You let her go - Você a deixou ir

11 Capítulo 11 - Vamos voltar para casa agora?


Notas iniciais
Heey, demorei mas voltei, estava viajando, prometo postar com mais frequência!

1 semana depois que fomos no shopping, finalmente os professores anunciaram a tal “surpresa” que aconteceria na escola. Seria uma corrida beneficente para arrecadar fundos para construir mais salas no colégio, aconteceria em 3 semanas e até nossos pais poderiam ir no evento, que pelo jeito seria uma coisa bem diferente de tudo que a escola já teve. As competições seriam entre as salas, e nas próximas semanas nas aulas de educação física seriam feitos os testes para ver os que corriam mais rápido de cada turma, que seriam os que participariam. Eu é claro que nem fui classificada, melhor, preferia ficar na torcida mesmo. Alice foi classificada para o time feminino, e eu e Luly gritamos muito, e prometemos torcer ainda mais no dia.

Caio também foi classificado, estávamos falando disso enquanto voltávamos para casa, Vinícius disse que também foi, mas Caio disse que preferia não ter sido escolhido porque agora estava nervoso, eu ri e disse:

– Não se preocupe Caio, você terá uma linda torcedora gritando por você.

– Ah, é mesmo. – Ele mudou rapidamente a expressão de preocupado para apaixonado. – A Luly é tão linda...

– E a sua namorada, vai vir Vinícius? – No mesmo instante ele fez uma cara muito estranha, uma mistura de surpresa com tristeza, e no mesmo momento me arrependi da pergunta que fiz.

– Não. – Ele respondeu rapidamente.

Caio percebendo o clima que ficou meio estranho começou a falar algumas coisas aleatórias que nem me lembro o que era, fiquei tão tensa que entrei no modo automático. Logo cheguei em casa e nos despedimos. Pelo menos não teria que ver Vinícius e a namorada se pegando. Não que eu me importe muito, claro. Mas enfim, seria desagradável.

Eu chamei Lucca para ir no dia da corrida, mas ele disse que teria uma prova importante no dia, eu fiquei um pouco triste mas no fundo tive um alívio. Não me entenda mal, mas acho que seria estranho ele conhecer Vinícius já que ele sabia que eu gostava dele.

1 semana antes da corrida, em um dia de tarde, Caio e Vinícius apareceram na minha casa me chamando para ir na pracinha cronometrar o tempo de corrida deles, nós rimos muito já que Caio realmente corria rápido, mas era muito desengonçado. Eu virei a treinadora oficial dos dois, gritando palavras de incentivo como: “Corre mesmo seus frangos” ou “É só isso que você consegue correr garotinha?”, mas que acabaram funcionando já que eles estavam correndo cada vez mais rápido. Depois que treinaram muito, os dois estavam vermelhos e suados, Caio deitou na grama e disse:

– Nossa Vinícius, me arrependi de ter chamado a Amy. Ao invés de ser treinadora ela foi uma opressora isso sim. – Vinícius riu.

– Mas fala aí, funcionou. – Eu disse, me sentando.

– É verdade Caio, isso você não pode negar. – Vinícius falou se deitando também, na minha frente. Seu cabelo suado grudava na testa, e mesmo assim ele continuava lindo e... AMY PARA COM ESSES PENSAMENTOS!

Caio fez uma careta e nós rimos. Decidi me deitar também, e ficamos em silêncio por um tempo, até que acabei pegando no sono, mas acho que cochilei apenas uns 15 minutos, acordei com o Caio rindo e tirando uma foto minha, comecei a correr atrás dele tentando pegar o celular da mão dele, até que desisti e voltamos para onde Vinícius estava sentando.

– Amy, a sua bund... – Ele disse corando.

– QUÊ? — Olhei para minha bunda e estava cheia de grama, não sabia onde enfiar a minha cara até que Caio começou a gargalhar descontroladamente e dizer:

– VINÍCIUS ESTAVA OLHANDO PARA SUA BUNDA!! – Vinícius deu um soco no braço dele e tentou disfarçar:

– Vocês estavam correndo longe e eu vi vocês de corpo inteiro, e...

– Tá bem, está tudo bem, vamos voltar para casa agora? – Falei antes que ele ficasse com mais vergonha ainda.

– Vamos. – Eles responderam junto, mas Caio, é claro, continuava a rir.

[...]

Logo o dia da corrida chegou, ela aconteceria em um clube, onde a quadra e as arquibancadas eram muito maiores do que o colégio para caber todos os convidados, os alunos deveriam ir pela manhã para organizar as torcidas de cada sala, e os convidados só de tarde.

Quando cheguei lá todo mundo já estava animado, apenas Vinícius não tinha chego, começamos a arrumar nossa parte da torcida, criamos gritos de guerra, distribuímos bexigas pelo nosso local e o tempo passou voando, já era hora dos convidados chegarem, então fui perto da entrada do clube para esperar meus pais. Depois de uns quinze minutos Vinícius chegou correndo para a entrada já com a roupa da corrida e chamei ele, que fez uma cara de alívio e veio na minha direção.

– Eu acordei atrasado e ainda peguei o ônibus errado para chegar até aqui, já começou? – Ele disse, ofegante.

– Ainda não, os convidados começaram a chegar agora..

– Ufa, achei que o pessoal da minha sala ia querer me matar.

– Se você não chegasse em quinze minutos, tenho certeza que sim. – Falei em tom de brincadeira.

– O que eu perdi?

– Encher muitas bexigas e ter seus tímpanos estourados por garotas histéricas cantando grito de guerra.

– Acho que fiz bem dormindo meia hora a mais então?

– Pois fez muito bem! – Nós rimos.

Ele tirou um pedaço de tecido de sua mochila e pediu:

– Amarra isso para mim? – Ele se virou de costas e me deu sua faixa, que deveria ser colocado na testa. Fiquei na ponta dos pés e quando dei o segundo nó senti alguém colocando as mãos nos meus olhos.

Logo imaginei ser meu pai, ele adorava essas brincadeirinhas.

– Pai? – Falei.

Quando me virei para ter certeza de quem era, tive uma surpresa não tão agradável assim.

– LUCCA?