You make me complete
7 Que tarde foi essa...
Notas iniciais
POV ALLY
Até que enfim que acabou o primeiro dia de aula, acho que eu não aguentaria mais um segundo lá.
Caminho em rumo a minha casa, eu ainda estava meia perdida para saber onde era os lugares e os nomes das ruas nem se fala. Será que eu vou me acostumar nessa cidade?! por sorte conheci a Rydel, a Trish e o Dez, e por azar conheci o Austin que é um idiota carimbado.
Paro de pensar e olho em volta, espera, passei minha casa –Droga!- sussuro para mim mesma
Volto alguns passos e pronto, cheguei em casa.
– MÃE, CHEGUEI!– grito subindo as escadas em direção ao meu quarto
A primeira coisa que eu fiz foi trocar de roupa pra passar a tarde e... MERDA! (N/A: hihihi) vou ter que ficar a tarde inteira com aquele otário, mas não preciso se minha mãe não souber de nada. Eu não estaria mentindo, apenas omitindo algo ué.
Desço as escadas e vou até a sala mexendo no meu celular.
– Ê vicio em Allycia!– minha mãe fala soltando uma gargalhada
– O que mãe? é uma nova geração– respondo, ainda, olhando para o celular
– Na minha época não tinha nada disso– ela fala se sentando ao meu lado
– Mas é claro, por isso os velhinhos não mexem em computadores– opa eu não deveria ter falado isso — mas é claro que não é o seu caso né mãe.. Já falei que te amo hoje?
– Aborrecentes (N/A: entenderam? hihi) de hoje em dia... Então garotinha tecnológica, vai ficar ai sentada mexendo nesse celular? Que eu saiba você tem algo essa tarde – ela me olha sorrindo
– Oooo que? algo que eu tenho hoje a tarde é ficar aqui deitada e mexendo no meu celular– respondo, tirando a atenção do celular
– Aaah boa tentativa filha, mas o seu diretor me ligou– ELE FEZ O QUE?
– Ah é..– falo em um tom calmo por fora e tendo um ataque cardíaco por dentro — E aí, o que ele falou?– pergunto
– Eu achei super legal você sair com seu novo amigo para conhecer a cidade... Como é o nome dele mesmo? Austen?– mas que diretor boca de vento
– Primeiro, o Austin não é meu amigo, e eu não tive escolha– opa acho que o diretor não contou do quase-castigo — eu não tive escolha porque... é... claro, por que eu precisava de um guia par conhecer a cidade e o Austin mora aqui a mais tempo, é, você sabe..– Na verdade eu não tinha ideia de quanto tempo o Austin morava aqui, mas na sobrevivência vale tudo não é?!
–Aham, sei...– ela me olha desconfiada — E, você vai com essa roupa?– ela me olha de baixo para cima
–Sim, tem algo de errado com ela?– me levanto olhando para a roupa que eu estava vestindo
–Nada de mais.. então esse menino, você não gosta mesmo dele?– ela me olha dando uma risadinha
– MÃE! eu to nessa cidade a alguns dias e conheço o Austin a algumas horas, que tipo de pessoa você pensa que criou?– falo sentindo meu rosto queimar, isso é lá pergunta de se fazer
– Calma, não precisa entrar na defensiva não... Tô' de olho– ela fala subindo as escadas e rindo
– MÃEEEEE–coloco um travesseiro no meu rosto agradecendo por meu pai não estar aqui nessa hora, ele anda muito ocupado lá no shopping com alguns investidores. Acabo adormecendo ali mesmo.
POV AUSTIN
Saio da escola, depois que as aulas do dia acabaram e espero pela Rydel, afinal ela roubou o carro hoje de manhã.
–PENSA RÁPIDO– viro para ver e acabo tomando uma cadernada no rosto
– RYDEL! ISSO DOEU– passo a mão pelo meu rosto
– Foi mal ai maninho, quer que eu te leve nas costas?– Incrível o senso de humor da Rydel
– HA-HÁ muito engraçado, abre logo a porta desse carro que eu preciso resolver algumas coisas– falo impaciente
– Que tipo de coisas?– ela entra no carro e da partida
– Hmmm.. é que eu preciso encontrar a Dawson aqui na escola depois, o diretor, quase suspensão, passeio... lembra?– respondo
– Ah sim, pensei que você não ia ir, mas tudo bem.– ela foca no transito e o carro fica um silêncio agradável.
**********
Chegamos em casa e eu já estava atrasado, fui trocar de roupa (N/A: não sei que roupa o Austin pode usar então imaginem ele com uma roupa que vocês gostem hihihi) depois almocei e fui pra escola encontrar a Dawson.
POV ALLY
E então eu estava lá na escola correndo pelos corredores desesperada procurando por alguém, então finalmente vejo alguém de costas com um capuz, como se estivesse se escondendo de algo ou alguém, eu me aproximo da pessoa misteriosa e coloco a mão em seu capuz e...
– Allycia... Allycia, filha, acorda– abro lentamente os olhos, era minha mãe
– O que aconteceu?– pergunto confusa
– Um apocalipse zumbi com ETs– ela fala tirando onda com a minha cara - Você adormeceu né Allycia dããrrr
– Chama os Winchesters pra me socorrer– falo me levantando e olhando para o celular - MÃE JÁ SÃO 14:15 !– olho em pânico pra ela
– MAS QUE HORAS VOCÊ PRECISA IR PRO SEU ENCONTRO?
–MÃE! não é um encontro e é as 14:20, faltam 5 minutos ai meu Deus– falo com a mão na cabeça
– Tá, vamos ser rápidas... Eu vou pro carro e você vai escovar os dentes– ela fala esquematizando tudo
– Escovar os dentes? agora?– pergunto confusa
– Sim, esse bafo tá de matar, te amo filhinha. Te espero no carro BEIJINHOS– ela fala e sai andando rápido me deixando lá com cara de paisagem
– eu estou com bafo? eu não estou com... tá vou escovar meus dentes– vou correndo para o banheiro
**********
Finalmente minha mãe estaciona o carro na frente da escola
– Juízo, quero você em casa as 18:30. okay?– ela fala
– Duvido que chegarei essa hora, acho que vou chegar até antes mãe. Fica tranquila– falo. — Tchau mãe
Entro na escola e ainda tinha as tias da limpeza lá então fui conversar com elas.. E nada do Moon chegar
Fui andando pelos corredores procurando aquele idiota do Moon
Sinto que alguém estava atrás de mim quando paro de andar sinto duas mãos na minha cintura, e vale lembrar que a minha blusa era curta, e eu me assustei sem nem ver o rosto da pessoa que com certeza era aquele idiota
–SEU IDIOTA, QUEM VOCÊ PENSA QUE É SEU ESTUPIDO, BABACA– falo dando leves socos em seu peito
– Ei ei pode se acalmar ai, tá parecendo aquelas loucas– ele fala rindo
– E você também pode se acalmar e tirar suas mãos da minha cintura?– olho para as mãos do garoto na minha cinturas, ainda
– Eu estou super calmo, você está nervosa Dawson?– fala ainda com as mãos na minha cintura, que cara de pau
– Eu vou ficar se você não tirar essas mãos quentes da minha cintura, e não queira me ver nervosa– eu não falei isso
– Mãos quentes? é sério Dawson? nossa – ele diz, finalmente, tirando suas mãos de minha cintura
–NÃO, ESPERA, QUE DROGA DE CABELO É ESSE MOON? TÁ QUERENDO SER ZOADO OU QUERENDO ROUBAR O LUGAR DE UM COQUEIRO?– falo entre gargalhadas
O garoto estava com o cabelo dividido no meio, aquilo estava muito hilário, as pessoas na rua devem ter zoado ele.
– E você Dawson, quer roubar o lugar de um semáforo ou quer ser a nova piriguete do pedaço?– ele me olha de baixo para cima
– AH GAROTO VOCÊ NÃO DISSE ISSO, TÁ ACHANDO QUE EU SOU AQUELAS PIRIGUETES DA SUA TURMINHA DE POPULARES?– na verdade nunca vi a turma dele mas com certeza tem uma piriguete
– Eu digo e repito Dawson, quer que eu repita?– ele fala se aproximando
– Primeiro: se afasta ai gostosão que você não tá com essa bola toda. Segundo: só vem conversar comigo quando tiver um cabelo decente– falo me afastando
– Você acha que eu vou mexer no meu cabelo por que você pediu?– ele pergunta me desafiando
– Olha você não vai mudar ele... MAS EU VOU– dou um salto assustando o garoto, fico na ponta dos pés e começo a mexer em seus cabelos.
– SUA LOUCA -olho pra ele rindo, uma risada muito profunda, tá eu não conseguia parar de rir
– Ah eu não devia ter arrumado– falo desanimada — deveria ter tirado um foto e imprimido ela.
– Quer uma foto minha é só falar – ele fala dando um sorriso de lado, pode parar com isso ai
– Quero sim, ai eu coloco pra espantar assombração lá de casa– falo andando
– Você ainda vai ficar caidinha por mim Dawson, eu sinto isso– ele fala distante de mim
– O que? virou vidente agora querido? não sonha– continuo. – vai ficar parado aí? vamos guia, tem uma cidade para me mostrar
*************
– Não sei o que eu fiz para merece isso– falo em voz alta, nós já estávamos na praia
– Deixa de ser dramática garota– ele fala
– Dramática o que querido? você pensa que eu esqueci que você me chamou de piriguete? SÓ POR CAUSA DA MINHA ROUPA–falo cruzando os braços e batendo o pé no chão.
POV AUSTIN
– Dramatica o que querido? você pensa que eu esqueci que você me chamou de piriguete? SÓ POR CAUSA DA MINHA ROUPA - a garota fala indignada com os braços cruzados e batendo o pé no chão
– essaroupaficouboaemvocê– falo rapidamente e vou andando. o que 'cá entre nós era verdade, aquela roupa tinha ficado muito bem nela
–o que você disse?– a garota vem atrás de mim, cutucando minhas costas
– Eu não disse nada Dawson, você tá bêbada é?– me faço de desentendido
– Eu sei o que você está fazendo Moon, e não vai funcionar!– agora deu mesmo
– Olha lá, tá vendo aquele poste?!– falo
– Ahn sim, mas o que tem ele?– ela pergunta
– é um poste não é?
– Sim Moon, é um poste mas não sei por que você está falando isso– ela faz cara de desinteressada
– Aquele já é um poste, te ajudei na contagem. Agora conta os postes da cidade inteira e vem me falar depois– vou indo para um lugar mais afastado da praia
– Ah vai falar com capivara Moon, fiquei sabendo que você curte muito essa espécie (N/A: entendedores entenderão)
–o que você é Dawson? Capivara? — falo. — Só uma pergunta, você não veio da Austrália né?– tiro sarro com a cara dela
POV ALLY
AIIIIIIIIIIIII! DROGA– dou um grito caindo no chão
– O que foi? - o Moon vira assustado
– eu estou testando as leis da gravidade... EU TORCI MEU PÉ SEU IDIOTA
– Você fala como se a culpa fosse minha — ele fala dando ombros
– Quem quis vir aqui foi você! - falo tentando me levantar, sem sucesso– Droga.
– Ora ora ora, quem precisa de ajuda agora?– ele fala rindo
– Eu não preciso da sua ajuda, eu posso muito bem levantar daqui sozinha tá bom– falo mostrando quem tem tudo sob controle
– Okay Dawson, então eu vou sentar aqui e esperar– diz o garoto se sentando em uma pedra
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57 minutos depois
– Calma eu estou quase lá — falo engatinhando até uma arvore para me apoiar– MOON! - grito acordando o garoto
– Ah qual é Dawson, você nem se levantou ainda? — ele fala se levantando e vindo na minha direção
– O que você está fazendo? eu não preciso da sua ajuda– falo impedindo o garoto de me pegar — ME SOLTA MOON!
– Não, agora eu vou te levar na beira do mar - ele fala me carregando
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– Vamos ver se está roxo– ele fala me colocando com cuidado na areia
– Mas por que você me trouxe na beira do mar?– falo tirando com cuidado meu tênis
– Pra você sentir as ondas, hoje o mar não está muito agitado então..– ele fala olhando para a grande imensidão azul
– ahn, okay– quando tiro meu tênis por completo percebo que tinha uma parte roxa no meu tornozelo
– Tá doendo muito?– O Moon fala com uma cara... preocupada?
– Não, da pra aguentar agora..– mentira, tava doendo muito ainda
O Moon passa a mão cuidadosamente sobre a parte machucada e eu sinto sua mão fria sob minha pele quente
– Vai melhorar– ele fala olhando bem no fundo dos meus olhos
Nossa, então é só trazer o Moon beira á mar que ele fica assim?
– To com fome– falo mudando o olhar
– o que?– ele fala rindo
– TO-COM-FOME, entendeu?– falo devagar
– Vamos para uma lanchonete, você consegue andar se apoiar em mim?– ele pergunta, se levantando.
– Não sei–me levanto com ajuda dele
– É, você consegue..
No caminho para a lanchonete falamos de várias coisas aleatórias, rimos bastante. Finalmente chegamos e entramos na lanchonete
–Moon... muito obrigada – falo sinceramente
POV AUSTIN
"Moon... muito obrigada" ela falando isso me deixou mal, o porque? porque nós já tínhamos entrado naquela lanchonete.
POV ALLY
Eu estranhei aquela lanchonete, todos estavam me olhando. Talvez minha roupa esteja muito estranha? ou meu rosto está sujo?
– 1,2,3 E AÇÃO!– ouço vozes do fundo da lanchonete
– o qu...– antes de eu terminar a frase já estava encharcada de milk-shake.
Olho para todos, na lanchonete sem saber o que fazer, quando ouço um garoto falando para o Moon "missão cumprida"
Que interessante, foi esse babaca que armou tudo isso? ÓTIMO
– 1 MINUTO DA ATENÇÃO DE VOCÊS– falo batendo na mesa - EU ENTENDO QUE VOCÊS PASSARAM TEMPO PLANEJANDO ISSO, MAS SEM QUERER SER ESTRAGA PRAZERES– *olhar mortal para o moon* - ISSO NÃO DEU CERTO, MILK-SHAKE DE CHOCOLATE É O MEU PREFERIDO. MAS VOCÊ SABEM O QUE EU GOSTO COM ESSE MILK-SHAKE ?– pego um hambúrguer da mesa e loto de maionese, ketchup e mostarda — UM HAMBÚRGUER DELICIOSO– me aproximo do Moon e passo o hambúrguer aberto ( N/A: sem o pão em cima, só tinha aquela mistura de molhos) em seu rosto, sem dó nenhuma. – Se alguma vez eu disse que não gostava de você isso mudou, agora eu te odeio– sussurro para ele e me afasto
– GUERRA DE COMIDA! - alguém grita de lá do fundo e começam a jogar comida por toda lanchonete
eu estava ali perto da porta da lanchonete, o Moon tinha sumido pelo meio daquele povo idiota e eu estava aqui com fome, o pé torcido e cheia de milk-shake. Eu estava em dúvida, ir pro banheiro da lanchonete e tentar me limpar ou ir caminhando para casa?
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eu estava andando com dor no pé, barriga roncando, toda coberta de milk-shake e pra melhorar o sol estava se pondo. QUE ÓTIMO.
Vou caminhando com dificuldade e sinto que estou sendo seguida, tudo o que eu menos precisava era isso. Aperto o passo ~ou pelo menos tento~ meu pé estava doendo muito mas eu já estava ficando assustada então fui aumentando os passos cada vez mais e por fim acabei caindo. Vejo a sombra da pessoa.
– POR FAVOR NÃO ME MATA EU SOU APENAS UMA GAROTA QUE EST...– sou interrompida pelo... ladrão?
– Calma Dawson sou eu– Moon.
– Ah, claro que é você– falo com descaso — preferia outra pessoa
– Parece que você precisa de uma... ajuda? — ele aponta para mim, no chão.
– Eu até preciso, mas se for a sua ajuda prefiro ficar aqui no chão mesmo– me sento, cruzando os braços
– Parece uma criança fazendo birra, já pode parar e vir logo– ele fala chegando perto para me levantar
– NÃO, EU CONSIGO– grito engatinhando pra longe
– Se você não vir por bem vai ser por mal– fala.
– Ah é, e o que você vai fazer? vai me colocar nas suas costas e me levar?– falo rindo
o garoto se aproxima e me pega a força, nem preciso dizer o que eu fiz né?
– ME SOLTA, ME SOLTA– falo dando socos nele
– Ai, isso doeu– ele fala me levando para o caminho contrário
– Isso é menos da metade de socos que você deveria levar por armar aquilo contra mim, seu idiota– falo tentando me soltar de seus braços
– Er, sobre isso... águas passadas, eu te desculpo– ele disse o que?!
– Tá muito difícil te olhar, porque eu realmente quero te bater– falo com raiva
– Calma Dawson to tentando ser legal e te dar uma carona pra sua casa– ele fala abrindo a porta do seu carro
– É aí que tá o problema, você sendo legal não está no script– falo me aconchegando no banco do carro
– Ei, não vai sujar meu banco com milk-shake– ele fala
– eu queria fazer muito mais do que isso.–sussurro e penso depois no que eu falei, opa
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O caminho todo eu fui escutando músicas e toda vez que ele tentava chamar minha atenção eu cantava e fingia que nada estava acontecendo.
– Você tá ai cantando e nem me fala onde é a sua casa, acha que eu tenho bola de cristal?– ele fala como se tivesse muita moral
Eu ia até brigar, gritar mas não to com paciência pra isso. Então como eu gosto de testar meus limites eu ensinei o caminho para aquele ser.
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Finalmente ele estacionou na frente da minha casa e eu já sai do carro rapidamente e com dificuldade por causa do meu pé
– Não vai nem me convidar pra entrar? que falta de educação– ele fala desligando o carro e saindo
– O que você pensa que tá fazendo?– pergunto confusa
– Vou te levar na sua casa ué– ele fala me segurando
– Que teatro amador Moon– falo me apoiando — Sabia que fingir que se importa com as pessoas pode resultar em mágoa?
– Ha-há Dawson, me comoveu. Agora vamos, eu vou te levar até lá dentro — ele fala passando meu braço por trás de seu pescoço
– Er você não pode entrar na minha casa querido, A-C-O-R-D-A!– falo estalando os dedos
– E porque? tá com medo de mim Dawson?– ele fala dando um sorriso de lado e que sorriso de lado
– Porque minha mãe ta em casa e vamos dizer que se ela ver você comigo lá dentro o interrogatório vai rolar solto– falo só pensando em como seria isso
– Ah qual é Dawson, eu só vou deixar você lá e sair. Prometo– ele fala levantando do dedo mindinho
– Okay, mas rápido. E isso não quer dizer que eu não estou brava com você seu idiota– falo
– Tá bom, tá bom. Acabou?– ele fala fazendo cara de desinteressado
–Sim acabei, agora me ajuda– falo tentando andar
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– Pronto Dawson, tá entregue– ele fala olhando cada detalhe da sala da minha casa
– Depois do que você fez devia ser meu motorista por um ano– falo baixo e vou pra cozinha me apoiando nas coisas
– O que é Dawson? quer conversar sobre isso? Vamos conversar– ele vem atrás de mim
– Ué, esqueceu o caminho para a porta?– pergunto abrindo a geladeira
Eu escuto passos vindos da escada, minha mãe com certeza.
O moon me empurra contra a parede e eu me assusto e ficamos muito próximos, ah qual é
– Ally, já tá em casa?– minha mãe pergunta
– Sim mãe, to aqui na cozinha pegando algo para comer– falo olhando para o teto, evitando olhar direto com o Moon
– Depois você sobe e me conta do seu dia com o seu não amigo– ela fala e solta uma risada e eu não pude deixar de ficar vermelha, que droga
– MÃEEE!– falo ainda olhando para o teto e o Moon só ria, que raiva
Espero um pouco pra me certificar que minha mãe já tinha subido, e eu ainda estava olhando pro teto
– O que foi Dawson? tá com vergonha do seu não-amigo?– ele fala me zoando
– Ha-Há muito engraçado– falo olhando pro lado
– Dawson porque não olha nos meus olhos? tá com medo?– ele fala se aproximando mais ~se é que era possivel~ ou quase me esmagando
– Você quer me matar prensada nessa parede?– falo baixo para minha mãe não nos ouvir
– Não sou tão mal assim Dawson– ele fala bem perto do meu ouvido, me arrepiei.
– Moon é melhor você abaixar essa bola, tentar se achar menos e ir pra trás senão eu vou gritar e falar que você estava me pegando as forças– falo brava em um tom baixo
E ele continuo ali me olhando, como se tudo o que eu tivesse falado tivesse entrado por um ouvido e saído pelo outro, então eu decido tomar o controle da situação encarando-o de volta, eu também tenho dois olhos!
Aquilo não foi uma boa ideia, de fato. Os olhos dele eram tão... Nem sei explicar, não tinha como não olhar. Eu estava pensando e nós dois em silêncio e de repente ele selou nossos lábios, o que eu fiz foi ficar espantada, sem reação. Depois fechei os olhos e me deixei levar, quando percebi o que eu estava fazendo abri meus olhos rapidamente e dei um empurrão no garoto
– VOCÊ TÁ– comecei gritando e lembrei que minha mãe estava no andar de cima - Você tá louco?!– falo empurrando ele pra sala
– Não foi só eu, você também quis– ele fala rindo, ai que otário
– Austin sai daqui enquanto eu to me segurando pra não te dar uma na cara - falo fechando minhas mãos e olhando pra cima
– O que? quer conversar de novo?
– Quero te mostrar o caminho da porta– empurro ele até a porta – viu? você vem até a porta, da o fora daqui e esquece que eu existo. Simples– bato a porta em sua cara e vou pro meu quarto.
– Idiota, otário, bobão, mané. Arrrrg que raiva desse garoto!– dou um chute na escrivaninha (com meu pé não-machucado) do meu quarto e meu diário cai
Era um diário de muito tempo atrás, eu tinha ele desde muito pequena, eu costumava a escrever muito nele... É, porque eu tinha o que escrever e não tinha com quem conversar, então..
Pego o diário e deixo em cima de minha cama, vou tomar um banho pra relaxar. E quando eu digo relaxar é tentar esquecer a tarde de hoje
Volto secando os cabelos e me sento na cama para ler minhas histórias antigas, fiquei lendo e depois acabei adormecendo...
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