Youll Be In My Heart
9 Capítulo 9
– O que exatamente você quer falar a respeito de França, Inglaterra?
America colou o copo ainda mais na porta, o que diabos Arthur falaria a respeito do pervertido francês?
– Você sabia que foi aquele bebedor de vinho desgraçado que me deu uma cadeirada na cabeça, me deixou inconsciente, fez com que eu fosse parar no hospital, e ainda por cima ter que levar pontos?
Um profundo silencio recaiu sobre toda a casa. Até que o primeiro ministro inglês o quebrou.
– Sim, sabia. — disse o primeiro ministro, sem rodeios.
Depois da curta frase, Alfred não precisou mais do copo para ouvir o que Inglaterra estava falando. Pois o mesmo se levantou irado e começou a gritar com o seu primeiro ministro.
– E você não fez nada para me proteger?! Ou pelo menos para me vingar! Que tipo de primeiro ministro é você? Eu sou a representação da sua nação, é seu dever me proteger!!
Um suspiro, e Alfred colocou novamente o copo na porta.
– Inglaterra você e França brigam por qualquer coisa. Você dessa vez pode ter ido parar no hospital, mas aposto que o senhor Francis já foi bem mais vezes que você. Além do mais você pode se proteger muito bem sozinho.
Alfred conseguia imaginar a expressão no rosto de Arthur muito bem naquele momento. As bochechas estariam vermelhas de raiva, os olhos verdes estariam encarando o pobre homem que era o seu primeiro ministro intensamente,as sobrancelhas estariam franzidas, e ele estaria com os braços cruzados com força sobre o peito.
– Quando eu colocar as mãos no França... Não vai sobrar muito dele. Bem, você está certo, queira me desculpar pela minha explosão. — Um suspiro satisfeito foi ouvido em resposta.
– Desculpas aceitas estão esperando por você Inglaterra. Tenha um bom dia.
– Para você também, senhor.
Alfred começou a sair de perto da porta do jeito mais discreto possível, já que a conversa havia se acabado. O americano só tinha pena de quando o inglês achasse Francis, porque conhecendo Arthur como conhecia, aquele machucado na cabeça do britânico não ia ficar impune.
Pobre França.
***
Depois da breve conversa com seu primeiro ministro, Inglaterra estava mais calmo. Estava tudo bem com o seu país, com seus irmãos, e com a sua rainha. Segundo o primeiro ministro, estava tudo em ordem e o inglês não precisava se preocupar com nada, pois quando ele voltasse estaria tudo do jeitinho que ele deixou.
Arthur desceu as escadas e encontrou América sentado no chão em frente à televisão jogando vídeo game, super concentrado.
O barulho alto de tiros era de doer os tímpanos, mas Alfred não parecia ligar. Estava tão concentrado no jogo que só parou quanto sentiu os dedos de Arthur nos seus ouvidos, e sendo obrigado pela presença do britânico a parar o jogo, foi ver o que ele queria consigo.
– Iggy?
O britânico puxou de leve as orelhas do americano e falou em tom de censura.
– Você vai ficar surdo, querido. Tente abaixar um pouco o som.- Aquele era o mesmo tom que Inglaterra usava quando ele ainda era a sua colônia. Era calmo, mas objetivo.
– Iggy só porque você é velho e está ficando surdo não quer dizer que eu também vá ficar. — As mãos nas orelhas de América puxaram desta vez com força as orelhas do rapaz, fazendo com que ele reclamasse.
– Eu aqui me preocupando com você, e você me chamando de velho! Moleque ingrato.
Alfred levou as mãos até as orelhas assim que Inglaterra as largou. Diabos, aquilo doía!
– Você quase arrancou minhas orelhas fora, Iggy!
America jogou a cabeça para trás para poder ver Inglaterra, e foi uma surpresa a encontrar o britânico com as mãos na cabeça e uma expressão de dor no rosto.
Nos segundos seguintes Inglaterra estava sentado no sofá com América ajoelhado perto de si.
– Dor de cabeça de novo, Iggy? — O inglês apenas confirmou com um movimento de cabeça.
A televisão foi apagada, e o americano foi em busca de mais um remédio. Não deveria ter problema se Arthur tomasse dois comprimidos em vez de um, já que ele não era humano.
Quando voltou a sala não encontrou nem sinal de Arthur, somente o som de uma porta sendo aberta bruscamente no andar de cima. Alfred não pôde deixar de pensar que as coisas não iam nada bem.
Devagar subiu degrau por degrau e se encaminhou até o quarto que dividia agora com Arthur. O inglês saiu do banheiro pálido e com profundas olheiras embaixo de seus olhos verdes. Sem dizer nada, apenas se sentou do lado do americano e bebeu os dois remédios com um grande gole de água.
– Se não passar, você vai ao médico Inglaterra.
Alfred teve como resposta apenas uns resmungos e depois viu o inglês se jogar na cama.
– Vai passar, você vai ver Alfred. Quando eu acordar vai estar tudo bem. — O americano levantou uma sobrancelha ao ver o inglês tirar os sapatos e se deitar todo encolhido na cama.
– Mas se não passar, você vai ao hospital mesmo não querendo. — O inglês apenas resmungou alguma coisa, e manteve os olhos pregados no americano enquanto o mesmo fechava as cortinas, e ia em sua direção.
– Eu vou ficar bem. Não se preocupe, Al.
O americano parou ao lado do inglês e apenas suspirou. Se curvou para beijar de leve os lábios do pequeno inglês.
– Eu te amo. — Arthur esboçou um fraco sorriso, ele também amava aquele garoto super sentimental.
– Eu também te amo, Alfred.
Quando Alfred estava saindo do quarto olhou mais uma vez para trás, e viu Arthur deitado encolhido na sua cama.
***
– Bom-dia sobracelhudo.
Arthur parou de ler os documentos à sua frente para olhar para o recém-chegado. Francis.
– O que é que você quer, idiota do vinho?– O sorriso de raposa que era a marca registrada de Francis se fez presente, fazendo assim que o inglês franzisse ainda mais o cenho.
– Não posso vir fazer companhia para você, l’Angleterre?
Arthur estreitou os olhos, França não fazia nada sem um motivo.
– Se você veio estragar a minha manhã, parabéns você já conseguiu. Então por favor queira se retirar da minha frente.
Francis se aproximou do inglês e passou os braços ao redor do pescoço do inglês.
– Que tal nós sairmos juntos hoje à noite? Só nós dois, como nos velhos tempos?
O inglês retirou os braços do francês de perto de si bruscamente, se levantou e começou a arrumar as suas coisas.
– Francis eu não estou bêbado para aceitar sair com você, muito menos depressivo.
O outro franziu o cenho. França nem sabia o porquê de ele ainda tentar ser legal com Inglaterra!
– Nem sei como America pôde se apaixonar por você. Velho, chato e muito resmungão!
Inglaterra sentiu as bochechas vermelhas de raiva, frança não tinha o direito de falar da relação com a sua ex-colônia, isso era assunto só seu e daquele idiota comedor de hambúrgueres.
– Também não sei como ela foi se apaixonar por você, pervertido, bêbado e um perdedor de primeira.
Francis sabia muito bem quem era ela, e se havia alguma coisa que despertava a raiva do Frances era ouvir Inglaterra falar com sua boca suja ou fazer qualquer menção a ela.
França levantou a cadeira e reuni toda a sua força e acertou na cabeça de Inglaterra.
Os olhos verdes se abriram, agora ele lembrava o porquê de ele e Francis terem brigado. Mas havia uma questão mais importante a ser resolvida no momento. Por que ele, Inglaterra, estava na casa do América?
Notas finais
gente o arthur voltou ao normal,e agora?
Fale com o autor