You let her go - Você a deixou ir
3 Capítulo 3 - O time azul é o melhor.
Notas iniciais
Cheguei em casa e entrei no facebook, logo Caio veio falar comigo.
Caio Arthur: Então... Sobre aquilo que a gente conversou hoje, não comenta nada com a Luly por favor, ok??
Amy Liss: Tudo bem...
Eu realmente queria contar para Luly, mas ela iria agir diferente com ele se ela soubesse que ele estava a fim dela.
[...]
Na sala de aula, quando fui entregar um trabalho para professora, Caio também tinha ido entregar o trabalho e falou para eu esperar ele lá fora, quando bateu o sinal me despedi de Luly e Alice e fui até o outro lado no colégio, Caio estava encostado no muro, fui até lá e ele perguntou.
– Ei, eu perguntei se ela tinha namorado, mas eu esqueci de perguntar se ela pelo menos gosta de alguém.
– Pelo que eu saiba não... -Falei.
– Hum, então você poderia me ajudar?
Nesse momento Vinícius veio andando em nossa direção, ele sorriu e disse oi e olhou para o chão, fiz o mesmo.
– Você vai embora a pé?
Fiz que sim com a cabeça.
– Ah então vamos andando. — Eles moravam na mesma direção da minha casa. Os dois moravam no mesmo condomínio.
Ficou na calçada eu, Caio, e Vinícius, ele normalmente ia desviando de postes ou indo para a rua quando a calçada ficava pequena. Fomos conversando sobre coisas que Luly gostava no trajeto para nossa casa, e Vinícius sempre quieto.
Os dias foram se passando, e nos voltávamos sempre juntos para casa, eu e Caio sempre conversando, Vinícius as vezes falava algumas coisas, mas era muito raro e ele sempre estava quieto. Até que um dia, quando estávamos mais íntimos, Caio perguntou:
– E você Amy, gosta de alguém?
– E-Eu? — Corei e engasguei. -N-Não e-eu acho. -Os dois riram, percebi que Vinícius tinha covinhas enquanto sorria.
– Conte aí, quem sabe não podemos ajudar. — Caio disse, e sim, realmente ele poderia me ajudar, mas eu nunca teria coragem de contar que eu gostava do primo dele. Quer dizer, eu não gostava dele, só sentia atração, sei lá, vocês entenderam.
– Ah não, não gosto de ninguém.
[...]
Luly iria voltar comigo do colégio para que Caio pudesse conversar com ela pessoalmente, porque pelo facebook ele já se falaram diversas vezes. Andava na calçada na frente Caio e Luly, eles conversavam e riam, enquanto atrás estava eu e Vinícius, os dois quietos olhando para o chão. Decidi quebrar o silêncio.
– Parece que eles estão se dando bem.
– É...Ele está gostando mesmo dela. — Vinícius disse.
– Que projeto vocês estão fazendo para a feira de ciências da gincana? — Mudei totalmente de assunto.
– Vulcão. — Ele riu,e eu também. — Brincandeira, é braço mecânico hidráulico.
– Ahh sim, espero que nosso grupo ganhe, vale bastante ponto na média final.
– No meu colégio antigo não tinha gincana, só clube de ciências. — Ele falou.
– Onde você estudava?
– Ah era um colégio pequeno que nem tinha colegial.
Logo chegou um ponto que íamos para caminhos diferentes, eu e Luly falamos tchau e acenamos, Caio gritou um “até amanhã”, mas Vinícius apenas acenou.
Chegamos em casa, Luly deitou na minha cama e suspirou:
– Ah o Caio é muito legal.
– Vinícius também... Acho, primeira vez que conversamos de verdade.
– Finalmente vamos desencalhar. — Luly sorriu.
– Só você que é correspondida. Vinícius nem liga para mim.
– Ah, ele deve ser tímido.
[...]
Mais uma semana se passou e cada vez começamos a conversar mais, ver coisas em comum, claro sempre nós três e às vezes Luly e Alice voltavam do colégio comigo também, conversávamos sobre tudo, menos sobre nossa vida muito pessoal, e logo chegou a semana da gincana.
Segunda seria o dia das apresentações, do grito de guerra, algumas paródias e a prova física do dia foi a corrida do limão, que é a mesma coisa que corrida do ovo, só que por motivos óbvios eles utilizam limão.
Um menino do terceiro ano do nosso time participou, mas perdemos, e o grupo Amarelo ganhou essa partida. Na arquibancada sentamos próximos a Caio e Vinícius, na verdade eles ficaram no degrau debaixo, e às vezes ele olhava para mim e sorria, eu me sentindo a pessoa mais feliz do mundo, sorria de volta.
Na terça foi o dia dos stands com coisas para comer, nosso time fez petiscos, como pipoca, algodão doce, donuts e cupcakes. Eu fiquei encarregada de vender fichas, e estava atendendo quando escutei:
– E aí, trabalhando muito? — Olhei para cima, era Vinícius, ele estava sorrindo e com dinheiro na mão. Sorri de volta e respondi.
– Sim, e obrigada por ajudar o time azul comprando pipoca.
– Ouvi dizer que esse time é o melhor.
– Com certeza. — Sorri mostrando os dentes e ele foi pegar sua pipoca.
Mais tarde uma menina da minha sala veio substituir comigo, e fui me encontrar com o pessoal, estavam todos reunidos sentados na quadra. Quando cheguei, Alice disse que iria ajudar o time dela, e logo Luly puxou Caio e disse que queria conversar com ele — Sinceramente acho que eles queriam deixar eu e Vinícius a sós, só que eles não eram nada discretos.
Começamos a conversar e ele confessou que estava nervoso para o próximo dia, pois ele teria que apresentar para os alunos e para os professores o projeto de ciências do nosso time, e eu disse que tinha certeza que ele se sairia bem. Conversamos mais um pouco e logo começou a escurecer, na gincana nos entrávamos 10 horas da manhã e só acabava as 17 horas, mas podíamos ficar até 20h, naquele momento era 19:00, decidimos procurar o resto do pessoal, nos despedimos e eu, Caio e Vinícius continuamos conversando e indo embora a pé, Vinícius perguntou se eu queria que eles me acompanhassem até minha casa porque estava escuro e eu disse que não precisava. É claro que eu queria ficar mais um tempo com ele, mas eu também não queria ser um incômodo.
Deitei na minha cama e comecei a pensar. A um mês eu nem sabia seu nome, e hoje conversamos e descobrimos muitas coisas em comum. Mesmo assim nós somos só amigos. Realmente espero que um dia ele me veja mais do que isso.
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