You re Perfect For Me
1 - Capítulo 01
Notas iniciais
Espero que gostem desta história.
Boa leitura.
Aquela manhã já começava mal.
Meu padrasto decidiu me levar para a escola para “conversarmos com tranqüilidade”. Ou seja, eu ia acabar me dando mal.
— É desumano levantar assim cedo, você sabe.
— Você pensa? Eu só tenho que fazer isso, cinco dias por semana.
— Sim, mas você está na escola. Eu não estou.
— Oh, pobre bebê parasita que tem que levantar e trabalhar por algumas horas. Talvez se você não ficasse acordado a noite toda falando no telefone você estivesse mais descansado.
— Não fale assim comigo. Eu estava trabalhando em um projeto
— Projeto? Que tipo de projeto?
— Eu larguei o emprego e irei abrir uma agencia de viagem.
— Você largou o emprego?
— É, você e sua mãe terão de que diminuir os gastos por algum tempo, então vai ficar sem mesada por algum tempo... E não vou ficar trazendo você todo o dia pra escola.
— Vai de novo inventar um negócio estúpido, gastar todo o dinheiro da minha mãe, e voltar falido pra casa. Você é idiota ou alguma coisa do tipo?
— Eu já disse antes, não fale assim comigo. Já quer começar agora a ir caminhando?
— É muito fácil continuar falando assim, não é você que vê minha mãe fazendo horas extras no trabalho, cansada, pra simplesmente trazer mais dinheiro pros seus projetos imbecis, idiotas e sem futuro. Você nunca faz nenhum sacrifício.
— Isso é assunto meu e dela! Quer começar a caminhar pra escola agora?
— Mamãe mataria você.
— Isso é verdade
O sinal do semáforo abriu ele começou a aumentar a velocidade.
— Olhe Akira¹-sama, o inteligente, assim você vai gastar mais gasolina.
— Continue assim criança metida, com esse tonzinho sarcástico, debochando do meu nome, que mal espera para ver.
— Idiota.
Assim que paramos em frente a escola. Bati a porta do carro tão forte quanto eu podia, quando eu saí, mas ele nem percebeu.
Entendi.
Eu fui à biblioteca e terminei a leitura de Inglês eu não tinha feito na noite passada e, em seguida foi o primeiro período.
Quando entrei na sala de aula ainda não havia começado a aula, Saaya 1, Saaya 2 e a Saaya 3 sentaram-se nas cadeiras ao meu lado. Eu, a muito tempo parei de tentar diferenciá-las.
Saaya 2 que se sentava mais perto de mim, agarrou meu braço logo que sentei.
— Estou enlouquecendo.
Eu suspirei. Esta foi uma das muitas razões que eu tinha parado de sair com as Saayas. Estavam todas em constante pânico sobre algo. "O que há de errado?"
— Quero fazer a prova do vestibular de novo, mas se eu for pior do que a ultima vez?
— Você vai fazer muito bem — eu disse, e Saaya 1 inclinou-se para nós e disse: — Eu não te disse?
Isso fez a terceira Saaya ficar muito nervosa, Saaya 1 era a melhor amiga de Saaya 3, ou pelo menos tinha sido no outono. Agora ela estava gastando muito tempo com Saaya 2.
Olhei para minha mesa e me perguntei se eu poderia escapar disso colocando minha cabeça para baixo e tirando um cochilo.
— E você, Ikuto? — Disse Saaya 2, soltando o meu braço para pegar o dele. Ele sentou-se diante dela, também, uma mesa em frente a minha.
— Ah, espera você foi muito bem né?
— Sim, mas eu estava apenas tentando me manter ao nível de certas pessoas.
Ikuto sorriu olhando pra mim.
— Mas, Amu, você tinha dito que só você tinha ido bem. — falou Saaya 2
— E disse — eu falei através dos dentes cerrados — Ikuto está tentando ser engraçado. Sorria, assim ele cala a boca.
— Amu, como você é engraçada — disse no mesmo tom de voz que ela sempre usa quando ela não entende por que eu tinha dito algo, e então começou a falar com Saaya 1.
Deixando Saaya 3 ainda mais nervosa.
Ikuto olhou para elas por um segundo e depois se voltou de novo, murmurando:
— Amu não seja assim. Você sabe que eu só fui tão bem, porque eu espero ver, a palavra aprovado, seguir você para a faculdade e roubar seu coração.
— Muito mau para você, eu não planejo fazer faculdade de palhaço
— Só você poderia ignorar a coisa incrivelmente doce que acabei de dizer.
— Só você descreveria um dos seus comentários asininos como incrivelmente doces.
— Asininos? Agora ai está uma palavra do vestibular. Na verdade...
— Sr. Ikuto, se importa? Nosso professor, o professor Nikaidou, tinha chegado, fedendo a cigarro, como sempre.
— Não — Ikuto disse, e depois sacudiu a cabeça se desculpando quando o professor Nikaidou olhou para ele.
— Não se preocupe — eu sussurrei enquanto Ikuto dava a volta.
— Você pode sempre olhar para o que significa de asinino no dicionário. Vai ser fácil de encontrar, porque a sua imagem vai estar próxima a definição. — E então eu sorri, porque eu tinha a última palavra, o que não tinha acontecido nas nossas ultimas três conversas.
— Eu sabia que era patético ser feliz por algo assim. E realmente acompanhar quem tinha a última palavra. Mas hey, eu tinha que tomar o que eu poderia receber.
Especialmente porque quando fui almoçar, eu vi Utau.
O intervalo do almoço para os alunos do terceiro ano tinha só vinte minutos. Eu fico na fila pra salada. A fila mais movimentada, e a mais lenta, e com o tempo eu recebo meu copo de suco, junto da salada e tenho bastante tempo para comer antes de ir para a aula.
Hoje a coisa todo aconteceu mais rápido. Foi quando eu via Utau. Ela era agora um cheerleader, mesmo que antes sempre ficasse fazendo piadas. Eu já tinha visto ela algumas vezes antes, sempre junto dos novos amigos mega populares. Normalmente ficava sentada ao lado de Lulu.
Hoje, Utau estava com Nadeshiko.
Nadeshiko era também do ultimo ano, tão popular que simplesmente podia não fazer nada.
Comia quando queria, ia às aulas, quando queria e quando ela pintou os cabelos com alguma tinta ruim, que acabaram ficando laranja, um monte de suas seguidoras idiotas pintaram os cabelos de laranja também.
Se a escola fosse uma nação. Viveríamos em uma grande e cruel ditadura.
Uau. Um pensamento assustador.
Eu vi Utau rir, sorrindo do mesmo jeito que ela fazia quando estava feliz, mas envergonhada.
A ultima vez que ela sorriu assim, foi quando se queixava de seu aniversário de 11 anos e eu lembrei que ela tinha conseguido aquela vez o papel principal do coro.
O sinal tocou e eu terminei meu suco. Estava morno e amargo, e quando eu joguei o copo longe, vi Utau e Nadeshiko se abraçando. Eles se abraçaram e eu vi o verdadeiro sorriso de Utau, radiante e largo, quando Lulu chamou sua atenção.
Utau sorria assim pra mim. E agora me tratava como lixo, mas eu não podia me fazer odiá-la. Na verdade, olhando pra Lulu, eu queria ser ela, e me sentia muito mal com isso.
Eu passei por elas, indo para fora do refeitório, Lulu nem ao mesmo me viu, mas Utau sim. Ela me viu, e parecia triste. Parei, esperando que ela fosse sorrir, mas desviou. Do mesmo dia em que percebi que não éramos mais amigas.
Ninguém nunca perguntou o por que de Utau me ignorar e não sermos mais amigas. Todo mundo entrou em modo automático e entendeu que, quando Utau ficou popular, não havia mais espaço para mim no seu “circulo social”. Mesmo as 3 Saayas, que eu tinha tentado ser amiga no outono, até que percebi que me deixavam maluca, nunca perguntaram o que acontecer.
Bem, na verdade, uma pessoa tinha perguntado sobre Utau. Tsukiyomi Ikuto disse:
— Então, o que tá acontecendo com você e Utau?
Uma semana depois da volta das férias de outono, mas eu sabia que ele estava apenas sendo um idiota. Ikuto era assim, uma cara bonito e sabia disso. Tinha ficado com mais de um terço das garotas da escola, e no ano passado, eu juro que a cada semana eu ficava com uma diferente antes das aulas. Eu não gostava dele desde o dia que o conheci. E isso era uma droga por que tinha que começar minhas detestáveis manhãs com biologia, e Ikuto só piorava as coisas.
Assim, quando a aula acabou, a gente acabou caminhando pela sala no mesmo momento, e ele disse:
— Ei, o que o coitado do sapo fez pra você? Eu vi você arrancar suas pernas fora.
Eu suspirei.
Ikuto sempre parecia ter um perverso prazer em me torrar a paciência, mas ultimamente ele parecia se esforçar ainda mais sobre isso.
— Eu não arranquei suas pernas, Meu bisturi escorregou.
— Então, você me prometa que não vai fazer medicina.
Olhei pra ele, e ele sorriu, mostrando suas covinhas. Olhei para fora e vi Utau descendo o corredor no meio das garotas que antes nós debochávamos. Duas acenaram para Ikuto e uma delas disse:
— Tem alguma chance de você aparecer sem camisa na próxima reunião de ânimo? Ele deu de ombros, ainda sorrindo, e Utau disse:
— Pense nisso, você vai?
Seu olhar passou por mim, como se eu não estivesse ali.
Eu fui embora, me dizendo que não importava e que ela fosse para a **** que a pariu. Claro, que Ikuto não iria perder a oportunidade de acabar com minha paciência mais um pouco.
— O que você acha? Devo ir? Eu sei que você morre de vontade para me checar.
— Certo, por que ver seu tórax magro eu posso morrer uma mulher feliz. Ikuto tinha um tórax muito bonitinho.
Okay, era espetacular. E ele sabia disso. E estava sempre disposto a correr sem camisa com “Seiyo Manda!” pintado nele nas imbecis reuniões de ânimo. Que só prestava para matar tempo da aula de artes, por que é a maior imbecilidade ficarmos 1 hora falando do time de futebol.
— Eu gosto de saber que você ver meu tórax, posso te dar o equivalente a uma vida rica e plena.
— Idiota, as palavras-chave na minha frase foram “ver o seu tórax” e “morrer”. A parte “feliz” foi eu tentando ser agradável.
— Isso você diz.
Ele mostrou as covinhas de novo, sorrindo como se soubesse alguma coisa, e senti meu rosto ficar vermelho, porque Ikuto era realmente bonito e eu não era queria ser. Eu não queria que ele pensasse nessa possibilidade, então me forcei a olhar para ele. Pelo menos a sua testa.
— Ah, Tudo bem, você me pegou. Secretamente estou obcecada por você e gasto todo o meu tempo livre escrevendo sobre você em meu diário. “Querido Diário, hoje Ikuto foi um idiota pelo 467 dia consecutivo. Ele é tão sonhador.
Ele riu e se inclinou para mim, tocando a ponta do meu nariz com o seu dedo indicador. Por algum motivo, me senti um pouco sem fôlego.
— Você está bem?
— Apesar de você continuar ainda aqui, sim.
Okay, essa é a verdade. Eu sabia bem o por que de sentir falta de ar.
Eu tinha, er, em, “pensamentos” sobre Ikuto, onde eu era capaz de esquecer que ele existia e também conhecer um cara incrível que realmente gostava de mim.
Não, eu tinha pensamentos de eu eu Ikuto ficando presos em uma sala de aula e Ikuto percebendo que me queria, e eu... Bem, vamos dizer que tenho uma imaginação vívida e deixar por isso mesmo.
O real problema era que isso acontecia várias vezes. MUITAS.
Ikuto colocou a mão no meu braço. Era muito quente, e eu olhei para seus dedos descansando contra minha pele, amaldiçoando meu cérebro hiperativo e me lembrando de respirar.
— Sério, eu sinto muito por tudo com a Utau.
Aquilo tirou qualquer “pensamento” que que poderia estar pensando, eu empurrei sua mãe e me afastei.
Eu odiava o jeito que eu me sentia quando estava perto dele, e do jeito que eu queria.
Eu odiava que ele fosse a única pessoa que se importava comigo quando Utau deixou de ser minha amiga.
Eu odiava que ele fosse a única pessoa que agia como se eu significasse algo.
Quando as aulas terminaram fui para o carro da mamãe que estava parado no estacionamento. Mamãe não estava lá, era meu primo mala, Kukai.
— O que você está fazendo aqui?
— Oi para você também.
— Onde mamãe está?
— Ela foi fazer um bico, para ajudar seu padrasto idiota, no “empreendimento milagroso”.
Uma das poucas coisas que gostava de Kukai era que compartilhávamos o mesmo ódio por Akira, meu padrasto idiota. Kukai gostava muito de mamãe, e sempre que seus pais tinham que fazer uma viagem, ele acaba indo lá pra casa.
— Do que você está fugindo?
— O idiota, está pegando a montanha de porcarias vitamínicas do ultimo “empreendimento milagroso” para formar kits de descontos e brindes para a “agencia de viagens” dele.
— Meu deus, o que uma agencia de viagens tem a ver com shake para emagrecimento?
— Não sei. Mas, ele me pediu para ajudar a montar os kits, com cartazes, então ele estava pensando em te chamar para distribuir...
— Ele que vai se virar, pode me deixar no shopping, eu precisa ir lá falar com uma amiga minha para ver se ela sabe de algum trabalho de meio período.
— Você está brincando, né?
— Não tem jeito, e eu precisa passar fora de casa, mas tempo que eu puder sem ver a cara do idiota melhor. Cortaram minha mesada e ainda preciso do CD novo do Arashi³.
— Avise sua mãe depois que estou indo para a casa da Misa.
Depois de 1 hora perambulando pelo shopping, Yaya disse que havia uma vaga em uma loja de “produtos saudáveis”. O dono do local, era um velho lunático de chapéu de cenoura. Era agradável, e ficava fazendo piadas a hora toda.
**
Já tinha uma semana que trabalhava lá quando, Ganta, meu chefe, pediu para distribuir algumas amostras grátis dos “Chocolates especialmente preparados para crianças impressionantes! Vitaminas mastigáveis!”
Suspirei, totalmente frustrada, quando virei a esquina do corredor em direção a parte principal do shopping para ir ao estacionamento. Quando uma criança bateu nas minhas pernas com uma cara de quem iria começar a chorar ou berrar, não sou distinguir o que. Então ele viu as imitações de chocolates. E disse:
— É doce? Eu quero!
— Daichi pare de correr.
A mãe do garoto, provavelmente, falou enquanto caminhava rapidamente em direção a mim. Carregada de sacolas de compras nas mãos, esperei ela dizer algo clichê como “Por favor não grite e não saia correndo sem mim”. Ao invés disso ela brilhou os olhos quando perguntei se gostaria de alguma amostra grátis.
— Sim, claro, posso ficar com o saco todo?
— Ah, com certeza.
Entreguei o chocolate a Daichi antes de passar o saco para a mãe dele.
— Eu não gosto que ele coma muito doce.
— São vitaminas para crianças.
— Perfeito, são saudáveis.
Daichi encheu a boca com as vitaminas e olhou sorrindo para mãe, aquilo talvez, fosse o mais perto de um milagre que já vi.
Provavelmente a mãe dele também, pois me perguntou onde havia mais.
— Mãe, EU QUERO MAIS DOCE!
Assim que a criança gritou eu vi atrás dele Ikuto com o uniforme da loja ao lado da minha, no crachá dizendo, “Meu nome é estagiário”.
— Sua loja está perto?
A mulher perguntou, enquanto balançava o saco de chocolate.
— Ah, você trabalha da loja Cenoura, não é, a de comerciais horríveis.
— Eu realmente não sei, nunca vi um. — O que não era mentira — Sou nova no trabalho.
Ikuto se aproximou.
— Ei, você está trabalhando na loja Cenoura?
Com certeza ele já tinha ouvido falar do cara que saiu correndo vestido de abelha distribuindo propagandas pelo shopping até o gerente obrigar a ele voltar para a loja.
— Eu trabalho.
Eu disse, esperando que não soasse tão humilhada como eu me senti, e dei-lhe um olhar “Vá embora e caia morto” quando Daichi gritou “Mais” uma última vez e, em seguida começou a chorar.
— Sua mãe pode comprar muito mais se ela quiser.
Eu disse a ele, e sabia que era uma completa manipulação dizer isso, mas precisávamos de venda e, a criança tinha cuspido em mim. Que nojo.
— Tudo bem vamos comprar algum.
A mãe dele disse me dando um olhar como se fizesse sinal para levar-los até lá. Assim que os levei de volta para a loja, observando ambos, vi que Ikuto nos seguia junto. Daichi e a mãe dele entraram na loja, enquanto Ikuto olhou para mim e disse:
— Até mais Amu.
Eu ouvi o riso em sua voz, não sabia se era para mim ou para a situação que ele tinha me visto, conhecendo-o, era provável para os dois. Olhei para trás por cima do meu ombro e olhei para Ikuto novamente. Ikuto acenou.
Idiota.
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Notas:
¹ O deboche que ele fala, que Amu faz com o nome dele é que Akira significa “O inteligente”.
² Asinino: asno, estúpido.
³ Arashi é uma grupo J-Pop.
Notas finais
Algum erro, sujestões, reclamações, etc, deixem nos reviews.
Façam-me feliz!
Beijos, Lady.
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