meus cabelos roçavam minha pele, dando um conforto pequeno. Porque nada desfazeria aquele nó na garganta. Via as gotinhas deslizarem pelas pernas, algumas molhavam meus lábios e meu nariz escorria.

— Sinto te dizer que o quê quer que ele tenha feito você tem dois compromissos hoje. E não tem como faltar. Além do cinema, seu pai quer ir jantar no iate, já até contratou o cozinheiro— Thalia botou as cartas na mesa.

Soltei um muxoxo. Ele não tinha vendido essa porra? Já era outro?

— Não dá pra dizer que eu estou com Aids ou anemia?— enxuguei meu rosto com os braços, penteando o cabelo pra trás.

— Infelizmente, eles vão querer te levar num hospital...— Piper justificou.

— Olha, Annie. Você não pode agir como uma babaca com ele e chorar quando ele é um babaca contigo— Hazel esfregou a verdade na minha cara.

Grunhi, puta. Eu sabia disso. Lógico. E se eu queria admitir? Não mesmo. Hazel podia guardar suas críticas maldosas sobre meu nível de ridicularidade só pra ela. Isso me fez sentir dez vezes pior. E culpada. Eu estava um lixo.

— Mas não dá o direito dele ser babaca, né?— Piper me defendeu.— O que ele fez?

— Nada demais— levantei o rosto, de olhos fechados e me encolhendo, com dor e vergonha. Deuses, eu me sentia humilhada.— Deve ser a TPM.

— Para de cú doce! Daqui a pouco dá um formigueiro aí! Desembucha— Thalia deu tapinhas no meu joelho.

Engoli o seco.

— Primeiro para de chorar! Eu não gosto de te ver assim— Hay limpou mais lágrimas. Sua mão era quentinha.

Abri os olhos. Com a claridade me obrigando a semicerrá-los, via tudo embaçado.

— Ele veio aqui. Transou comigo, foi todo fofo e foi embora, frio e aproveitador— esfreguei a testa, exausta.

— Cacete, e eu aqui pensando que ele tinha te estuprado— Thalia suspirou, deitando na cama.

Estava maquiada com preto forte, e vestia jeans preto rasgado e uma ACDC 1995, o rabo de cavalo azul despojado e espalhado pela minha cama.

— Chega de caras assim, puta merda— Hazel fez sinal da cruz, horrorizada. E nos arrancou risos. Até moletom da Gap e legging a deixavam com um ar crescido. Tinha uma tiara com um laço enorme e o rosto todo maquiado. Sua barriga parecia ter aumentado muita mais.

— Você tá precisando de 2 quilos de reboco nessa sua cara— Piper reclamou. De macacão preto e branco e segunda pele. Seu cabelo sedoso e volumoso me dava vontade afagar.

— To precisando de 2 toneladas de nutella— resmunguei, com uma dor de cabeça insuportável.— E de roupas.

Elas riram. Radiantes. O que me deixou feliz. Sorri fraquinho. Passei a mão no rosto, tirando os últimos vestígios de choro.

Thalia jogou meu pijama em mim.

— Agradecida!— comecei a me vestir, como uma tartaruga.

— Quer saber? Foda-se o Percy!— Hazel falou, animada.

— Foda-se se ele te deixou sozinha!— Pips continuou, eufórica.

— Foda-se se ele é um babaca maior que você e um enrolão que não te pede em namoro e acaba com essa putaria!— Thalia falou, raivosa.

Depois de me vestir, eu as encarei. Uma por uma. Desconfiada. Dolorida. E sorridente.

— Brigaram com os machos de vocês?— perguntei, já sabendo a resposta.

Elas assentiram.

— Ótimo!

Notas finais
COMENTEM MUITO ABS
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.