Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês, para compensar a demora!

Draco’s pov

Meu coração disparou com aquelas 3 simples palavras. Larguei o violão, não me importando com a chuva ao nosso redor, segurei na cintura da morena e a puxei para mim, selando seus lábios com urgência.

– Eu também te amo Hermione Granger. – disse fraco contra seus lábios.

Seus olhos me encaravam sérios. Sua pequena mão foi até meu rosto, afastando o cabelo que ficara sobre meus olhos graças a chuva.

– Eu sei. – disse ela.

– Metida...

Hermione riu alto. Sua mão que estava em meu rosto foi agora para minha nuca, fazendo pequenas caricias, que misturadas da chuva fria me fizeram arrepiar.

– Eu queria tanto poder lembrar de tudo. – disse ela amuada. Seu lábio caindo ligeiramente na lateral, me mostrando seu desgosto.

– Não se preocupe Mi. Nós criaremos lembranças novas e melhores. Vai por mim, tem muita coisa que fico feliz por não lembrar. Não quero que sofra nem por um momento.

– Draco Malfoy. – seu sorriso era torto agora. – O que fizeram contigo para estar tão diferente do que eu me lembrava?

– O que você fez, você quer dizer. – e ela riu de novo e antes eu desse por conta seu corpo estava pressionado contra o meu. Seus lábios urgentes contra os meus.

Nosso beijo durou uma eternidade. Meu beijo era de pura saudade. Minhas mãos percorriam seu corpo tentando gravar mais uma vez cada curva de seu corpo. Suas pequenas mãos acariciavam com suavidade minhas costas e braços. Não pude evitar de muitas vezes sorrir entre beijos.

Mesmo querendo sugerir para sairmos da chuva, não pude evitar continuar ali daquele jeito pela próxima hora, trocando beijos e contando sobre o que acontecera ate agora comigo, da amizade recuperada de Blas e Nott.

Cedo demais um trovão estrondoso se impôs e Hermione involuntariamente se arrepiou e se afastou de mim.

– Hora de sair da chuva? – arqueei uma sobrancelha.

– Hora de sair da chuva. – concordou ela. levantei e com um aceno da varinha fiz com que o violão voltasse a um tamanho diminuto, espalhando a água que antes estava dentro dele em nós. Hermione soltou um gritinho e então riu.

Segurando em sua mãos a arrastei ate as escadas, aonde com um aceno de varinha fiz com que nossas roupas secassem.

Writer’s pov

Draco e Hermione desceram alguns degraus antes do loiro abruptamente parar e então encostar a morena contra a parede, mais uma vez tomando os lábios dela para si. Sua mão direita segurou o rosto da morena e a mão livre foi até sua cintura, puxando-a mais contra seu corpo. Hermione por sua vez não se opôs a ele, levando suas mãos para o peitoral do garoto, acariciando suavemente.

– Eu senti tanta falta disso. – sussurrou Draco sem desencostar os lábios dos dela. – Tenho medo que possa ser um sonho.

– Não é um sonho, eu estou aqui de verdade. – respondeu ela com um sorriso tímido, suas mãos deslizaram pelos braços do garoto até encontrar suas mãos e então entrelaçou os dedos. – Agora vamos sair daqui antes que alguém nos encontre.

– Somos os monitores-chefe Hermione. Duvido que alguém nos importune. – o garoto deu de ombros.

– Irresponsável. – soltou um muxoxo.

– Metida sabe-tudo. – resmungou ele de volta, recebendo um encontrão dela de proposito, o que o fez rir.

Ainda de mãos dadas seguiram pelo corredor, indo em direção ao andar do dormitório de ambos. Com algumas paradas para trocarem um beijo ou outro ou rirem um do outro por algum motivo. Ambos sentiam o coração aquecido por finalmente estarem juntos um com o outro.

– Hum hum. – ambos garotos se sobressaltaram e olharam em direção da voz.

– Gina! – disse Hermione nervosamente, passando a mão pelos cabelos.

– FINALMENTE! – gritou a ruiva ao vê-los de mãos dadas. Hermione corou furiosamente ao tempo que Draco riu alto e puxou a morena ainda mais para perto, envolvendo-a pelos ombros.

– Cala a boca Gina! – sussurrou Hermione constrangida, olhando para os cantos a procura de alguém que pudesse ter escutado.

– Cala a boca você. – revirou os olhos. – Parabéns Malfoy. Tava na hora de você finalmente aceitar ele de volta. Quer dizer, era ridículo isso tudo. Beleza, você perdeu a memoria, mas tava na cara que você tava AFINZÃO dele. Não acredito que vou dizer isso, mas vocês nasceram pra ficar juntos. – aqui ela revirou os olhos.

– O que você está fazendo aqui essa hora no corredor?!

– Bem, não é a única que saiu para uns amassos. – Gina deu de ombros, fazendo com que Hermione corasse ainda mais e Draco risse alto, beijando o topo da cabeça da morena. – Enfim, já que sei que não vão me dar nenhum detenção nem nada, já que você não tem moral, eu vou indo.

– Sua... sua traíra! – Hermione soou indignada.

– Também te amo amiga... – Gina seguiu rindo para a direção oposta de Draco e Hermione. – Aah, e a proposito, – gritou ela sobre o ombro – boa sorte em contar pro Ronald que voltou a pegar o loirão aí. Não quero nem ver o mau humor dele pelas próximas semanas.

– Eu odeio ela. – Hermione virou para Draco e disse em bom tom.

– Eu odeio o irmão dela. – o loiro encontrava-se com os olhos estreitos e pensativos. – Ele que não se ponha em meu caminho outra vez.

– Tá com ciúmes Malfoy?

“ – Eu nunca pensei que eu ia ver o garoto que dei um soco ter ciúmes de mim. – brinquei, o que o fez estreitar seus olhos cinzentos.

– Você acha que eu estava com ciúmes do Weasley?

– Eu tenho certeza. – sorri convencida.

– Eu nunca teria ciúmes de você.

Eu fingi uma careta ofendida e fiz menção de sair de seu colo, então ele me puxou para ele, me segurando presa por minha cintura. Ele franziu o cenho em forma pensativa por talvez dois minutos completos. Então, para minha surpresa, o garoto se levantou comigo em seu colo e se sentou na poltrona em frente a lareira, me puxando com ele outra vez. E segurando em minha nuca, me puxou para um beijo desesperado. Nossas línguas travaram uma batalha silenciosa por um longo tempo, para então lentamente nosso beijo se acalmar. Levei uma de minhas mãos até o cabelo dele, acariciando suavemente suas mechas loiras e a outra pousou em sua bochecha, segurando ele ali comigo.

Sua cabeça inclinou ligeiramente para o lado em que minha mão se encontrava e muito lentamente, e ainda de olhos fechado, Draco se afastou de meu corpo recostando-se sobre a poltrona.

– Talvez eu tenha sentido ciúmes. – disse por fim.

– O que isso quer dizer?

– E precisa dizer algo? – ele abriu novamente seus olhos para me encarar, suas mãos pousadas em minhas coxas.

– Sim. O que somos?

– Piores inimigos de infância? – ele arqueou uma sobrancelha, o que me fez rir alto.

– Você é um idiota.

– O idiota que você ama.

– Eu não amo ninguém, não se iluda gatinho.

– Ah não ama? – perguntou ele com a voz num tom mais alto, como se estivesse ofendido.

– Não. – mostrei a língua para ele, numa atitude muito birrenta e infantil.

– Quem mostra língua pede beijo, sabia?

– Eu sei, mas eu não preciso pedir. – pisquei com malícia.

– Quem é você e o que fizeram com a santa e irritante Granger?” (N/A: IBIGYH capítulo 17)

Draco’s pov

– Eu est... Hermione? Hermione! – Hermione fechou os olhos por um breve momento e por um momento pareceu que iria cair.

Segurei em sua cintura, apoiando-a enquanto ela lentamente abria os olhos.

– Mi? – perguntei assustado. – O que houve?

– Lembrança. – respondeu ela com a voz rouca. – Está tudo bem, só fico tonta toda vez que isso acontece. – ela me sorriu de canto frouxamente.

Antes que ela pudesse dizer qualquer outra coisa, passei um braço por suas costas e outra por seus joelhos e a peguei em meu colo, levando-a até nosso dormitório.

– Eu estou bem. Me ponha no chão. – disse ela o mais indignadamente possível. Simplesmente neguei com um aceno de cabeça.

Hermione simplesmente fechou a cara para mim e se manteve assim até que chegássemos ao dormitório e eu a colocasse sobre minha cama.

– Agora traga uma liteira, uma folha de bananeira e me abane ó querido escravo. – disse ela em tom de brincadeira, me olhando com inocência. Me controlei terrivelmente para não rir, mas foi impossível depois de sua carinha.

– Você é impossível Hermione. – revirei os olhos e então me aproximei dela, sentando ao seu lado. – Está se sentindo melhor?

– Eu estou ótima! Não sei porque de tanto drama.

– Porque você, não sei como, tem lembranças depois de um obliviate! – minha voz subiu algumas oitavas. – Você sabe que isso não é normal, não sabe?! Isso pode, sei lá, te matar! Eu não suportaria isso Hermione.

– Eu estou bem Draco. – ela sorriu carinhosamente, sentando-se e vindo para perto de mim. Segurou em minha mão. – Não quer saber o que eu lembrei?

– Não sei. Eu quero? – fiz uma careta para ela, o que a fez rir.

– Estávamos sentados na janela da sala – ela me apontou em direção ao outro comodo. – Eu pedi se estava com ciúmes do Rony e você negou, fingi estar magoada com o fato e aí você aceitou que estava com ciúmes sim.

– Espera aí. Você estava fingindo estar magoada? – soei mais indignado do que eu realmente estava.

– Bem, acho que vou largar tudo e ser atriz.

– Você não existe. – revirei os olhos o que a fez rir. – E foi só isso?

– Não. Lembrei disso até a parte em que você queria saber quem eu era e o que tinham feito comigo.

– Realmente, era uma coisa que me deixou bem curioso no dia.

– Você é um idiota.

– O idiota que você ama. – isso a fez sorrir e balançar a cabeça negativamente.

Antes que ela questionasse a segurei e a empurrei contra os lençóis, deixando seu corpo pressionado contra o colchão e meu corpo. Meus lábios estavam nos dela, beijando-a sem delicadeza alguma, tentando capturar tudo aquilo que eu havia perdido desde que nos separamos. Mordi-a seus lábios por vezes, fazendo-a sorrir toda vez que eu me afastava levemente. Seu sorriso espelhava o meu. Seus olhos eram duas esferas castanhas brilhantes.

– Eu te amo tanto Hermione. Eu não sei que tipo de feitiço fez para mim, mas por favor, nunca desfaça. – minha voz era sôfrega até mesmo para meus ouvidos.

– Não vou me afastar tão cedo Sr. Malfoy. – disse ela sorrindo.

– Ótimo, pois não vou deixa-la ir. Nunca. – eu disse sério, encostando minha testa na dela.

Mais uma vez voltamos a nos beijar, dessa vez mais lentamente e com cuidado.

– Draco? – chamou Hermione.

– Sim?

– Promete cantar sempre para mim? – perguntou ela enquanto acariciava meu rosto. – Você cantando é a coisa mais linda que eu já vi.

– Vou cantar sempre que quiser, vou cantar para ti até você enjoar. Farei de minha voz sua cantiga de ninar se assim o quiser. De hoje até o dia que eu morrer.

– Obrigada. – sussurrou ela simplesmente, me envolvendo num abraço.

Hermione’s pov

O sentimento que eu nutria por ele era maior do que eu poderia explicar em uma eternidade. Eu não queria mais me afastar, só o queria perto. Meu coração estava batendo descontroladamente, enquanto suas mãos fortes passeavam pela lateral de meu corpo.

Sua mão suavemente deslizou por dentro de minha blusa, fazendo caricias suaves sobre minha barriga. Fechei meus olhos deleitando-me com a sensação. Como se aproveitando a deixa, Draco suavemente arrastou os lábios até meu pescoço, beijando ali de uma maneira que me trazia saudades de algo que eu sequer lembrava. Um suave arrepio percorreu meu corpo. Eu o queria.

Pelo que me pareceu cedo demais, Draco se afastou de meu corpo, me olhando de cima.

– Posso? – perguntou ele com ambas mãos na barra de minha camisa. Acenei brevemente com a cabeça.

Me sentei e então Draco puxou a blusa por cima de minha cabeça. Aproveitando a deixa, me aproximei mais dele e segurando em sua camiseta também a retirei, jogando-a no chão. O corpo de Draco era glorioso aos meus olhos. Nem musculoso e nem magro demais. Seus braços era delineados, seu corpo mais branco do que qualquer outro que eu já vira. A única coisa que estragava aquela visão era a marca negra encontrada em seu antebraço.

– Dói? – perguntei, segurando em seu braço. Meus dedos deslizando suavemente no contorno dela.

– Não mais. – ele me sorriu fraco, enquanto encarava com tristeza meu braço, cujo qual também estava marcado para sempre com a palavra “Sangue-ruim”.

– Você não teve culpa. – sussurrei ao ver o olhar de culpa se instalar nele.

– Eu poderia ter feito algo.

– Não sem condenar meus amigos. E eu o agradeço por isso. – sorri francamente para ele.

Sem mais delongas, Draco segurou em meus cabelos na nuca e me puxou para ele, tomando mais uma vez meus lábios. Seu beijo me mostrava o quão angustiado ele se encontrava pela lembrança. Me aproximei mais de seu corpo, minhas mãos passearam por suas costas, arranhando-o levemente, o que o fez se arrepiar e me soltar para olhar para mim.

– Você é tão linda Hermione... – disse como numa prece. Meu coração mais uma vez disparou incontrolável.