Notas iniciais
DESCULPEM!!!!!!! eu acho que demorei quase duas semanas para escrever esse próximo capítulo para vocês, em parte porque eu estava com bloqueio criativo e também porque eu estou com minha casa em reforma então fica difícil produzir com barulho. Algumas fã (eu tenho fãs, chupa Sabidinha) estavam me cobrando, então eu fiz um capítulo para vocês ontem só que como eu estava com preguiça de postar as 00:01 eu esperei até agora as10:23 (momento em que eu acordei hoje, talvez não precisamente essa hora.) eu estou postando mais um capítulo, então... APROVEITEM!!!

Ele era muito irritante.

Luke estava sentado na beirada da cama me admirando revirar o quarto em busca de uma blusa. Uma mísera blusa vermelha. Que espécie de pessoa não tem uma porcaria de blusa da cor vermelha?

–- Nós vamos nos atrasar desse jeito. — ele resmungou, apesar de eu saber que estava sorrindo.

–- Cala boca.

–- Se você conseguisse manter seu quarto arrumada não teria esse problema...

–- Luke, cala a sua boca. — falei em um tom mais ríspido. Eu sentia falta das nossas brigas.

Ele deu de ombros e se deitou na cama esparramado. Ele realmente sentira falta de mim? Parecia que ele sentia mais falta da minha cama com certeza.

–- Se você ajudasse talvez fossemos mais rápido, sabia?

–- Talvez. — ele se limitou a falar.

Eu peguei uma almofada do chão e me aproximei sorrateiramente de Luke. Bati a almofada com o máximo de força que conseguia nele, bem na cabeça. Luke caiu no chão de barriga pra baixo, ele resmungou alguma coisa.

–- O quê? — perguntei cutucando ele com o pé.

–- Eu disse... — ele levantou a cabeça e me olhou sorrindo igual a um menino sapeca — que é melhor você correr!

Luke se levantou do chão num salto e começou a andar na minha direção.

–- Merda! — gritei começando a correr porta a fora.

Eu sabia que ele era mais rápido, mas valia a pena tentar escapar.

Passei correndo pela escada pulando de dois em dois degraus. Luke me seguia logo atrás correndo pela escada.

Dei graças a deus por Jocelyn e papai não estarem em casa hoje. Se vissem essa cena eles provavelmente me matariam. Jocelyn conseguira convencer meu pai a ir com ela a uma festa para caridade deixando os gêmeos na casa da mãe dela.

Entrei na cozinha e fechei a porta. Corri ate os armários e abri as duas portinhas mais próximas ao chão. Teria de servir. Entrei pelas duas portinhas e fechei-as silenciosamente. Alguns segundos depois ouvi a porta da cozinha se abrindo.

O espaço dentro do armário era um pouco apertado. Jocelyn não usava aquela parte do armário para nada, então desde meus dez anos eu usava como um esconderijo prático. Era um espaço oco logo em baixo da pia a única coisa que me fazia companhia lá era um cano que se conectava com a parede, que por sinal estava muito limpo e brilhante. Jocelyn tem problemas sérios com limpeza.

Ouvi os passos de Luke ecoarem pelo cômodo. Seus pés estavam descalços, eu podia ouvir apenas batidas secas e abafadas, tinha deixado os sapatos no meu quarto junto com suas meias.

Apurei os ouvidos. Nenhum barulho de passos abafados, nem nenhum outro barulho. Abri uma fresta entre as portas e espiei. Nenhum sinal. Abri as porta por inteiras e sai agachada, o máximo silenciosamente possível.

Alguém pigarreou atrás de mim.

Merda.

Eu não ouvi a porta bater.

Virei-me para trás. Luke estava sentado em cima da pia os dedos dos pés encostando apenas as pontinhas nos chão.

Ele sorria feliz da vida. Seus olhos verdes brilhavam de pura alegria. Ele vencera. Seus jeans tinham leves respingos de água da pia e sua camiseta cinza estava salpicada de suor.

–- Te peguei! — ele riu.

Luke desceu da pia e ficou de pé, a coluna reta e os cabelos caindo sobre a testa. Eu batia em seus ombros, não era a garota mais alta da minha sala e também não era mais baixa, mas perto de Luke eu me sentia uma garotinha minúscula na frente do garoto mais alto da sala.

Dei um passo para trás. Ele me avançou dois, ficando bem próximo.

–- Vai se arrepender...

–- Me desculpa? — perguntei. A proximidade estava me deixando tonta, quase podia sentir o perfume dele.

–- Não. — ele avançou contra mim fazendo cócegas em minha barriga e pescoço.

Eu me remexi. Luke estava rindo alto. Eu tentei me desvencilhar, mas ele simplesmente me puxou mais para perto, prendendo-me de costas contra seu corpo. Ele fazia cócegas na minha barriga e eu ria alto. Minhas bochechas queimavam e deveriam estar corando bruscamente. Estava chegando ao meu limite, eu comecei a me balançar em seus braços.

–- Para! Para, Luke! — ri.

–- Nick pare de se mexer. — ele resmungou me segurando com força — você vai acabar...

Ele não havia terminado a frase, quando seus pés deslizaram para trás e nós caímos no chão. Ele me virou em seus braços e amorteceu a queda. Eu fechei os olhos com força os abrindo apenas quando ouvi a batida.

Eu estava em cima de Luke. Meu corpo apertado com força contra o seu. Minha cabeça estava deitada em seu ombro, senti o cheiro do seu perfume em seu pescoço. Era doce. Queria enfiar meu nariz em seu pescoço e ficar sentindo seu cheiro por dias. Deitar minha cabeça em seu peito e ficar ouvindo seu coração bater. Aí eu me lembrei. Ela, Emily, era quem iria ter isso.

–- Nick? — Luke perguntou baixinho.

–- Sim?

–- Você está bem?

Eu afirmei com a cabeça, mas pude ver que ele não conseguia me ver da posição em que estava. Minha face deveria estar vermelha, talvez mais até do que uma pimenta.

–- Acho que sim. — murmurei.

–- Ótimo. Então, por favor, saía de cima de mim. Seu joelho está perigosamente perto de uma parte muito sensível so meu corpo.

Eu olhei para meu joelho. Ele estava em cima de sua virilha bem perto de uma área que todo homem acha bem... Digamos, preciosa.

Eu me levantei devagar tentando não machucá-lo.

Ele se sentou ao meu lado no chão da cozinha. Luke massageava com cuidado suas costas e nuca. Ele sofrera todo o impacto.

–- Quantas horas são? — ele perguntou massageando suas costelas.

–- Cinco e meia. — falei olhando para o meu relógio de pulso.

–- Merda! — ele se levantou com um salto e me estendeu a mão. — era para eu já estar na quadra! Merda!

–- Luke! — ele me puxou pelos corredores e escada a cima de volta para meu quarto.

Ele começou a calçar os tênis.

–- Nick era para eu já estar lá! Não eramos para ter começado a brincar!

–- Eu estava fugindo, não brincando. — falei pegando um par de sapatilhas em baixo da cama.

–- Que se dane! Era para eu já estar no vestiário! Se formos a pé nunca chegaremos lá a tempo! É o meu primeiro jogo depois da detenção! Não posso decepcionar ninguém!

–- Calma! — falei. — peça emprestado o carro de Isaac ele não vai ligar!

–- Claro que não... — Luke falou sarcasticamente, enquanto vestia mais dos tênis.

Eu corri até a janela abrindo-a. Mirando a janela do quarto de Luke.

–- Isaac! — gritei. — Isaac!

O irmão de Luke apareceu entrando pela porta do quarto com apenas em uma toalha vermelha enrolada na cintura. Luke e Isaac eram muito parecidos, de tal forma que Luke poderia ser considerada uma versão mais nova do irmão, só que sem o costumeiro charme embutido e olhos verdes ao invés de azuis.

Ele abriu a janela do quarto de Luke e se inclinou, me esforcei para não olhar para seus músculos.

–- Como vai Nicole? — ele gritou, sua voz estava mais carregada de sedução barata. Alguns anos de convivência e nos acostumamos a não babar, ao menos quase sempre.

–- Preciso que empreste o carro a Luke. — gritei.

–- Porquê?

–- Se você não fizer isso ele vai se atrasar para o jogo. Por favor Isaac!

–- O que eu ganho com isso?

–- Você estaria fazendo um favor a mim! A garotinha loira que você levava para tomar sorvete junto com o seu irmão boboca!

Ele passou a mão pela barba a fazer e sorriu. Ele parecia se lembrar de quando eu e Luke eramos crianças. Isaac sempre foi um bom irmão apesar de as vezes brigar com Luke pelos motivos mais bestas. Além do mais ele gostava bastante de mim.

–- Está bem! — ele gritou — fale para o idiota vir pegar as chaves! Está na travessa de frutas falsas! — ele fez uma pausa — Vou voltar para o meu banho!

–- Obrigada — gritei. — tenha um bom banho!

Isaac saiu pela porta do quarto e voltou para o banheiro. Nossa como ele poderia ser tão gato?

–- Nick, você esta vermelha. — resmungou Luke que me olhava fixamente.

–- Desculpe. — murmurei, tentando fazer minha cara voltar a cor normal.

–- Vou pegar o carro. — ele se levantou do cama, os sapatos já amarrados.

–- Vou procurar minha blusa vermelha. — falei levantando da cama.

–- Pode esquecer. — Luke sorriu — não vou esperar uma hora para você achar uma maldita blusa vermelha. Você pode usar o meu casaco do time.

Ele saiu pela porta do quarto sem esperar minha resposta.

Um sorriso digno do Gato de Chershire inundou meu rosto por completo. Eu amava o casaco de Luke. Talvez seja porque ele nunca o tira? Meu subconsciente perguntou.

Uma buzina me despertou dos meus devaneios sobre olhos verdes e casacos vermelhos. Eu desci as escadas e fechei a porta da casa com cuidado. Luke me esperava no banco do motorista da caminhonete do irmão.

Notas finais
Bye bye.. Tomaram que tenham gostado do capítulo!