You have a choice

1 Capítulo 1: Ruivinha


OV Steve

Estava tranquilamente, bebendo meu café, quando ouvi o alarme de alerta. Peguei meu escudo, e corri em direção ao problema. Vi homens mortos no chão, de um jeito assustador. Uns estavam com balas na cabeça, outros estavam amarrados pelo pescoço, outros com poças de sangue a seu redor. Era ela. Segui o rastro de morte que havia deixado, e vi uma mulher ruiva coletando dados e colocando num pendrive. O que uma base pequena no Alasa poderia conter de importante, para nos dar o prazer da Viuva Negra nos visitar. Ela logo percebeu minha presença e se virou rápido.

— Oi. – eu disse tentando evitar uma briga feia. – Você quer mesmo fazer isso? – ela olhou pro chão.

У меня нет выбора— ela disse. Pelas poucas coisas que sabia sobre a língua russa, deduzi que, ou ela pediu comida numa linha de fast food e está revoltada ou disse que não tem escolha. Ela veio pra cima de mim com um chute na barriga. Ela apoiou a perna no chão, e veio me dar um soco.

Você tem escolha. – Eu segurei seu braço. – Ou você pode reembolsar seu pedido. – Ela se apoiou no meu ombro, e deu um salto acertando minha cabeça. Cambaleei pra trás. Ela pegou uma faca, e antes que eu pusesse reagir, ela a enfiou em minha barriga. Eu gemi com a mão na barriga. Me levantei rápido, e acertei um soco, que a fez cambalear também. Ela me deu um chute no mesmo lugar que havia enfiado a faca. Me apoiei no chão, e pude ver seu pé indo em direção há meu rosto. Merda, iam me lavar e vender meus rins.

POV Natasha

Se quisesse realmente matar ele, já teria feito. Peguei o pendrive, e sai correndo. Pensei em suas palavras: Você tem escolha. A verdade, é que eu não aguento mais fazer isso. Obedecer a HIDRA. Quando pensei que me livrei da KGB, aparece a HIDRA. Hãm, pra onde eu iria? Em que lugar poderia viver em paz? Tss. Não se iluda. Seu lugar é aqui. Era o que eu tentava me convencer.

(...)

— Missão cumprida. – Notifiquei ao homem carrancudo em minha frente. Na primeira oportunidade, iria mata-lo.

— Muito bem. Agora, preste atenção Natália. Eles tem um plano, pra te levar pro lado da SHIELD. Você vai aproveitar. Tem que fingir que está do lado deles. Os convença, de que podem confiar em você. E não se esqueça, de que sua lealdade tem dono – Ah, então foi isso que eu roubei...

— Sim senhor. Hail Hidra. – forcei um sorriso.

(...)

POV Steve

Abri o olhos, e vi o teto branco inconfundível da SHIELD. Levantei, e logo, Barton entrou.

— Ei cara. Estão todos se perguntando, quem foi capaz de deixar um rastro de morte, e deixar o Capitão América hibernando como um mamute?

— Nem vai acreditar. Por quantas horas fiquei em coma?

— Três. Responde, to curioso.

— A Viúva Negra. – ele arregalou os olhos pasmo.

— Ninguém sobreviveu pra contar a história de como ela é. Mas, diz aí, como ela é?

— Ruiva. Tem cabelos longos e lisos até o ombro. Sempre de uniforme preto. Ela é bonita e...

— Cap, cap. Ficou reparando nisso e hibernou, como castigo? – ele sorriu. Eu empurrei o rosto dele segurando um sorriso.

— ROGERS! – Fury gritou.

— Ih, fui.

— Espero que nossa amiga tenha levado algumas. – Nick se aproximou dele.

— Levou sim Nick. Não que eu quisesse fazer isso. – estendi a mão pra ele.

— É claro que não. – ele disse. – Se acomode, volte a rotina, e em meia hora, quero uma reunião com os Vingadores.

(...)

— Temos um problema. – Nick continuou.

— E é um problema ruivo. – Clint disse.

— A Viúva Negra. Já devem ter ouvido falar dela. – Tony pegou um papel. – Nome real: Sei lá. Idade: Sei lá. Nacionalidade: Russa. – Até que enfim sabiam alguma coisa. – Fluente em mais de 24 linguas, Mortes: 961, contando as vítimas de ontem. Poderes: Envelhecimento retardado, resistência física reforçada, sistema imunológico potente, capacidade hipnotizante do sexo oposto, e as vezes do mesmo. Extensivo treinamento militar em artes marciais e espionagem, rastreio; Combate corpo-a-corpo, boxe, vale tudo; Atleta e ginasta de nível olímpico; Perita em armas de fogo e Habilidades de dança; — Vi o queixo de todos caírem, porque, nossa.

— Vamos traze-la para o nosso lado.

— O QUE? – Wanda gritou.

— E se... ela tentar matar a gente em quanto comemos cereal de manha? – Tony ironizou.

— Vamos traze-la. Não deixa-la sendo assassina psicopata aqui. – Nick disse.

(...)

Estava prestes a fazer uma assassina passar pro lado dos boizinhos. Se eu esta nervoso? Muito.

— Cap? – Clint disse no rádio. – Relaxa. Da pra ouvir sua respiração da qui.

— Vem você no meu lugar. – eu o repreendi.

— Tudo bem. Ela tá no caminhão, que vai passar de baixo de você agora. – Clint notificou. Apertei o escudo, e pulei da ponte, assim que o caminhão passou. Levantei, e quebrei a janela do carona e entrei no veiculo. Ela me olhou feio, e colocou o pé no volante, na tentativa de não deixar o veículo bater, e mirou a arma em mim. Imobilizei sua mão, e segurei o soco que sua mão mirou em mim.

— Quero te ajudar! – eu gritei. – Sei que não quer me matar. – Ela olhou ora baixo. Ela tirou o pé do volante, e me deu um chute. Coloquei seu pé de baixo do meu braço. Ela parou de forçar, e olhou pra onde o caminhão estava indo. – Vai ter que confiar em mim, ou nós dois vamos morrer. – ela olhou pra baixo de novo. Soltei seu pé devagar, mas ela forçou pra me chutar de novo. – Você não vai cooperar não é? Deixa eu te ajudar, por favor. Aliás, nem sei se fala inglês. – ela acentiu. – Você fala minha língua? Bom. Sabe que vamos morrer, se ficarmos imobilizados dentro de um caminhão indo pro precipício... Vamos... Deixa eu te ajudar. Estou aqui em nome da SHIELD. E queremos te levar pra um bom caminho. Se você quiser. Não vou te forçar. Eu prometo. Eu vou te soltar, e se quiser pode me matar. E morrer. Faltam dois metros. – eu a larguei. – Vou te salvar Viuva. – peguei a mão dela. A puxei pro meu lado, e posicionei o escudo; abri a porta e saltamos. Ela agarrou meu braço. Caímos no solo quente. Na sua cabeça havia um machucado, e ela estava desmaiada. Ótimo. A peguei no colo.

— Missão cumprida.

(...)

— O que vão fazer com ela? – Perguntei.

— Não cabe a você agora Rogers.

— Fury, ela sentia medo. Eu vi nos olhos dela.

— Duvido. Preciso que fale com ela. Quando acordar lógico.

— Onde ela está?

— Na solitária.

— Steve! – Vi Sharon gritar.

— Tudo bem. Depois falo com você Nick. Oi Sharon.

— Quer tomar um café?

— Queria Sharon. Tenho que conversar com... A Viuva Negra.

— Nossa.Você vai? Não deixa essa louca psicopata te matar. – Não tive tempo de protestar, ela saiu rebolando.

(...)

— Ta tudo bem? – Wanda perguntou.

— Estou preocupado. Com ela. Com pena também. Ela parecia com medo, perturbada, perdida, sem rumo. Ela me intrigava cada vez mais. O que será que essa ruiva enfrenteou? Sozinha? Provavelmente...

— Steve! – Clint entrou voado pelo refeitório, driblando agentes. – Ela acordou! – levantei rápido, e voei até a solitária da SHIELD.

— Não me toca! – vi a ruiva gritar das câmeras. Um homem ia se aproximar dela.

— Mandem ele sair. E saiam da qui, por precaução. – eu ordenei. O cara saiu e eu entrei. Ela estava encolhida num canto, agarrada a camisa de força. – Olá. Eu disse que iria te ajudar e estou te ajudando. – eu me aproximei. Ela me olhou e se afastou mais. – Tudo bem. E, se você não quiser falar tudo bem. Qual o seu nome? – ela não respondeu, só olhou pra baixo. – Tudo bem. Vou te chamar de ruivinha. Tudo bem? – ela soriu com os olhos. – Que tal arrumarmos um jeito de nos comunicar? Duas piscada pra sim, e três pra não. Certo? – ela piscou duas vezes. Eu sorri e sentei no chão. – Bom. Já podemos nos comunicar. Como está a testa? – ela piscou duas vezes. – Um número par concordando, e um impar discordando. – ela piscou quatro vezes. Considerei isso um ok. – Ruivinha, quero te ajudar. De verdade. Mas preciso da sua cooperação. Você quer ser ajudada? – ela não respondeu. – Prefere ficar aqui pra sempre... – ela piscou três vezes. Não. – Diria pra estalar os dedos... Isso incomoda não é mesmo? – ela piscou duas vezes. Sem pensar duas vezes, saquei uma faca do bolso, e fui na direção dela. Ela arregalou os olhos tentando se afastar de mim. – Ei! Não vou te machucar. Acho que isso pareceu mais ameaçador que na minha mente... Nunca mais vou te machucar. Eu juro. – Ela cede, ainda em alerta. Rasguei a camisa de força dela, e peguei sua mão, fazendo o sangue circular. – Novamente, você pode me matar a qualquer hora e...

— Natasha. – ela disse olhando pro chão. Eu sorri.

— Oi Natasha. Sou Steve.