Notas iniciais
OI SWEET HEARTS!! Gostaria de agradecer aos comentários que recebi no capitulo antrerior e espero que gostem do novo capítulo!! BYE BYE *3*

*2

Bateu o sinal para o final do terceiro horário e término da aula mais tediosa em minha vida, ao menos ate o momento ( sim, eu sei que outras piores virão em um futuro não tão distante).

Sentei-me escorada no troco da árvore. O pátio da escola era similar a um jardim gigante, árvores, flores, grama, esquilos barulhentos e passarinhos que fazem cocô nos carros dos professores. A árvore grande (mesmo fazendo parte do pátio) era um lugar isolado do tumulto do jardim gigante. Era mais calmo e pacífico, os pássaros era apenas percebidos pelo barulho que faziam ao pular de galho em galho, as formigas e outros bichinhos da natureza quase nunca incomodavam e não havia outros alunos para perturbar por ser o lugar mais afastado do colégio. Digamos que era meu cantinho preferido no mundo tumultuoso da escola.

Pus a mão no bolso e retirei o celular e chequei as mensagens.

"Luke: eu vou me atrasar um pouco.

Luke: me espere na árvore.

Luke: devo chegar em alguns minutos. "

Suspirei e olhei para as folhas caídas das árvores no chão.

–- Não sei porque eu ainda chego cedo... — resmunguei.

Sim eu sabia porque. Eu queria ve-lo, precisava dele mais do que como um melhor amigo, seria algo como um coração precisa de sangue ou Harry Potter precisa de uma varinha. Deitei a cabeça no troco da árvore e fechei os olhos devagar.

O que ele poderia querer afinal de contas? Ele queria ajuda. Poderia ser com uma das lideres de torcida que ele queria sair, ou com o representante de turma, ou com um resumo sobre algum livro para a matéria de literatura... Poderia pensar em infinitas ideias para ele me chamar ou pedir ajuda. Era sempre assim. Quando qualquer um de nós tínhamos uma problema um chamava o outro, não importa a dificuldade ou a hora, desde de os meus seis anos era assim, nunca mudaria, ao menos eu achava que não.

Ouvi os sons de passos se aproximando e abri os olhos. Luke parecia o mesmo de sempre, olhos

verdes preguiçosos, cabelos castanhos escuros despenteados, pele de cor avelã brilhante, tudo complementado com o típico visual de "não me importo como estou vestido, eu sei que sou fabuloso de qualquer modo". Luke ao contrário da maioria dos garotos de dezesseis anos não se importava com o visual (se ele se importava ninguém percebia), usando jeans velhos e desbotados, camisas lisas ou de bandas de rock antigas e sempre com a jaqueta do time de basquete vestida por cima.

–- Oi loirinha — ele cumprimentou quando chegou mais perto.

–- Oi. — falei enquanto ele se sentava na grama e encarava meu rosto serio — tem alguma coisa coisa no meu rosto?

Ele apenas moveu a mão e pôs uma mecha loira para trás de minha orelha com um sorriso torto no rosto.

–- Bem melhor.

–- Serio? — questionei enquanto ajeitava a franja e o olhava nos olhos — por que você tem essa mania?

–- Sei lá. Talvez eu pare, um dia... Quem sabe. Quando você disser que...

–- Eu não vou admitir — murmurei cortando sua fala.

–- Todo mundo sabe.

–- Não. Apenas VOCÊ acha que sabe.

–- EU SEI — ele disse — e todo mundo também, mas só irei parar quando você minha pequena loira admitir que gosta de um certo representante de turma...

–- EU NÃO GOSTO — repliquei com raiva.

–- Está bem. Você o acha ATRAENTE.

–- Cala boca. — falei — foi para isso que você me chamou? Para falar de eu ser ou não atraída pelo representante de turma?

–- Então você admite? — ele arqueou uma sobrancelha, puts, porque ele conseguia fazer isso e eu não? Eu sempre quis arquear uma sobrancelha, a vida é tão injusta. — responda Nick.

–- Você prestou atenção no que eu disse?

–- Sim. — ele respondeu parecendo estar sério — queria apenas ver sua reação.

–- Por que você me chamou aqui?

–- Por que não chamaria? — ele perguntou com um deboche.

–- Não tenho paciência para isso.

–- Está bem. Está bem. — ele fez uma pausa — eu gostaria de lhe pedir um pequeno favor. Você aceitaria?

–- Depende.

–- Depende de que?

–- Do que eu você precisa?

–- Apenas diga se aceita ou não — ele tornou a se esquivar da pergunta.

Eu o olhei séria. Ele não queria me dizer do que precisava, com certeza (eu tenho certeza) não seria boa coisa.

–- Luke, eu PRECISO de detalhes.

–- E você os terá. Apena diga se aceita ou não.

Aquilo já estava começando a me irritar.

–- Eu não vou aceitar nada sem você me dizer os detalhes. — repliquei.

–- Somente direi quando você me disser se aceita ou não. — ele cruzou os braços em frente ao peito e franziu o cenho.

Suspirei derrotada.

–- Está bem — murmurei — eu aceito.

–- Ótimo! — Luke sorriu satisfeito como se tivesse escalado o Monte Evereste e percebido somente agora.

–- Para que você quer a minha ajuda? — perguntei curta e grossa.

–- Eu quero que você limpe a minha barra com o representante de turma. — ele falou mas eu não esperei uma reação, apenas me levantei e comecei a andar.

Luke nem precisou se levantar, ele apenas esticou um dos seus braços de jogador de basquete e me puxou para a grama novamente enquanto eu ainda estava no meu terceiro passo.

–- Você aceitou. — ele falou enquanto me soltava delicadamente em um tom sério de voz.

–- Eu não vou jogar charme no Bruce só porque você não estuda para as provas e fica encrencado com o representante de turma. — falei. — E além do mais, ele não vai cair tão facilmente.

–- Vai sim. — ele replicou — nerds gostam de garotas como você.

–- Como eu? — senti a raiva subir e minhas bochechas ficarem vermelhas.

–- Fofas. Eu quero dizer. — ele falou nervoso — não nerds.

–- Por que você não encara como um homem as consequências de seus atos?

Ele sorriu triste.

–- EU encaro como homem. Só que eu preciso que ele interfira, se ele falar com a diretora, talvez ela amoleça e quem sabe não fale com o treinador.

Eu suspirei. Se o treinador soubesse que ele tinha tirado notas baixas, Luke não participaria dos próximos jogos, se fosse apenas um ou dois ele não se importaria, mas ele poderia perder toda a temporada.

Eu mordi meu lábio levemente.

–- Se eu o ajudasse — falei — como eu iria convencer Bruce a falar com a diretora?

–- Bem... — ele tinha um sorriso no rosto — Vocês são amigos e está Rolando uns boatos de que o representante de turma esta gostando de uma aluna mais nova um ano da sua sala com cabelos loiros e sardas. Eu achei que poderia ser você Nick...

Olhei séria para ele.

–- Bruce não gosta de mim.

–- Vocês sempre foram amigos. E ele meio que te conhece desde que era criança e...

–- Você também me conhece desde que eu era criança.

–- É mas desde quando nós eramos crianças ele meio que te achava bonitinha. — Luke parou e sorriu quando algo lhe ocorreu na mente — lembro que ele te deu um buquê de flores e que também vivia pedindo para segurar sua mão.

–- Você nunca deixava — falei.

–- Claro que não você tinha apenas seis anos. Não tinha idade para ter um namorado ou para estar interessada em meninos. Meu dever como melhor amigo era te defender.

Eu ri me lembrava que ele sempre foi muito ciumento quanto a Bruce. Era como se desde pequenos eles fossem arqui-inimigos.

–- Bem isso não mostra que seu plano de eu seduzir o representante seja muito eficiente, já que nossa única relação "mais do que amigos" foi quando eu tinha seis anos.

–- Bem. — ele sorriu — ele não ficaria até tarde da noite falando com uma garota se não tivesse interesses nessa garota.

–- Como você sabe disso? — perguntei assustada lembrando que as vezes ficava até tarde falando com Bruce pelo celular.

–- Eu vi suas conversas na última vez que você foi lá em casa. — ele falou com que de tristeza na voz. — sinceramente se você estava tão entediada a esse ponto por que não recorreu a mim?

–- Cala boca. Eu so estava perguntando se ele tinha algum livro para me emprestar. — menti.

–- Até parece. De qualquer modo vai me ajudar ou não loirinha?

Olhei para ele. Mesmo ele estando sorrindo pude ver que ele estava desesperado.

–- Está bem, vou tentar. Mas não prometo que vou ser de grande ajuda.

–- Obrigada Nick. — ele me puxou para perto e me abraçou.

Ele tinha a pele quente e macia. Deitei minha cabeça no peito dele e passei meus braços envolta de seu tronco, queria aproveitar o abraço, poucas vezes ele demonstrava algo que podia ser interpretado como "mais que amizade". Ele me soltou e olhou nos meus olhos, o verde de sua íris brilhava de pura alegria.

–- É melhor irmos. O quanto antes melhor, certo?

–- Certo. — falei pegando a bolça e seguindo Luke em direção a sala dos representantes.

Notas finais
VALEU POR LEREM !! *3*