You let her go - Você a deixou ir

1 Capítulo 1 - Maldição do primeiro dia.


Notas iniciais
Ah eee falei que saia ainda hoje, espero que gostem, e não se esqueçam de comentar o que gostaram e o que precisa melhorar :)

– E ai, ansiosa para amanhã? -Disse Alice.

– Demais. -Sorri falsamente. — Ansiosíssima para começar a acordar cedo todos os dias.

– Espero que tenha meninos novos bonitos. — Luly disse deitando na minha cama e fechando os olhos.

– Você só pensa nisso. — Revirei os olhos.

– Mas Amy, admita. Tá na hora de arranjar um namoradinho não acha? -Alice piscou.

– Antes só do que mal acompanhada.

– Antes com alguém do que sozinha encalhada. — Luly disse, e rimos.

– Ah,esses garotos são uns cretinos. — Falei.

– Não generalize ok?Chris não é assim. — Alice disse. Ela é alta, magra, com cabelo castanho e liso, um pouco abaixo do ombro, ela também é muito alto astral, o único problema é que ela é um pouco ingênua. Chris era o garoto mais popular do colégio, no qual ela sempre teve um amor platônico.

– Ah-Hã. — Eu e Luly fingimos concordar.

– Você o conhece tãaao bem. — Luly ironizou. Ela é loira, seu cabelo é médio e enrolado, e bom, ela é do tipo dos garotos, entende? Loira, com corpo definido, e ela faz bastante sucesso com eles, mas ela não sai ficando com qualquer um. Ela fala demais, e é muito engraçada.

– Quem precisa de garotos quando se tem as duas melhores amigas do mundo. -Falei, abraçando-as.

– Ok, vocês são umas lindas, mas nada se compara a ter um namorado. — Luly disse.

Fiz cara feia e cruzei os braços.

– Ah Amy, só porque você sofreu por causa daquele babaca não quer dizer que todos os garotos sejam assim, entende? -Alice disse, dando tapinhas na minha cabeça.

– Uh-hum.- Murmurei. Eu não era muito alta, com cabelo preto e ondulado, até a metade das costas, e bom, minha personalidade você poderá conhecer com o decorrer do tempo. Eu moro com meus pais, meu irmão mais novo e meu cachorro Leon, um labrador.


BIP-BIP

– Ah, meu pai chegou. — Luly e Alice moravam perto uma da outra, até da minha casa não era assim tão longe, mas como já estava escuro o pai da Alice veio buscá-las.

Acompanhei-as até a porta e nos despedimos.

– Até amanhã, durmam bem. — Falei.

– Amanhã começa tudo de novo. — Luly fez uma cara triste.

– Primeiro dia do nosso segundo ano. — Alice disse animada.

Fechei a porta e soltei todo ar do meu pulmão. Estava me sentindo nervosa, mesmo falando que não estava ansiosa, todos primeiros dias de aula são um desastre. E aposto, esse não seria diferente. Na quinta série, eu sentei em um chiclete, na sexta eu entrei na sala errada, na sétima um pássaro fez suas necessidades na minha mochila, na oitava eu cai de joelho no caminho do colégio e fui com os joelhos ralados, e no primeiro ano eu derrubei minha bandeja do almoço, consegui salvar meu lanche, mas meu suco se espalhou pela cantina inteira. Não pense que sou desastrada assim o tempo todo. São os primeiros dias de aula. E estou esperando o que mico que pagarei amanhã. Ah, porque não falto no primeiro dia? Porque há tipo um mini evento de apresentação dos alunos novos, de introdução das normas da escola, além de conhecer os professores novos e ver a sala que você caiu. Eu já estou acostumada com os micos do primeiro dia de aula, eu sei que daqui a alguns anos eu irei rir de tudo isso, então ok. Não me preocupo muito com isso. Além de que tenho esperança que nada aconteça. Estou levando roupas reservas e várias barras de cereais, para não ocorrer riscos de acidentes alimentícios, estou preparada para qualquer tragédia que possa ocorrer.

Passei no meu quarto, peguei meu pijama e toalha, tomei um banho e entrei no meu facebook, todos muito ansiosos para o primeiro dia de aula, então minha mãe me chamou para o jantar, desci correndo, arrumei a mesa, jantamos e meus pais perguntaram a mim e ao meu irmão se estávamos nervosos para o primeiro dia de aula, eu disse que sim, e meu irmão, que vai para sexta série, disse que não.

– Blée , Amy tem 15 anos e ainda fica nervosa para o primeiro dia de aula.

Mostrei a língua e falei:

– Cala boca garotinho de sexta série.

– Que é mais corajoso que você. — Ele completou, o encarei e meus pais riram.

Quando todos acabamos de jantar, fui lavar louça. Eu até que não ligava para isso, colocava os fones e lavava tudo bem feliz, até porque meus pai trabalhavam o dia inteiro, minha mãe chegava e fazia a janta, minha obrigação era no mínimo deixar a casa um pouco em ordem.

Depois que terminei, escovei os dentes e me deitei, era 23:00, fiquei rolando na cama, pensando no dia seguinte, as catástrofes que poderiam acontecer, e quando vi já eram 2:00 da manhã, tentei relaxar e adormeci.


[...]

6:30

TRIIIIIIIIIIIMMMMMMMM

O despertador do meu celular era um toque agudo, para me fazer despertar rapidamente, não gostava de colocar nenhuma música pois sempre acabava pegando raiva dela por me fazer acordar tão cedo todos os dias.

Porque a cama pela manhã era tão confortável, tão quentinha, aconchegante? Quero dormir mais, por favor me deixem dormir mais. Do nada se dá um clic na minha cabeça e decido me levantar, pego meu uniforme, vou até o quarto do meu irmão, dou lhe um chacoalhão e grito “ACOOORDA NICK”, puxo-o até cair fora da cama e ele continua lá, deitado, desisto, e me dirijo ao banheiro, tomo um banho, escovo os dentes, pego minha mochila no quarto e vou até a cozinha, dou bom dia aos meus pais, tomo o café da manhã, e digo para terminarem de acordar meu irmão, ele entrava no colégio meia hora mais tarde, e meus pais o levavam porque ele estudava em outra escola, mais longe de casa e era a a caminho do serviço da minha mãe, me despedi e sai andando, tomando cuidado onde pisava, minha casa era a umas 7 quadras do colégio, então não reclamava de ter que ir andando.

Quando cheguei cumprimentei meus amigos e fui verificar a sala que eu estava, continuou quase a mesma do ano passado, só alguns alunos trocaram e uns novos entraram, Luly e Alice estavam na minha sala, mas elas ainda não haviam chegado, coloquei minha mochila na sala de aula e me dirigi ao salão do colégio, que era onde acontecia as reuniões, e as apresentações dos primeiro dia de aula, todos os anos era a mesma coisa, e estudo neste colégio desde a quinta série. Encontrei um grupo de pessoas que eram da mesma sala do ano passado, e comecei a conversar com eles. Todos contando sobre como foram as férias, e o quão felizes estavam pela sala continuar praticamente a mesma. Eu não parava de olhar a entrada do salão, a espera de ver Luly ou Alice chegando, quando de repente um garoto alto, com cabelo bagunçado preto, olhos grandes e escuros, ele estava rindo, mostrando dentes brancos e alinhados entrou, junto com um outro garoto, que para falar a verdade nem me lembro como ele era, eu nunca tinha visto ele pelo colégio nos anos anteriores, com certeza era aluno novo, e eu esperava ansiosamente para que ele fosse da minha sala. Continuei olhando para ele, não queira imaginar minha cara de chocada, ele olhou para mim também, por alguns segundos e eu desviei o olhar, voltando para a conversa com meus amigos.

Ele foi se sentar mais para frente, até que sinto alguém me puxando, me viro e me deparo com Luly.

– Oi Amy! Chegou cedo!

– Aham, vamos nos sentar? -O pessoal da minha sala estava conversando de pé no fundo da sala.

– Vamos. — Nos sentamos umas 4 fileiras atrás daquele garoto, apontei para ele — Tá vendo aquele menino? Você se lembra dele no ano passado?

– Hummm. Não lembro não. Tá interessada Amy?

– Ah, ele é bonitinho. -Ela ri.

– Quem? — Uma voz surge do nada.

– Finalmente senhorita chegou. -Me virei e vi Alice, dei tapinhas na cadeira do meu lado para ela se sentar.

– E ai gente, já localizaram alguns gatinhos?

– Amy já achou o dela. -Luly apontou para frente.

– Vai desencalhar esse ano amiga? -Alice piscou para mim.

– Ai gente, só achei ele bonito, nada de mais.

– Por favor, todos se sentando. -O diretor começou.- Espero que esse ano seja cheio de surpresas boas, estamos botando fé em vocês.- Ele prosseguiu um longo discurso, as normas do colégio,como funcionariam as aulas, alguns eventos que aconteceriam no ano, etc. Depois ele pediu para que todos se dirigissem a suas salas, que um professor logo começaria as aulas.

Fomos para a sala, e nos sentamos, havia pouquíssimos alunos novos na nossa sala, duas garotas, e dois garotos, um deles até que bonito, mas nada que me chamasse muita atenção. Logo a professora entrou, e pediu para que os alunos novos de apresentassem. Uma garota era de outra cidade, tinha cabelo curto e castanho, se chama Laís, a outra era bem mais bonita, e vi todos os garotos da sala encarando-a enquanto se apresentava, se chama Bianca, um garoto era baixinho, de cabelo enrolado, Luís e o outro – o que achei bonito – era mais alto, com cabelo arrepiado e castanho, Caio. A aula continuou, os primeiros dias sempre eram assim, quase não tínhamos aula, os professores se apresentavam e explicavam como funcionariam os trabalhos, tarefas, etc. As aulas foram se passando rapidamente e logo tocou o sinal do intervalo, Luly e Alice compraram lanche na cantina e eu, bem, me contentei com minhas barrinhas de cereal – Prevenindo queda de lanche – E fomos até a quadra. Nos sentamos na arquibancada e assistimos o jogo de futebol dos garotos. Logo eles estavam se substituindo, e entra aquele garoto alto e moreno, que vi no salão principal. Eles começaram a jogar, aquele menino chutou a bola com tudo. Adivinha para onde a bola foi? Minha cara. Ele correu para pegar a bola, na minha direção, senti meu rosto ficar vermelho pela bola e também vergonha, todos na quadra olhavam para mim, ele pegou a bola pediu desculpas e abaixou a cabeça, eu consegui só dar um sorrisinho e sentir o rosto arder e ficar mais vermelho ainda.

Enfiei o rosto nas mãos e Alice me abraçou.

–Maldição do primeiro dia de aula. — Luly começou. -Esse ano até que caiu bem.

Primeiro dia de aula do meu segundo ano do colegial. Fui acertada pelo garoto novo, que o achei lindo, ele não era da minha sala e nem sequer sabia seu nome.

Fomos até o banheiro para eu lavar o rosto.

– Você está acreditando nisso Amy? Aquele cara que você gostou chutou a bola na sua cara. -Alice disse.

– Toda escola viu isso, não sirvo nem para defender uma bola. -Comecei a passar água no rosto.

– É você estava hipnotizada pela beleza daquele garoto. E quando ele veio pedir desculpa e pegar a bola, você precisava ver a sua cara. — Luly disse e as duas riram, fiz bico.

– Ai meu deus, ele deve me achar uma lerda esquisita.

– Calma, ele deve ter se sentido culpado, vocês viram quando ele abaixou a cabeça? -Alice disse.

– Aham, em nenhum momento ele riu, parece bem sério. — Luly pegou uns papéis para eu secar o rosto.

Bateu o sinal e voltamos para nossas salas, no corredor trombei em alguém, pedi desculpa e olhei para cima. Sim sim, por ironia do destino era o “garoto alto”, vamos chamá-lo assim, até que eu saiba seu nome.

– Me desculpa por ter acertado a bola na sua cara. — Ele olhava para o lado com a mão na nuca.

– Ah,tudo bem. — Sorri, e pela primeira vez ele olhou para mim nos olhos.

Depois disso eu meio que continuei andando e depois corri para sala, não perguntei seu nome, nem vi para qual sala ele iria. Ok, se arrependimento matasse eu não estaria aqui. Luly e Alice tinham continuado andando para sala desde que eu trombei nele, então contei a elas. Então, elas fizeram o discurso, disseram o que eu já sabia, que eu devia ter perguntado o nome dele, e em que sala ele estava. Tudo bem, superei isso.

Mais três aulas, apresentações dos professores, fiz algumas anotações e logo o sinal da escola bateu. Arrumei minha mochila, dei tchau a Luly e Alice, e quando eu estava no portão, no muro estava “o garoto alto” e o Caio, o menino novo da nossa sala, então era com ele que ele estava rindo hoje de manhã? Caio era o garoto que eu nem prestei atenção por estar tão fixada no outro menino? Qual a relação dos dois? Eles deviam estudar no mesmo colégio, então “o garoto” deve ser do segundo ano também. Fiquei paralisada vendo eles, ele estava mexendo no celular, e Caio olhou para mim, eu desviei o olhar e continuei andando.