You remind me of home.
4 Epílogo - and you’ll be there too, under the mistletoe…
Notas iniciais
Havia uma luz no celeiro e Hermione sabia que eles tinham fugido para lá para correr do frio. Ela conseguia ver os trenós espalhados pela neve e os vários pares de pegadas alastrados pela neve branca.
Apertou o casaco, parecia mais uma tempestade de neve daquelas que estava por vir. Era engraçado os sentimentos mistos que tinha em relação a tempestades de neve atualmente, fora uma daquelas que tinha tirado tudo o que tinha e outra daquelas que tinha lhe dado uma nova vida, tudo o que precisava para viver e sorrir novamente.
Tinha lhe dado Ronald.
Ronald tinha lhe dado um lar. Uma família.
— Mamãe está vindo! Shhh. – ela escutou a voz aguda de sua filha mais velha.
— Hmm, onde será que estão minhas crianças, Hugo... – ela escutou uma pequena risadinha do garoto de quatro anos. – Rosie... – mais uma risadinha, agora da menina de quase seis anos. – E Ronald.
— Papai você também é uma criança? – Hugo tentou sussurrar, mas sem o controle de volume de sua voz.
— Ah, a maior das crianças. – Hermione riu tirando-os de seu esconderijo. – Achei!
Hugo riu e abraçou as pernas da mãe que pegou o rapazinho no colo, pesado demais para esse tipo de carinho. Ele a abraçou firme e beijou sua bochecha, fazendo-a sorrir ainda mais.
— Agora falta Rosie, mamãe. – Hugo sorriu, pulando para o colo do pai.
— Ih, onde será que está Ro-Ro? – Ronald perguntou bagunçando o cabelo de Hugo.
Hermione escaneou o cômodo com o olhar e encontrou uma mecha de cabelos selvagens ruivos atrás de uma caixa de enfeites para as festas que agora a fazenda sediava. Ela ria baixinho enquanto a mãe se aproximava lentamente e Hugo sorria com antecipação.
— Eu sempre acho minhas crianças. – Hermione disse no maior tom de “aha!’com as pontas dos dedos nas costelas da pequena menina que dava pequenas risadinhas com as cócegas.
— Mamãe é a melhor nesse jogo! – Rosie disse enquanto corria da mãe e puxava Hugo pelo braço.
— Hey! – Ronald se fingiu de ofendido.
Hugo e Rosie saíram correndo em direção a casa deles e Ronald abraçou a esposa.
— Você é realmente a melhor em muitas coisas. – ele disse no pé de sua orelha e ela sorriu. – E olha, um azevinho!
Ele apontou para cima fazendo-a girar os olhos. Então a soltou e a puxou pelo braço numa dança sem música perto da grande árvore de natal não decorada do celeiro.
— Eu te amo. – ela murmurou sorrindo e ele a beijou sob o azevinho.
O Natal voltou a ser sua época favorita do ano. Estar ali, apenas nos braços dele, a fazia sempre se sentir em casa. Desde aquele primeiro encontro há mais de seis anos ela nunca mais soube o que era se sentir sozinha e se dependesse de Ronald, nunca mais sentiria.
— Vamos entrar, o azevinho vem com a gente. – ele riu, com os dedos enlaçados nos dela. – As crianças vão dormir daqui a pouco achando que isso faz o papai Noel vir mais cedo e a gente vai poder comemorar a noite inteira. Só nós dois, minha Grinchzinha.
— Só nós dois, meu presente de natal.
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