Notas iniciais
Ola! Me odeiem ou me amem eu voltei! Sei que já esta tarde pra burro, mas eu cheguei com mais um capitulo para que vocês minhas queridas leitoras amanheçam de bom humor! (Ou talvez não)

Quem sabe meu pai tinha razão e minha mãe esqueceu que eu vinha?

Já fazia cerca de meia hora que eu esperava por ela na frente do aeroporto (algumas pessoas havia começado a olhar estranho para mim). Eu havia pego o telefone para responder a mensagem de Luke, só que parece que as palavras não fluem tão bem quando nós precisamos delas.

As ruas perto do aeroporto estavam movimentadas, tanto por taxis londrinos como por turistas alguns parecendo que acabaram de chegar do Havaí, usando camisas floridas e bermudas, algo que poucas pessoas usariam no clima que da cidade.

Neve se amontoava pelas calçadas enquanto nas ruas estava praticamente sem nenhuma.

Não era um inverno rigoroso em Londres, na verdade era até um dos melhores que eu já passara na cidade.

Desde meus doze anos eu passo o ano novo com minha mãe na chuvosa e nublada cidade de Londres e desde de ano passado eu passo o ano novo com minha mãe e Clint, meu padrasto.

Ajeitei o casaco para cobrir todo o meu pescoço. Eu já havia começado a pensar na possibilidade de entrar novamente no aeroporto quando um grito de uma mulher me faz olhar para trás.

–- Nicole, meu anjo. — minha mãe veio sorrindo ao meu encontro, suas mãos cobertas por luvas postas em cada lado do meu rosto. — me desculpe!

Seus cabelos castanhos caiam pelos seus ombros em ondas grandes e seus olhos azuis cinzentos piscavam preocupados enquanto falava.

–- Eu acabei demorando, não pude sair do trabalho mais cedo! — ela lamentou. — não sabe o que quanto eu tentei mas eu tinha que terminar aquela audiência!

Pude ver que ela usava por baixo de um grosso casaco de couro calças sociais e um paletó preto.

–- Como você está? — ela perguntou pondo as mãos em meus ombros.

–- Estou bem, só que com frio. — respondi.

Ela franziu o cenho que logo se transformou em uma cara preocupada.

–- Desculpe-me, onde eu estava com a cabeça?

Ela me puchou pelo braço em direção ao carro.

–- Como você está agora? — ela perguntou quando já estávamos seguras e aquecidas dentro do carro, minha mala confortavelmente alojada no banco de trás.

–- Quente e confortável. — falei me ajeitando na cadeira macia.

–- Bom ver isso. — ela riu enquanto dava a ignição no carro e eu botava o sinto de segurança.- como seu pai está? E seus irmãozinhos?

Eu sorri.

–- Eles vão ótimos, apesar de que papai achava que você ia me esquecer no aeroporto.

–- Eu nunca faria isso. — ela falou suas orelhas ficando levemente vermelho. — seu pai nunca levou a mínima fé em mim.

Eu ri e ela continuou.

–- Ele achava que quando você era bebê eu iria te derrubar o tempo todo, ele é obsecado por controle, isso sim!

–- Mamãe. — resmunguei.

–- Desculpe. — ela respondeu. — mas e a sua madrasta, Joylin?

–- Jocelyn. — corrigi. — ela vai ótima, animada como sempre. Ela me deu vinte abraços antes de eu sair de casa.

–- Muito carinhosa, pelo que parece.

–- Ela é ótima. — minha mãe ficou séria por um segundo, mas suavizando em seguida. — como vai Clint? — perguntei.

–- Ele vai ótimo. — minha mãe sorriu apenas de eu falar em meu padrasto, nunca vi alguém tão apaixonada, mas mudando sua face para séria novamente. — mas tem uma coisa que eu gostaria de falar com você.

Eu franzi levemente o cenho.

–- Pode falar.

–- Bem a filha de Clint, Meredith, vai passar o ano novo conosco também... Então vocês duas terão de dividir o quarto.

–- É somente isso? Você me assustou por um segundo.

–- Não, o problema é que Meredith tem alguns gostos diferentes dos seus e redecorou o quarto para que ela ficasse mais confortável...

–- O que você quer dizer com mais confortável? — indaguei.

–- Não é nada de mais meu anjo, pode acreditar.

* * *

Nada de mais não seria como eu descreveria aquele quarto.

Ao que parecia Meredith havia passado bastante tempo redecorando o quarto para deixa-lo confortável para ela. Ai está o problema, a visão de confortável dela não era em nada parecida com a minha visão de confortável.

O quarto era similar ao quarto da Barbie, tudo do tapete felpudo no chão até os lençóis da cama e as luminárias nos criados mudos eram rosas.

E se o quarto de Meredith daria medo, a própria Meredith não era uma visão muito melhor. Ela parecia uma versão da Barbie só que mais... Assustadora. Seus cabelos eram loiros dourados muito encaracolados e tão cheios quanto os da própria Hermione Granger, seus dentes eram tortos e amarelados, suas sobrancelhas ligadas por uma ponte de pelos espessos e mesmo sendo baixa (quase nanica) sua postura lembrava a de uma cobra ponta para dar o bote, extremamente curvada, com ombros para frente e um sorriso diabólico.

Ela se levantou da cama e me encarou de cima a baixo assim que eu entrei no quarto, os lábios curvados em um sorriso assustador.

–- Então você é a filha dela? Vocês são muito diferentes... Eu sou idêntica a minha mãe.

–- Sinto pena da sua mãe. — resmunguei.

–- O que você disse? — ela falou, a voz se transformando em um gritinho fino.

–- Eu disse que me pareço mais com meu pai.

–- Bom saber. — ela falou com ar de importância. — eu gostaria de dizer que tem algumas regras aqui nesse quarto...

Eu joguei a mochila na cama e comecei a prestar atenção nela.

Meredith não chegava nem perto de ser ameaçadora, na verdade, chegava a ser engraçado quando ela se erguia na ponta dos pés e tentava manter a coluna reta por mais de dez segundos, mantendo seu ar de importancia.

–- A primeira regra: luzes não são permitidas depois das onze horas; a segunda regra: em hipótese nenhuma você pode comer dentro desse quarto, para não enche-lo de insetos, eu odeio insetos; terceira regra: não quero nenhum barulho durante a noite, não posso interromper meu sono de beleza; e por fim, mas não menos importante a quarta regra: você não pode tocar nas minhas coisas, em nenhuma, principalmente em minhas maquiagens.

Eu levantei a mão a cima da cabeça e ela me olhou levantando uma sobrancelha.

–- O que foi? — ela perguntou.

–- Quantos anos você tem? — perguntei.

–- Eu tenho catorze, vou fazer quinze próximo ano. — ela falou como se fosse uma de suas maiores conquistas viver até os quinze anos. — e você tem quantos anos? Treze?

–- Eu tenho quinze, sou mais velha que você. — respondi sorrindo, seu ar de superioridade baixando.

–- Não pode ser. — seu sotaque britânico somado a raiva que ela parecia ter deixava tudo com um ar mais cômico. — Papai falou que você tinha treze!

–- Ele deve ter se enganado. — dei de ombros. — se quiser conferir pode perguntar para a minha mãe.

Ela saiu enfezada do quarto quase derrubando a porta com uma batida.

–- Vai ser um longo ano novo.

Puxei o telefone do bolso de trás do jeans e vi que tinha novas mensagens.

"Luke: nick?

Luke: você me daria uma ultima chance? "

Ele repitira a pergunta anterior e dessa vez eu dei a resposta mais sincera que pude.

"Nick: Eu não sei. "

Notas finais
Bye bye