You belong with me.
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Sentei-me na arquibancada pacientemente como uma boa garota.
Desde que conheço Luke, ele me leva para seus jogos de basquete sempre que pode.
A nossa torcida vai a locura, Luke havia feito mais um ponto, nós com certeza iríamos ganhar. A torcida gritava o nome dele como se fosse uma espécie de hino, ele era o melhor pivô que a equipe já teve. Ele merecia receber uma ovação como essa.
Sorri ao ver ele sendo levantado pelo resto dos jogadores, era uma cena engraçada de se ver, principalmente quando Luke começa a lançar beijos para suas fãs.
–- Posso sentar aqui? — Eu pulo assustada ao ouvir a voz.
Bruce sorria para mim em pé ao meu lado.
–- Eu posso? — ele pergunta novamente.
–- C-claro. — gaguejei.
Bruce estava... Diferente. Usava roupas mais casuais do que a de um representante de turma. Quem diria que bermudas e sandálias ficariam tão bem em alguem que templo obrigação de parecer sério?
–- Pelo visto voltou a ser amigo dele. — Bruce franziu o cenho olhando fixamente para o casaco do time. — cabem duas de você dentro disso.
Levantei uma das mangas e vi o excesso de pano que sobrava.
–- Gosto de casaco largos. — murmurei em resposta. — além do mais não tinha nenhuma blusa vermelha.
–- Nenhuma? Por que não pegou uma blusa da sua madrasta?
–- Digamos que ela tem airbags maiores que os meus. — falei triste.
Bruce riu, sua risada era rouca, nunca havia percebido isso.
–- Digamos que eu acho mulheres com airbags pequenos melhores do que as com airbags gigantes.
Eu correi apesar de uma risada ter escapado por minha boca.
–- Muitos homens preferem os grandes. — falei.
–- Eu não. — ele sorriu.
Mas uma grade ovação da torcida. Luke fez mais uma cesta. Ele sorria para toda a arquibancada, mas ao olhar para onde eu estava seu sorriso se desfez. Luke lançou um olhar raivoso para Bruce, que revidou com um sorriso simpatico , apesar de seu olhar ser pura hostilidade. Luke começou a andar até nós, mas antes que ele se aproximasse Dylan brota do chão e o leva novamente para dentro do jogo.
–- Vocês realmente se odeiam. — murmurei.
–- Acho que é mais ciúme do que ódio. — ele respondeu. — ao menos por parte dele.
–- Entendo.
Ciúme. Luke e Bruce sempre tiveram uma relação com brigas e intrigas, desde pequenos. Luke sempre fora melhor em portes que bruve, já Bruce sempre fora melhor na escola do que luke. Um sempre teve inveja do outro, e isso só piorou quando eu cheguei.
–- Nick? — Bruce pôs a mão em meu ombro.
–- Sim? — pergunto saindo dos eeus devanrios.
–- Você ouviu o que eu falei?
–- Hum... Não.
Ele segurou uma mecha do meu cabelo e pôs atrás da minha orelha. Ele tinha um sorriso no rosto.
–- Eu perguntei se você entendia alguma coisa sobre basquete.
Eu sorri.
–- Infelizmente eu não sei nada sobre basquete.
–- Se não entende o jogo, então porque veio?
–- Luke gosta de quando estou aqui, diz que eu passo confiança. — eu ri. Se eu mesma não tinha confiança em mim, imagine passar para alguém.
–- Entendo porque você ficaba olhando para todos os jogadores sem entender nada. — ele riu.
Ele passou o braço sobre meu ombro e apontou para Luke.
–- Aquele troglodita é o pivô, ele tem a obrigação de bloquear os jogadores dos outros times que tentam fazer pontos e quando recebe a bola tenta fazer uma cesta. Geralmente o pivô é o mais alto do time, apesar de Luke não ser o mais alto.
Ele continuou a explicar as outras posições. Bruce parecia entender bastante do esporte e ensinava muito bem, já havia perdido as contas de quantas vezes Luke havia tentado me ensinar sem nenhum sucesso.
O sinal bateu para o intervalo entre segunda e terceira partida, 15 minutos de intervalo para os jogadores.
Luke desapareceu da quadra assim que o sinal tocou, me perguntei se ele estava com raiva de mim por ter deixado Bruce ficar tão perto.
–- O que você acha de comermos alguma coisa? — Bruce perguntou, ele parecia feliz por Luke não ter aparecido.
–- Você deve pensar que eu sempre estou com fome. — falei.
–- Na verdade, eu gosto disso. — ele se levantou. — muitas garotas ficam fazendo dietas para ficar magras e bonitas, além de usarem quilos de maquiagem. Você não faz isso. Acho que esse é motivo de eu te achar atraente.
Eu me levantei e comecei a andar ao seu lado.
–- Na verdade eu acho que eu faço dieta em tempo integral,já que sou vegetariana. E a coisa das maquiagens, eu me maqueio, mas é geralmente quando Jocelyn precisa de uma boneca para testar cosméticos.
–- Então você é a favor da beleza corporal a cima de tudo? — ele indagou, levantando uma sobrancelha.
–- Não. Eu sou contra a matança de filhotinhos para fazer salsicha e o uso de cosméticos femininos em garotinhos ruivos, já que a mãe deles se não tivesse a mim testaria tudo neles. — sorri.
–- Causas nobres as quais defender. Aposto que vai participar da ONU no futuro.
–- Quem sabe? — dei de ombros.
Nós seguimos até a cantina do colégio que estava lotada de atletas e torcedores comprando comida para os dois últimos tempos do jogo.
Bruce e eu seguimos para a fila.
–- Não precisa ficar na fila, pode esperar na quadra. Eu logo os lanches até lá. — ele sorriu.
–- Claro. — eu enfiei a mão no bolso de trás dos meus shorts e peguei uma nota de 10. — eu quero só um refrigerante.
–- Não precisa dar o dinheiro. — ele sorriu afastando a minha mão. — sua companhia paga.
–- Fofo, mas eu vou pagar. — sorri e pus o dinheiro dentro do bolso do seu shorts.
–- Vou lhe devolver o troco. — ele disse quando eu já tinha começado a andar de novo.
–- É bom mesmo. — falei sem me virar.
Bruce era um amor. Por que eu não consigo gostar dele como gosto de Luke? Eu conheço Luke desde criança eu deveria sentir isso por ele, amor de amigos, amor puro e bobo, enquanto isso Bruce está sofrendo porque eu não gosto dele da mesma forma que eu gosto de Luke. Me sinto ridícula, mesmo quando Luke falou aquelas coisas comigo, Bruce sempre esteve por perto, ele se declarara e me beijara, meu primeiro beijo, se eu me distanciasse ele poderia se magoar e isso era tudo que eu menos queria. Ele parecia sempre querer estar próximo de mim, isso era lindo, mas eu me sentia pior do que nunca.
Suspirei baixinho e chutei uma pedra que estava na frente das minhas sapatilhas.
–- Porque tanta tristeza em um tão pequeno coração? — Dylan andava ao meu lado sorrindo.
–- Porque minha vida é uma merda. — murmurei.
–- Quer conversar? — ele perguntou. — gays são ótimos ouvintes. Aposto que posso te ajudar.
–- Porque todo cara legal é gay, tem namorada ou a garota não consegue sentir algo mais que amizade por ele?
–- Não faço a mínima ideia.
Nós começamos a andar mais devagar.
–- Me sinto péssima por causa de Bruce. — Dylan levantou uma sobrancelha. — Bruce gosta de mim mais do que como amiga, mas eu não consigo fazer o mesmo por ele. Luke gosta realmente de emily , eu deveria desistir.
–- Não, não deveria. — ele fez uma pausa começando a massagear uma de suas têmporas. — Nick, se você desistisse dele, o que você faria? Iria atrás de Bruce? Seria apenas pior, você além de se machucar, também machucarua Bruce que gosta tanto de você.
–- Eu sei, mas...
–- Nenhum mas! Bruce gosta de você e não tem como não machuca-lo, mas se você der esperanças ele vai sofrer uma queda maior e mais dolorosa.
Ele sorriu docemente.
–- Obrigada, sabe, pelos concelhos. — falei.
–- Não há de que. — ele fez uma reverência exagerada. — estou sempre a seu dispor my beautiful lady.
–- Merci. — murmurei, fazendo uma reverência de mesma magnitude que a dele.
Voltamos a quadra em silêncio, não havia retornado quase ninguém, havia apenas alguns jogadores que conversavam animados com algumas lideres de torcida que haviam acabado de fazer seu show de acrobacias para quase ninguém além de um cara gordo e sua família.
–- Segura essa Cooper! — uma bola veio em toda velocidade na minha direção que me acertaria na barriga se Dylan não a tivesse pegado.
–- Cuidado com a menina, Taylor! — ele jogou a bola novamente para um garoto loiro que parecia meio envergonhado, eu quase não podia ver ele por causa da ausência dos meus óculos.
–- Foi mal! — pudr ouvir ele gritar.
Dylan me de uma cotovelada.
–- Tudo bem! — gritei esfregando meu braço, um novo hematoma.
–-Você ia se machucar feio se a bola tivesse lha acertado. — eu me virei para trás assustada.
Luke sorriu de satisfação ao ver meu rosto.
–- Todo mundo está brotando do chão hoje? — perguntei.
–- Brotando do chão? — Dylan sorriu.
–- É a frase que ela usa quando alguém aparece do nada. Como se tivesse saído da terra em um passe de mágica. — Luke loexplicou
–- Então, muitas pessoas brotam do chão?
–- Só as vezes. — respondi. — você faz isso um número considerável de vezes.
–- Faço? — Dylan perguntou coçando o queixo. — Não me lembro de nenhuma.
–- Sério?
–- Nunca falei mais sério em minha vida.
–- Sua memória é péssima. — resmunguei.
–- Com certeza. — Luke concordou. Pelo que parece nem eu nem Dylan nos lembravos que Luke estava ali.
–- Tenho que ir. — Dylan falou saíndo em direção a um grupo de jogadores agrupados em trono do banco de reservas. Pude ouvi-lo rir baixinho enquanto andava.
Me voltei novamente para luke, que me encarava com os lábios transformados em uma linha.
–- Onde está o seu cachorrinho?
–- Desculpe. — falei. — que cachorrinho?
–- O cachorrinho ruivo que fica arrastando a bunda no chão ao seu lado enquanto você anda.
Eu suspirei.
–- Por favor, não fale assim de Bruce. Ele é um cara legal.
–- Com ceteza.
–- Você poderia parar por favor de ter ciúmes de Bruce.
–- Eu não tenho ciúmes dele. Quem teria ciúmes de um imbecil como ele?
–- Luke, ele não é um imbecil, ele é um cara doce, gentil e legal.
–- Se você acha. — ele revirou os olhos.
Eu suspirei.
–- Por que está tão irritado afinal de contas? Nunca se importou por ele ser meu amigo.
–- É porque amigos ficam abraçados durante o jogo conversando aos suspiros durante um jogo de basquete.
–- Nós não estávamos abraçados! — eu estava irritada.
–- Então ele ficar colado a você, falando seu ouvido e com os braços em seus ombros, é uma coisa comum de amigos?
–- Luke, você vive colado em mim. Hoje mesmo você ficou fazendo cócegas em mim, sem nenhum motivo.
–- É uma coisa nossa. Nós fazemos isso desde que eu tinha dez anos. — ele estava ficando vermelho de raiva. — mas ele nunca fez isso com você, e o jeito que ele estava era muito... Próximo. Não me importo que você fique próxima, mas daquele jeito é demais.
–- Como assim demais?
–- Nick, ninguém nunca ficou tão próximo assim de você.
–- Ninguém além de você. — as palavras escaparam da minha boca.
–- Verdade. — ele confirmou. — eu sou seu melhor amigo. EU posso fazer isso.
–- É claro, porque eu não tenho um namorado para fazer isso certo? — eu estava irritada demais para ligar, para ligar para qualquer coisa.
–- Eu não quis dizer isso.
–- É claro que não. — meu tom era ríspido. — você nunca quer dizer nada.
–- Nick... — ele parecia arrependido.
–- Deixa pra lá. — respondi, minha raiva se transformando em tristeza. -vou voltar para a arquibancada. Quando o jogo acabar eu te espero no carro.
–- Certo. — sua voz estava triste.
–- Boa sorte.
–- Obrigada. — ele tentou sorrir confiante,mas fracassou.
Voltei para a arquibancada. Bruce me esperava com um cachorro quente meio comido, duas latas de refrigerante e um sorriso acolhedor.
–- Eu vi o que aconteceu. — ele perguntou assim que me sentei — vocês brigaram novamente?
–- Mais ou menos. — murmurei. — foi uma discussão só que com uma pitada de tristeza no final.
Ele me ofereceu a lata de coca-cola intocada com um canudo preso.
–- Sinto muito. — ele murmurou.
–- Porque? — perguntei. — achei que não gostasse de Luke.
–- Eu não gosto, mas você gosta, além do mais sei que você valoriza a amizade dele.
Eu sorri.
–- Valoriza?
–- Qual o problema?
–- Parece as palavra de um banqueiro.
–- Bom saber que eu ao menos te faço rir. — ele sorriu.
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