You belong with me.
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Ola!!
Aqui vai mais um capitulo.
Deixem suas críticas!!!
11.
O cinema estava lotado como de costume.Clarisse me atormentara tanto que acabei por aceitar ir ao cinema. Mesmo me sentindo com tudo isso. Quando disse a Bruce que iria ao cinema com Dylan, ele quase teve um ataque cardíaco. E eu me sentia culpada por isso. Se ele não teve uma chance porque Dylan teria? Mas mesmo assim eu aceitei. Talvez por insistência de Clarisse, talvez porque eu goste um pouco de Dylan ou talvez simplesmente porque quero sair desse circulo. Magoa de Luke, perseguições de Bruce, Clarisse tentando me aconselhar sem sucesso... Parecia um circulo vicioso.Minha cabeça já estava começando a doer. Talvez se eu ligasse e falasse que estava doente poderia ir para casa, talvez essa noite não fosse um fiasco por completo. Talvez ele até chegue a gostar. Talvez ele nem venha afinal de contas ou...–- NICK! — Clarisse estava correndo na minha direção segurando... Aquilo era um pote de pipoca gigante?–- Olá. — murmuro.–- Pronta? –- Eu achei que seu irmão viesse...–- Ele não pôde vir. — seu sorriso murchou e ela franziu o cenho. — teve um treino de basquete hoje. Mas vai nos encontrar na pizzaria depois do filme.–- Entendo. — resmunguei.–- Você ficou triste? –- O que? — eu não havia notado o tom da minha voz — Não, eu não estou triste. Na verdade — sorri — acho que vai ser ótimo ver um filme, sabe só eu e você.–- Noite das meninas. — ela me deu o balde gigante de pipoca e levou as mãos ao ar, como se estivesse dançando. Não pude deixar de rir. — vamos eu já comprei nossos ingressos. Dylan foi quem deu o dinheiro. Como um pedido de desculpas...–- Depois me lembre de devolver o dinheiro. Não gosto de ter minhas coisas pagas por ninguém.–- Luke vivia pagando as coisas para você. –- Contra a minha vontade. — reclamei, eu estava parecendo uma criança cochichando para mim mesma enquanto reclamava dos pais.–- Que se dane. — ela resmungou — Vamos comprar mais comida, eu estou faminta.Eu sorri. Clarisse sabia como contagiar as pessoas e fazer com que elas façam o que ela quer.O filme era relativamente bom. Uma comedia romântica ou um drama romântico, não sei, sobre uma mulher que supera um drama e continua a viver a vida ate se apaixonar por um cara, que acaba sofrendo um acidente no final e morre no hospital segurando a mão da mulher. Mas eu apenas acho que não pareceu certo que no final do filme eu e Clarisse saíssemos rindo enquanto todas as mulheres e metade dos homens na sala saíam chorando. Eu ri ao passar por uma mulher chorosa olhando com raiva para nós.–- Você acredita naquela personagem? — pergunto.–- Não — Clarisse pôs as mãos na cabeça fazendo uma pose teatral, começando a recitar uma das frases da personagem principal — "Se eu morrer, quero morrer com você. Ao seu lado. Ouvindo seu coração parar de bater e seu último suspiro...". Da para você acreditar nisso?–- Claro que não. — respondi contendo o riso ao ver mais olhares zangados — eu preferiria morrer rica, em um carro de luxo e vendo o pôr-do-sol da minha casa de praia em Malibu.–- Esqueceu da banda cover dos Beatles cantando em seu velório.–- Esqueci? Eles vão cantar "Yesterday" enquanto descem meu caixão e "help" na festa depois do velório.–- Por que teria uma festa? Não era para ser uma coisa triste? Sabe o momento em que todos choram porque perderam uma pessoa querida...–- Querida, doce e meiga, Clarisse. Eu quero ver todo mundo chorando enquanto eu estiver sobre a terra. Mas quando eu estiver em baixo... — sorri maliciosamente para Clarisse e levei as mãos ao ar. — a festa vai rolar solta!–- Uhum. Eu vou ser convidada para sua festa, barra, velório, não é?–- Claro que sim. Você e seus descendentes vão festejar até cair duros.–- Meus descendentes?–- Sim. Eu não pretendo partir desse mundo tão cedo...–- Ainda bem. Achei que você estaria se preparando para cometer suicídio.–- Ainda não cheguei a esse ponto.Ela levantou uma sobrancelha e ficou séria.–- Eu estou brincando. — murmurei sorrindo. Suas feições se tranquilizaram.*****************************Clarisse pediu uma pizza metade pepperoni e metade mozzarella para nós duas.A pizzaria sorbone estava vazia. Povoada apenas por eu, Clarisse, um casal emo e um cara gordo de camiseta do Batman, que estava manchada de ketchup e queijo.Clarisse olhou para o cara e sorriu para mim.–- Quem sabe esse não é seu tipo? –- Se ele fosse mais magro, raspasse a barba, cortasse o cabelo, usasse remédio para acne, fosse mais novo e trocasse a camisa por uma do Homem Aranha ou do flash. Quem sabe?–- Nunca, jamais, eu irei te entender. Você gosta de nerds ou de atletas?–- Um pouco dos dois. — dei de ombros.–- Luke gosta de dessas coisas?Franzi o cenho.–- Ele tem uma caixa cheia de revistas de Batman e x-men.–- Não sabia desse lado dele. — ela riu.–- Ele me fez prometer que não contaria. — o garçom brotou do chão trazendo a pizza e duas latas de refrigerante.Clarisse pegou uma fatia com um guardanapo e começou a comer. Eu sabia que eu era faminta maior parte do tempo, mas Clarisse conseguia me superar facilmente, além de ela estar com fome o tempo todo, sua barriga parecia ser um buraco negro.
Mordisquei uma fatia de mozzarella enquanto via Clarisse terminar sua primeira e pegar mais uma fatia de pepperoni.–- Não sei por que você insiste em não comer carne. — ela resmungou limpando sua boca com mais um guardanapo. — é tão bom... É como comer um pedaço do céu.–- Se o céu fosse feito de pedaços de pequenos animais grelhados e cozidos. — meu tom era ácido. Clarisse defendia que quem não comia carne não recebia amor o suficiente.–- Não me venha com esse sentimentalismo. Porque não se acorrenta a uma árvore? — ela havia parado de comer para falar. A coisa estava ficando séria.–- Porque papai iria me puxar de lá pelos cabelos e me trancar no quarto ate terminar o colégio.Ela sorriu e voltou a comer a pizza como se nunca tivesse parado.–- Merda. — ela resmungou assim que engoliu — o cara da camisa do Batman esta jogando Candy Crush no telefone. E ele pediu mais uma pizza! Eu me virei e comecei a espionar junto com ela. –- Entendo que o jogo seja viciante. Mas sério. Para dedos roliços como aqueles ele é muito rápido. — resmunguei.–- Anos de prática se masturbando.–- Você acha? — perguntei baixinho.–- Só poderia ser isso. Duvido que esse cara saia de casa para dar uma caminhada... Para falar a verdade, duvido que ele não tenha vindo de carro pra cá.–- Com certeza.Ela se sentou ao meu lado no banco acolchoado.–- Qual é a do rabo de cavalo? — perguntei — se ele quer ter cabelo grande ele devia deixar solto. Qual é a graça de deixá-lo preso o tempo todo?–- Você acha que eu sei? Talvez ele sinta calor.–- Então porque ter o cabelo grande? — a porta do restaurante se abriu, nós nem se quer olhamos para ver quem era.–- Sei lá. Será que ele tem uma namorada? –- Se ele esta aqui devorando duas pizzas inteiras, sozinho, em um sábado a noite? Ele com certeza deve ter uma namorada. –- Quem sabe no mundo dos RPGs ele não tenha uma.–- Aposto que não. — uma voz atrás da gente falou.Eu e Clarisse nos víramos quase derrubando as latas de refrigerante em cima da mesa.Dylan estava acompanhado de mais um jogador de basquete e, merda, Luke que estava com sua namorada colada junto a si. Seus olhos pareciam meio tristes, apesar de que sorriam como se estivesse feliz, é claro que só eu percebia.
Notas finais
Bye bye
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