Notas iniciais
OI BAUNILHABURGUERS!! (nomezinho escroto) Bem, aqui estou eu again com mais um capítulo novo para vocês. Bem essa semana eu estava com alguns probleminhas femininos então... Eu estava com raiva do mundo inteiro e não queria (ou não tinha paciência ou criatividade suficiente) para criar um capítulo descente para vocês meus queridos leitores. Já que eu quero encher linguiça, eu gostaria de agradecer as minhas fabulosas e fabulosos leitores por lerem e comentarem a história. VOCÊS SÃO DIVOS!!!!

Já estava na aula de matemática quando um senti o telefone vibrar no bolço traseiro da calça jeans. Havia uma nova mensagem.

"Luke: Quer voltar comigo pra casa? Consegui convencer o mala do Isaac a me dar o carro hoje."

Franzi as sobrancelhas.

"Nick: Seu irmão nunca te dá o carro.

Nick: Por que ele começaria agora?"

Deixei o telefone em cima da mesa e comecei a tentar prestar atenção ao conteúdo de trigonometria. O telefone vibrou novamente.

"Luke: De noite eu vou sair com Emily."

Uma bola de desgosto cresceu na minha garganta. Era por ela que Luke estava apaixonado.

"Nick: Ah.

Luke: O que você quer dizer com "ah"?

Nick: Eu quero dizer que, entendo porque seu irmão te deu o carro. Só isso.

Luke: Só isso? Você ta estranha desde que eu disse que ia sair com Emily.

Nick: Eu não estou. Só acho que ela não é a certa pra você.

Luke: Você esta bem enganada. Emily é a certa, nunca senti nada igual a isso.

Nick: Eu só acho, que não é ela.

Luke: Mas é. Você sabe muito bem disso. Apenas deixe de ser burra e ignorante, se não quer ajudar então não atrapalhe."

Eu me irritei. Luke nunca havia sido grosso comigo, ao menos não desse jeito, mesmo que fosse em uma conversa por mensagens de texto.

"Nick: QUEM ESTÁ SENDO RIDÍCULO É VOCÊ. SABE COMO TODOS TE CHAMAM PELO COLÉGIO? DE GALINHA. TODOS SABEM, QUE VOCÊ VIVE ATRÁS DE TODAS AS GAROTAS DESSA ESCOLA.

Luke: TODAS MENOS VOCÊ, QUE NUNCA TEVE UM BOSTINHA DE NAMORADO NA VIDA. APOSTO QUE NÃO SABE NEM SEQUER O QUE É ESTAR APAIXONADO. NUNCA NEM TE VI DERRAMAR UMA ÚNICA LÁGRIMA EM UM FILME TRISTE OU DE ROMANCE, DUVIDO QUE VOCÊ TENHA UM CORAÇÃO.

Nick: Eu com certeza não sei."

Desliguei o telefone e o joguei dentro da bolsa. Não queria receber mais nenhuma mensagem dele.

Luke era um idiota o maior de todos. Ele não tinha o direito de falar aquilo, nunca teria.

–- Senhorita Turner? — a professora estava em pé ao lado da minha cadeira. — Você está bem? Pode sair se quiser.

Eu estava chorando. Balancei a cabeça e sai da sala de aula.

Corri para o banheiro e me tranquei em uma das cabines vazias. As lágrimas caíram naturalmente. Não entendia o porque de doer tanto. Ele já havia tido outras namoradas, algumas mais bonitas outras mais feias, mas eu nunca havia me sentido assim antes. Ela não era a certa pra ele, eu era a certa. Poderia parecer ridículo, mas eu era.

Os soluços pioraram. Já deveria ter acabado a aula de matemática e agora deveria estar começando a de história, pela primeira vez eu não queria assistir a aula de história ç(pode me chamar de nerd) e também não queria assistir mais nenhuma.

Deitei a cabeça na parede da cabine. Ouvi a porta do banheiro se abrir e instintivamente botei as mãos na boca para conter os soluços.

–- ...Você acredita nisso? — perguntou uma garota que tinha a voz igual a da personagem Janice do seriado friends.

–- Claro que sim. — respondeu uma segunda garota com a voz enjoativa igual a da primeira.

–- Só não entendo porque Luke saiu tão estranho da aula.

–- Verdade. Nem Emily conseguiu falar com ele direito. — a segunda garota parecia estar triste (possivelmente estava fingindo) — Ele saiu correndo bem rápido da sala e seguiu até o corredor das salas dos primeiranistas.

–- Taylor falou que ele foi se desculpar com alguém.

–- Ele estava no celular durante a aula, né?

–- Uhum.

–- Talvez ele estivesse falando com ela.

–- Ela? Como você sabe que era uma garota?

–- Só poderia ser uma garota,né?

Ouvi o som de passos e a porta do banheiro, elas finalmente haviam saído. Eu recomecei a chorar.

Luke sempre conseguia me dobrar e me persuadir a perdoá-lo, mas dessa vez não seria tão fácil assim. O que ele falara foi o pior que ele já fez. Ele havia sido grosso, rude, detestável, insensível e havia me desprezado. Quero que ele desapareça, caía em um buraco e fique lá. Ele pode pedir quantas desculpas poder, chorar, espernear, pode tentar qualquer coisa. Não vai conseguir o perdão tão fácil.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Sai do banheiro apenas quando o sinal para a saída tocou. Passei na sala de aula e peguei a mochila seguindo para a sal de detenção. Hoje seria o último dia detenção depois disso não precisaria mais ver mais a cara ridícula de Luke após a aula.

Passei pela quadra de basquete pegando um atalho à caminho da sala do castigo, mas a melhor escolha seria o maior caminho.

Luke estava na extremidade mais distante da quadra com Emily e os outros jogadores do time de basquete. Luke a abraça e sorria enquanto os jogadores a sua volta faziam piadas.

Luke largou a namorada e começou a andar se despedindo dos amigos. Ele se virou para frente e deu alguns passos, mas parou. Seus olhos verdes me encaravam do outro lado da quadra. Ele havia parado de sorrir. Eu apenas me virei e recomecei a andar. Pude ouvir passos atrás de mim, mas não me atrevi a olhar. Apenas continuei a andar. Os passos começaram a ganhar velocidade como se estivessem começando a correr e em resposta também comecei a correr.

Eu recomecei a chorar. As lágrimas caiam por minhas bochechas quando Luke me segurou pelo braço e me forçou a virar para a ele.

–- Nick, espere. — Luke me agarrou pelos ombros. Mas afrouxou as mãos assim que viu as lágrimas — o-o que aconteceu?

Eu não o respondi apenas continuei a me debater.

–- Nick, o que aconteceu? — ele havia se aproximado, eu podia sentir o cheiro de seu perfume. — foi por causa do que eu disse? Me desculpa Nick, eu não queria dizer aquilo, eu juro. Eu fui impulsivo. Você não gosta da Emily então... Eu falei coisas sem pensar, não liguei para seus sentimentos. Você é maravilhosa Nick. Se alguém não quis ser seu namorado até agora foi porque não surgiu uma pessoa boa o suficiente para isso. Nick me desculpa, por favor.

O nó que estava preso na minha garganta se soltou.

–- Não. — solucei baixinho — Não, eu não vou.

–- Nick...

–- Cala a boca — minha voz saiu áspera — eu cansei. Sempre fui sua amiga, SEMPRE, quando você precisava de alguém para te amparar, esse alguém era eu. Quando você terminava com uma de suas namoradinha ridículas, era eu que te dava colo. Sempre que você precisava de apoio em uma merda de jogo, EU estava lá. Sempre era eu. SEMPRE. Então agora, você fala aquilo pra mim? Sem dó nem piedade? Eu nunca, por mais que eu estivesse com raiva, falaria isso para você. Sabe porque?

Luke respondeu em silêncio.

–- Porque você era meu melhor amigo. A pessoa que eu mais confiava.

–- Eu era? — Luke parecia abalado.

–- Sim, você era.

–- Nick, por favor... — ele me segurou pelo braço.

– Não. — murmurei.

Ele abriu os lábios para falar alguma coisa, mas parou. Ele não sabia o que dizer, então apenas me encarou com aqueles lindos olhos verdes e expressivos. Eu o conhecia bem, ele estava arrependido, mas ele merecia saber como eu me sentia, como eu estava.

Eu me soltei dele e recomecei a andar. Luke me acompanhava a distância e em silêncio.

Abri a porta da sala do castigo silenciosamente e por alivio nenhum dos costumeiros frequentadores se virou para me olhar, nenhum além de Bruce que levantou os olhos do livro que lia para sorrir para mim. Eu andei até a cadeira ao lado dele e me sentei. Poucos segundos depois Luke entrou pela porta da sala e se sentou na primeira cadeira da fileira de Bruce.

–- Então... — Bruce sussurrou — o que aconteceu? Seus olhos estão... Meio vermelhos.

–- É um pouco complicado. — murmurei.

–- Nós temos duas horas — ele deu uma pausa — além de que, eu acho que o fato de você estar assim tem haver com o brutamontes da primeira cadeira.

–- Você acertou — sorri tristemente.

–- Eu deveria ter adivinhado — ele fez uma careta na direção de Luke. — ele é um idiota.

–- Eu sei.

Bruce me olhou sério por um momento. Seus olhos castanhos escuros me analisando dos pés a cabeça. Ele pôs a mão na mesa da cadeira e a segurou me puxando para perto de si.

–- Então, acho melhor você me contar o que aquele idiota fez dessa vez.

Eu sorri e deitei a cabeça no ombro dele. Bruce era um bom ouvinte afinal de contas.

Notas finais
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