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7 Capitulo 7: Unicórnio do Steve


Olhei pra Natasha incrédulo.
— O que? Isso é a faze terminal 789? Como assim?
— Havia uma lenda sobre essa fase terminal... que congelava nossos corações se desobedecermos... Mas nunca fizeram isso então... ignoramos... É nunca nos preocupamos com o dispositivo...
— Não, é impossível... Não... É sério?
— Não sei... Eu... Estou bem agora... Só preciso me deitar... E... Acho que estou ficando doida... — ela sorriu.
— Tem certeza que esse dispositivo não existe?
— Eu... pouco provável... É se existir... Não podemos fazer nada... Minhas pernas estão dormentes... — ela riu.
— Tudo bem, eu te levo lá pra cima. — eu a peguei no colo. Ela agarrou meu pescoço com as mãos, deitou a cabeça sobre meu peito e fechou os olhos.
(...)
Coloquei ela sobre a cama, e peguei um cobertor.
— Você está bem? — eu sentei do seu lado.
— Sim... Mas... Minha cabeça dói...
POV Natasha
Deus, meu coração doía literalmente. Mas a opção do meu coração estar sendo congelado... Estava fora de questão. Eu estava gelada, e com frio, além da dor de cabeça insuportável.
— Tem certeza que está bem?
— Sim, eu só preciso dormir... Pode ficar comigo? Por favor...
— Claro Nat. — ele se sentou na cadeira ao lado da minha cama.
— Não precisa ficar aí.
— Estou confortável aqui. — Como se eu fosse atacar ele.
Acenti e fechei os olhos. Em pouco tempo estava dormindo.
(...)
Acordei ofengante sentindo uma dor enorme no lado esquerdo.
— Nat? — Steve acordou. — Ta tudo bem?
— Não — eu disse sentindo a dor voltar. Fechei os olhos com força.
— O que posso fazer? — Ele se sentou do meu lado com uma cara de preocupação.
— Foi só um pesadelo... — eu disse. Não queria que ele soubesse das dores. Acharia que estou maluca. Precisava dele agora. — Pode deitar comigo? Por favor... Sem segundas intenções eu juro. — fechei os olhos tentando espantar a dor.
— Claro Nat, eu sei. — ele se acomodou do meu lado, um pouco distante. Ignorei isso e o abracei com toda a força, e ele fez o mesmo.

Acordamos com o barulho do celular de Steve.
— Desculpa. — Ele disse — Alô? Tony? Pera, fala de vagar. Onde eu tô...? Ah... — eu ri da cara dele. — Reunião com os Vingadores? Tony, são três da manhã... Tudo bem. Estou descendo. Tchau. — Ele desligou. — Tenho que ir. Você fica bem?
— Eu vou junto. — eu levantei seguido dele.
— Não vai Não Nat... — ele me segurou. — Por mais que seja cabeça dura, você não admite que não está bem.
— Tudo bem Steve. — eu me deitei de novo. Ele chegou mais perto e me cobriu direito. Só cedi porque duvidava muito que essa dor me deixaria andar antes de uma boa noite de sono.
— Volto num estante. — ele beijou minha testa, o que me fez sorrir. Deus, o que estava acontecendo comigo? Ele saiu. Tentei dormir de novo, mas desde que Steve levantou era impossível. A dor voltava... Quando estava perto dele, não doeu assim. Hã, se meu coração estivesse congelando, diria que perto de Steve meu coração aquecia. KKKKK não.
Passei muito tempo encarando o teto, com as dores aumentando. Merda... Senti minhas mãos soando frio. Meu coração não estava começando... Meu coração não estava congelando...
Droga, meu coração estava congelado.
— Jarvis... A reunião acabou?
— Sim senhorita Romanoff. Mas eles estão conversando lá em baixo. Quer que eu chame alguém?- Eu levantei.
— Não. Tudo bem. Está tudo bem. — eu gemi de dor.
Meu coração estava realmente congelando... Senti isso quando não o consegui ficar de pé. Coloquei um casaco e uma touca e me levantei com dificuldade. Abri a porta, sentindo a dor voltar. Comecei a avançar pelo corredor com passos pequenos e com uma dor absurda no lado esquerdo do peito. A dor forte voltou e não consegui ficar de pé.
POV Steve
— Vou subir. Boa noite.
— Tchau Steve! E manda um Oi pra ruiva... — Senti minhas bochechas corarem.
Subi as escadas rapidamente. Virei a esquina do corredor e vi Natasha perto da porta de seu quarto deitada no chão. Corri até ela.
— Nat?
— Steve...
— O que houve?
— Eu não estou louca... A fase terminal não é só verdade, como está me matando... Eles... — ela deu um grito de dor. — Steve — a ruiva em minha frente gemeu de novo. Eu não sabia o que fazer. A peguei no colo, e comecei a correr a procura de alguém.
— Wanda! Tony! Thor! Bruce! Pepper! Bobbi! — eu gritei correndo com Natasha em meus braços. Ela começou a ficar mais gelada. A deitei no chão, e dei meu casaco pra ela, sem ligar se iria sentir frio. Não ligava pra nada agora. — Jarvis chama alguém agora! Natasha o que eu faço?
— Não há nada a fazer Steve... — ela fez uma careta batendo os dentes de frio.- Já começou... Não da pra interromper... Quero que saiba... que me arrependi de verdade... por tudo o que eu fiz... É gostaria de poder concertar isso... Mas não há tempo. É melhor assim. Sou perigosa de mais pra ficar viva... — eu neguei com a cabeça, sentindo meus olhos se encherem de água.
— Você vai ficar bem, e vai mudar isso... Vamos superar isso... Você me entendeu? Fique bem... Jarvis chamou ajuda... Você vai ficar bem... Nós dois vamos. — ela me puxou pra perto e me beijou.
— Estou de saída...
— Não é uma opção.
— Vocês são lindos juntos, mas Jarvis disse que seu coração tá congelando... Que porra é essa? — Tony se agaixou perto de nós.
— Tem um dispositivo... me congelando... — ela mostrou as mãos que começaram a congelar aos poucos. Literalmente.
— Deus. — ele colocou a lanterna nos olhos de Natasha — Temos que te levar pro hospital da SHIELD. Um normal, não vai dar conta disso.
— Tony a Pepper...O que?!
— O coração dela tá congelando, temos que ir pra SHIELD, coisa normal do dia a dia.
(...)
Descemos as escadas, e sentei no carro de Tony com Natasha em meus braços.
— Aguenta Nat... -eu segurei sua mão que se revestia mais em gelo em alguns minutos. Ela acentiu fechando os olhos. O trânsito de Nova York poderia matar Natasha, por mais estranho que pareça. A ruiva em meus braços ficou mais gelada ainda (como se fosse possível) e gritou de dor.
— Chega. — eu abri a porta do carro.
— O que vai fazer seu maluco? — Wanda perguntou.
— Salvar Natasha. — Ajeitei a touca em sua cabeça e comecei a correr. Senti as mãos dela virarem gelo sólido. — Calma Nat... Aguenta mais um pouquinho. Avistei o hospital da SHIELD, e entrei apressado ignorando o cansaço.
— Steve? — Clint veio até mim. — O que foi?
— Chama os médicos agora!
(...)
Passaram-se, 4 horas, desde que Natasha entrou naquela sala de cirurgia. Os médicos removeram o dispositivo, mas tiveram dificuldades pra conter o gelo que continuou penetrando pra se coração. Ela teve 4 hemorragias, uma parada cardíaca... Ou seja... Natasha quase morreu. Eu devia... Eu devia ter feito alguma coisa... insistido pra traze-la pra cá quando tive a chance... Merda, porque eu estou me culpando? Vou matar aquele homem assim que tiver a chance.
Eu, Tony, Clint e Wanda estávamos esperando respostas. Bobbi invadiu a sala.
— Meu Deus, a Nat está bem? Ela... Vai...
— Bobbi... Calma. Não temos muitas informações... Ela está em cirurgia.
— Não sabem se ela vai ficar bem? — Hill entrou um tempinho depois.
— Não. — Eu disse sentindo as lágrimas se formando em meus olhos.
POV Tony
Eu sabia que ele amava ela! Ele seus olhos estávam vermelhos de tanto chorar, e não parou de encarar a porta nem um segundo. Toda vez que alguém passava, ele quase pulava no pescoço da pessoa.
Depois que a ruivinha sair da qui, que vai sair com sorte, vou fazer de tudo pra eles ficarem juntos...
Um médico passou pela porta segurando uma pasta. Steve, quase pulou no pescoço dele, mas começou a falar mesmo assim.
— Não tem mais gelo no coração dela. — Acredite tem sim. — Mas ela perdeu muito sangue. Ela é O-, o sangue mais raro, que não temos o suficiente aqui. E pra piorar, o sangue tem que ter o soro.
— Eu sou O-. Nossos soros são quase iguais. Não vale a pena tentar? — a voz dele parecia pesada e triste. Naquele momento percebi que ele faria tudo pra ajudar ela. — O que su tenho que fazer? É a única chance dela.
— Se tirarmos essa quantidade de sangue de uma vez, você pode morrer.
— Não ligo. Salve ela. — Anw! Vou casar com ele. Depois dessa sou considerado Gay? Ou no caso lésbica? Ih, liga não.
— Tudo bem. Me acompanhe.
(...)
POV Narrador
—Tiraram 2 litros de sangue de Steve. — Tony disse.
— Sim. E isso significa...
— Steve ama ela! E ela ama ele também, acredita em mim. — Wanda riu.
— Sim e você chegou a essa conclusão agora...? — Clint disse.
— Qual é... Eu sou lerdo. Me deixa. — Steve abriu a porta.
— Você tá bem?
— Sim, se tiver um unicórnio na minha frente. — Steve caiu no chão.